(Minghui.org) Saudações, venerável Mestre! Saudações, colegas praticantes!
Tenho 63 anos e moro na província de Shandong, no leste da China. Todos os dias, saio de bicicleta para encontrar pessoas com relações predestinadas e lhes esclarecer a verdade sobre o Falun Dafa (também conhecido como Falun Gong) e a perseguição à prática pelo Partido Comunista Chinês (PCC). Também incentivo as pessoas a se desfiliarem do PCC e de suas organizações afiliadas.
Com a publicação dos Nove Comentários sobre o Partido Comunista em 2004, percebi que essas atividades de esclarecimento da verdade eram extremamente urgentes. Mais tarde, quando vieram à tona as evidências da extração forçada de órgãos de praticantes do Falun Gong, sancionada pelo Estado, não vacilei nem um pouco. Pelo contrário, tornei-me ainda mais determinado e dedicado aos esforços de esclarecimento da verdade pessoalmente.
Por ocasião do 23º Fahui da China, escrevo sobre minha jornada de cultivo para relatar minhas experiências ao Mestre e compartilhá-las com os colegas praticantes.
Dar importância ao envio de pensamentos retos
No início, quando saía para conversar com as pessoas, sentia medo e nervosismo, pois não sabia como abordá-las nem o que dizer. Mas estava determinado a fazê-lo. Meu local de trabalho ficava a três pontos de ônibus da minha casa. Às vezes, depois do expediente, voltava para casa a pé, distribuindo materiais de esclarecimento da verdade pelo caminho e tentando conversar com as pessoas.
Para acalmar meu coração, recitava constantemente o ensinamento do Mestre:
“Se você puder se elevar desse modo, então, o que você fizer com um coração puro será o melhor e o mais sagrado.” (“Entendendo ainda mais”, Essenciais para o Avanço Adicional)
Ao ler diariamente os artigos de compartilhamento de experiências dos colegas praticantes no site Minghui, passei a compreender que esclarecer a verdade sobre o Dafa não é uma atividade comum. Na realidade, os praticantes utilizam a sabedoria e o poder divino concedidos pelo Dafa para ajudar a salvar as pessoas. Somente cultivando bem a nós mesmos e purificando nossos próprios campos dimensionais podemos cumprir a missão de salvar os seres sencientes.
Gradualmente, fiquei mais tranquilo. Também comecei a dar importância ao envio de pensamentos retos para eliminar todos os fatores malignos e as interferências. Pouco a pouco, aprendi a abordar as pessoas.
À medida que a retificação do Fa avança, os praticantes do Dafa enfrentam cada vez mais desafios para esclarecer a verdade e ajudar a salvar as pessoas. Os antigos métodos de enviar mensagens multimídia (MMS) e fazer chamadas de voz incentivando as pessoas a se desligarem do PCC já não estão disponíveis. Os celulares precisam ser registrados com o nome verdadeiro do usuário e podem ser monitorados, policiais à paisana seguem os praticantes, e câmeras de vigilância e tecnologias de reconhecimento facial estão amplamente disseminadas.
O Mestre disse:
“Dizer a verdade, salvar multidões, é justamente o que você deve fazer, fora isso, não há mais nada neste mundo que você deva fazer.” (“Ensino do Fa proferido no Fahui de Nova York de 2015”)
Sempre que saio para esclarecer a verdade às pessoas, envio pensamentos retos constantemente, sem deixar oportunidades para interferências. Se as primeiras pessoas que encontro me rejeitam ou se surge alguma situação inesperada, paro imediatamente e procuro um lugar relativamente tranquilo para olhar para dentro. Em seguida, envio pensamentos retos para eliminar todos os seres e fatores malignos que estejam interferindo. Peço ao Mestre que me fortaleça e, então, continuo seguindo Seus ensinamentos e percorrendo com determinação o caminho de salvar as pessoas.
Certa vez, encontrei três trabalhadores que estavam consertando uma estrada. Esclareci-lhes a verdade sobre o Dafa e os incentivei a se desligarem do PCC. Enquanto conversávamos, percebi pelo canto dos olhos um agente de patrulha de segurança em uma motocicleta, a menos de dois metros de distância. Continuei falando, e os três trabalhadores me ouviram e concordaram em se desligar do Partido e de suas organizações afiliadas. Entreguei-lhes livretos de esclarecimento da verdade, subi na bicicleta e segui rapidamente meu caminho.
No entanto, o agente começou a me perseguir de motocicleta. Quando estava prestes a chegar à barreira de uma obra mais à frente, acionei os freios e parei. Virei-me para ele e perguntei: “Por que está me perseguindo?” Ele respondeu: “Por que você está fugindo?” Retribuí: “Porque você está me perseguindo. Eu não deveria fugir?” Ele disse: “Você não pode simplesmente me dar um livreto?” Respondi: “Claro que posso.”
