(Minghui.org) Gostaria de compartilhar como meu marido sobreviveu a um acidente que colocou sua vida em risco e como me aprimorei por meio do cultivo. Nossas experiências demonstram que, mesmo diante de grandes tribulações, desde que continuemos a nos cultivar mesmos de acordo com o Fa, o poder extraordinário do Dafa se torna evidente.

A vida do meu marido esteve em grave perigo após um acidente sério 

Meu marido e eu somos agricultores, ambos na faixa dos 50 anos, e temos uma filha casada que mora em outra cidade.

Quando o Dafa foi introduzido na nossa vila, meu marido e os outros moradores ficaram muito felizes. Ele lia os livros do Dafa com diligência, parou de fumar e beber, e deixou de jogar cartas. Ele também mudou seu temperamento difícil, parou de usar palavrões e de brigar com as pessoas.

Depois que o Partido Comunista Chinês (PCC) iniciou a perseguição ao Falun Gong, em julho de 1999, o governo local e a polícia mobilizaram membros de milícias para realizar invasões ilegais nas casas dos praticantes, confiscar pertences pessoais e efetuar prisões arbitrárias. Alguns praticantes que trabalhavam nos campos também foram detidos ilegalmente.

Meu marido ficou com medo e parou de cultivar, embora sempre tenha apoiado o meu cultivo. Ainda assim, no final, ele foi alvo das velhas forças.

Em uma tarde de fevereiro de 2025, ao atravessar a estrada, ele foi atingido por uma motocicleta em alta velocidade e arremessado ao chão. Ele perdeu a consciência e sofreu uma hemorragia grave na cabeça. Foi levado imediatamente ao hospital e internado na UTI.

O diagnóstico revelou um traumatismo cranioencefálico grave (fechado), múltiplas fraturas nas costelas de ambos os lados, fratura na clavícula e diversos outros ferimentos.

Toda a nossa família se opôs a uma craniotomia. Em vez disso, os médicos realizaram uma traqueostomia para ajudá-lo a respirar e limpar as secreções de suas vias aéreas.

Cerca de dez dias depois, meu marido foi transferido para uma enfermaria comum. Ele permanecia sonolento durante todo o tempo e recebia nutrição líquida por meio de uma sonda gástrica. Embora ele abrisse os olhos brevemente de vez em quando e demonstrasse alguma sensibilidade nas mãos e nos pés, não apresentava nenhuma melhora notável em qualquer outro aspecto.

O hospital planejava transferi-lo do Departamento de Neurocirurgia para o Departamento de Medicina de Reabilitação, onde as despesas diárias com o tratamento de reabilitação ultrapassavam 3.000 yuans, somadas a mais de 300 yuans por dia com cuidados de enfermagem e mais 100 yuans com a diária de um cuidador.

Sem condições de arcar com os custos elevados, concordamos em transferir meu marido para o Departamento de Medicina de Reabilitação de um hospital materno-infantil menor. Embora não oferecessem tratamento de reabilitação propriamente dito, o custo diário com medicamentos ainda era bastante alto — mais de 1.000 yuans por dia —, sem contar as despesas adicionais com enfermagem e cuidadores.

Passou-se um mês, e meu marido continuava na mesma situação. Ele permanecia sonolento o dia todo, recebia nutrição líquida por meio de uma sonda inserida no estômago e tinha as secreções de suas vias aéreas removidas por meio de uma cânula de traqueostomia. Ele estava imóvel e não apresentava sinais de melhora.

Até aquele momento, já havíamos gastado quase 200.000 yuans — praticamente todas as nossas economias, acumuladas ao longo de anos cultivando e vendendo hortaliças. Meu marido não pôde receber nenhuma indenização pelo acidente, pois não utilizou a faixa de pedestres ao atravessar a via.

Começamos a pedir dinheiro emprestado, mas já não tínhamos mais condições de mantê-lo no hospital. Vendo que não havia melhora em seu quadro, pedimos a alta para levá-lo para casa.

O médico responsável recusou nosso pedido, e disse: “A vida dele estará em risco se ele receber alta nessas condições. Além disso, vocês não sabem como cuidar dele. Se ele for para casa, não durará dez dias.”

