(Minghui.org) Dez moradores do condado de Qingyuan, na província de Liaoning, compareceram pela terceira e quarta vez ao tribunal nos dias 18 e 19 de março de 2026, por causa da crença no Falun Gong, uma prática para a mente e corpo, a qual é perseguida pelo Partido Comunista Chinês desde julho de 1999.

O juiz Gang Jia, do Tribunal Distrital de Wanghua, na cidade de Fushun, que abrange o condado de Qingyuan, presidiu as audiências conjuntas realizadas no Centro de Detenção da cidade de Fushun. O promotor Wang Jun, da Procuradoria Distrital de Wanghua, também estava presente.

Os dez praticantes, incluindo o Sr. Wang Nanfang, de 70 anos de idade, o Sr. Zhou Shuyou, de 62 anos, o Sr. Wang Zexing, de 58 anos, a Sra. Hu Fengju, na casa dos 60 anos, a Sra. Hu Mingli, na casa dos 60 anos, o Sr. Liu Haitao, na casa dos 50 anos, o Sr. Wang Guozhong (que é deficiente), no início dos 40 anos, a Sra. Huang Yuping, de 64 anos, a Sra. Li Shuqin (que tem deficiência visual e precisa de ajuda para caminhar), na casa dos 60 anos, e a Sra. Lai Chunlian, de 73 anos, foram presos no dia 12 de julho de 2024 e indiciados em 20 de dezembro de 2024.

O promotor Wang, acusou os praticantes de violarem o Artigo 300 do Código Penal, que estipula que aqueles que utilizam uma organização de culto para minar a aplicação da lei devem ser processados com todo o rigor da lei. Ao longo do julgamento, os praticantes e seus advogados refutaram as acusações.

Durante a primeira audiência, em 11 de novembro de 2025, tanto os praticantes quanto seus defensores solicitaram ver as provas da acusação em juízo. Então, o promotor apresentou os livros e materiais informativos sobre o Falun Gong confiscados das casas dos praticantes. Contudo, a variedade e a quantidade, não correspondiam ao que constava na lista de itens confiscados elaborada pela polícia.

Na segunda audiência, em 27 de janeiro de 2026, o promotor acusou o Sr. Wang Nanfang de instalar uma antena parabólica na casa de uma mulher de 75 anos de idade. A nova prova apresentada foi a aparição da palavra “Tang” na televisão da mulher, o que, segundo o promotor, comprovaria que o Sr. Wang estava “espalhando informações maliciosas”.

O promotor também apresentou outras provas fornecidas pelos policiais Wang Tong e Zhang Minghui, do Departamento de Segurança Interna do Condado de Qingyuan. A polícia declarou que Dong Qian, da Comunidade Qiaonan da cidade de Qinyuan, Yang Yi, da Comunidade Tianqiao, e Li Junying, da Comunidade Sanhuan, relataram ter encontrado diversos materiais do Falun Gong, que eram “idênticos” aos confiscados na casa do Sr. Wang Nanfang. A polícia concluiu que os materiais foram distribuídos pelo Sr. Wang e seus nove corréus.

Os advogados dos praticantes apontaram que os materiais e depoimentos apresentados pelas três testemunhas eram exatamente os mesmos e suspeitaram que fossem falsos. Os advogados acusaram a polícia de incriminar seus clientes.

Durante a terceira e quarta audiências, realizadas nos dias 18 e 19 de março de 2026, o promotor apresentou a agenda telefônica do Sr. Wang Nanfang, que continha muitos contatos, muitos dos quais eram praticantes do Falun Gong. O Sr. Wang explicou que muitos praticantes e não praticantes o contataram para comprar mel da empresa de apicultura de sua família. Ele acrescentou que suas ligações telefônicas com outros praticantes não constituíam, de forma alguma, “prova” de que eles “formavam uma organização criminosa”, como alegado. O promotor não apresentou nenhum registro de conversa telefônica que demonstrasse qualquer “atividade criminosa”.

O promotor alegou ainda que a polícia recolheu um total de 3.000 cópias de materiais do Falun Gong das três comunidades mencionadas na segunda audiência, bem como de outras seis comunidades. Reiterou a sua alegação de que os dez praticantes distribuíram os materiais porque estes continham o mesmo conteúdo que os materiais confiscados nas suas casas.

Os advogados de defesa argumentaram que os materiais confiscados na casa dos praticantes apenas comprovavam que eles eram praticantes do Falun Gong, mas não havia prova de que distribuíam os materiais encontrados nas referidas comunidades.

Os defensores das famílias dos praticantes salientaram que nenhuma lei na China criminaliza o Falun Gong nem o classifica como uma organização sectária. Mesmo que os praticantes tenham instalado as antenas parabólicas ou distribuído materiais do Falun Gong, não há nada de ilegal nisso.

A terceira audiência ocorreu das 10h às 16h50, com uma hora de intervalo para almoço, no dia 18 de março. A quarta audiência ocorreu das 14h às 16h50, no dia 19 de março. Ainda não se sabe quando o juiz Gang emitirá sua decisão.

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