Entreguei-lhe um livreto e falei sobre o Falun Dafa e as três renúncias. Ele compreendeu e renunciou ao PCC, à Liga da Juventude Comunista e aos Jovens Pioneiros. Foi embora satisfeito, levando dois livretos.
Meu coração ainda estava acelerado por causa daquele alarme falso. Sentei-me à beira da estrada e olhei para dentro para compreender o que havia feito de errado. Logo encontrei a resposta. No dia anterior, quando um colega praticante me entregou os livretos, percebi que havia também alguns exemplares extras dos Nove Comentários, que eu não havia solicitado. Não lhe disse nada, mas reclamei interiormente.
Como não havia identificado e eliminado prontamente meu apego à reclamação, isso havia causado a interferência. Também percebi que guardava ressentimento em relação à polícia. No fundo do coração, eu havia rejeitado aquele agente, o que constituía uma grande falha. Imediatamente, enviei pensamentos retos para eliminar meus apegos e pedi ao Mestre que me fortalecesse. Dez minutos depois, segui meu caminho para esclarecer a verdade sobre o Dafa a mais pessoas.
Quando as pessoas concordavam em rennunciar ao PCC, eu geralmente lhes entregava um livreto de esclarecimento da verdade e um amuleto do Dafa, para que pudessem aprender mais ao chegar em casa e se lembrar do que haviam aprendido. Elas também poderiam compartilhar essas informações com familiares e amigos, permitindo que mais pessoas conhecessem a verdade sobre o Dafa e acumulando, assim, méritos imensuráveis para si mesmas.
Prestar atenção aos meus pensamentos
Quando saio para conversar com as pessoas, presto muita atenção à minha aparência e à minha conduta. Comporto-me com serenidade, sem ser subserviente nem arrogante, demonstrando de maneira sincera e reta a honestidade e a bondade de um praticante do Falun Dafa.
Certa tarde muito quente, fui de bicicleta até a margem de um rio e vi um homem de aproximadamente minha idade vindo em minha direção. Tomei a iniciativa de abordá-lo e disse: “Olá, senhor! Já ouviu falar sobre renunciar ao PCC?” Ele imediatamente elevou a voz e, apontando para mim, disse exaltado: “Vocês do Falun Gong, quando ficam doentes, não tomam remédios nem vão ao hospital. Uma senhora idosa do nosso bairro morreu assim. Vocês, praticantes, também distribuem panfletos às escondidas.”
Sorri para ele e enviei pensamentos retos para eliminar completamente todos os fatores malignos que o impediam de ouvir a verdade. Depois que terminou de falar, disse-lhe que não concordava com a afirmação de que os praticantes distribuíam materiais às escondidas. Expliquei que, antes de me aposentar, não tinha tempo para entregar materiais pessoalmente, por isso saía à noite, pois os praticantes desejam sinceramente que as pessoas permaneçam seguras quando ocorrerem calamidades e o Céu eliminar o PCC. Agora que estou aposentado, tenho tempo para distribuir os materiais pessoalmente. Ofereci-lhe alguns materiais para examinar, e ele escolheu alegremente dois livretos.
Em seguida, usei uma analogia para esclarecer seu mal-entendido sobre os praticantes não tomarem remédios nem irem ao hospital. Eu disse: “Não conheço os detalhes da situação daquela senhora idosa, por isso não posso explicar o caso dela. Vamos falar, em vez disso, sobre as crianças na escola. Quando as crianças vão à escola, há cerca de 50 alunos em uma turma, e todos têm os mesmos professores. Nas provas, algumas crianças tiram nota máxima, outras obtêm notas medianas e algumas chegam a ser reprovadas. Você acha que isso significa que os professores não estão fazendo bem seu trabalho? Podemos realmente analisar a situação dessa maneira?”
Ele ouvia atentamente e concordou de imediato: “Você tem razão.” Então, continuei explicando que o Mestre do Dafa não proíbe ninguém de tomar remédios ou ir ao hospital. Em vez disso, Ele nos ensina a sermos boas pessoas, seguindo os princípios de Verdade, Compaixão e Tolerância; a sermos sinceros, bondosos e tolerantes; a contribuirmos positivamente para a sociedade; e a procurarmos nossas próprias falhas quando surgem conflitos.
O homem compreendeu completamente e renuncou ao Partido usando seu nome verdadeiro.
Falar com sabedoria
Certa vez, conversei com um casal em um ponto de ônibus sobre o Dafa e os incentivei a se desligarem do PCC e de suas organizações afiliadas. Enquanto falava, percebi que um homem se aproximava e parava perto de nós. Depois que terminei a conversa com o casal, voltei-me para ele. O homem perguntou: “Você sabe com o que eu trabalho?” Respondi sorrindo: “Você parece ocupar um cargo de chefia.” Ele disse: “Eu era responsável por lidar com o Falun Gong no comitê da minha aldeia. Como você se atreve a divulgar o Falun Gong? Você é contra o governo?”
