(Minghui.org) Saudações, Mestre!

Neste ano, tenho 77 anos e estou feliz por compartilhar minhas experiências de cultivo por ocasião da 23ª Conferência de Compartilhamento de Experiências de Cultivo do Falun Dafa da China Continental, realizada pelo Minghui.org (Fahui da China).

Eu tinha medo da morte desde a infância

Por alguma razão, eu tinha medo da morte desde muito pequena. Quando estava no ensino fundamental, às vezes a professora me designava para carregar a bandeira à frente da turma durante as competições esportivas da escola. Todas as vezes, eu temia não viver até o dia do evento. Minha mãe sempre cozinhava alguns ovos para eu levar como lanche, por isso aguardava aquele dia com expectativa, mas também me preocupava com a possibilidade de morrer antes que ele chegasse.

Casei-me aos 20 anos e engravidei, mas tinha medo de morrer durante o parto. Esse pensamento negativo constante fez minha saúde piorar, e meu bebê nasceu prematuramente, por volta do sétimo mês de gestação. Durante o período pós-parto, eu não conseguia comer nem dormir direito. Sofria terrivelmente e tinha medo de trovões e da chuva. Meu medo era tão grande que cheguei a pensar em queimar incenso e rezar para que alguém me protegesse.

Quando tinha 27 anos, sonhei que uma pessoa vestida com um manto azul dizia que o mundo dos mortos queria prolongar minha vida. Ela segurava um livro de registros e acrescentou várias décadas ao meu tempo de vida. Depois disso, deixei de ter medo da morte.

Depois que comecei a praticar Falun Dafa, lembrei-me desse acontecimento e percebi que o Mestre vinha cuidando de mim para que, um dia, eu pudesse praticar Falun Dafa e cumprir minha missão de ajudar a salvar as pessoas. Os praticantes não estão mais sob a jurisdição do inferno, mas sob a jurisdição do Mestre, que retirou nossos nomes da lista do inferno.

A felicidade de praticar o Dafa e renascer

Na primavera de 1999, comecei subitamente a ficar cada vez mais fraca. Não conseguia caminhar nem sair da cama. Fui ao hospital, e o médico disse que eu tinha glomerulonefrite, com um nível de hemoglobina de 6 g/dL (o intervalo normal para mulheres é de 12 a 16 g/dL), o que indicava anemia grave. Fiquei internada por mais de 20 dias. Meu abdômen estava inchado, e eu me sentia muito fraca. Um médico me disse: “Essa doença é difícil de curar. Sugiro que você tente praticar qigong”. Encontrei um local de prática de qigong em frente a um cinema próximo (na época, eu não sabia que tipo de qigong era), onde muitas pessoas praticavam.

Na manhã seguinte, arrastei meu corpo pesado até o local de prática. Aprendi os movimentos e comecei a praticar. Perseverei durante uma hora, mas meu abdômen estava tão inchado e eu sentia tanta necessidade de urinar que precisei ir ao banheiro três vezes no caminho de volta para casa. Naquela noite, dormi profundamente. Quando acordei na manhã seguinte, senti meu corpo leve e revigorado, e meu abdômen já não estava inchado. Estava cheia de energia. Minha mente estava clara e meus olhos brilhavam — eu me sentia saudável! Fiquei impressionada: que prática era aquela?! Não conseguia me lembrar do nome! Fui de bicicleta até o cinema para perguntar que prática era aquela. Alguém me disse que era Falun Dafa.

Comecei a praticar o Falun Dafa. Todas as minhas doenças desapareceram, e voltei a ter uma vida normal. Sou grata ao Mestre Li por me salvar e me dar uma nova vida.

O início da perseguição

Em julho daquele mesmo ano (1999), o ex-líder do Partido Comunista Chinês (PCC), Jiang Zemin, iniciou uma perseguição desenfreada ao Falun Dafa por ter inveja da popularidade da prática. A delegacia local, sabendo que eu praticava o Falun Dafa, confiscou meu documento de identidade e dissolveu à força nosso local de prática. Fiquei privada do ambiente de prática em grupo.

