(Minghui.org) A Prisão Feminina de Jilin é uma das instituições na China, onde as praticantes do Falun Gong são perseguidas mais severamente.Em 2002 a prisão, localizada na cidade de Changchun, construiu uma ala especial para manter com segurança as praticantes do Falun Gong. Inicialmente ela foi chamada de "Ala de educação”. Em novembro de 2012, quando a prisão se mudou para um local diferente na mesma cidade, ficou conhecida como "Ala nº 8”.

A Ala nº 8 é independente das outras, localizada em um edifício de quatro andares. O piso térreo é frio, úmido com uma "divisão de controle rígido", destinada às praticantes detidas que se recusam a desistir de sua fé no Falun Gong. Essa divisão proíbe quaisquer visitas de familiares, e as praticantes são submetidas a uma tortura física diária.

Das 600 detentas, dúzias delas falecem

Desde 2002, a província de Jilin já encarcerou nessa ala mais de 600 praticantes do Falun Gong que receberam penas de prisão de até 19 anos; algumas praticantes têm entre 70 e 80 anos, e algumas estão em más condições de saúde.

Nesse local, os guardas fazem uso de todo tipo de táticas brutais para forçar as praticantes do Falun Gong a renunciarem à sua crença. Atraídas por incentivos e redução no prazo de detenção, prisioneiras condenadas à morte são induzidas a torturar as praticantes. Assim essas presidiárias criminosas abusam das praticantes, torturando-as com “lavagem cerebral” e agressões físicas.

Sra. Sun Xiuxia

Sra.Yu Lixin

Sra. Deng Shiying

Muitas outras praticantes ficaram aleijadas ou mentalmente perturbadas por causa da tortura e da intensiva “lavagem cerebral”. Enquanto isso, pelo seu “excelente” desempenho, Zeyun foi promovida à diretora da prisão.

Incentivos ilegais e redução de sentenças

As autoridades da prisão selecionavam as presidiárias mais cruéis e agressivas para cuidar das praticantes do Falun Gong da Ala nº 8 e as premiava com pontos equivalentes à eficiência do trabalho delas nas torturas e “lavagem cerebral” aplicadas nas praticantes. Esses pontos eram levados em conta na reavaliação das sentenças.

Métodos comuns de tortura usados na Ala nº 8 da Prisão Feminina de Jilin

A ala usa um sistema de punição corporal por níveis, desde o abuso verbal, agressões até as formas mais severas de tortura.

Voo de avião

Reconstituição da tortura: voo de avião

Os braços da vítima são amarrados firmemente atrás das costas e na parte superior da estrutura de um beliche. As pernas são separadas, com os pés amarrados à estrutura inferior do beliche. O corpo fica parecendo um avião. A tortura é extremamente dolorosa. Dentro de um curto espaço de tempo, a vítima transpira em bicas e fica suspensa no ar entre a vida e a morte.

Suspensão pelos quatro membros

Reconstituições da tortura: suspensão pelos quatro membros

Cada membro da vítima fica firmemente amarrado a cada uma das quatro vigas de um beliche. Os membros ficam esticados de forma que o corpo fica suspenso no ar. Todo o peso da vítima é pressionado nos pulsos e tornozelos, causando tormento e dor excruciante. Como se o sofrimento não fosse suficiente, as agressoras também podem amarrar as vítimas de bruços, causando ainda mais dor.

Parada em pé por longos períodos de tempo

As praticantes são muitas vezes presas e obrigadas a ficarem imóveis e em uma única posição por longos períodos de tempo.

Reconstituições da tortura: parada em pé por longos períodos de tempo

Sentada em um banco minúsculo durante horas

Às vezes, as praticantes são obrigadas a se sentar, imóveis, por longo tempo, em um banquinho baixo, de superfície áspera. Como consequência, as nádegas de muitas vítimas ficam em carne viva e infeccionadas.

Estiramento de pernas

Nessa tortura, os agressores obrigam a vítima a ficar sentada no chão, de pernas abertas, para estirar suas pernas. Eles pressionam a cabeça da vítima para baixo até que ela toque o chão. Ao mesmo tempo, os braços da vítima são torcidos para trás, causando sofrimento e dor insuportável.

Reconstituição da tortura: estiramento de pernas

De costas contra a parede

Nesta tortura, a vítima é forçada a se dobrar contra a parede empurrando os braços para cima. É uma postura muito dolorosa, especialmente quando a vítima é forçada a ficar longo tempo nessa posição.

Reconstituição da tortura: de costas contra a parede, com os braços empurrados para cima

Congelamento

O inverno no nordeste da China é extremamente frio, com temperaturas médias em torno de -26 °C. As células não ficam aquecidas. Os torturadores abrem as janelas e jogam água fria nas praticantes. Às vezes, as praticantes são obrigadas a dormir em tábuas de madeira com roupas finas sem nenhuma cama.

Afogamento

Essa é outra forma de tortura. Torturadores prendem os braços da vítima e pressionam a cabeça em um grande recipiente de água fria até que a vítima chegue quase a desmaiar.

Reconstituição da tortura: afogamento

Com os casos em andamento para processar Jiang Zemin, ex-chefe do Partido Comunista Chinês, que em julho de 1999 decidiu iniciar a perseguição ao Falun Gong, os crimes mais horríveis estão sendo esclarecidos. Na China a voz do povo está cada mais alta e exige que os responsáveis sejam levados à justiça.