(Minghui.org) O Minghui.org noticiou anteriormente que a Sra. Wang Xiuqin escreveu para casa por volta de junho de 2026, enquanto cumpria uma pena de dois anos e cinco meses por sua fé no Falun Gong. A moradora de 84 anos da cidade de Fuzhou, província de Fujian, escreveu recentemente outra carta para casa e forneceu mais detalhes sobre a perseguição que sofre.
Breve resumo do caso da Sra. Wang
A Sra. Wang foi presa inicialmente em 12 de fevereiro de 2025. Devido à pressão alta, ela foi liberada para cumprir prisão domiciliar. A polícia invadiu sua casa em 14 de julho de 2025 e a levou ao hospital para um exame físico. Três dias depois, ela foi levada para o Segundo Centro de Detenção da Cidade de Fuzhou. Foi julgada pelo Tribunal do Condado de Minqing em 9 de outubro de 2025 e condenada a dois anos e cinco meses de prisão, além de uma multa de 5.000 yuans, em novembro de 2025. Ela recorreu ao Tribunal Intermediário da Cidade de Fuzhou, mas o recurso foi negado.
A Sra. Wang foi transferida para a Segunda Divisão da Prisão Feminina da Província de Fujian em 20 de janeiro de 2026. Embora a notificação de prisão indicasse que sua família poderia visitá-la no dia 16 de cada mês, a família não teve permissão para visitá-la sequer uma vez.
O marido da Sra. Wang, que tem mais de 90 anos e é incapaz de cuidar de si mesmo, dependia dela para seus cuidados. Sua prisão deixou a família em uma situação difícil.
Novos detalhes revelados na segunda carta enviada para casa
A família da Sra. Wang entrou com um recurso em seu nome após ela ter sido condenada em novembro de 2025. Como não tiveram permissão para visitá-la no Segundo Centro de Detenção da Cidade de Fuzhou, eles encarregaram o advogado nomeado pelo tribunal de se reunir com ela. “O advogado pediu que eu assinasse várias páginas de documentos, sem permitir que eu as lesse. Eu achava que o advogado havia sido contratado pela minha família e que defenderia minha inocência, mas acabei vendo meu recurso ser negado. Percebi que o advogado não entendia o que é o Falun Gong, e não o culpo por isso”, escreveu a Sra. Wang em sua segunda carta à família.
Seu filho escreveu uma carta para o advogado entregar a ela, mas o advogado disse que não havia tempo para ela lê-la durante a reunião de dez minutos. O advogado apenas transmitiu o conteúdo da carta do filho, informando que o marido dela havia sofrido uma queda.
O que a Sra. Wang não sabia, na época da reunião com seu advogado, era que seus filhos haviam precisado levar o marido para um hospital geriátrico após a queda, pois não conseguiam garantir a segurança dele em casa. Eles estão pagando despesas hospitalares de cerca de 8.000 yuans por mês.
A Sra. Wang questionou se a Procuradoria e o Tribunal do Condado de Minqing tinham jurisdição sobre o seu caso. Ela escreveu: “Meu registro de residência está no Distrito de Cangshan, cidade de Fuzhou, desde 1983, quando fui morar com meu marido na Comunidade Yiyuan, pertencente à Universidade Normal de Fujian.
“Fiquei detida no grupo de novas detentas entre 20 de janeiro e 18 de março de 2026. Certo dia, um oficial do Tribunal do Condado de Minqing veio à prisão perguntar se eu tinha alguma casa, carro ou conta bancária em meu nome. Sou dona de casa e nunca trabalhei. Não tenho aposentadoria, economias ou carro. Meu marido é o proprietário da nossa casa.”
Não está claro se o tribunal tentou penhorar dinheiro da aposentadoria do marido da Sra. Wang ou confiscar a casa dele para cobrir a multa judicial de 5.000 yuans aplicada a ela.
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