(Minghui.org)

Nome: Wu Chunru
Nome Chinês: 吴春如
Gênero: Feminino
Idade: 90 anos
Cidade: Nanjing
Província: Jiangsu
Ocupação: Engenheira aposentada
Data da morte: Abril de 2024
Data da prisão mais recente: 19 de novembro de 2019
Local de detenção mais recente: Não informado

Uma engenheira aposentada do Departamento de Construção do Distrito de Pukou, na cidade de Nanjing, província de Jiangsu, foi forçada a se mudar para um centro de idosos no final de 2023. Ela não tinha permissão para ir para casa e morreu quatro meses depois. Ela estava na casa dos 90 anos.

A Sra. Wu Chunru foi visada por causa da sua fé no Falun Gong, uma disciplina espiritual que tem sido perseguida pelo regime comunista chinês desde 1999. Ela foi denunciada e assediada por policiais da Delegacia de Polícia de Zhujiang, por distribuir um pen drive com informações sobre Falun Gong em seu bairro em 2023.

Sob pressão do Comitê de Assuntos Políticos e Jurídicos do Distrito de Pukou, da Agência 610 do Distrito de Pukou, do Departamento de Polícia do Distrito de Pukou e do Departamento de Construção do Distrito de Pukou, os filhos da Sra. Wu foram forçados a mandá-la para um centro de idosos no final de 2023. Ela pediu para voltar para casa, mas o centro de idosos não permitiu que ela saísse. Devido ao sofrimento mental, ela logo faleceu em abril de 2024.

Antes de sua última perseguição, a Sra. Wu havia sido perseguida de várias vezes nas últimas duas décadas por defender sua fé.

Ela foi presa pela primeira vez em fevereiro de 2000, quando foi a Pequim para apelar pelo direito de praticar o Falun Gong. Ela foi escoltada de volta à província de Jiangsu e mantida em um hotel administrado pela polícia. Pressionada pelas autoridades, sua família a forçou a escrever uma declaração de renúncia ao Falun Gong. Ela também teve que pagar pelo alto custo da estadia no hotel.

A Sra. Wu foi presa novamente em julho de 2000 e mantida no mesmo hotel por uma semana, pois a polícia estava tentando impedi-la de ir a Pequim para apelar no aniversário de um ano da perseguição.

A polícia tentou prender a Sra. Wu no final de setembro de 2000, mas foi impedida por sua família. Ela foi à Delegacia de Polícia de Zhujiang no início de outubro de 2000 e pediu à polícia que não participasse da perseguição, mas acabou sendo presa e detida por um mês. Ela conseguiu escapar em meados de novembro de 2000 e foi a Pequim para apelar novamente. Ela foi presa e levada de volta ao mesmo hotel da polícia.

Após outra prisão em março de 2001, a Sra. Wu foi internada no Hospital Psiquiátrico de Zutangshan, embora não tivesse nenhuma doença mental. Ela ficou detida lá por quase dois anos. Na perseguição ao Falun Gong, os praticantes mentalmente saudáveis são freqüentemente levados para hospitais psiquiátricos e submetidos à administração involuntária de medicamentos. A Sra. Wu foi forçada a pagar por sua estadia no hospital psiquiátrico.

Quando os 10º Jogos Nacionais foram realizados em Nanjing em outubro de 2005, o Departamento de Segurança Pública da Província de Jiangsu ordenou que a polícia e a Agência 610 monitorassem estritamente os praticantes do Falun Gong e os impedissem de aumentar a conscientização sobre a perseguição durante esse período. A Sra. Wu foi presa por enviar uma carta com informações sobre o Falun Gong. Sua casa foi saqueada e ela ficou detida por um mês.

Em outubro de 2015, a Sra. Wu foi assediada por registrar uma queixa criminal contra Jiang Zemin, o ex-chefe do regime comunista chinês que ordenou a perseguição. Ela teve um derrame depois de ser aterrorizada pela polícia. Com a prática do Falun Gong, ela se recuperou rapidamente e conseguiu andar por conta própria três meses depois.

A Sra. Wu foi presa novamente em 2018 e liberada sob fiança. Ela foi presa outra vez em 19 de novembro de 2019 enquanto fazia compras. Ela foi detida brevemente e depois liberada.