(Minghui.org) (Continuação da Parte 2)

Rio Haihe em 24 de abril

Praticante A: Embora não estávamos autorizados a ir ao Edifício Administrativo Tianjin, alguns praticantes foram às proximidades do rio Haihe. Eles queriam informar aos praticantes que chegavam de outras cidades que não sabiam o que tinha ocorrido.

Numa esquina, encontrei mais praticantes. Muitos deles eram da província de Shandong e da cidade de Baoding, província de Hebei. Eu disse a eles o que tinha acontecido no dia anterior e sobre a resposta do governo municipal em Tianjin. Eu também sugeri que eles não fossem para Faculdade de Educação Tianjinpara evitar complicar a situação. As mentes daqueles praticantes eram muito puras. Eles disseram que tinham viajado uma longa distância para provar a inocência do Falun Gong. Uma vez que o governo de Tianjin não queria nos ouvir, decidimos que poderíamos ir ao governo central em Pequim.

Vários outros praticantes que eu conhecia também falaram sobre ir a Pequim para apelar. No dia seguinte, ouvimos sobre o apelo na Praça Tiananmen.

Praticante B: Quando a polícia me levou, as prisões em massa na Faculdade de Educação Tianjinjá tinha começado. Preocupado com os outros praticantes, andei até a Faculdade, após ser liberado da delegacia Dayingmen. Na faculdade, eu vi montes de esteiras no portão. Seus donos já haviam sido presos e os policiais ainda estavam de guarda. Perguntei a alguns espectadores e eles me disseram que muitos praticantes tinham sido levados.

Fui para casa triste e confuso. Eu saí de novo mais tarde em direção ao Rio Haihe, onde vi muitos praticantes e policiais à paisana. Nós dissemos à polícia que os funcionários não nos permitiram ir para a Faculdade de Educação Tianjinou para o Edifício Administrativo Tianjin. Os policiais disseram que eles não tinham autoridade para resolver a questão, mas surpreendentemente eles sugeriram que fôssemos a Pequim para apresentar um relatório aos funcionários hierarquicamente superiores.

Praticante D: Havia muitos policiais e agentes à paisana perto do rio Haihe. Sempre que eles viam um grupo de praticantes falando juntos, eles vinham para dispersá-los. Alguns de nós falávamos sobre ir para Pequim. Contudo, alguns praticantes não tinham dinheiro extra para ir, então eu dei 200 yuanes que eu tinha comigo. Convidei um casal de praticantes do distrito de Wuqing de mais de 70 anos a ficarem na minha casa na noite antes de sair de manhã. Nós nem sequer sabíamos os nomes ou endereços de cada um. Estávamos juntos pela simples razão de que todos nós queríamos nos tornar pessoas melhores, seguindo os princípios da Verdade-Compaixão-Tolerância.

Um aspecto importante a ser observado é que nós fomos para Pequim não necessariamente porque todos nós queríamos; em vez disso, foi porque os funcionários do governo nos direcionaram para lá.

***

Com base na experiência destas testemunhas, é evidente que o regime comunista comandou o incidente na Faculdade de Educação Tianjinpara criar uma justificativa para a perseguição. No entanto, os praticantes se mantiveram calmos e sinceros diante da flagrante crueldade.

A compaixão e os altos padrões morais que os praticantes seguem, têm sido visíveis no decorrer dos anos de perseguição, validando a retidão do Falun Gong.

(Fim)