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Como o espectro do comunismo está governando o nosso mundo (Capítulo 12: Sabotando a educação)

9 de maio de 2020 |   Pela equipe editorial dos Nove Comentários sobre o Partido Comunista Chinês

(Minghui.org) [Nota do editor] Esta série é uma reimpressão da tradução em português do Epoch Times do livro “Como o espectro do comunismo está governando nosso mundo”, pela equipe editorial de Nove Comentários sobre o Partido Comunista Chinês.

Sumário

Prefácio
Introdução
Capítulo 1: As estratégias do diabo para destruir a humanidade
Capítulo 2: O início do comunismo na Europa
Capítulo 3: Matança no Oriente
Capítulo 4: Exportando a revolução
Capítulo 5: Infiltrando-se no Ocidente
Capítulo 6: A revolta contra Deus
Capítulo 7: A destruição da família
Capítulo 8: Como o comunismo semeia o caos na política
Capítulo 9: A armadilha econômica comunista
Capítulo 10: Usando a lei para o mal
Capítulo 11: Profanando as artes
Capítulo 12: Sabotando a educação
Capítulo 13: Sequestrando os meios de comunicação
Capítulo 14: Cultura popular, uma indulgência decadente
Capítulo 15: As raízes comunistas do terrorismo
Capítulo 16: O comunismo por trás do ambientalismo
Capítulo 17: Globalização: comunismo no seu cerne
Capítulo 18: As ambições globais do Partido Comunista Chinês
Conclusão

O que está incluído nesta parte?

Capítulo 12: Sabotando a educação

Índice

Introdução
1. O espectro do comunismo nas universidades ocidentais
a. A forte inclinação esquerdista das faculdades
b. Remodelando o ambiente acadêmico tradicional com a ideologia comunista
c. Usando novas disciplinas acadêmicas para infiltração ideológica
d. Promovendo um radicalismo esquerdista
e. Negando as grandes tradições da América
f. Combatendo os clássicos da civilização ocidental
g. Monopolizando os livros didáticos e as artes liberais
h. “Reeducação” universitária: lavagem cerebral e corrupção moral
2. Elementos comunistas na educação primária e secundária
a. Emburrecendo os alunos
b. A natureza destrutiva da educação progressiva
c. Educação: um modo de desencaminhar os alunos
d. Manipulação psicológica
e. A infiltração da educação
3. A meta: destruir a educação no Oriente e no Ocidente
Conclusão: retornando à educação tradicional
Referências bibliográficas

* * *

Introdução

A educação desempenha um importante papel na promoção do bem-estar e na realização dos indivíduos, mantendo a estabilidade social e garantindo o futuro de uma nação. Nenhuma das grandes civilizações da história desprezou a importância da educação.

A educação tem por objetivo manter os padrões morais da humanidade e preservar a cultura que lhe foi concedida por Deus. É a forma como conhecimentos e habilidades são transmitidos e como as pessoas se socializam.

Tradicionalmente, as pessoas de educação mais refinada respeitam o Céu, acreditam em Deus e aspiram ter a virtude da benevolência. Elas possuem um amplo conhecimento acerca da cultura tradicional, bem como domínio de um ou mais ofícios. Dedicadas às suas vocações, elas acreditam na importância de tratar os outros com cordialidade e bondade. Elas são os pilares da sociedade, as elites nacionais e as guardiãs da civilização. Graças ao seu caráter e atitudes extraordinários, elas obtêm bênçãos e proteção divinas.

O espectro comunista, para conseguir destruir a humanidade, precisa romper a conexão entre o ser humano e os deuses. Sabotar a educação tradicional é uma etapa indispensável nesse processo. O comunismo adotou estratégias diferentes para atacar e minar a educação no Oriente e no Ocidente.

Nos países orientais, as tradições estão profundamente arraigadas, e o engodo não foi suficiente para enganar grande parte das pessoas. Por isso, foi necessário a eliminação sistemática das elites tradicionais, portadoras da cultura, de modo a impedir fisicamente a transmissão do legado cultural às gerações seguintes, bem como bombardear a população com incessante propaganda.

A história e as raízes da cultura ocidental são comparativamente simples, proporcionando ao comunismo terreno fértil para contaminar sorrateiramente a sociedade por meio da subversão e da sabotagem da educação ocidental. Na verdade, a corrupção da juventude ocidental é muito mais grave em comparação com a da China.