Eu me perguntava: o Falun Dafa ensina as pessoas a serem boas, e nós não infringimos a lei. Então, por que a prática foi proibida? Depois que comecei a praticar o Dafa, não apenas minha saúde melhorou, mas também meu caráter. Antes, eu brigava e xingava, pois sempre achava que estava certa. Depois que comecei a praticar, todos esses maus hábitos desapareceram, e passei a tratar todos com bondade. O Falun Dafa transformou meu caráter e eliminou minhas enfermidades, mas o PCC me proibia de praticar. A propaganda contra o Dafa era enganosa. Eu não acreditava nela, e eles não conseguiam abalar minha determinação. Por isso, comecei a praticar sozinha em casa.

Vários vizinhos meus também praticavam Falun Dafa e estudavam o Fa em minha casa. Quando a polícia vinha nos assediar, meus vizinhos ficavam assustados, mas eu perseverava. Quando os policiais entravam em contato comigo, eu lhes  esclarecia a verdade sobre o Dafa e entregava materiais informativos.

Eu disse a um policial: “Você me pediu para trazer alguns materiais sobre o Falun Dafa. Aqui estão”.

Ele perguntou: “De onde vieram?”

“Estavam na porta da minha casa. Não sei quem os deixou lá. Dê uma olhada! Se eu receber mais, vou trazê-los para você.” Continuei levando materiais informativos à delegacia.

Também os entregava em repartições públicas, passando-os por baixo das portas. Se a porta de uma sala estivesse aberta, eu entrava, tirava do bolso um livreto de esclarecimento da verdade (uma publicação periódica do Minghui) e o colocava na estante para que os funcionários pudessem lê-lo. Fui muitas vezes ao departamento de assuntos civis. Se alguém perguntava por que eu estava ali, respondia que estava procurando atendimento do departamento. Se não havia ninguém, deixava o livreto dentro da sala.

Continuo esclarecendo a verdade dessa maneira. Aos domingos, vou aos prédios escolares para entregar materiais de esclarecimento da verdade nas salas dos professores. Preparo pacotes de materiais informativos para vários departamentos. Alguns são impressos por colegas praticantes, e outros são escritos à mão por mim. Certo domingo, fui ao prédio dos professores para entregar materiais de esclarecimento da verdade. Quando abri a porta do primeiro andar, havia uma pessoa parada ali. Não a cumprimentei e fui diretamente para o andar de cima. Subi dois andares, e ela me seguiu. Não tive oportunidade de entregar os materiais, então precisei descer novamente.

Quando cheguei ao primeiro andar, a pessoa perguntou o que eu estava fazendo. Respondi: “Estou procurando a professora Fulana”.

Ela respondeu: “Hoje é domingo, e ela não está trabalhando, mas o marido dela chegará mais tarde”.

Eu disse: “Não poderei esperar. Você poderia, por favor, entregar este pacote a ela?”

A pessoa respondeu: “Basta deixá-lo ali”. Coloquei os materiais no local indicado e saí do prédio.

Com a bênção do Mestre, consegui deixar a sacola grande de materiais de esclarecimento da verdade no prédio da escola. Mais tarde, soube que muitos professores haviam lido aqueles materiais. A escola ficava muito perto da minha casa e, posteriormente, ajudei os professores e o diretor a se desligarem do Partido Comunista Chinês (PCC) e de suas organizações afiliadas.

Indo a Pequim para defender o Dafa

Depois que a perseguição ao Falun Dafa começou, em julho de 1999, colegas praticantes foram a Pequim para validar o Dafa. Eu não sabia como chegar lá, mas, como o Mestre havia sido injustiçado e o Dafa estava sendo perseguido, estava determinada a ir a Pequim para validar o Fa e me manifestar em defesa do Dafa.