O que ele quis dizer foi que, embora meu marido tivesse sido transferido para uma enfermaria comum, seu estado ainda era crítico, a ponto de ele poder falecer a qualquer momento.

Minha filha me disse: “Mãe, vamos levar o pai para casa. Você pode cuidar dele e lhe dar uma chance.”

Pensei: sou uma praticante do Dafa, mas meus familiares, parentes e amigos são pessoas comuns. Se eu levar meu marido para casa, eles não me apoiarão nem entenderão por que fiz isso; na verdade, podem até criar ideias erradas sobre o Dafa. No entanto, como minha filha pediu que eu trouxesse o pai dela para casa, talvez seja algo positivo — uma nova oportunidade para ele. Por isso, aceitei a sugestão dela.

Meu marido retornou da beira da morte 

Apesar da forte oposição dos médicos, trouxemos meu marido para casa. Ele estava muito magro e ainda inconsciente, dependendo de tubos para respirar e se alimentar.

Três semanas depois, quando fui ao hospital buscar uma receita para um medicamento anticonvulsivante, o médico perguntou: “Onde está o paciente agora? Ele apresentou alguma melhora?”

“Ele está muito bem agora”, respondi ao médico, que ficou extremamente surpreso.

“Você disse que ele está bem? Isso é um milagre! Quem retirou o tubo inserido no estômago dele?”

“Ele mesmo fez isso”, respondi.

Ele então me perguntou: “Onde foi que a traqueostomia dele foi removida?”

“Eu tirei”, disse ao médico.

“Você fez isso? Isso é realmente um milagre! Como ele está agora?”, tornou a perguntar o médico, entusiasmado.

“Ele já consegue comer sozinho e usar o banheiro sem nenhuma ajuda”, respondi.

“Um milagre!”, exclamou o médico, empolgado. Outras enfermeiras por perto, que conheciam o caso do meu marido, confirmaram: “Sim, sem dúvida, um milagre!”

O poder divino do Dafa 

Meu marido — a quem os médicos deram, no máximo, dez dias de vida após o levarmos para casa — recuperou-se milagrosamente graças ao poder divino do Dafa e à sua natureza maravilhosa, que se manifestou depois que deixei de lado meus apegos egoístas por meio do cultivo baseado no Fa.

Cultivando-me diante das tribulações 

No início, fiquei completamente chocada e tomada por ansiedade e preocupação ao saber do grave acidente do meu marido. Então, lembrei-me do que o Mestre diz no Zhuan Falun:

“Você se mantém inabalável quando seus parentes ou amigos estão sofrendo? Você pode considerar todas essas coisas de uma perspectiva correta? Ser um praticante é difícil assim!” (Oitava Aula, Zhuan Falun)

Acalmei-me e pensei: meu marido deve se recuperar se seguirmos o plano de tratamento estabelecido pelo hospital. Preocupação excessiva só surgiria de um apego sentimental. Neste momento, o tempo é extremamente precioso para salvar as pessoas. Se as velhas forças usarem o acidente do meu marido para interferir no meu tempo e nos meus esforços em ajudar o Mestre a salvar seres sencientes, eu certamente rejeitarei isso e não aceitarei tal situação.

Minha filha tirou licença do trabalho e veio ajudar. Foi ela quem passou mais tempo cuidando do pai no hospital. Assim, depois que meu marido foi transferido para uma enfermaria comum, eu tinha um tempo todos os dias para esclarecer a verdade às pessoas e ajudá-las a renunciar às organizações do PCC, antes de ir ao hospital visitá-lo. Às vezes, eu também ficava em casa para alimentar as ovelhas e as galinhas, ou para terminar as tarefas agrícolas que meu marido não conseguiu concluir.

Sempre que eu ia visitar meu marido acompanhada pela minha segunda cunhada (que também é praticante), nós recitávamos os ensinamentos do Fa para ele e enviávamos pensamentos retos para eliminar as interferências malignas em outras dimensões — interferências que tentavam usar a tribulação em minha família para me impedir de salvar seres sencientes.

