(Minghui.org) Muitos praticantes podem ter tido experiências semelhantes: sempre que estudo o Fa, pratico os exercícios ou envio pensamentos retos, minha mente divaga. Como não consigo me concentrar, não absorvo completamente o que estou lendo. Meus pensamentos retos não são fortes e, quando pratico os exercícios, estou apenas cumprindo tarefas.

Percebi que não posso me permitir permanecer nesse estado. Mas, pouco tempo depois, acontece novamente. Gostaria de compartilhar o que entendi sobre isso.

Por exemplo: mesmo enquanto pratico os exercícios, fico pensando nas salsichas na gaveta de alimentos frescos da geladeira: “Elas deveriam ir para o congelador, senão vão estragar. Devo tirá-las agora, senão vou me esquecer”. Assim que tenho esse pensamento, vou lá e faço. Esse tipo de interferência acontece sempre que estudo o Fa, pratico os exercícios ou envio pensamentos retos.

Por que penso nessas coisas e me deixo distrair? Percebi que isso é interferência. Não devemos nos deixar distrair quando estudamos o Fa, praticamos os exercícios ou enviamos pensamentos retos, devemos eliminar todo pensamento errado.

Não podemos ceder a essa interferência porque esses pensamentos não estão em conformidade com o Fa. Se pensarmos que esses pensamentos são nossos, não estaremos nos permitindo ser controlados por algo?

Não devemos cooperar com essa interferência, ao invés disso, devemos resistir e eliminar esses pensamentos perturbadores. Não devemos nos deixar levar por essas mensagens externas e fazer tudo o que elas querem que façamos, o que nos leva a negligenciar o estudo do Fa, a prática dos exercícios e o envio de pensamentos retos.

O Mestre disse:

“Há outra situação e é conhecida como praticar perversamente num caminho sem saber. O que significa praticar perversamente num caminho sem saber? Significa que a pessoa pratica de forma perversa num caminho, mas sem perceber. É muito comum, muitos fazem isso. É como eu disse outro dia: há muitas pessoas que praticam qigong com pensamentos incorretos em suas mentes. Elas praticam a postura parada de pé com tanto empenho que suas mãos e pernas chegam a tremer de fadiga, no entanto, suas mentes nunca estão tranquilas. A pessoa pensa: ‘Os preços estão subindo diariamente, tenho que fazer compras o quanto antes; vou fazer compras assim que terminar de praticar, antes que os preços subam mais ainda.’” (Quinta Aula, Zhuan Falun).

Ao ler isso, percebi que esses pensamentos descontrolados não eram insignificantes. Se nos deixarmos distrair, podemos estar, sem saber, cultivando o mal.

Entendo que uma parte difícil do nosso cultivo é diferenciar nosso verdadeiro eu de quaisquer noções que tenhamos adquirido, incluindo nossos pensamentos humanos. Não devemos dar ouvidos a essas mensagens que nos distraem, nem nos deixar levar por elas. Devemos ouvir o Mestre e o Fa. Não podemos permitir que nossa consciência principal se enfraqueça e, como disse o Mestre, “praticar perversamente num caminho sem saber”. Se não prestarmos atenção, não cultivaremos em vão?

Outro problema ao qual devemos prestar atenção é quando nossa consciência principal não está forte ou quando nos permitimos relaxar.

Recusar-se a reconhecer os sintomas da doença

Ultimamente, tenho sentido muita sede e uma constante vontade de ir ao banheiro. De repente, me ocorreu que isso poderia ser um sintoma de hiperglicemia (nível alto de açúcar no sangue). Sem perceber, peguei meu celular e pesquisei os sintomas da hiperglicemia e como preveni-la.

O Mestre disse: “Os cultivadores verdadeiros não têm doenças” (Explicando o conteúdo de Falun Dafa). Será que o fato de eu ter consultado meu celular não era uma prova de que eu estava doente?

Alguns dias depois, percebi que a ideia de que eu tinha hiperglicemia era uma interferência: eu pratico o Falun Dafa, então como posso me confundir com esses sintomas de doença falsa? O Mestre disse: “Assim que você pronuncia a palavra doença, eu não estou disposto a escutar.” (Segunda Aula, Zhuan Falun).

O Mestre disse que não temos doenças, então eu não estou doente. Será que pensar que estou doente não é uma manifestação de descrença no Mestre? Sou um praticante e o Mestre arranjou meu caminho de cultivo, recuso-me a aceitar essa interferência.

Quando minha mente clareou e minha compreensão dos princípios do Fa melhorou, meu corpo relaxou e eu não senti mais sede.

Pela minha experiência, sinto que devemos estudar mais o Fa para fortalecer nossa consciência principal. Quando essas mensagens externas chegam e nos perturbam, devemos analisá-las com o Fa e ouvir o Mestre. Só assim poderemos reduzir o risco de nos desviarmos do caminho em nosso cultivo.

Este é o meu entendimento limitado e recente. Por favor, me corrijam se houver algo que eu possa melhorar.

Os artigos nos quais os praticantes compartilham seus entendimentos geralmente refletem a percepção individual em um determinado momento, com base em seu estado de cultivo, e são oferecidos com o intuito de promover a elevação mútua.