(Minghui.org) No dia 31 de julho de 2026, uma mulher da cidade de Fuzhou, província de Fujian, foi a julgamento por causa da sua crença no Falun Gong, uma prática para a mente e para o corpo perseguida pelo Partido Comunista Chinês desde julho de 1999.
A Sra. Huang Meiying, com quase 50 anos de idade, foi presa no dia 08 de dezembro de 2025, no restaurante onde trabalhava. Os policiais do Departamento de Segurança Interna do distrito de Jin'an e da Delegacia de Polícia de Yuefeng invadiram sua casa e confiscaram seus livros do Falun Gong. No dia seguinte, ela foi levada para o Segundo Centro de Detenção da cidade de Fuzhou.
O marido da Sra. Huang, recuperou o celular confiscado dela na delegacia. Em seguida, dirigiu-se ao escritório de segurança interna para se informar sobre o andamento do caso. Um agente mostrou-lhe um mandado de prisão, mas não permitiu que ele o lesse com atenção nem lhe forneceu uma cópia. Também não lhe foram dadas quaisquer informações de contato para acompanhamento do caso.
Posteriormente, a polícia pediu ao marido da Sra. Huang que identificasse uma mulher que aparecia em imagens de vigilância andando de bicicleta perto de um determinado local. Ele disse que era sua esposa e, portanto, seu nome foi incluído como prova da acusação.
A polícia encaminhou o caso ao Ministério Público do distrito de Jin'an para que ela fosse processada, pois foi “denunciada por distribuir material informativo sobre o Falun Gong no local mencionado acima”.
A Sra. Huang logo recebeu um mandado de prisão formal e seu caso foi transferido para a Procuradoria do condado de Minqing. O promotor Xiao Yao a indiciou em data desconhecida.
No dia 31 de julho de 2026, a Sra. Huang foi a julgamento no Tribunal do condado de Minqing. Apenas seu filho, irmão e sobrinho foram autorizados a comparecer à audiência. Seu marido foi impedido de comparecer por ser uma “testemunha de acusação”. Nenhum outro espectador foi permitido, pois o julgamento foi considerado “não público”.
O promotor Xiao acusou a Sra. Huang de violar o Artigo 300 do Código Penal, que estipula que aqueles que usam uma organização sectária para minar a aplicação da lei devem ser processados com todo o rigor da lei.
O advogado de defesa argumentou que nenhuma lei na China criminaliza o Falun Gong ou o classifica como uma seita. A posse de livros e materiais informativos sobre o Falun Gong por seu cliente era totalmente legal e não causava nenhum dano a ninguém ou à sociedade em geral, muito menos prejudicava a aplicação da lei.
O advogado acrescentou que as imagens de vigilância mostravam apenas a Sra. Huang andando de bicicleta perto do local em questão e não distribuindo materiais. Ele também salientou que a polícia tratou cada livro do Falun Gong confiscado na casa de sua cliente como múltiplas provas, em vez de apenas uma.
O promotor Xiao alegou que a Sra. Huang era reincidente, pois já havia sido presa em 26 de setembro de 2024 e detida por dez dias por praticar o Falun Gong.
A Sra. Huang testemunhou em sua própria defesa. Ela argumentou que nunca deveria ter sido processada por exercer seu direito constitucional à liberdade de crença. Além da prisão de 2024 e de sua prisão mais recente, ela também foi condenada a um ano e meio de trabalho forçado após uma prisão anterior, ocorrida depois da 1h da manhã do dia 08 de abril de 2010. Na época, seu filho ainda era aluno do ensino fundamental.
As guardas do Campo de Trabalho Feminino da província de Fujian abusaram da Sra. Huang quando ela se recusou a renunciar ao Falun Gong. Não lhe deram roupa de cama e frequentemente a impediam de dormir. Ela não recebeu absorventes durante o período menstrual. Quatro detentas foram instruídas a se revezarem para vigiá-la 24 horas por dia. Impediram-na de usar o banheiro quando ela se recusou a recitar as regras do campo de trabalho.
Os guardas Huang Lei e He Qin eletrocutaram a Sra. Huang com bastões elétricos quando ela implorou para que parassem de persegui-la. Em protesto, ela iniciou uma greve de fome e foi alimentada à força, o que causou sangramento abundante pela boca e pelo nariz. As guardas fecharam todas as janelas para impedir que outros ouvissem seus gritos.
O juiz adiou a audiência sem proferir um veredicto.
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Fuzhou City, Fujian Province Persecution Case Briefs from 2010
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