Durante a eleição presidencial dos Estados Unidos em 2016, devido à prolongada campanha de difamação feita pelos meios de comunicação contra os candidatos conservadores e devido a pesquisas eleitorais manipuladas realizadas antes da votação, muitos eleitores ficaram atônitos, principalmente os jovens universitários, quando o resultado das eleições foi anunciado.

Pouco depois da vitória de Donald Trump, algo ridículo foi observado em algumas universidades dos EUA. Alguns estudantes alegaram estar tão amedrontados, exaustos e traumatizados com o resultado da eleição que exigiram que as aulas fossem canceladas e os exames remarcados. A fim de mitigar o estresse e a ansiedade desses alunos, algumas faculdades de renome organizaram diversas atividades terapêuticas, como brincar com kits Play-Doh, blocos de Lego, colorir desenhos e soprar bolhas. Algumas até forneceram cães e gatos de estimação para os alunos se consolarem. Várias universidades proporcionaram aos estudantes aconselhamento psicológico, grupos de ajuda organizada e serviços de “recuperação pós-eleitoral” ou “recursos e apoio pós-eleitorais”. [1]

O absurdo de como um processo democrático normal se tornou mais aterrorizante do que um desastre natural ou um ataque terrorista demonstra o fracasso total do sistema educacional americano. Estudantes universitários, que deveriam ser maduros e racionais, tornaram-se intolerantes e infantis quando confrontados com mudanças e adversidades.

O colapso total da educação americana é uma das coisas mais preocupantes que aconteceram ao país nas últimas décadas. Isso sinaliza o sucesso da missão do comunismo de se infiltrar e corromper a sociedade ocidental.

Este capítulo analisa principalmente a situação dos Estados Unidos e apresentada um exemplo da sabotagem, pelo comunismo, da educação nas sociedades livres. Os leitores podem usar a mesma lógica para inferir como a educação está sendo prejudicada em outros países.

A infiltração comunista na educação dos Estados Unidos manifesta-se em pelo menos cinco áreas.

Promovendo diretamente a ideologia comunista entre os jovens. A ideologia comunista foi gradualmente tomando conta do meio acadêmico ocidental, infiltrando-se em importantes áreas tradicionais de ensino, bem como criando novas ciências mais adequadas à sua influência ideológica. Literatura, história, filosofia, ciências sociais, antropologia, estudo de direito, multimídia e outras áreas foram inundados com elementos da teoria marxista. O “politicamente correto” passou a ser o modo oficial de censurar o pensamento livre nas universidades.

Reduzindo a exposição da geração jovem à cultura tradicional. A cultura tradicional, o pensamento ortodoxo, a história verdadeira e a literatura clássica são desprezadas, difamadas e marginalizadas de muitas maneiras diferentes.

Reduzindo os padrões de exigência quanto à qualidade do ensino superior em um processo que se inicia no jardim de infância e no ensino primário. Com a gradativa simplificação do ensino, os novos alunos estão tendo problemas de alfabetização e enfrentam mais dificuldades no aprendizado da matemática. Eles possuem menos conhecimentos, e a capacidade de pensar criticamente foi atrofiada. Para esses indivíduos é difícil lidar, de forma lógica e direta, com questões cruciais da vida e da sociedade, e é ainda mais difícil perceber o engodo do comunismo.

Promovendo a doutrinação ideológica por meio do ensino de conceitos distorcidos a jovens alunos. À medida que as crianças se desenvolvem, os conceitos incutidos nelas ficam tão impregnados que é quase impossível identificá-los e corrigi-los.

Alimentando o egoísmo, a ganância e os caprichos. Isso inclui condicionar os alunos a se opor à autoridade e à tradição, inflando os seus egos, criando um falso senso de justiça, reduzindo a capacidade de entender e tolerar opiniões diferentes, e negligenciando o amadurecimento psicológico.

O comunismo atingiu os seus objetivos em quase todas as cinco áreas. A ideologia esquerdista é a principal tendência nas universidades americanas. Intelectuais que possuem ideias diferentes têm sido marginalizados nas suas atividades profissionais ou impedidos de expressar os seus pontos de vista tradicionais.

Quatro anos de intensiva doutrinação fazem os recém-formados terem uma predisposição ao liberalismo e ao progressismo. Isso os torna propensos a aceitarem o ateísmo, a teoria da evolução e o materialismo sem muito questionamento; eles passarão a integrar a chamada geração “flocos de neve”, composta de pessoas de mente estreita, desprovidas de bom senso e que buscam estilos de vida hedonistas em que não precisam assumir a responsabilidade por suas ações. Elas carecem de conhecimentos, têm uma visão de mundo limitada, sabem pouco ou nada sobre a história dos Estados Unidos ou do mundo, e tornando-se, por isso, o principal alvo do engodo comunista.

