(Minghui.org) Quando a perseguição começou, todos os praticantes da minha região quiseram sair para distribuir materiais informativos e esclarecer a verdade sobre a perseguição às pessoas.

Decidi comprar uma moto para que pudéssemos distribuir materiais em outras aldeias. Num dia frio de inverno, o coordenador pediu-nos que saíssemos para distribuir materiais à noite. Formamos duplas e fomos até uma aldeia, e eu dei uma carona a um dos praticantes na minha moto.

Saímos às 21h30 e cada um seguiu seu caminho para distribuir os materiais. Como costumávamos cooperar, tínhamos uma ótima sintonia. Depois de distribuirmos os materiais naquela aldeia, fomos de moto para outra. Logo terminamos a distribuição nessa aldeia. No entanto, assim que chegamos à estrada principal, vimos uma van prestes a entrar em uma das vielas da aldeia. Eu disse para o praticante: "Vamos sair daqui rápido."

Não tínhamos ido muito longe quando a van nos alcançou e parou bem à nossa frente impedindo a passagem. Assim que saiu da van, o motorista perguntou nossos nomes e de onde vínhamos.

Eu disse: "De onde viemos não importa. Somos pessoas boas. Estamos aqui para transmitir informações importantes. Há tantos desastres naturais e causados pelo homem hoje em dia, que gostaríamos de dizer às pessoas como evitá-los." O outro praticante acrescentou: "Uma onda massiva de desfiliação do Partido Comunista Chinês (PCC) e de suas organizações juvenis está varrendo o país. Alguém já lhe falou sobre deixar o PCC para se manter em segurança?"

Ele disse: "Você não precisa continuar. Eu sou o responsável por isso. Eu entendi. Você pode ir. Tenha mais cuidado no futuro." Embora ele não tenha deixado o PCC, eu sabia que o Mestre estava nos protegendo.

O policial se comove com nossa compaixão

Os invernos no nordeste da China são extremamente frios, o que dificultou muito nossa saída para distribuir materiais de moto. Um praticante sugeriu que enrolar sacos plásticos nas pernas poderia bloquear o vento. Isso realmente nos manteve mais aquecidos.

Por fim, cheguei à conclusão de que não poderíamos continuar assim por muito mais tempo e que talvez devêssemos trocar para um veículo com teto. Assim, troquei minha motocicleta por um triciclo com cabine.

Viajei com outros praticantes até uma aldeia a dezenas de quilômetros de distância para distribuir materiais e pendurar faixas. Éramos quatro, e dois de nós ficamos responsáveis por pendurar as faixas enquanto os outros dois distribuíam os materiais. Pendurei as faixas com outro praticante.

Quando terminamos, vimos alguns moradores reunidos ao redor. Ao me aproximar para ver o que estavam observando, descobri que um dos praticantes havia sido flagrado distribuindo materiais e os moradores se aglomeraram em volta dele.

O praticante disse: "Sou uma boa pessoa, por que vocês estão fazendo isso?" Os moradores insistiram em levá-lo à delegacia de polícia local.

Eu disse: "Ele não parece ser uma pessoa má. Por que dificultar as coisas para ele?"

Pensei que, se dissesse que era praticante, não conseguiria voltar para casa e contar aos outros o que aconteceu. Então, acrescentei: "Estou apenas defendendo o que é justo."

Voltei para casa rapidamente. A aldeia fica a quilômetros de distância, então já eram 23h quando cheguei. Encontrei o coordenador e contei o que havia acontecido. Ele imediatamente organizou os praticantes locais e a família do praticante para irem à delegacia pedir sua libertação.

Quando chegamos à delegacia, o praticante já estava lá. Ele falou aos policiais sobre o Falun Dafa e disse: "Nós seguimos os princípios da Verdade, Compaixão e Tolerância para nos aprimorarmos. O Falun Dafa é praticado no mundo todo. Só queremos que as pessoas saibam que milhões de chineses já deixaram o PCC e suas organizações juvenis."

O policial ficou comovido com o que o praticante disse e concordou em fazer o que estivesse ao seu alcance para ajudá-lo. No fim, ele concordou em deixar o PCC.

Já era amanhecer quando saímos da delegacia. Voltamos para casa com os primeiros raios de sol. Aquele praticante ficou detido por 10 dias. Depois desse incidente, para poder viajar mais, troquei meu triciclo por um carro. Sempre sinto que o Mestre está ao meu lado, me protegendo.