(Minghui.org) Quando comecei a praticar o Falun Dafa (também conhecido como Falun Gong), meu filho era um rebelde. Ele odiava a escola e era viciado em videogames. Eu estava preocupada com o futuro dele e o vigiava de perto. Costumava colocar um despertador no meio da noite para ver como ele estava e todas as vezes o pegava jogando.

Numa tarde chuvosa, ele desapareceu de casa. Meu marido e amigos o procuraram até o anoitecer, mas sem sucesso. Fiquei muito ansiosa e com raiva ao mesmo tempo. Em lágrimas, pensei: “Vou entregá-lo ao Mestre!”

O Dafa salvou meu filho rebelde

Naquela noite om eu filho não voltou para casa. Eu me perguntei se eu estava simplesmente pagando uma dívida de uma vida passada e se deveria deixá-lo em paz. Mas decidi que tinha a responsabilidade de ajudá-lo a voltar ao caminho certo.

O Mestre disse:

“Da perspectiva das vidas de níveis mais altos, a sociedade humana deve avançar precisamente de acordo com a ordem e as leis que determinam o desenvolvimento, por isso, o que você fará em sua vida humana não foi planejado com base em sua competência. No Budismo, eles falam do princípio da retribuição do carma. Sua vida é planejada de acordo com o seu carma.” (Sétima Aula, Zhuan Falun).

De repente, percebi que estava excessivamente apegada ao futuro do meu filho. A vida dele havia sido planejada por seres superiores e tudo o que eu precisava fazer era ajudá-lo a ser uma pessoa íntegra e a desenvolver uma visão correta da vida, com bons valores.

Compartilhei meus pensamentos com meu marido e concordamos que, quando nosso filho chegasse em casa, não o repreenderíamos nem o bateríamos, mas sim conversaríamos com ele.

Nosso filho chegou em casa às 7 da manhã. Com a sabedoria que o Dafa me transmitiu, eu disse com calma e racionalidade: “Você passou dos limites e estamos muito chateados. Mas, considerando que você é menor de idade, vamos te dar uma última chance e esperamos que você a valorize. Nós te perdoamos, mas isso não significa que você estava certo. Se você fizer isso de novo, não vamos mais te aceitar de volta, mesmo que isso signifique trocar as fechaduras ou vender a casa.”

Ele não respondeu, mas nunca mais desapareceu. No entanto, seu vício permaneceu. Ocasionalmente, ele fazia birra quando meu marido não estava em casa, ele tinha medo do meu marido, que já o havia castigado fisicamente antes. Aproveitei a oportunidade para compartilhar com ele o que aprendi com o Dafa e ele ficou curioso o suficiente para dar uma olhada secreta em algumas páginas dos livros do Dafa quando eu não estava em casa e fazia perguntas de forma indireta.

Um dia, após mais um episódio de mau comportamento, ele disse, em meio a lágrimas: “É meu azar ter nascido na sua família”. Fiquei chocada ao ouvir isso e percebi que a maneira como eu o estava criando estava errada.

Decidi parar de consolá-lo como fazia antes e respondi: “Não diga isso. Não é sua má sorte, mas nossa, porque você nos escolheu e não o contrário. Você observou do Céu antes desta vida e escolheu nossa casa porque teria a oportunidade de aprender sobre o Falun Dafa. Quem diria que, depois de nascer aqui, você não só odiaria a escola, como também diria algo tão ingrato e doloroso? E ainda tem a audácia de chorar!”

Ele parou de chorar e de me responder. Continuei: “Yong e Jing (pseudônimos de seus melhores amigos) são cinco e seis meses mais novos que você. Suas famílias são ricas. Por que você não escolheu nascer em uma dessas famílias? Porque você achou que teria menos chances de aprender o Dafa. Daqui para frente, se você disser essas coisas de novo, vá embora! Você não merece morar em nossa casa.”

Ele parou de falar daquele jeito e seu comportamento melhorou. Ele até passou no exame de admissão para o ensino médio e conseguiu entrar na escola.

