(Minghui.org) Uma mulher da cidade de Shifang, província de Sichuan, está internada em um hospital psiquiátrico há seis anos por causa da sua crença no Falun Gong, uma prática espiritual perseguida pelo regime comunista chinês desde 1999.
A Sra. Wan Gufen, de 55 anos de idade, foi presa em 2020 pelas autoridades locais. Desde então, ela está internada no Hospital Psiquiátrico da cidade de Shifang. Sua família não tem informações sobre seu paradeiro.
A Sra. Wan, que era dona de um salão de cabeleireiro, começou a praticar o Falun Gong em junho de 1998, aos 27 anos de idade. Quando a perseguição começou um ano depois, ela permaneceu firme em sua crença e, por isso, foi alvo de perseguição repetidas vezes. Ela cumpriu duas penas em campos de trabalho forçado, totalizando quase três anos e por cinco vezes, foi mantida em centros de lavagem cerebral.
Dois períodos de trabalho forçado
Em dezembro de 2001, a Sra. Wan, foi a Pequim para apelar pelo direito de praticar o Falun Gong e foi presa na Praça Tiananmen. No dia seguinte, ela foi levada de volta a Shifang. Inicialmente, ficou detida em um centro de detenção por um mês e, em seguida, em uma cela por uma semana. Depois disso, foi transferida para o Campo de Trabalho Forçado Feminino de Nanmusi para cumprir uma pena de um ano e meio. Durante esse período, ela sofreu torturas brutais.
Novamente em 23 de outubro de 2006, a Sra. Wan, foi presa após ser denunciada por distribuir material informativo sobre o Falun Gong. Depois de um mês no Centro de Detenção da Cidade de Shifang, ela recebeu uma nova pena de 15 meses no Campo de Trabalho Forçado Feminino de Nanmusi. Como se recusou a renunciar ao Falun Gong, os guardas estenderam sua pena por mais um mês e ela foi libertada em abril de 2008.
Cinco centros de detenção para lavagem cerebral
A Sra. Wan, foi presa em 18 de junho de 2000 e levada para um centro de lavagem cerebral organizado pela Agência 610 da cidade de Shifang. Ela foi libertada um mês depois.
Novamente, ela foi presa em janeiro de 2001 e levada para uma sessão de lavagem cerebral de um mês na fábrica de lã Matsu. Poucos dias após ser libertada, foi levada sob custódia novamente em fevereiro de 2001 para outra sessão de lavagem cerebral de um mês no Templo Dabei, na cidade de Majing.
Sua próxima prisão ocorreu no verão de 2001 e ela foi mantida no Centro de Lavagem Cerebral da cidade de Deyang. Como se recusou a renunciar ao Falun Gong, foi transferida para a Cadeia da cidade de Deyang. Em protesto, fez greve de fome. Os guardas só a libertaram quando ela estava à beira da morte.
Novamente em 2004, a Sra. Wan, foi presa e submetida a mais um mês de lavagem cerebral. Ela começou a ter um grave problema de saúde e, posteriormente, foi libertada.
Outras seis prisões
Além das prisões e detenções no centro de lavagem cerebral mencionadas acima, a Sra. Wan foi presa outras seis vezes, seguidas de breves detenções.
Por praticar o Falun Gong no Estádio da Cidade de Shifang em abril de 2000, ela foi levada para o Centro de Detenção da Cidade de Shifang para cumprir 15 dias de detenção administrativa.
Ela foi presa, outra vez, em agosto de 2000, quando estava a caminho da casa de sua mãe. A polícia e autoridades locais a amarraram a um poste e a chicotearam com fios de metal até a meia-noite. Os mesmos policiais a prenderam novamente um mês depois, também a caminho da casa de sua mãe. Desta vez, eles a espancaram também.
A Sra. Wan, novamente, foi presa em outubro de 2006 por distribuir material informativo sobre o Falun Gong. Ela ficou detida por um mês.
Sua próxima prisão ocorreu no dia 15 de janeiro de 2014. Sua casa foi revirada e ela foi libertada no mesmo dia.
Ela foi presa mais uma vez em 19 de outubro de 2015. Fez greve de fome durante as duas semanas de detenção. Os guardas a amarraram a uma árvore para torturá-la.
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