(Minghui.org) Moro em uma pequena vila localizada em uma região remota, montanhosa, pobre e acidentada. Há pouca terra arável e, recentemente, quase toda a área cultivada ficou submersa quando a água foi liberada do reservatório.

Recebo algum apoio financeiro dos meus filhos e um subsídio mensal de 100 yuans para idosos. Desde jovem, eu vivo na pobreza, por isso sou frugal. Meu irmão mais velho me provoca e me chama de “velha avarenta”.

Aprecio cada detalhe e até pego qualquer coisa, de um único grão de sorgo a uma migalha de panqueca. Minha família possui cerca de dois acres de pomares de maçãs, mas não como uma maçã perfeita há dez anos. Só colho as maçãs podres, retiro a parte ruim e como o que sobra. Guardo maçãs com marcas ou formatos estranhos que as pessoas não querem comprar e, durante o inverno, dou-as a amigos e parentes que não têm macieiras.

Resumindo, sou muito apegada a dinheiro e bens materiais. Provavelmente acordaria sorrindo se encontrasse um ovo em meus sonhos.

Quando fui ao banco, descobri que tinha 8.000 yuans a mais na minha conta. Fiquei boquiaberta quando o gerente me disse que minha conta poupança tinha mais de 8.000 yuans. Nunca tinha visto tanto dinheiro na minha vida! Perguntei aos meus filhos e parentes, mas todos disseram que não tinham me transferido nenhum dinheiro e que teriam me avisado se tivessem.

De onde veio o dinheiro? Então me lembrei do ensinamento do Mestre: “sem perda, sem ganho”. (Primeira Aula, Zhuan Falun).

O dinheiro veio de uma fonte desconhecida e não era meu, então eu não deveria ficar com ele, mesmo sendo pobre. Pedi ao gerente do banco que descobrisse a quem pertencia o dinheiro e devolvesse o mesmo à pessoa. Mas ele disse: “É difícil rastrear. Vou deixar na sua conta por enquanto e investigar depois.”

Continuei insistindo para que ele investigasse, mas ele sempre me enrolava com desculpas. Para melhorar suas métricas de desempenho, ele transferiu os 8.000 yuans para um depósito a prazo fixo de três anos em meu nome. Pensei: “Tudo bem, que ele deposite. Quando vencer, usarei o dinheiro para produzir materiais informativos sobre o Falun Dafa.”

Quando duas praticantes vieram à minha casa, contei-lhes o que havia acontecido e expliquei meu plano. Elas ficaram felizes por uma pessoa pobre como eu não ficar com o dinheiro. Mas acharam que usar o dinheiro para comprar materiais de Dafa não era apropriado e que eu deveria devolvê-lo ao dono. Então, uma das praticantes pediu ao filho dela, que trabalhava no banco, para investigar e devolver o dinheiro ao legítimo proprietário.

Quando as praticantes me elogiaram, eu lhes dizia: “É isso que o Mestre gostaria que eu fizesse, e qualquer praticante faria o que eu fiz. Estou simplesmente seguindo os ensinamentos do Mestre e não ficando com o dinheiro.”

Senti que o Mestre armou o incidente para me testar, já que dou tanto valor ao dinheiro. Ainda bem que me lembrei do princípio Fa do “sem perda, sem ganho” quando vi os 8.000 yuans extras na minha conta. Não fui gananciosa e não quis ficar com o dinheiro.

As duas praticantes que me ajudaram ficaram felizes com o que eu fiz. O poder do Dafa me motivou a compartilhar minha experiência de cultivo.

Sou grata pela orientação compassiva do Mestre ao longo dos anos. Eu não teria conseguido abrir mão dos 8.000 yuans que caíram no meu colo se não tivesse praticado o Falun Dafa e eliminado meu apego ao dinheiro e ao lucro.

Obrigada, Mestre, por me salvar! Obrigada, colegas praticantes, pela ajuda!