Aos olhos do mundo, os Estados Unidos ainda possuem um papel de destaque na educação. Há mais de um século, o país se tornou uma superpotência política, econômica e militar. Os recursos gastos em educação excedem em muito os dos outros países. Após a Segunda Guerra Mundial, a democracia e a riqueza dos Estados Unidos atraíram pessoas talentosas do mundo todo. Seus programas de pós-graduação e escolas de ensino profissional em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) são inigualáveis.

No entanto, uma crise interna vem se desenrolando. A proporção de estudantes estrangeiros em programas de pós-graduação nas áreas de STEM é muito maior do que a de estudantes americanos, e essa diferença cresce a cada ano. [2] Isso reflete a erosão do ensino fundamental, médio e superior nos Estados Unidos. Os estudantes estão sendo deliberadamente silenciados e controlados. As consequências já são percebidas, e ainda há mais por vir.

Yuri Bezmenov, um ex-agente do KGB que desertou para o Ocidente e mencionado no capítulo 5, descreveu no início dos anos de 1980 o grande avanço da infiltração ideológica comunista nos Estados Unidos: “Mesmo que você comece agora, neste exato minuto, a educar uma nova geração de americanos, ainda serão necessários quinze a vinte anos para que a percepção ideológica distorcida da realidade volte à normalidade.” [3]

Quase 40 anos se passaram desde a entrevista na qual Bezmenov fez essa declaração. Durante esse período, apesar da queda da União Soviética e de outros regimes socialistas na Europa Oriental, a infiltração e a subversão do comunismo no Ocidente nunca cessaram. A educação era um dos principais alvos dos elementos comunistas infiltrados no Ocidente. Eles passaram a controlar as instituições de ensino em todos os níveis, expandiram a sua influência na educação familiar e promoveram as suas teorias distorcidas sobre educação e pedagogia.

Vale destacar que quase todo mundo, especialmente quem ingressou na universidade após os anos de 1960, foi exposto a influências comunistas. As áreas de ciências humanas e sociais são as mais afetadas. A maior parte dos alunos desses cursos foi doutrinada sem saber, e alguns deles se dispuseram a promover a ideologia comunista. Aqui, nós expomos os objetivos comunistas, para que as pessoas possam identificá-los e se afastar deles.

1. O espectro do comunismo nas universidades ocidentais

a. A forte inclinação esquerdista no meio acadêmico

Uma das causas mais importantes dos estudantes abraçarem a ideologia socialista ou comunista, ou serem influenciados por ideologias radicais como o feminismo e ambientalismo (tópico que será abordado mais adiante neste livro), é o fato de que uma grande parte do meio acadêmico nos Estados Unidos apoia a esquerda.

Em um estudo de 2007, intitulado “The Social and Political Views of American Professors” (As visões sociais e políticas dos professores americanos), que contou com a participação de 1417 professores universitários, 44,1% se consideraram liberais; 46,1%, moderados; e apenas 9,2% se disseram conservadores. A proporção de conservadores nas faculdades comunitárias foi ligeiramente mais elevada (19%) e a dos liberais foi ligeiramente menor (37,1%). Nas faculdades de artes, 61% dos docentes eram liberais, enquanto os conservadores representavam apenas 3,9%. O estudo também observou que membros do corpo docente próximos da aposentadoria tinham posições mais favoráveis à esquerda do que os novos membros do corpo docente. Na faixa etária de 50 a 64 anos, 17,2% se declararam ativistas de esquerda. O estudo também mostrou que a maioria dos professores universitários apoiava a homossexualidade e o aborto. [4]

Estudos posteriores também confirmam essa tendência esquerdista entre professores de cursos universitários nos Estados Unidos. Um estudo publicado em 2016 no periódico Econ Journal Watch pesquisou o status de registro eleitoral dos professores de departamentos de história e ciências sociais em 40 das principais universidades dos EUA. Dos 7243 professores pesquisados, havia uma proporção 11,5 democratas para cada republicano. Dos cinco departamentos pesquisados, o departamento de história foi o mais discrepante, com uma proporção de 35 democratas para cada republicano. Esses dados são surpreendentes se comparados a uma pesquisa similar realizada em 1968: Dentre os professores de história entrevistados naquela época, a proporção de democratas para republicanos era de 2,7 para 1. [5]

