(Minghui.org) Há um ditado chinês que diz: “Se você não planejar a longo prazo, enfrentará problemas imediatos”. Aqui estão alguns exemplos, ambos positivos quanto lições aprendidas.
História de Tao Kan
Tao Kan, um general da Dinastia Jin, ascendeu de uma origem humilde. Numa época em que a aristocracia normalmente monopolizava os altos cargos, foi uma façanha excepcional que Tao conseguisse alcançar a posição de Grande Marechal (taiwei), responsável pelos assuntos militares de oito províncias. Contudo, uma análise mais atenta de sua vida revela que essa conquista não foi mera coincidência.
Tao perdeu o pai ainda criança e sua mãe trabalhava arduamente para sustentar a família pobre. Ela trabalhava durante o dia e fiava e tecia cânhamo à noite. Apesar da pobreza, ela generosamente dava suas economias acumuladas a Tao, para que ele pudesse conviver com pessoas de caráter íntegro e ampliar seus conhecimentos.
Fan Kui, um amigo de Tao, visitou sua casa certa vez com vários acompanhantes. Ao cair da noite, uma forte nevasca atingiu a família, que vivia em condições precárias para hospedar os convidados. Percebendo a preocupação de Tao, sua mãe o tranquilizou: “Por favor, peça aos convidados que fiquem e eu darei um jeito.”
Sem dinheiro para comida, a mãe de Tao cortou o próprio cabelo comprido e o vendeu para comprar alimentos. Sem lenha para aquecer a casa, ela derrubou um pilar para que os hóspedes pudessem se aquecer junto ao fogão. Quando não havia forragem para os cavalos dos hóspedes, ela puxou o tapete de palha da própria cama, cortou-o em pedaços e deu aos animais. Esses atos de generosidade comoveram tanto Tao quanto Fan. Impressionado com a grandeza e a perspicácia de Tao, Fan comentou: “Com uma mãe tão virtuosa, não me surpreende que seu filho seja tão talentoso.”
Com o apoio de Fan e outros, Tao tornou-se funcionário do governo. Ele atuou como funcionário do condado responsável pela pesca por um período. Em uma ocasião, quando um subordinado estava viajando pela cidade natal de Tao, este lhe pediu que entregasse um pote de peixe salgado (um alimento comum entre os funcionários locais) para sua mãe. Algum tempo depois, o pote foi devolvido intacto, acompanhado de uma carta.
“Você acabou de se tornar um funcionário de baixo escalão e já usou bens do governo para meu benefício pessoal”, escreveu sua mãe na carta. “Longe de me trazer alegria, isso me causa grande preocupação!”
Profundamente impactado pelas palavras de sua mãe, Tao estava determinado a seguir seus ensinamentos pelo resto da vida, esforçando-se para servir como um funcionário íntegro, honesto e incorruptível.
Anedotas ao longo da história: Cuidar das pessoas
O Imperador Taizong da Dinastia Tang, renomado como um dos maiores imperadores da história chinesa, era conhecido por sua visão. “Não se deve esquecer o perigo em tempos de estabilidade, nem o caos em tempos de paz, mesmo sabendo que não há calamidade no momento, é preciso considerar como manter esse estado de coisas”, disse ele certa vez em Zhenguan Zhengyao (Os Fundamentos do Governo).
Doze anos após o início de seu reinado, o Imperador Taizong perguntou um dia a seus altos funcionários: “Sempre que leio sobre os feitos virtuosos dos imperadores do passado, esforço-me incansavelmente para imitá-los. Também nomeei todos vocês porque realmente os considero homens de talento excepcional, contudo, os resultados do nosso governo ainda ficam aquém da era dos Três Soberanos e Cinco Imperadores. Por que isso acontece?”
Wei Zheng, um dos oficiais, reconheceu que era verdade que o país estava pacífico e próspero. No entanto, alertou contra a complacência. Ao longo dos séculos, um imperador recém-ascendido ao trono sempre procurou revitalizar sua administração emulando grandes imperadores da antiguidade, como Yao e Shun.
“Quando um governante desfruta de facilidades e conforto, tende a tornar-se arrogante, extravagante e indulgente consigo mesmo, deixando de preservar sua bondade inata até o fim”, Wei alertou. “Da mesma forma, quando os ministros são nomeados, aspiram a corrigir o governante, remediar os males da época e emular as conquistas de figuras lendárias como Ji e Xie; contudo, uma vez que alcançam riqueza e alto status, preocupam-se apenas em preservar seus cargos e títulos, sem que nenhum permaneça verdadeiramente leal e firme.”
“Se tanto o governante quanto o ministro pudessem permanecer diligentes e firmes até o fim, não haveria necessidade de se preocupar com os assuntos de Estado e a nação naturalmente superaria as conquistas das dinastias passadas”, Wei continuou, e o Imperador Taizong concordou.
