(Minghui.org) Quando uma praticante do Falun Dafa chamada Li faleceu, eu me desesperei e me senti impotente. Li fez o que pôde e trabalhou arduamente para esclarecer a verdade sobre o Falun Dafa e a perseguição. Ela se dedicou ao máximo para ajudar os necessitados. No entanto, após o início da perseguição, ela diminuiu o ritmo e parou completamente de praticar. Ela acabou falecendo devido ao um carma de doença.

Depois de ver o que aconteceu com Li, comecei a questionar o sentido de todos os seus anos de sacrifício. Ela ainda não tinha alcançado o nível de cultivo que buscava e faleceu, deixando sua família e amigos com mal entendimentos sobre o Falun Dafa. Os praticantes que ela ajudou não se tornaram genuínos cultivadores, alguns pararam de praticar ou até mesmo a traíram.

Embora achasse que as coisas que ela fazia eram uma perda de tempo, acreditei que seria melhor ficar em casa e cultivar por conta própria. Faria o que pudesse para validar o Fa, se a situação permitisse, mas não me preocuparia muito se não pudesse ajudar as pessoas. Dessa forma, não atrairia a atenção das velhas forças e evitaria perseguição. Além disso, teria bastante tempo para aprimorar meu cultivo e não ficar para trás.

Tornei-me passiva, neguei tudo o que havia feito antes e parei de salvar as pessoas ativamente e parei de ajudar os praticantes que estavam doentes. Quando via um praticante em necessidade, meu único pensamento era evitar me colocar em perigo.

O Meste percebeu onde meu raciocínio havia falhado e me permitiu ver a diferença entre a praticante Li e eu.

Li costumava ser assistente de um grupo de estudos. Após o início da perseguição, ela organizou outros praticantes para estudarem o Fa juntos e distribuírem folhetos informativos. Ela providenciava para que enviássemos pensamentos retos em conjunto quando algo ruim acontecia, oferecia ajuda a praticantes doentes ou iniciantes e foi a primeira a entrar com um processo contra Jiang Zemin. 

Mais tarde, outra praticante a traiu e Li foi presa e torturada. As autoridades a libertaram depois que ela assinou declarações de garantia renunciando à sua crença. Então, por medo, ela diminuiu o ritmo de seus estudos do Fa. Ela continuou a ajudar os outros por boa vontade, e às vezes o resultado era decepcionante. Outros praticantes a criticavam. Ela acreditava que não tinha se saído bem e se esforçou para olhar para dentro de si e se aprimorar. Mas, por fim, ela faleceu.

Em uma visão, o Mestre me mostrou o estado atual de Li. Ela estava sentada em um trono de lótus, vestindo um esplêndido kasaya dourado, e tinha uma enorme auréola atrás dela. Os caracteres “Ci Bei” (compaixão) apareceram ao lado dela. Ela era um ser iluminado e reto.

De repente, me dei conta do verdadeiro significado da compaixão e entendi a diferença entre Li e eu.

Embora suas ações raramente dessem certo, Li as realizava por altruísmo. Quando agia com boas intenções e era menosprezada e criticada, ela olhava para dentro de si, assumia a responsabilidade e não reclamava. Ela sofria pelos outros.

Quando eu praticava em casa, nunca me esforcei para ajudar outros praticantes, mesmo não querendo ficar para trás e perder a consumação. Isso era egoísmo e cultivo individual. Eu só sofria por mim mesma.

O Mestre percebeu as intenções e o coração altruísta de Li. As coisas simples que ela fazia geravam uma energia absolutamente pura e transparente, algo que não se consegue com o cultivo individual.

Deixei de me sentir desanimada porque percebi que muitas de nossas ações conjuntas não estavam erradas e que não tínhamos tomado o caminho errado.