Cultivando a benevolência compassiva 

Minha filha retornou ao trabalho após cuidar do pai em casa por uma semana; então, assumi todas as responsabilidades necessárias para o cuidado do meu marido. Isso incluía preparar sua alimentação líquida, alimentá-lo por meio de uma sonda gástrica, remover secreções de suas vias aéreas, trocar as bolsas coletoras de urina, virá-lo de lado para evitar escaras, higienizar seu corpo, entre outras tarefas.

Meu marido frequentemente arrancava as bolsas coletoras de urina, molhando a cama. Toda vez que eu colocava uma bolsa nova, ele a arrancava novamente. Às vezes, eu precisava trocar os lençóis da cama quatro vezes ao dia.

Sempre que eu tentava movê-lo para trocar os lençóis, o esforço geralmente me deixava sem fôlego. Por vezes, ele também defecava na cama e pegava as próprias fezes, espalhando-as por todo o corpo, pelas mãos e até pelo rosto. Ele ficava todo sujo e com um odor terrível; limpá-lo era uma tarefa exaustiva e frustrante.

Buscamos ajuda de uma cuidadora, mas, assim que ela percebeu a extensão da assistência de que meu marido precisava, foi embora imediatamente.

Minha filha não parecia ter muita dificuldade enquanto cuidava do pai, mas eu estava em uma situação completamente diferente. Parecia que tudo conspirava para me atormentar, e eu achava muito difícil suportar.

Exausta o dia todo, eu sofria com dores na região lombar e por todo o corpo. Mal conseguia ficar de pé. Além disso, eu precisava alimentar os animais que ainda tínhamos na propriedade.

Eu me sentia exausta, frustrada, preocupada, irritada e ressentida, com ódio no coração. Às vezes, eu tinha muita vontade de dar uma surra no meu marido. Justo quando minha natureza demoníaca aflorava, eu percebia que algo estava errado com meu estado mental e dizia a mim mesma: “Isso não é adequado para uma cultivadora do Dafa”.

O Mestre disse em Ensinando o Fa e respondendo a perguntas em Guangzhou:

“Tudo tem a sua relação cármica, causal, e não existe por acaso. Quando algo não é planejado para você, você não se deparará com isso. O que estas coisas têm a haver com o nosso cultivo? Nada. Então nós tentamos não planejá-las para vocês.” (Ensinando o Fa e respondendo a perguntas em Guangzhou, Zhuan Falun Fajie)

Os ensinamentos do Mestre me lembraram de que sou uma praticante do Dafa. Perguntei a mim mesma: qual é a relação causal entre mim e os problemas que estou enfrentando? Como eles se relacionam com o meu cultivo? Quais apegos preciso eliminar?

Comecei a olhar para dentro e a refletir sobre mim mesma, e percebi que nutria um profundo ressentimento. Sempre que as coisas não saíam como eu queria, eu reclamava e tinha ressentimento; esse ressentimento fazia aflorar minha natureza demoníaca, a ponto de eu chegar a pensar em bater no meu marido.

Continuei lembrando a mim mesma: “Sou uma praticante do Dafa. Não devo me comportar dessa maneira”. Pensei: quando esclareço a verdade às pessoas para salvá-las do perigo de serem eliminadas, faço isso com bondade e compaixão. Não deveria, então, demonstrar a mesma bondade e compaixão ao cuidar do meu marido?

Como praticante do Dafa, devo pautar minha conduta pelos princípios do Fa e cultivar a mim mesma com base no Fa ao enfrentar dificuldades.

Sob a orientação do Fa, comecei a sentir calma e paz, e tudo, de repente, tornou-se claro para mim. As qualidades que eu valorizava e apreciava no meu marido também vieram à minha mente.

Embora meu marido tenha abandonado o cultivo no Dafa por medo, ele sempre me apoiou em meu cultivo ao longo de todos esses anos.