Em 18 de julho de 2000, saí de casa com 200 yuans, alguns ovos, um pouco de milho, dois melões e quatro adesivos com mensagens sobre o Falun Dafa na mochila. Durante o trajeto, troquei de ônibus várias vezes e finalmente cheguei à Praça Tiananmen, em Pequim. Comprei um ingresso e entrei. Depois de passar por alguns portões, precisei comprar outros ingressos para continuar avançando. Os ingressos para visitar Tiananmen eram caros, e eu não tinha tanto dinheiro. O dinheiro que estava na minha bolsa era para comprar a passagem de trem de volta para casa. Sem ingresso, não poderia entrar. Olhei desanimada para a entrada e vi a funcionária sorrindo para mim. Ao observá-la melhor, tive a impressão de que ela me reconhecia e fazia um gesto para que eu entrasse, mas eu não a conhecia. Mesmo assim, entrei.

Quando cheguei ao alto da torre do portão e olhei para baixo, vi policiais por toda parte. No entanto, devido ao medo, não tive pensamentos retos suficientes e não consegui validar adequadamente o Fa gritando: “Falun Dafa é bom!” Estou chorando enquanto escrevo estas palavras.

Afastei-me da torre do portão de Tiananmen com o coração pesado. Não havia feito aquilo que tinha ido até lá para fazer. Os quatro adesivos na minha mochila continuavam sem ser utilizados. Parada do lado de fora de Tiananmen, olhando para a torre do portão, abaixei a cabeça e chorei. Um policial me viu chorando, deu-me algumas palmadinhas e disse: “Vovó, por favor, não fique triste. A senhora voltará aqui”.

Eu queria encontrar um lugar para me sentar. Entrei em um pequeno pátio cercado por muros e me sentei em uma cadeira, quando dois policiais apareceram fazendo uma ronda. Então, saí dali e peguei um ônibus para a Estação Ferroviária de Tianjin, com a intenção de colar os adesivos. Naquela noite, viaturas policiais patrulhavam e vasculhavam a área arborizada do lado de fora da estação. Havia vendedores comercializando produtos entre as árvores, mas não consegui encontrar um lugar para colar os adesivos. Estava chegando a hora da partida do meu trem, mas decidi não ir embora, pois estava determinada a colá-los. Sob a proteção da escuridão, colei dois adesivos em uma placa grande da Estação Ferroviária de Tianjin. Quando embarquei no trem, colei um adesivo de cada lado da janela do vagão. Depois de percorrer mais de 3.000 li (aproximadamente 1.000 quilômetros), quando desci do trem na manhã seguinte, os dois adesivos do lado de fora da janela ainda estavam bem visíveis.

Voltei para casa em segurança depois de três dias. Meus filhos não fizeram nenhuma pergunta e agiram como se nada tivesse acontecido. Naquela noite, tive um sonho em que vi o Mestre segurando um livro do Dafa. O Mestre me fez compreender que eu deveria estudar mais o Fa, e fiquei muito agradecida.

Escrevendo as palavras “Falun Dafa é bom” em locais públicos

Depois que voltei de Pequim, continuei realizando atividades para validar o Fa. Usava um molde vazado para pintar cuidadosamente as palavras “Falun Dafa é bom” nos postes de serviços públicos. O molde havia sido feito por um colega praticante de outra região. Comprei um pincel e uma lata de tinta vermelha e pintei cuidadosamente as palavras nos postes de concreto. Cheguei a pintá-las nas portas e janelas da delegacia. Um vigia noturno de um canteiro de obras se aproximou para ver o que eu estava escrevendo, mas não tentou me impedir. Depois de usar toda a tinta, voltei para casa.