Outra pesquisa realizada em 2016 com professores de cursos universitários constatou inclinações políticas assimétricas no corpo docente, especialmente em New England. Com base em dados de 2014, a pesquisa constatou que a proporção de professores liberais e conservadores em faculdades e universidades em todo o país era de 6 para 1. Em New England, essa proporção era de 28 para 1. [6] Um estudo de 2016 do Pew Research Center apurou que 31% dos alunos que estudaram em escolas de pós-graduação tinham opiniões liberais, 23% tendiam a ser liberais, apenas 10% tinham opiniões conservadoras e 17% tendiam a ser conservadores. De acordo com o estudo, a partir de 1994, a proporção de estudantes com opiniões liberais que haviam concluído cursos de pós-graduação aumentou significativamente. [7]

Acadêmicos que participaram de um seminário no American Enterprise Institute em 2016 disseram que cerca de 18% dos cientistas sociais nos Estados Unidos se consideravam marxistas e apenas 5% se consideravam conservadores. [8]

O senador Ted Cruz fez a seguinte observação sobre a faculdade de direito de uma renomada universidade que ele frequentou. “Havia mais comunistas autodeclarados [na faculdade] do que republicanos”, disse ele. “Se você pedisse [a eles] que votassem para decidir se os Estados Unidos deveriam se tornar uma nação socialista, 80% dos professores votariam sim e 10% achariam isso muito conservador.” [9]

O comunismo começou a sua infiltração no sistema educacional dos Estados Unidos assim que se estabeleceu no país. No início do século 20, muitos intelectuais americanos abraçaram ideias comunistas ou a variante socialista fabiana. [10]

O movimento da contracultura da década de 1960 produziu um grande número de jovens estudantes antitradicionais. Nos anos de formação dessas pessoas, elas foram fortemente influenciadas pelo marxismo cultural e pelas teorias da Escola de Frankfurt. Em 1973, depois que o presidente Nixon retirou as tropas americanas da Guerra do Vietnã, grupos de estudantes associados ao movimento antiguerra começaram a perder prestígio, pois a principal razão para os protestos havia desaparecido. Entretanto, o radicalismo produzido por esses movimentos estudantis de larga escala não desapareceu.

Os estudantes radicais matricularam-se em cursos de pós-graduação nas áreas social e cultural, como jornalismo, literatura, filosofia, sociologia, educação, estudos culturais e afins. Após receberem os seus diplomas, eles iniciaram as suas carreiras em instituições que exercem grande influência sobre a sociedade e a cultura: universidades, meios de comunicação, agências governamentais e organizações não governamentais. Naquela época, a principal linha de atuação do comunismo era a teoria da “longa marcha pelas instituições” proposta pelo marxista italiano Antonio Gramsci. Essa “longa marcha” tinha por objetivo modificar as tradições mais importantes da civilização ocidental.

Herbert Marcuse, um filósofo da Escola de Frankfurt, era considerado um “padrinho espiritual” pelos estudantes ocidentais rebeldes. Em 1974, ele afirmou que a Nova Esquerda não havia morrido e que “ressuscitará nas universidades”. [11] De fato, a Nova Esquerda não apenas conseguiu sobreviver, como a sua longa marcha pelas instituições teve enorme sucesso. Isso fica claro nas palavras de um professor radical:

“Após a Guerra do Vietnã, muitos de nós não rastejamos de volta aos nossos cubículos literários: nós assumimos posições no meio acadêmico. Com o fim da guerra, perdemos nossa visibilidade, e por algum tempo, para os desavisados, pareceu que havíamos desaparecido. Agora somos titulares, e o trabalho de reformulação do ensino nas universidades está a pleno vapor.” [12]

O termo “tenured radicals” (docentes radicais) foi cunhado por Roger Kimball no seu livro homônimo, publicado em 1989. O termo se refere aos estudantes radicais que participaram ativamente dos movimentos antiguerra, direitos civis ou feministas dos anos 60 e que posteriormente passaram a lecionar nas universidades, obtendo titularidade na década de 1980. Nessa época, eles começaram a inculcar nos alunos valores políticos e assim criaram uma nova geração de radicais. Alguns desses novos radicais tornaram-se chefes de departamento e decanos. Esses professores não queriam realmente ensinar, mas sim usar o meio acadêmico como uma ferramenta para minar a civilização e as tradições ocidentais. Eles queriam subverter a sociedade e o sistema político ocidentais, produzindo mais revolucionários como eles.