Como viajei a Pequim duas vezes para apelar por justiça para o Falun Gong, fui detida ilegalmente várias vezes e enviada a um campo de trabalhos forçados em três ocasiões. Durante cada detenção, as autoridades exigiam que todos os praticantes do Falun Gong pagassem 20 yuans por dia como despesas de subsistência. Meu marido pagava essa extorsão com os parcos ganhos que obtinha vendendo os vegetais que cultivava.

Certo dia, em abril de 2000, enquanto a família da minha segunda cunhada estava em um funeral, fiquei cuidando da casa deles. Por volta das 22h, três policiais locais chegaram e bateram à porta.

Os policiais, que haviam bebido bastante na casa de um líder da vila, alegaram que minha segunda cunhada tinha ido a Pequim para apresentar uma petição às autoridades. Eles exigiram que eu a apresentasse, ameaçando me prender caso eu não o fizesse.

Em seguida, chutaram a porta com violência, invadiram a casa e tentaram me prender. Ao saber do ocorrido, meu marido chegou rapidamente ao local. Ele disse aos policiais: “Não é apropriado que três policiais homens levem uma mulher a esta hora da noite. Deixem para amanhã”.

Um policial deu um passo à frente, encostou a arma no peito do meu marido e ameaçou: “Você está obstruindo o trabalho das autoridades. Vou atirar em você até matá-lo!” Em seguida, arrastaram-me à força para a delegacia, onde fui mantida detida ilegalmente por 15 dias.

Após ser libertada, viajei novamente a Pequim para peticionar às autoridades e buscar justiça. Fui, contudo, interceptada, levada de volta à força e mantida ilegalmente em um centro de detenção por vários meses.

À medida que o Ano Novo Chinês se aproximava, policiais, líderes locais da vila e funcionários do governo municipal vieram à minha casa. Eles confiscaram nosso aparelho de televisão, ventiladores, um liquidificador, além da única peça de carne de porco curada e uma lata de gordura que minha família havia guardado para o Ano Novo Chinês.

Meu marido implorou que deixassem a carne de porco curada e a lata de gordura, explicando que eram as únicas coisas que tínhamos reservado para o Ano Novo Chinês. Ignorando seus apelos, eles levaram tudo o que haviam confiscado. Como resultado, meu marido e nossa filha pequena passaram um Ano Novo Chinês triste, repleto de medo e ansiedade.

Mais tarde, fui condenada ilegalmente a dois anos em um campo de trabalhos forçados, onde fui submetida a todo tipo de tortura por me recusar a abandonar minha fé no Dafa. Mantive pensamentos retos firmes e recusei-me a ser “transformada” naquele antro sombrio.

Ao saberem disso, meu marido e os outros moradores da vila ficaram profundamente comovidos com a coragem e a determinação inabalável que eu tinha.

Quando fui libertada, dois anos depois, meu marido celebrou meu retorno soltando fogos de artifício e preparando várias mesas com comida e bebida para receber os moradores da vila.

Posteriormente, assumi diversos trabalhos temporários na cidade — inclusive como faxineira em um shopping center — para pagar as mensalidades escolares da minha filha. A polícia assediou repetidamente tanto o meu empregador quanto a mim, fazendo com que eu perdesse o emprego várias vezes. Essa situação difícil impôs uma pressão financeira ainda maior sobre o meu marido.

Naquela época, o transporte na minha cidade natal não era muito bom. Por isso, aluguei um lugar em uma cidade próxima, o que me permitiu ter mais tempo para ajudar o Mestre a salvar os seres sencientes. Realizei todo tipo de trabalho disponível, como cozinhar, cuidar de crianças, prestar assistência a idosos e fazer serviços de limpeza.

Ia a diversas localidades em dias de feira para esclarecer a verdade às pessoas, visando a salvação delas, sem poupar despesas com viagens. Às vezes, eu precisava trocar de ônibus três vezes para chegar ao destino, o que me custava dezenas de yuans.

Levava uma vida muito simples; a casa que eu alugava tinha pouquíssimos móveis. Todos os meus utensílios domésticos eram itens que haviam sido descartados por outras pessoas. Quando sentia fome, eu nem sequer conseguia gastar dinheiro com uma tigela de macarrão. Mesmo assim, mal me sobrava dinheiro para enviar à minha família.