No dia seguinte, os policiais começaram a procurar quem havia feito aquilo. Foram às casas dos praticantes que constavam em suas listas, escalaram muros e pularam para dentro dos quintais. Também visitaram lojas que vendiam tintas. Os policiais conversaram com o vigia noturno, que disse ter visto uma jovem usando uma blusa vermelha e sapatos brancos. Na verdade, eu tinha 51 anos naquele ano.

Três noites depois, após fechar minha pequena mercearia e enquanto me preparava para colocar meu neto para dormir, alguém bateu à porta. Disseram que queriam comprar pão. Respondi que já era tarde e que não abriria a porta. Então, alguém disse: “Somos da delegacia. Abra a porta. Precisamos lhe fazer algumas perguntas”.

Respondi: “Não abro a porta à noite. Há alguns dias, um grupo de assaltantes invadiu minha mercearia e quebrou as janelas. Saí correndo pela porta, e eles quase me alcançaram, poderiam ter me espancado até a morte. Liguei para a delegacia, mas não enviaram nenhum policial. Corri para uma pedreira de cascalho para não ser morta”.

Um deles respondeu: “Depois daquele incidente, sabemos que a senhora ligou para a polícia. Agora vou lhe mostrar minha identificação pela fresta da porta. Sou o chefe da delegacia”.

Eu disse: “Não acredito em você. Sou apenas uma senhora idosa que está em casa cuidando do neto. Não há mais ninguém aqui. Não vou abrir a porta para vocês”.

A pessoa disse: “Ah, então a senhora é idosa”, e foi embora.

Depois que eles saíram, coloquei o molde e a blusa vermelha no fogão e os queimei. Em seguida, escondi os materiais de esclarecimento da verdade debaixo do tapete que ficava sob a cama. Por volta das quatro horas da manhã, a porta da mercearia foi arrombada, e vários policiais entraram à força. Eles iluminavam todos os cantos com lanternas, procurando alguma coisa. Naquele momento, eu segurava meu neto de três anos, que chorava muito de medo. Eles procuraram durante bastante tempo, mas não encontraram nada e acabaram indo embora.

Depois disso, viaturas policiais passaram a ficar estacionadas em frente à minha casa todos os dias. Alguns dias depois, os policiais começaram a entrar na minha mercearia. Três ou quatro deles se sentavam no pequeno estabelecimento e não iam embora. Ficavam esperando para ver se algum colega praticante apareceria. Naquela época, eu não conhecia nenhum praticante da região, apenas o filho de um deles, que me entregava materiais de esclarecimento da verdade.

Naquela manhã, o jovem praticante veio novamente e me trouxe novos artigos do Mestre e um exemplar do Minghui Semanal. Como os policiais apareciam todos os dias, pensei que, se voltassem, eu admitiria que havia sido a responsável por pintar as palavras. Contei ao jovem praticante o que estava pensando. Ele respondeu: “Você não pode admitir isso”. Compreendi o que ele queria dizer: como eu não havia feito nada de errado, não deveria admitir nenhuma acusação.

Depois que o jovem praticante foi embora, li os novos artigos do Mestre e o Minghui Semanal. Então, o chefe da delegacia chegou acompanhado de seus colegas. Ele se sentou no sofá, em silêncio, com uma expressão muito séria. Então, eu disse: “Vocês vêm aqui todos os dias. Acham que fui eu quem escreveu ‘Falun Dafa é bom’ nos postes lá fora? Se fui eu, então sou incrível!” Dei uma boa gargalhada, e eles também riram. Em seguida, contei-lhes o conteúdo do Minghui Semanal.

Enquanto esclarecia a verdade, sentia-me muito à vontade. Eu ria enquanto falava, e eles ouviam e também riam. Depois, foram embora de maneira muito educada. Nunca mais me incomodaram por causa das mensagens pintadas. Foi por pouco, e fiquei grata ao Mestre por ter enviado um colega praticante para me lembrar. Caso contrário, as consequências poderiam ter sido inimagináveis.

