(Minghui.org) Durante minha infância, meus pais frequentemente me diziam para ser gentil, honesto e tratar os outros com respeito. No entanto, depois de entrar na faculdade, descobri que as coisas não eram tão simples. Muitas pessoas competiam por fama e ganho material, e ter integridade era frequentemente visto como algo ultrapassado ou antiquado.
Isso aconteceu na década de 1980 e muitas pessoas na China compartilhavam da mesma opinião. Certa vez, a revista China Youth publicou um artigo de opinião intitulado "Por que o caminho da vida se torna cada vez mais estreito?".
Passaram-se cerca de 40 anos e a situação na China deteriorou-se rapidamente, mas já não estou confuso. A prática do Falun Dafa tem-me proporcionado clareza e orientação, independentemente do lugar onde eu me encontre.
Quando meus pais me apresentaram o Falun Dafa pela primeira vez, eu não o levei a sério. No entanto, ao começar a ler os principais ensinamentos do Zhuan Falun, fiquei impressionado com o significado profundo do livro. O Mestre Li, o fundador do Falun Dafa, usou uma linguagem simples para explicar tudo, respondendo a todas as minhas perguntas e revelando muitas coisas que eu desconhecia.
Esses ensinamentos me fizeram lembrar da sabedoria que meus pais compartilharam durante minha infância e me reconectaram com os milhares de anos de história da cultura tradicional chinesa. No fundo do meu coração, sei que os princípios Verdade, Compaixão e Tolerância são os valores mais importantes que posso cultivar. São esses valores que sempre prezarei, não importa o que aconteça.
Enfrentar testes
O Partido Comunista Chinês (PCC) não conseguiu tolerar o grande número de pessoas que praticavam o Falun Dafa e começou a perseguir a prática em 1999. Isso foi lamentável, mas não totalmente surpreendente. Baseado nas teorias de Karl Marx, o PCC defende valores fundamentais como a luta de classes, o ódio e a mentira. Dado o histórico do regime — incluindo a Revolução Cultural (1966-1976) e o Massacre da Praça da Paz Celestial (1989) —, a perseguição ao Falun Dafa, embora trágica, não é inimaginável.
Afinal, escolher ser uma boa pessoa é uma escolha pessoal. Durante a Dinastia Zhou, o alto funcionário Cui Zhu assassinou o Duque Zhuang do Estado de Qi. O grande historiador registrou o crime, e Cui o matou em retaliação. O irmão mais novo do historiador fez o mesmo, e Cui também o matou. O segundo irmão mais novo fez o mesmo e teve o mesmo destino. Vendo os três irmãos mais velhos mortos, o irmão mais novo não hesitou e registrou fielmente o evento. Nesse ponto, Cui percebeu a determinação deles e parou por aí.
Essa história destaca a importância da integridade. Nossa capacidade de acessar a história factual hoje existe porque muitas pessoas no passado a documentaram, mesmo sob grande coação. Mas se cada vez mais pessoas abandonarem seus princípios, nossa sociedade inevitavelmente enfrentará sérias consequências.
Duas histórias
O Rei You, da Dinastia Zhou, tinha uma concubina chamada Bao Si. Bao, era famosa por sua beleza, mas nunca sorria. Ele tentou de tudo, mas não conseguiu fazê-la sorrir. Alguém sugeriu acender a fogueira reservada para emergências em tempos de guerra. O rei seguiu o conselho e nobres de perto e de longe correram para lá com seus soldados, pensando que uma guerra havia começado. Quando Bao viu como os nobres e seus exércitos foram enganados, achou graça e finalmente sorriu.
Então, o rei pediu ajuda repetidamente através da fogueira do farol. A cada vez, os soldados chegavam, apenas para descobrir que não havia guerra. Eventualmente, perderam a confiança nele. Mais tarde, quando um exército invasor chegou e o rei acendeu a fogueira do farol mais uma vez, nenhum aliado veio em seu auxílio. Como resultado, o rei perdeu seu império, tornando-se o último daquela dinastia.
Outro exemplo foi Zhao Gao, um alto funcionário da Dinastia Qin. Para testar a lealdade dos oficiais da corte imperial, Zhao chamou um cervo de cavalo. O Imperador não acreditou nele e pediu a opinião de outros oficiais. Alguns disseram que era um cervo, enquanto outros, com medo de Zhao, disseram que era um cavalo. Aqueles que disseram que era um cervo foram expulsos ou mortos. Como resultado, ninguém mais ousou falar honestamente. Por fim, o Imperador (Qin Er Shi) tornou-se o último imperador da Dinastia Qin.
Do que a sociedade precisa
Em todas as culturas, existe sempre um tema de justiça e retidão prevalecendo. Mas o resultado final pode não ser fácil, pois requer esforço, dedicação e até mesmo sacrifício.
Os Cherokee, uma tribo indígena americana, têm uma história transmitida de geração em geração. Nessa história, um avô conta ao seu neto sobre a luta interna de todo homem entre dois lobos: um, o mau, que representa a raiva, a inveja, a tristeza, o arrependimento, a ganância, a arrogância, a autopiedade, a culpa, o ressentimento, a inferioridade, a mentira, o falso orgulho, a superioridade e o ego. Já o outro, o bom, representa a alegria, a paz, o amor, a esperança, a serenidade, a humildade, a bondade, a benevolência, a empatia, a generosidade, a verdade, a compaixão e a fé.
Após pensar um pouco, o menino perguntou: "Qual lobo vai vencer?"
"Aquele que você alimenta", o avô respondeu.
Todos nós almejamos viver em uma sociedade onde as pessoas ao nosso redor sejam honestas e nos tratem bem. Mas se cada um de nós nutrir e seguir pensamentos negativos, nosso bem-estar coletivo sofrerá. Ao darmos um passo atrás e refletirmos sobre o que a sociedade precisa — em vez de alimentarmos o lobo mau —, estaremos caminhando na direção certa.
Por isso, apesar dos 27 anos de perseguição ao Falun Dafa realizada pelo PCC, permaneço firme na minha crença. Com base no que vivenciei e testemunhei, sei que o Falun Dafa é reto e que essa perseguição é apenas mais uma campanha política contra inocentes, semelhante ao que o Partido já fez no passado. Acredito que, quando a aurora chegar, ela trará a mudança.
Atualmente, o PCC está disseminando sua propaganda no exterior para atacar o Falun Dafa e o Shen Yun, uma companhia de artes cênicas cujos membros praticam o Dafa e se dedicam a apresentar a cultura tradicional chinesa. Mais uma vez, isso representa uma oportunidade para cada um de nós descobrir os fatos e compartilhá-los com mais pessoas.
Os acontecimentos na sociedade podem não ser acidentais. Quando o antigo sábio Sócrates foi levado a julgamento apesar de sua inocência, ele disse: "Uma vida sem reflexão não vale a pena ser vivida". Ao aquietarmos nossas mentes e ouvirmos nossa consciência, podemos discernir o certo do errado. Isso é importante porque nossas escolhas moldarão o futuro ao qual pertenceremos.
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