Durante a perseguição do perverso PCC, os familiares dos praticantes do Dafa também enfrentaram tribulações imensas; mas, será que as pessoas compreendem, de fato, o sofrimento que eles carregam no fundo de seus corações?

Não tenho motivo algum para ser indelicada com meu marido. Ao longo de todos esses anos, enquanto eu trabalhava fora, ele sempre me apoiou e demonstrou compreensão. Não foi nada fácil para ele, e por isso devo ser grata.

Os ensinamentos do Fa do Mestre me guiaram a encarar os desafios de forma positiva, com pensamentos retos. Quando a bondade e a compaixão surgiram em meu coração, deixei de ter qualquer ressentimento ou ódio em relação aos difíceis desafios que eu enfrentava. À medida que meu xinxing melhorava, meu nível espiritual no cultivo também se elevava.

Negando a perseguição das velhas forças 

As tribulações repentinas, o aumento acentuado dos encargos financeiros e a intensa sobrecarga física e emocional deixaram-me completamente exausta por um tempo. Eu não conseguia encontrar tempo ou energia para estudar o Fa e conseguia ler apenas algumas páginas do Zhuan Falun por dia, quanto mais sair para salvar as pessoas.

Percebi que meu estado mental não estava correto e lembrei-me dos ensinamentos do Mestre:

“As velhas forças arranjaram para todos os discípulos do Dafa uma série de coisas suas, por isso, se um discípulo do Dafa não segue os requisitos do Mestre, então, ele está seguindo os arranjos das velhas forças.” (Mantenham a lucidez, em Essenciais para Progresso Diligente III)

“Certamente, não reconhecemos nenhum arranjo das velhas forças. Eu, seu Mestre, não reconheço. Certamente, os discípulos do DaFa tampouco devem reconhecê-lo.” (“Ensinando o Fa no Fahui de Chicago”, em Ensinando o Fa pelo Mundo IV)

Pensei: meu marido não estava com a mente lúcida quando passava o tempo todo deitado na cama, e ele não causava esses problemas para mim de propósito. Na verdade, ele era alguém que merecia muita compaixão. Eram as velhas forças, por trás dele, que criavam todos esses problemas para tornar as tribulações ainda piores. As velhas forças estavam perseguindo não apenas meu marido, mas também a mim, esgotando meu tempo, minha energia e meus recursos financeiros, na tentativa de me impedir de sair para salvar as pessoas.

Eu me recuso terminantemente a reconhecer os arranjos delas; eu os nego todos. Estou sob os cuidados do meu Mestre. As velhas forças não têm o direito de interferir comigo.

Guiada pelos ensinamentos do Mestre, comecei a tratar meu marido com bondade e compaixão. Ao mesmo tempo, passei a enviar pensamentos retos com mais frequência para eliminar os espíritos malignos e demônios podres que estavam por trás do meu marido.

Quando me retifiquei e comecei a agir corretamente, com base na minha nova compreensão dos princípios do Fa, a situação na minha família passou por uma mudança maravilhosa e drástica.

A remoção dos tubos inseridos no estômago e nas vias aéreas 

Certa manhã, percebi que meu marido havia retirado o tubo que estava inserido em seu estômago. Sem saber o que fazer com aquele tubo longo e de cor escura, liguei para minha filha. Ela ficou muito preocupada, pois, para conseguir um novo, teríamos que levar meu marido a um hospital distante — uma tarefa bastante difícil, já que um trecho do caminho a partir da nossa vila ainda era uma trilha montanhosa acidentada, inadequada para carros ou ônibus.

Tanto eu quanto outros praticantes entendemos que aquilo devia ser um sinal do Mestre, indicando que meu marido não precisava mais do tubo.

Decidi não me preocupar em substituí-lo e comecei a alimentar meu marido com uma papa nutritiva, usando uma colher. Eu o alimentava com muito cuidado para evitar que ele engasgasse. Enquanto o alimentava, eu também repetia: “Falun Dafa é bom; Verdade, Compaixão e Tolerância é bom”.