Distribuindo os Nove Comentários sobre o Partido Comunista

Depois de ser perseguida em um campo de trabalhos forçados, voltei para casa em 2004 e acompanhei o progresso da retificação do Fa. Dediquei-me a esclarecer a verdade e ajudar a salvar as pessoas. Muitas haviam sido enganadas pelas mentiras do Partido Comunista Chinês (PCC), e nós, praticantes, precisávamos ajudar o Mestre a salvá-las. Depois da publicação dos  Nove Comentários sobre o Partido Comunista, colegas praticantes começaram a distribuir grandes quantidades de exemplares de porta em porta. À noite, eu saía de bicicleta, levando uma bolsa grande cheia de exemplares dos Nove Comentários e outros materiais de esclarecimento da verdade, e os distribuía nas áreas rurais. Geralmente, percorria de 10 a 15 quilômetros por vez. Voltava para casa às seis horas da manhã, encharcada de orvalho. Certa manhã, fui distribuir os Nove Comentários nos alojamentos dos funcionários de uma escola primária. Coloquei os exemplares em uma bandeja grande e os cobri. Quando retirei a cobertura, uma luz prateada brilhou. Soube que os Nove Comentários possuíam poder divino e não eram um livro comum.

Quando ficava na casa de um dos meus filhos, concentrava-me em ajudar a salvar as pessoas o mais rápido possível e em distribuir DVDs de esclarecimento da verdade. Muitos trabalhadores da construção civil moravam naquele prédio grande, e eu lhes esclarecia a verdade sobre o PCC e os persuadia a renunciar à filiação ao Partido e às suas organizações afiliadas. Grupos de trabalhadores chegavam e partiam, e eu lhes esclarecia a verdade e os persuadia a se desligar do PCC e de suas organizações juvenis afiliadas. Não deixava ninguém de fora. Exibia os DVDs dos Nove Comentários no saguão e, sempre que terminava uma exibição, várias pessoas me pediam ajuda para renunciar à filiação ao Partido. Certa vez, depois que entreguei um exemplar dos Nove Comentários a um jovem, seu colega de quarto me perguntou: “Que livro você deu a ele? Ele passou a noite inteira lendo. Posso receber um exemplar também?” Depois que lhe entreguei um exemplar dos Nove Comentários, ele também o leu e, mais tarde, levou o livro consigo quando foi embora.

Quando o responsável pela empresa veio visitar os trabalhadores, coloquei um DVD no para-brisa do carro dele. Na segunda vez que veio, ele me procurou especificamente porque queria me conhecer. Naquele dia, eu estava amassando massa de pão, e minhas mãos estavam cobertas de massa. Mesmo assim, ele insistiu em apertar minha mão. Soube que ele havia assistido ao DVD e compreendido a verdade. Mais tarde, arrependi-me de não ter lhe perguntado se gostaria de se desligar do PCC e de suas organizações afiliadas!

Esclareci a verdade sobre o Falun Dafa a um grupo de bombeiros e ao seu comandante. O comandante se desligou do PCC e de suas organizações afiliadas. Ele também me forneceu os nomes de mais de dez pessoas que o acompanhavam, pois todas queriam se desligar das organizações do PCC. Quando o grupo de trabalhadores foi embora, entreguei a cada um deles um exemplar dos materiais de esclarecimento da verdade para levar para casa. Alguns moradores que viviam ali havia muito tempo às vezes me cumprimentavam dizendo: “Falun Dafa é bom!”, e eu respondia da mesma maneira.

Certa vez, um responsável me disse: “Vovó, o amuleto que a senhora me deu é muito eficaz! Um colega de trabalho ficou com ele. Quando sofreu um acidente de carro, outras duas pessoas morreram, mas ele saiu ileso”. Fiquei muito feliz ao saber que aquela pessoa havia sido protegida. O Mestre é tão compassivo!

