(Minghui.org) Outra praticante e eu dirigimos até uma vila remota para falar com as pessoas sobre a perseguição ao Falun Dafa. Notei três pessoas trabalhando em um campo e conversei com um dos homens. Ele se recusou a ouvir e não quis o folheto que lhe ofereci. Saímos da fazenda e andamos pela vila. Depois de um tempo, a praticante e eu nos separamos para falar com as pessoas separadamente. Logo ouvi alguma comoção e ao olhar para trás vi um policial arrastando a praticante para um veículo policial. O homem com quem falei na fazenda nos denunciou à polícia.

Liguei para a praticante naquela manhã antes de sairmos, e a polícia conseguiu meu número de telefone no telefone dela. Eles me rastrearam e descobriram onde eu morava. Naquela noite, a polícia e os oficiais do comitê residencial local invadiram minha casa enquanto eu não estava lá. Eles levaram minhas pinturas do Falun Dafa e uma placa com a inscrição Verdade, Compaixão e Tolerância. Como eu estava hospedada na casa da minha mãe e cuidando dela, somente soube da invasão uns dias depois.

Depois que descobri o que eles fizeram, fui à Divisão de Segurança Doméstica para esclarecer a verdade e pedi que a polícia devolvesse meus pertences. Pedi a outros praticantes que ajudassem enviando pensamentos retos. Lembrei a mim mesma que precisava eliminar meu medo e fazer o que um praticante deve fazer.

Minha irmã foi comigo para a Divisão de Segurança Doméstica alguns dias depois. Eu disse ao capitão que queria que ele devolvesse meus pertences que foram levados durante a busca ilegal em casa. Ele me deteve e deixou minha irmã ir embora. Naquele dia, alguns policiais me levaram de volta para minha casa e a revistaram novamente. Tentei explicar a eles que a perseguição não tinha base legal e que praticar o Falun Dafa não violava nenhuma lei — na verdade, foram eles que quebraram a lei prendendo cidadãos cumpridores da lei e revistando suas casas. A polícia se recusou a ouvir.

Após a batida, eles me levaram de volta para a delegacia para interrogatório. Não respondi a nenhuma de suas perguntas. Continuei enviando pensamentos retos e disse a mim mesma que tinha que esclarecer a verdade e salvar as pessoas. Eu não podia deixar a polícia cometer crimes contra os praticantes do Falun Dafa. Graças à ajuda do Mestre e aos praticantes trabalhando juntos para enviar pensamentos retos, a polícia me liberou naquela tarde.

Este incidente me ajudou a ver que ainda tenho muitos apegos. Também falhei em prestar atenção à segurança do celular e estava com meu celular quando saí para esclarecer a verdade.