Uma situação semelhante ocorreu com o Imperador Kangxi na Dinastia Qing. “Quando não há assuntos urgentes, deve-se manter um estado de vigilância — como se houvesse uma tarefa em mãos — para se precaver contra possíveis problemas. Dessa forma, nenhum incidente indesejável ocorrerá”, ele disse em Tingxun Geyan (Máximas de Instrução da Corte), uma coleção de discursos para seus filhos. “Por outro lado, ao se deparar com desafios reais, deve-se permanecer tão sereno e tranquilo como se nada estivesse errado, mantendo os pensamentos calmos e firmes, então os problemas se resolverão naturalmente com facilidade. Os antigos diziam: 'Seja prudente na mente, mas ousado no espírito' — esta é a atitude que se deve adotar em todas as situações.”
Joachim Bouvet, um missionário francês enviado pelo rei Luís XIV para visitar a China, ficou impressionado com isso. Em sua carta, Bouvet se referiu ao imperador Kangxi como “o príncipe mais poderoso do mundo” e “um inimigo declarado da vida preguiçosa e ociosa, pois ele nunca se deita senão muito tarde e se levanta cedo”.
Tragédias na era moderna
No entanto, essas tradições se perderam após a ascensão do Partido Comunista Chinês (PCC) ao poder em 1949. Por meio de inúmeras campanhas políticas, o regime intensificou o uso da brutalidade e da propaganda, afastando as pessoas dos valores tradicionais.
Mesmo após o fim catastrófico da Revolução Cultural em 1976, esse vácuo espiritual persistiu sob o regime ateu do PCC. Em maio de 1980, a revista Juventude da China publicou uma carta de Pan Xiao intitulada “O Caminho da Vida: Por que ele se estreita à medida que caminho?”.
“Tenho 23 anos, tecnicamente, estou apenas começando a jornada da vida, mas todos os mistérios e o fascínio da existência já se dissiparam para mim, sinto como se tivesse chegado ao fim da estrada”, o autor escreveu. “Olhando para trás, o caminho que percorri foi uma jornada que oscilou entre um vermelho vibrante e um cinza pálido, uma progressão da esperança à decepção e, por fim, ao desespero, uma odisseia mental que começou com intenções altruístas, mas terminou com uma introspecção profunda.”
Infelizmente, à medida que a geração mais jovem, como Pan, continuava sua busca explorando diversas ideologias, incluindo os valores ocidentais, eles foram alvo de críticas, sendo rotulados como “liberalização burguesa”. Isso acabou levando ao Massacre da Praça da Paz Celestial, que reprimiu o movimento democrático no dia 04 de junho de 1989.
Nesse contexto, o Falun Gong, uma prática de meditação baseado nos princípios da Verdade, Compaixão e Tolerância, foi apresentado ao público em maio de 1992. Em poucos anos, aproximadamente 100 milhões de pessoas testemunharam melhorias na saúde física e no caráter moral. “Os gerentes de nível médio no meu local de trabalho estão dispostos a contratar praticantes do Falun Gong porque esses praticantes são diligentes, trabalhadores e nunca reclamam da carga de trabalho”, escreveu um praticante que trabalhava em uma empresa de TI em Pequim na época.
Após o início da repressão ao Falun Gong realizada pelo PCC em julho de 1999, muitos funcionários seguiram cegamente a política de perseguição em busca de ganho pessoal. Agindo contra a própria consciência, prenderam e detiveram impiedosamente os praticantes inocentes, submetendo-os a lavagem cerebral, tortura, trabalho forçado, morte e até mesmo assassinato para a extração forçada de seus órgãos. Seus atos nefastos, por sua vez, tiveram consequências.
No dia 1º de agosto de 2005, o Departamento de Polícia do distrito de Xihe, na cidade de Fuxin, província de Liaoning, em conjunto com a Delegacia de Polícia de Sihe, prendeu 15 praticantes do Falun Gong. Meng Qingyan, então diretor da Delegacia de Polícia de Sihe, tentou se vangloriar dessa ação. Em uma reunião posterior, ele discursou fanaticamente sobre “lutar contra o Falun Gong até o fim”, vindo a falecer repentinamente de um ataque cardíaco naquela mesma noite.
Um incidente semelhante envolveu Liu Wanquan, diretor da Delegacia de Polícia do município de Zhuzhoushan, na cidade de Fuxin. Motivado por ganhos políticos, ele tentou forçar o praticante local do Falun Gong, Huang Xiaojie, e outros a renunciarem à sua crença ao Falun Gong. Liu não apenas espancou brutalmente Huang, como também agrediu a mãe, o cunhado e o primo de Huang, todos os quais o haviam ajudado e os extorquiu com multas. Ainda mais grave, durante uma tentativa de sequestrar Huang, Liu ordenou que seus subordinados atirassem em Huang na parte inferior da perna esquerda, atravessando-a, simplesmente porque Huang se recusou a cooperar com a perseguição. Huang foi posteriormente incriminado e preso injustamente por oito anos.
Dois anos depois, Liu foi denunciado às autoridades e condenado a doze anos de prisão, posteriormente, surgiram notícias da prisão de que ele estava com câncer.
Há um ditado que diz: “Colhemos o que plantamos”. A vida é uma jornada definida pelas escolhas que fazemos. Seguindo nossa bússola moral, somos recompensados com segurança, saúde e prosperidade.
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