Obrigada, estimado Mestre! Obrigada, Dafa!

Eliminando o ressentimento na primeira tentativa

Talvez eu fosse uma pessoa de mente fechada, pois tenho tropeçado no apego ao ressentimento desde que comecei a cultivar.

Eu tinha uma barraca no mercado e precisava de carona toda vez que ia trabalhar, porque não sabia dirigir. Outra vendedora queria monopolizar as vendas e me expulsar do mercado, então vivia se intrometendo para me impedir de pegar carona. Como a maioria dos motoristas era homem, ela espalhou boatos de que eu estava tendo um caso com quem me desse carona. Na verdade, nada é coincidência e tudo isso serviu para o meu crescimento espiritual.

Certo dia, a esposa de um motorista me confrontou, dizendo: “Fulano me disse que você está tendo um caso com meu marido.”

Eu estava furiosa. Todos os meus apegos vieram à tona, incluindo sentimentos de injustiça, ressentimento, ciúme e vontade de vingança. Eu sabia que esse não era o estado de espírito de uma cultivadora, mas não sabia como olhar para dentro de mim. Considerava esses pensamentos como parte de mim e era incapaz de me livrar deles.

Isso fez com que eu fosse explorada pelas velhas forças e acabei lesionando as costas e a perna. Por dois anos, tive dificuldade para andar. Suportei a dor passivamente, pensando que estava pagando meu carma.

Parei de vender no mercado e fiquei em casa para estudar o Fa. Finalmente, enquanto lia a palestra “Natureza Buda” em ( Zhuan Falun Volume II ), identifiquei meus apegos e entendi como cultivá-los. Ao enviar pensamentos retos, com o fortalecimento do Mestre, senti uma brisa fresca sair das minhas costas e pernas. Eu sabia que o Mestre havia removido essas coisas ruins de mim.

Minha dor nas costas e nas pernas desapareceu, mas eu ainda me inclinava para a direita ao caminhar. Então me ocorreu: “Não permito que coisas ruins controlem a minha maneira de andar. Sou uma praticante do Dafa e vou eliminá-las.”

Sempre que sentia que estava me inclinando, parava e retomava a caminhada depois de um tempo, então, quando começava a me inclinar novamente, parava de novo. Recusei-me a ser controlada por esse elemento injusto. Isso continuou acontecendo por uma semana e finalmente consegui andar normalmente de novo.

Obrigada, estimado Mestre! Obrigada, Dafa!

Eliminando o ressentimento pela segunda vez

Depois que comecei a praticar o Falun Dafa, minha saúde melhorou significativamente e me senti leve e sem doenças. Minha família e amigos testemunharam as mudanças em mim, entenderam que o Dafa é bom e concordaram em deixar o Partido Comunista Chinês (PCC) e suas organizações afiliadas. A esposa do meu irmão mais velho foi a única exceção. Ela se recusou a acreditar na verdade.

Prestei atenção às minhas interações com ela e me lembrei de não guardar rancor, mesmo que às vezes me sentisse injustiçada ou explorada por ela. Às vezes, achava que estava indo bem, mas ainda estava longe de cumprir os requisitos do Mestre.

Durante o feriado de 1º de maio deste ano, passei por um grande teste de xinxing após a festa de casamento que meu irmão mais velho e sua esposa organizaram para a filha deles. A esposa do meu irmão mais novo anunciou que queria se eximir de cuidar do nosso pai, que havia sido operado em janeiro, porque não aguentava o odor corporal dele e nem conseguia se adaptar à sua rotina. Todos ficamos chateados com isso, mas era inapropriado discutir o assunto nessas circunstâncias, então o jantar terminou de forma desagradável.

Depois que chegamos em casa e fomos dormir, recebemos um telefonema da esposa do meu irmão mais velho, dizendo que ele estava tendo um caso e a havia ameaçado de morte. Corremos para lá e encontramos minha cunhada espancando meu irmão, com sangue por toda parte e o xingando.