Percebi que ele tinha aproximadamente a minha idade, então mudei de assunto e perguntei se tinha netos. Ele respondeu que sim. Comecei a falar sobre como, hoje em dia, precisamos levar as crianças à escola e buscá-las pessoalmente por questões de segurança, algo que não era necessário quando éramos pequenos. Também mencionei várias mudanças negativas, como o fato de as verduras e frutas terem perdido seus sabores naturais e a grande quantidade de alimentos tóxicos e sintéticos disponíveis no mercado. Ele concordou comigo.
Então, voltei a falar sobre se desligar do Partido, e ele concordou. Desligou-se do PCC, da Liga da Juventude Comunista e dos Jovens Pioneiros. Também aceitou o livreto que lhe entreguei, escolheu outros três e foi embora satisfeito.
Em outra ocasião, saí com uma colega praticante chamada May para esclarecer a verdade. Enquanto eu conversava com uma pessoa, May falava com outras pessoas nas proximidades. Quando terminei, vi que ela estava conversando com dois jovens e que algumas pessoas começavam a se reunir ao redor. Eles discutiam as políticas de aposentadoria, e os dois jovens estavam irritados. Rapidamente, pedi ajuda ao Mestre. Em seguida, coloquei-me à frente dela e expliquei calmamente aos dois jovens que as políticas de aposentadoria eram complexas e que, independentemente de terem falhas ou não, não era algo sobre o qual pudéssemos chegar facilmente a uma conclusão. Ambos concordaram com a cabeça.
Eu disse que queríamos apenas que eles conhecessem a verdade sobre o Falun Dafa e recebessem bênçãos. Os dois jovens perguntaram: “É para o nosso próprio bem?” Respondi: “Sim. Na nossa idade, o que poderíamos querer obter de vocês?” Também expliquei sobre a renúncia ao PCC. Ambos compreenderam o que eu disse, desligaram-se das organizações afiliadas ao Partido às quais haviam pertencido e me agradeceram.
O Mestre me protege
Certa noite, uma colega praticante e eu saímos juntos para esclarecer a verdade às pessoas. Eu caminhava dois ou três metros à frente, procurando pessoas com quem conversar, e não percebi que havia um bueiro aberto no meu caminho, com a tampa levantada. Quando estava prestes a pisar nele, desviei-me instintivamente e passei pela borda do bueiro.
Então, a colega praticante gritou para me alertar. Ela ficou muito assustada, pois havia acabado de perceber o bueiro aberto e me viu caminhar milagrosamente bem pela sua borda. Nós compreendemos que o Mestre havia me protegido.
Meus olhos se encheram de lágrimas, e agradeci ao Mestre por Sua compassiva proteção!
Considerações finais
Ao refletir sobre esses últimos anos, aprendi que estudar bem o Fa é o pré-requisito e a base de tudo. Somente olhando para dentro e cultivando bem a nós mesmos é que nossas palavras podem ser puras, penetrar diretamente nos níveis microscópicos das pessoas que encontramos e eliminar os seres malignos por trás delas. Portanto, o estudo diário do Fa, a prática dos exercícios e o envio de pensamentos retos são indispensáveis. Com essa base, as pessoas reconhecerão a verdade em nossas palavras e se desligarão naturalmente do PCC e de suas organizações afiliadas.
Quando converso com as pessoas, não penso em mais nada e me concentro exclusivamente em salvá-las, mantendo um coração puro e um estado de espírito tranquilo. Agora, além de enviar pensamentos retos durante esse processo, também os envio sempre que tenho algum tempo livre.
O número de pessoas que encontro e que se desligam do PCC a cada dia varia de algumas a várias dezenas. O maior número foi de 101 pessoas. Independentemente da situação, não fico eufórico, não ajo apenas por formalidade e não desisto de ninguém. Pessoas de todas as camadas sociais já se desligaram do PCC, desde intelectuais, funcionários do governo, policiais e estudantes universitários até cidadãos comuns, vendedores ambulantes, trabalhadores migrantes e até mesmo mendigos.
Continuarei seguindo os ensinamentos do Mestre, olhando sinceramente para dentro e cultivando a mim mesmo com a mesma dedicação que tinha quando comecei a cultivar. Valorizarei esta sagrada relação predestinada, cumprirei meu voto feito em tempos pré-históricos e seguirei o Mestre de volta ao lar.
Obrigado, Mestre, por Sua compassiva salvação! Obrigado, colegas praticantes!
(Artigo selecionado para o 23º Fahui da China no Minghui.org)
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