(Minghui.org) Mais de 1.600 praticantes do Falun Dafa de 31 países europeus participaram da Conferência Europeia de Cpmpartilhamento de Experiências do Falun Dafa, realizada em 20 de setembro em Praga, República Tcheca. Houve tradução simultânea em 13 idiomas durante a conferência, que aconteceu no Top Hotel Praha.

Mais de 1.600 praticantes do Falun Dafa participaram da Conferência Europeia de Compartilhamento de Experiências do Falun Dafa em 20 de setembro. (Minghui.org)

Este ano, participaram mais praticantes jovens e ocidentais, e os palestrantes representaram diversas nacionalidades. Vinte e um praticantes do Falun Dafa, de 16 países, falaram sobre suas experiências de prática.

Alguns praticantes mencionaram como identificaram e eliminaram seus apegos fundamentais. Outros disseram que conseguiram expor suas noções humanas por meio do estudo contínuo dos ensinamentos do Falun Dafa e eliminar essas noções com pensamentos retos. Outros ainda falaram sobre o recente aumento da complacência e o perigo de relaxar na prática espiritual.

Os praticantes falaram sobre suas jornadas de cultivo. (Minghui.org)

Participando da Banda Marcial Tian Guo

Barborka, uma jovem praticante da Eslováquia, contou que muitos membros de sua família praticavam o Falun Dafa. Quando criança, ela não compreendia verdadeiramente o significado da prática e não era particularmente dedicada. Mas sempre soube que o Falun Dafa era bom. “ O Mestre nunca desistiu de mim, sempre esperando com infinita paciência e compaixão que eu despertasse, constantemente me iluminando e protegendo”, recordou. Barborka acabou retomando a prática.

Ao estudar os ensinamentos do Fa e ao olhar para dentro de si, Barborka gradualmente se libertou do ressentimento que nutria por seu padrasto desde a infância. Como ele tratava mal sua mãe, ela sempre guardou rancor dele. Mas quanto mais Barborka o odiava, pior ficava a situação em casa. “Depois que li o Fa, percebi que odiava meu padrasto por causa do meu profundo afeto por minha mãe e pelo meu próprio egoísmo”, continuou ela. “Quando me vi como uma praticante e percebi que meu padrasto estava realmente sofrendo, minha opinião e a maneira como eu o tratava mudaram. A situação em casa melhorou.” Seu padrasto começou a apoiá-la na prática do Falun Dafa e em sua participação na Banda Marcial Tian Guo. Ele até leu o Zhuan Falun, praticou os exercícios e tentou se tornar uma pessoa melhor.

Barborka também compartilhou sua experiência ao ingressar na Banda Marcial Tian Guo. Todos os instrumentos de que ela gostava já estavam ocupados, então ela acabou tocando trompa, instrumento com o qual não estava familiarizada. Quando viu a trompa pela primeira vez, ficou muito relutante; quando soube que era um dos instrumentos de sopro mais difíceis de tocar e que levaria vários anos para dominá-lo, teve vontade de chorar e sentiu que nada era como esperava e que estava destinada a fracassar.

Os outros membros da banda a encorajaram, e ela gradualmente percebeu que tudo era orquestrado pelo Mestre e nada era por acaso. No Natal, ao segurar a trompa nas mãos, não conseguiu conter as lágrimas de emoção. Ela sentiu uma forte conexão entre ela e a vida por trás do instrumento — que tocar trompa a ajudaria a se aprimorar e também a salvar pessoas.

Apenas seis meses depois, Barborka tornou-se oficialmente membro da Banda Marcial Tian Guo.

Reconhecendo os próprios apegos fundamentais

A Sra. Tang, da Alemanha, disse que começou a praticar Falun Dafa em 1996 e só recentemente percebeu que ainda não havia encontrado seu apego fundamental.

A Sra. Tang sofria de uma doença grave desde a infância e sempre tomava medicamentos. Duas semanas após começar a praticar Falun Dafa, seus sintomas desapareceram e ela ficou saudável. Quando o Mestre publicou “ Rumo à Consumação", ela sentiu que seu apego fundamental havia desaparecido, pois inicialmente começara a praticar para curar sua doença — agora que a doença havia desaparecido, ela não estava mais focada em curá-la.