Durante a refeição, ele acabou adormecendo. Acordei-o delicadamente e continuei a alimentá-lo. Em cerca de meia hora, ele conseguiu comer quase meia tigela da papa, sem qualquer dificuldade. Desde então, ele tem conseguido se alimentar normalmente.

Poucos dias depois, eu e alguns outros praticantes estudamos o Fa com meu marido. Nós fazíamos a leitura, e ele apenas ouvia. De repente, ele tossiu e expeliu a cânula interna do tubo de traqueostomia, deixando parte do tubo para fora da abertura.

Entendemos que aquilo era um sinal do Mestre de que havia chegado o momento de remover o tubo.

Então, retirei a cânula interna e a externa, desinfetei a área ao redor da abertura da traqueostomia e a cobri com um curativo adesivo com Yunnan Baiyao. Poucos dias depois, a abertura cicatrizou naturalmente.

Antes disso, se eu ouvisse um som de ruído ou gorgolejo vindo da cânula de traqueostomia do meu marido — indicando que havia acúmulo de muco em suas vias aéreas —, eu imediatamente aspirava as secreções para ele. Agora que a cânula de traqueostomia havia sido removida, ele parou de tossir e tudo voltou ao normal.

Quando o médico me perguntou: “Mas como você teve a coragem de remover a cânula sozinha?”

Eu respondi: “Não pensei muito a respeito; simplesmente fiz”. A verdade é que, no fundo do meu coração, eu sabia que o Mestre estava bem ao nosso lado para nos proteger. Também pedi ao meu marido que recitasse silenciosamente comigo: “Falun Dafa é bom; Verdade, Compaixão e Tolerância é bom”, até que eu conseguisse remover as cânulas com sucesso.

Mais tarde, incentivei meu marido a sair da cama e o ajudei a sentar-se com cuidado para ouvir os ensinamentos do Fa do Mestre. Pouco tempo depois, meu marido — de quem os médicos diziam que não sobreviveria mais do que dez dias — já conseguia se levantar e comer sozinho; pouco mais de vinte dias após retornar do hospital para casa, ele já era capaz de trabalhar no campo.

Também me vi livre do fardo insuportável que eu vinha carregando, recuperando o tempo e a energia necessários para realizar as três coisas bem. Obrigada, Mestre!

Mais maravilhoso ainda é que meu marido agora estuda o Fa comigo; embora ele ainda seja um iniciante e precise recuperar o tempo perdido, ele restabeleceu sua conexão predestinada com o Dafa.

Meu marido agora frequentemente ouve e assiste a materiais em áudio e vídeo que esclarecem a verdade sobre o Dafa. Ele também dedica mais tempo ao estudo do Fa.

Ele agora apresenta um peso corporal normal, pele lisa e uma aparência saudável e corada. Embora não fale muito, ele sempre cumprimenta a todos com um sorriso caloroso.

Agora vou a mercados e locais públicos todos os dias para esclarecer a verdade às pessoas e incentivá-las a renunciar às organizações do PCC. Meu marido prepara suas próprias refeições sem qualquer dificuldade.

Ele parou de tomar a medicação para epilepsia que, segundo os médicos, ele teria de usar por toda a vida. Já se passaram dois meses e ele não teve uma única crise epiléptica.

O milagre da sobrevivência do meu marido após um acidente quase fatal não apenas demonstrou o poder divino do Dafa, mas também revelou as maravilhas e a beleza do Dafa, frutos do aprimoramento dos discípulos do Dafa em seu cultivo.

O caminho que o Dafa nos mostrou é infinitamente brilhante. Enquanto continuarmos a nos cultivar com base no Fa, seremos capazes de superar todas as tribulações e testes, alcançando, por fim, a Consumação.

Não existem palavras no mundo humano capazes de expressar minha imensa gratidão ao Mestre. Estou determinada a continuar realizando bem as três coisas, a fim de cumprir meu voto pré-histórico e ser digna da salvação compassiva do Mestre.

Obrigada, Mestre!

(Artigo selecionado para o 23º Fahui da China, no Minghui.org)