(Minghui.org) Eu moro no campo e minha infância foi repleta de sofrimento. Mais tarde, descobri que tinha o que é conhecido como apego de entidade (possessão espiritual), por isso tinha dificuldade pra viver normalmente. Caminhar distâncias curtas me fazia suar demasiadamente, mesmo nos dias mais frios do inverno. Também tinha dificuldade para dormir, ficava exausta durante o dia e frequentemente, lutava para respirar.

Meu marido me acusava de fingir estar doente e me ignorava. Procurei ajuda de médicos, inclusive de curandeiros, mas nada funcionou. Meu marido morreu quando eu tinha 29 anos de idade, me deixando para criar dois filhos e uma filha. Éramos muito pobres. As pessoas me chamavam de fardo e diziam que eu trazia azar. Eu chorava todos os dias. Queria morrer, viver parecia um sofrimento sem fim.

Motivada pela pobreza, casei-me novamente em 1991 e levei meu filho de cinco anos comigo. Em março de 1997, tive a sorte de conhecer o Falun Dafa. Depois de praticar o Dafa por menos de 15 dias, todas as minhas doenças desapareceram e a possessão também sumiu. Senti-me feliz pela primeira vez na vida e contei a todos o quão maravilhoso é o Falun Dafa.

Ao estudar o Fa, compreendi os princípios de ser uma boa pessoa e comecei a me comportar de acordo com os mesmos. Na minha aldeia, o depósito de grãos distribuía sacos remendados aos agricultores. Como eu tinha um contato lá dentro, os trabalhadores separaram 30 sacos para mim. Eu disse a eles: “Eu pratico o Falun Dafa. Vou levar dez e dar o resto para outros”. Mas depois de pensar um pouco, disse: “Não quero nenhum saco”.

O coordenador local do Dafa anunciou mais tarde, que um vídeo introdutório seria exibido na área de debulha da aldeia. A área estava bagunçada e coberta de palha de trigo. Durante meu intervalo para o almoço, limpei a área. Algumas pessoas me perguntaram: “Por que você está trabalhando neste calor sufocante em vez de tirar um cochilo? Eu respondi: “Os praticantes do Dafa virão aqui para estudar o Fa e assistir a um vídeo, então precisamos de um ambiente limpo”. Aonde quer que eu vá, eu me comporto de acordo com os princípios do Falun Dafa e as pessoas dizem que sou uma boa pessoa.

Há um velho ditado que diz que perder o cônjuge na meia-idade ou um filho na velhice é a maior dor que uma pessoa pode suportar. No entanto, eu sofri ambas. No dia 23 de dezembro de 2018, uma notícia devastadora me atingiu como um raio, meu filho mais velho morreu em um acidente enquanto transportava minério de ferro.

Mesmo naquele momento de profunda tristeza, lembrei-me de que era uma praticante. Compreendi que aquilo marcava o fim do vínculo cármico entre meu filho e eu. Por mais intensa que fosse a dor e o sofrimento, eu sabia que precisava continuar vivendo. Minha nora e minhas duas netinhas ainda dependiam de nós. Minha nora havia sido diagnosticada com câncer de mama e estava fazendo quimioterapia. Se desmoronássemos, ela perderia toda a esperança e o sofrimento das minhas netas só aumentaria.

Meu marido, que também pratica o Falun Dafa, e eu deixamos de lado nossa tristeza e fizemos o possível para manter a família unida. Continuamos com nosso pequeno negócio para poder sustentar nossa nora e nossos netos. Para ajudá-la a se recuperar, nos esforçamos ao máximo para mantê-la animada. Compartilhávamos com ela tudo o que ganhávamos. Quando vendemos nossa casa por 25.000 yuans, demos a ela 10.000 yuans. Quando vendemos nosso terreno por 30.000 yuans, demos a ela 15.000 yuans.

Durante o inverno, pagamos suas despesas com aquecimento e energia. Quando ela reclamou que sua scooter elétrica estava velha, demos a ela 2.000 yuans para que pudesse comprar uma nova. Também lhe demos dinheiro extra para as necessidades diárias e gastamos mais de 10.000 yuans com seu tratamento médico.

Nos seis anos desde que nosso filho faleceu, demos a ela quase 100.000 yuans. Na verdade, ela também recebe a aposentadoria do meu filho, mora sozinha e não tem problemas financeiros. Meu marido e eu temos uma renda modesta. Mesmo assim, como somos praticantes do Falun Dafa, a tratamos como nossa própria filha. Nunca pedimos que ela faça tarefas domésticas e ela nunca lavou a louça. Mesmo quando estou ocupada e a louça se acumula, não a deixo lavar. Também não reclamo se ela não varre o quintal. Ela sabe que o Falun Dafa é bom e seu câncer de mama entrou em remissão.

Ela se casou novamente e o novo marido veio morar conosco. Eles também ficaram com o quarto que meu filho ocupava, mas eu a tratei exatamente como antes. Sempre que eu tinha algo gostoso para comer, oferecia a eles primeiro, mesmo que não sobrasse nada para nós. Quando ela parecia infeliz, eu fingia que nada estava errado e recitava em silêncio: “Verdade, Compaixão e Tolerância, é bom”.

Tratamos o marido dela da mesma forma. Quando ele não conseguiu encontrar trabalho, sugeri que fosse a uma aldeia próxima para colher ervas medicinais chinesas, e minha nora foi com ele. Nossa família mista e incomum vive em harmonia.

Queria compartilhar essas bênçãos com vocês. Sou profundamente grata ao Mestre por transmitir esse Fa de alto nível. Obrigada, Falun Dafa, por transformar minha vida. Foi o Mestre quem preencheu minha família desestruturada com calor e felicidade. Curvo-me diante dele em sincera gratidão!