O marido dela, que é alemão, sofria de ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), uma doença incurável. Ao ver a melhora milagrosa da esposa após apenas duas semanas de prática do Falun Dafa, ele também começou a praticar e a ler o Zhuan Falun. Sua saúde melhorou significativamente e ele não precisou mais de medicação.

A Sra. Tang manteve-se saudável, enquanto a saúde do marido deteriorou-se gradualmente, culminando em seu falecimento em 2016. A Sra. Tang ficou profundamente arrasada pela dor e por muito tempo não conseguiu se libertar dela. Ela ainda não conseguia entender quais eram as suas falhas no cultivo.

Inspirada por outros praticantes, o grupo com o qual a Sra. Tang lia o Fa começou a se concentrar em encontrar seus apegos fundamentais. Gradualmente, eles identificaram seus apegos e conversaram sinceramente sobre suas experiências de prática. Ela percebeu, aos poucos, que sua ideia inicial de entrar para o Falun Dafa para curar a doença do marido não havia desaparecido por completo.

Depois de compreender isso, ela leu outras palestras do Mestre e descobriu que ele repetidamente lembrava os praticantes de eliminarem seus apegos fundamentais, mas ela não havia realmente feito isso.

O Conselho Editorial da Minghui publicou um aviso em 8 de junho de 2026 sugerindo que os praticantes memorizassem o artigo do Mestre “Rumo à Consumação”. A Sra. Tang sabia que isso era importante e compreendeu que somente eliminando seus apegos fundamentais ela poderia anular completamente os arranjos das velhas forças e trilhar o caminho traçado pelo Mestre.

A importância do estudo do Fa

Tomek, da Polônia, é um dos principais acionistas de sua empresa e ajuda a coordenar alguns projetos do Falun Dafa. Por estar muito ocupado, tinha pouco tempo para estudar o Fa. Sempre pensava que poderia compensar isso depois que o projeto terminasse. No entanto, à medida que assumia mais e mais projetos, encontrava ainda menos tempo para estudar o Fa. Sempre que pegava o Zhuan Falun, lembrava-se repentinamente de que havia assuntos importantes que não haviam sido resolvidos, então parava de ler e cuidava dessas questões.

No final de 2024, Tomek atingiu seu limite e estava quase impossibilitado de estudar o Fa. Ele se reuniu com os praticantes com quem trabalhava e explicou sua situação. Apontou que poderiam haver dois desfechos. Um era que as velhas forças o estavam eliminando da comunidade de cultivo, e ele logo não conseguiria mais continuar; o outro era que agora era a hora de outros praticantes assumirem algumas responsabilidades, pois era demais para uma pessoa só.

Os praticantes se coordenaram muito bem e assumiram muitas tarefas. Quanto mais encargos ele se desfazia, mais seguro se tornava seu estudo do Fa. O verdadeiro avanço ocorreu alguns meses depois, durante uma sessão nacional de estudo do Fa de quatro dias na Polônia. Tomek sentiu seu corpo e mente purificados. Ele olhou para dentro de si em busca de seus apegos e percebeu que, ao longo dos anos, seu apego era o desejo de coordenar todos os projetos. Ele duvidava que outros praticantes pudessem fazer essas coisas tão bem quanto ele, e até se preocupava que eles se saíssem melhor. Todos esses pensamentos estavam relacionados ao seu ciúme.

Ao perceber seu ciúme, Tomek sentiu vergonha e percebeu que quase havia comprometido seu cultivo. Reconhecer esse ciúme foi o primeiro passo para eliminá-lo. A partir de então, passou a prestar muita atenção aos seus pensamentos. Sempre que um pensamento desse tipo surgia, ele conseguia eliminá-lo rapidamente.

Muitos praticantes disseram que a conferência foi muito emocionante. Alguns afirmaram que as experiências compartilhadas pelos colegas foram muito úteis; outros se emocionaram ao ouvir os discursos e, posteriormente, perceberam os problemas em seu próprio cultivo. Disseram que se esforçariam para melhorar no futuro.