(Minghui.org) O Departamento de Justiça (DOJ) abriu processos de desnaturalização contra 40 indivíduos acusados de vários crimes, incluindo atuar como agente de um governo estrangeiro, homicídio e abuso sexual de menor. Entre eles estava Li Ping, condenado por atuar como agente do Partido Comunista Chinês (PCC) e monitorar praticantes do Falun Gong (Departamento de Justiça dos EUA acusa sino-americano de atuar como agente do PCC e vigiar praticantes do Falun Gong).

O Procurador-Geral dos EUA, Todd Blanche, anunciou que o Departamento de Justiça entrou com ações judiciais para revogar a cidadania de 40 cidadãos naturalizados em 5 de outubro de 2026. (Minghui.org)

O DOJ entrou com uma ação para revogar a cidadania naturalizada de Li Ping. O Departamento sustenta que a conduta de Li demonstra que ele não aderiu genuinamente aos princípios da Constituição dos Estados Unidos e não possuía o bom caráter moral exigido por lei. Consequentemente, o DOJ busca revogar sua cidadania.

Os processos de desnaturalização, abertos entre 21 de agosto e 2 de outubro, representam o maior número de ações desse tipo ajuizadas em um único período sob a atual administração, de acordo com um comunicado do DOJ de 5 de outubro.

De acordo com a Lei de Imigração e Nacionalidade, um cidadão naturalizado dos EUA pode perder sua cidadania se tal naturalização tiver sido obtida por meio de fraude ou meios ilegais.

O Procurador-Geral Todd Blanche disse que os 40 indivíduos cometeram crimes graves, incluindo espionagem e delitos sexuais. Ele afirmou que o DOJ continuará a utilizar processos de desnaturalização para salvaguardar a segurança nacional e proteger o povo americano.

Brett A. Shumate, Procurador-Geral Adjunto da Divisão Civil do DOJ, declarou que os réus nesses casos são acusados de se envolver em práticas enganosas ao obter a cidadania dos EUA e que o DOJ continuará a processar casos envolvendo cidadania obtida por meio de ocultação de informações ou declarações falsas.

Dois sino-americanos estão na lista de desnaturalização 

Entre os 40 indivíduos, há dois cidadãos naturalizados originários da China. Um deles é Li Ping, de 61 anos.

Em 1º de outubro, o Departamento de Justiça (DOJ) entrou com uma ação judicial no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Central da Flórida, buscando revogar a cidadania de Li. O DOJ alegou que Li conspirou para atuar como agente de um governo estrangeiro sem notificação prévia ao Procurador-Geral dos EUA.

Segundo documentos do DOJ, pelo menos desde 2012, Li — a mando de autoridades do Ministério de Segurança do Estado (MSS) do Partido Comunista Chinês (PCC) — coletou informações nos Estados Unidos sobre dissidentes chineses, defensores da democracia, praticantes do Falun Gong e organizações não governamentais americanas, repassando esses dados ao MSS. Ele também é acusado de ter obtido informações sensíveis de uma grande empresa de telecomunicações dos EUA e da empresa internacional de tecnologia da informação onde trabalhava, e de ter transmitido essas informações ao MSS.

Em julho de 2024, o DOJ anunciou, pela primeira vez, acusações criminais contra Li. Em 23 de agosto de 2024, Li declarou-se culpado da acusação de conspirar para atuar como agente de um governo estrangeiro sem notificar o Procurador-Geral dos EUA.

De acordo com documentos judiciais divulgados na época, Li manteve contato com um oficial do MSS desde 2012. A pedido do oficial, ele forneceu informações sobre indivíduos associados ao Falun Gong, incluindo dois autores de livros sobre o Falun Gong e um praticante que participou de protestos em frente ao Consulado-Geral da China em São Francisco. As informações incluíam o endereço residencial, o número de telefone e a marca e o modelo do veículo do praticante.

Li forneceu ao MSS dados pessoais de um advogado americano que escrevia artigos para publicações ligadas ao Falun Gong. Posteriormente, ele forneceu mais informações mediante solicitação. No final de 2014, Li viajou para a China para se encontrar com o oficial do MSS.

Em novembro de 2024, Li foi condenado a quatro anos de prisão, ao pagamento de uma multa de US$ 250.000 e a três anos de liberdade supervisionada, após ter sido considerado culpado de conspirar para atuar como agente do PCC.