Continuando a esclarecer os fatos sobre a perseguição

Alguns colegas praticantes e eu nos dividimos em dois grupos quando vamos de porta em porta conversar com as pessoas sobre o Falun Dafa e a perseguição. Cada grupo tem dois praticantes, e percorremos todas as ruas de uma comunidade. A cada vez, conseguimos ajudar de 30 a 40 pessoas a se desligarem do PCC. Assim, os dois grupos juntos ajudam entre 70 e 80 pessoas a renunciar à filiação ao Partido. Certa vez, quando saímos para esclarecer a verdade, um homem que acreditava nas mentiras do PCC não quis nos ouvir e começou a discutir conosco.

Mostrei-lhe um amuleto de esclarecimento da verdade com as palavras “Verdade, Compaixão e Tolerância” e disse: “Nós também temos família e trabalho e estamos muito ocupados. Estamos aqui para ajudar a salvar você! É inverno e está fazendo um frio congelante. Viemos ajudá-lo a evitar uma calamidade, para o seu próprio bem”.

De repente, o homem pegou o amuleto e disse: “Eu me retiro, eu me retiro! Sou membro do Partido e venho de outra cidade”. Anotamos seu nome, e ele se desligou do PCC. Enquanto nos afastávamos, ele continuava expressando sua gratidão. Ficamos muito comovidos, pois compreendemos que o poder de Verdade, Compaixão e Tolerância havia eliminado o espectro do PCC que o controlava.

Em uma aldeia, encontrei algumas pessoas que não conheciam a verdade sobre o Dafa. Elas não queriam ouvir, e uma delas disse: “Você tem coragem de vir aqui? Vou denunciá-la à delegacia”.

Sorri e disse: “Você parece ser uma pessoa muito bondosa. Não faria uma coisa dessas”.

Ao ouvir isso, a pessoa abaixou o telefone e não disse mais nada. Alguns anos depois, uma colega praticante e eu voltamos àquela aldeia e encontramos a mesma pessoa novamente. Dessa vez, ela aceitou prontamente a verdade.

O inverno dá lugar à primavera e, ano após ano, perseveramos em esclarecer a verdade, distribuir materiais e pendurar faixas com as palavras “Falun Dafa é bom”. Em uma aldeia, um grupo de pessoas conversava em frente a uma casa. Aproximamo-nos para conversar, e todas se desligaram do PCC e de suas organizações afiliadas. Algumas usaram pseudônimos, enquanto outras utilizaram seus nomes verdadeiros. Tirei uma faixa e tentei pendurá-la na árvore sob a qual estavam descansando, mas, depois de várias tentativas, não consegui fixá-la. Uma das pessoas pegou a faixa e a pendurou na árvore em frente à própria casa.

Durante muitos anos, quase nunca deixei de pendurar faixas em  25 de abril, 13 de maio (Dia Mundial do Falun Dafa), 20 de julho (data em que a perseguição foi oficialmente iniciada) ou durante o Ano-Novo Lunar. Quando não tenho faixas disponíveis, compro tecido, escrevo as palavras nele e o penduro do lado de fora.

Certo inverno, quando fazia muito frio, foram afixados cartazes com palavras de ordem e imagens que difamavam o Falun Dafa no escritório do chefe da aldeia. Fui até lá de bicicleta elétrica. Quando cheguei, o contador da aldeia estava sozinho no escritório. Eu disse: “Preciso falar com o secretário do Partido”.

O contador me disse que ele não estava. Respondi: “Por favor, dê-me o número de telefone dele, e eu ligarei”. Então, entrei, arranquei da parede o painel que difamava o Falun Dafa, coloquei-o dentro do meu casaco e fui embora.

Neste ano, o PCC pendurou três faixas difamando o Falun Dafa em nossa cidade, em três locais diferentes. Depois de pedir ajuda ao Mestre, cortei e retirei as três faixas.