Então, ela parou de xingá-lo e começou a culpar toda a nossa família, especialmente o meu pai. Ela o acusou de favoritismo porque ela foi a única que cuidou dele depois da cirurgia, enquanto a esposa do meu irmão mais novo não fez nada e meu pai não disse nada. As palavras dela foram ficando cada vez mais duras. Ela trouxe à tona mágoas dos últimos 20 anos e disse que toda a nossa família a maltratava. A irmã mais nova dela também estava presente, o que contribuiu para as críticas.

Vendo que minha cunhada estava ficando irracional, fiquei em silêncio, pois não queria irritá-la. Ela continuou assim durante o dia e a noite seguintes. Estávamos todos exaustos, mas ela persistia em seu desabafo. Por fim, disse que queria o divórcio e que meu irmão mais velho teria que sair de casa sem nada. Concordamos. Então, ela mudou de ideia, dizendo que um deles teria que morrer para quitar o empréstimo bancário em seu nome.

Meu marido e eu conversamos sobre o assunto e decidimos emprestar 40.000 yuans (US$ 5.960) ao meu irmão mais velho para quitar a dívida, mas ela queria 45.000 yuans. Então, emprestamos essa quantia. Essa mulher contou mentira atrás de mentira, falando contra a própria consciência, só para conseguir o dinheiro.

A dedicação altruísta de meu pai aos filhos ao longo da vida foi recebida com abusos verbais e acusações por parte dela. Refletindo sobre a situação como praticante, talvez essa fosse uma dívida que nossa família tinha com ela de vidas passadas.

Alguns dias depois, a tempestade ainda não havia passado e ela reclamou que faltavam 1.500 yuans dos presentes em dinheiro recebidos no casamento da minha sobrinha. Eu mesma havia recolhido o dinheiro no casamento, três pessoas conferiram o valor depois e tudo estava correto. Mesmo assim, agora ela estava fazendo outra acusação.

Liguei para o irmão mais novo dela, que disse: “Ignore-a. Todos nós confiamos em você.”

No entanto, ela não parou por aí. Ela ligou para o meu pai e para a irmã dele para criticá-los, fazendo com que esta última ficasse doente de ansiedade.

Finalmente, cheguei ao ponto em que não conseguia mais manter meu xinxing e minha mente enfraqueceu. Fiquei tão irritada com ela que não conseguia trabalhar. O ressentimento me dominou e eu não conseguia me livrar dele, mesmo sabendo que essa era uma mentalidade inadequada para uma praticante.

Eu mal conseguia me lembrar de algum ensinamento do Fa, exceto por este:

Uma pessoa má nasce do coração de inveja. Dominada pelo egoísmo e rancor, ela se queixa das injustiças contra ela. Uma pessoa bondosa tem sempre um coração de compaixão. Sem queixas e ódio, ela aceita as dificuldades com alegria (Níveis de consciência – Essenciais para avanço adicional).

Recitei isso repetidamente, às vezes em silêncio e outras em voz alta. Enquanto o fazia, os elementos malignos lutavam para sobreviver e eu sentia um profundo sofrimento. Incapaz de distinguir o “sofrimento” de mim mesma, eu estava em grande dor.

Enquanto continuava a recitar o Fa, minha consciência principal foi retornando gradualmente. Percebi que estava errada, pois o que havia acontecido estava expondo meus apegos e me ajudando a aprimorar meu xinxing.

Eu disse a mim mesma: “Minha cunhada está aqui para me ajudar a ter sucesso no cultivo. Ela está me ajudando a aprimorar meu xinxing e a me livrar dos meus apegos. Agradeço a ela e não guardo ressentimento. O ressentimento, a mágoa, os pensamentos de vingança, o desprezo por ela não me define e eu não os quero. Vou eliminá-los e me assimilar à Verdade, Compaixão e Tolerância. Serei uma pessoa benevolente, não perversa.”

Repeti isso para fortalecer minha consciência principal. Não me lembro quanto tempo levou, mas eventualmente venci a batalha e me libertei completamente dos apegos.