Milagres ao longo do caminho

Durante a onda de processos judiciais contra o ex-líder do PCC, Jiang Zemin, pela perseguição ao Falun Dafa, colegas praticantes da minha região também decidiram processá-lo. Também estabeleci em minha casa um pequeno local de produção de materiais de esclarecimento da verdade. Praticantes de outras regiões doaram dinheiro para a compra de suprimentos, e eu produzia lotes de materiais de esclarecimento da verdade.

Às vezes, eu os distribuía à noite nas aldeias próximas. Certa vez, havia acabado de entrar em uma aldeia, estacionado minha bicicleta elétrica e estava prestes a distribuir os materiais quando alguém me viu e começou a me seguir. Fiquei encostada em um muro e enviei pensamentos retos, pedindo ao Mestre que fizesse aquela pessoa não me enxergar. Depois que tive esse pensamento, a pessoa, que usava uma luz forte na cabeça, caminhou pela estrada murmurando: “Para onde você foi? Acabei de ver você. Para onde foi?” Ela continuou falando sozinha enquanto passava por mim. Terminei de distribuir os materiais, encontrei minha bicicleta elétrica e voltei para casa.

Também precisamos ajudar a salvar as pessoas que trabalham nos órgãos de segurança pública, na Procuradoria e no sistema judiciário. Ajudei a escrever cartas para elas e esclareci a verdade aos funcionários das delegacias e da Divisão de Segurança Interna. Já fui detida mais de dez vezes. Como essas pessoas agem sob as ordens do PCC, desconhecem a verdade e perseguem o Falun Dafa por ignorância. Elas não têm futuro. No entanto, também são seres vivos, por isso precisamos salvá-las.

Ajudei a resgatar colegas praticantes e escrevi muitas cartas aos funcionários das prisões. Mais tarde, o chefe da Agência 610 de uma prisão compreendeu a verdade e foi transferido para outro cargo. Soube que ele havia sido salvo.

Houve outro incidente: três praticantes foram presos quando saímos para esclarecer a verdade. Os policiais me mandaram ficar parada naquele lugar, mas se esqueceram de mim e foram embora. Quando se lembraram e voltaram para me procurar, eu já havia escapado. Posteriormente, os praticantes foram presos ilegalmente a três anos de prisão. Durante aqueles três anos, os policiais da segurança interna continuaram me procurando. Meu filho me disse para ir à cidade e me esconder, e que eu poderia voltar para casa quando os praticantes retornassem. Fiquei escondida na casa dele durante cinco dias. Então, disse ao Mestre em meu coração: “Mestre, não posso ficar sem ter para onde voltar. Preciso ir para casa e fazer o que devo fazer”.

Assim, voltei para casa no dia seguinte. No caminho, fui à casa de uma colega praticante para pedir que me ajudasse a gravar um arquivo de podcast do Minghui. Quando saí, começou a chover, e ela me emprestou um casaco para vestir. A chuva estava forte, e vários carros pararam, com os motoristas oferecendo carona até minha casa, mas recusei. Pouco depois, outro carro parou atrás de mim, e o motorista também se ofereceu para me levar para casa, mas recusei novamente. A chuva continuou, e meus sapatos ficaram encharcados. Depois que cheguei em casa e tirei o casaco, descobri que o casaco que a praticante havia me emprestado para me proteger da chuva estava completamente seco, e eu também estava seca. Fiquei impressionada: o Mestre havia me protegido! Fiquei profundamente comovida, e lágrimas de gratidão escorreram pelo meu rosto.

Ainda tenho muitos apegos humanos que não eliminei, incluindo a impaciência. Às vezes, fico sonolenta ou distraída enquanto estudo o Fa e, em algumas ocasiões, envio pensamentos retos com a palma da mão voltada para baixo. Farei o meu melhor para cultivar bem a mim mesma.

(Artigo selecionado para o 23° Fahui da China no Minghui.org).