Uma vez titulares, os professores podem participar de comitês e exercer considerável influência no recrutamento de novos membros do corpo docente, estabelecendo padrões acadêmicos, selecionando tópicos para teses de pós-graduação e determinando a orientação ideológica da pesquisa. Eles então têm ampla oportunidade de excluir candidatos que não estão de acordo com a ideologia de esquerda. Por essa razão, professores com uma mentalidade mais tradicional que transmitem os seus ensinamentos e realizam as suas pesquisas com base em conceitos tradicionais estão sendo constantemente marginalizados. À medida que os professores da geração mais antiga se aposentam, aqueles que os substituem são na maioria intelectuais de esquerda que foram doutrinados com ideias comunistas.

Gramsci, que cunhou a expressão “a longa marcha pelas instituições”, dividiu os intelectuais em dois grupos: intelectuais tradicionais e intelectuais orgânicos. Os primeiros são a espinha dorsal da manutenção da cultura tradicional e da ordem social, enquanto que os intelectuais orgânicos, pertencentes às classes ou grupos emergentes, desempenham um papel criativo no processo de luta pela hegemonia das suas classes ou grupos. [13] O “proletariado” usa intelectuais orgânicos no seu propósito de obter a hegemonia cultural e, finalmente, política.

Muitos radicais das universidades definiram-se como “intelectuais orgânicos” que se opõem ao sistema atual. Assim como Gramsci, eles também seguem o axioma marxista: “Os filósofos simplesmente interpretaram o mundo de várias maneiras. Porém, o que importa é transformá-lo.” [14]

Portanto, para a esquerda política, a educação não tem como objetivo transmitir a essência do conhecimento e da civilização humana, mas sim preparar os alunos para políticas radicais, o ativismo social e a “justiça social”. Depois que se formam e ingressam na sociedade, esses jovens expressam a sua insatisfação com o sistema vigente, rebelando-se contra a cultura tradicional e defendendo a necessidade de uma revolução destrutiva.

b. Remodelando o ambiente acadêmico tradicional com a ideologia comunista

O marxismo-leninismo permeia todos os assuntos nos países comunistas, enquanto no Ocidente o foco principal está na liberdade acadêmica. Além de padrões morais e normas acadêmicas, não deve existir parcialidade a favor de qualquer que seja a tendência intelectual. Porém, a partir dos anos de 1930, o socialismo, o comunismo, o marxismo e a Escola de Frankfurt passaram a vigorar nas universidades americanas, alterando dramaticamente o foco das ciências humanas e sociais.

O discurso revolucionário toma conta das ciências humanas nos Estados Unidos

No seu livro “The Victims’ Revolution: The Rise of Identity Studies and the Closing of the Liberal Mind” (A revolução das vítimas: a ascensão dos estudos de identidade e o encerramento do pensamento liberal), Bruce Bawer perguntou a Alan Charles Kors, um historiador da Universidade da Pensilvânia, quem eram, em sua opinião, as três pessoas/obras que mais profundamente influenciaram as ciências humanas nos Estados Unidos. Quase sem pestanejar, Kors citou três livros: “Os cadernos da prisão”, de Antônio Gramsci; “Pedagogia do oprimido”, de Paulo Freire; e “Os condenados da terra”, de Frantz Fanon. [15]

Gramsci, o marxista italiano, dispensa apresentações, pois o seu trabalho foi descrito nos capítulos precedentes. Freire, um teórico educacional brasileiro, adorava Lenin, Mao, Castro e Che Guevara. Sua “Pedagogia do oprimido”, publicada em 1968 e reimpressa em inglês dois anos depois, tornou-se leitura obrigatória no meio acadêmico dos Estados Unidos.

Bawer citou o educador Sol Stern, que disse que a “Pedagogia do oprimido” não aborda nenhum problema educacional específico, sendo antes “um tratado político utópico que defende a eliminação da hegemonia capitalista e a criação de uma sociedade sem classes”. [16] O trabalho de Freire não faz mais do que repetir um determinado ponto de vista, qual seja, o de que existem apenas dois tipos de pessoas no mundo: o opressor e o oprimido. O oprimido deve então rejeitar a sua educação tradicional, ser despertado para as suas circunstâncias miseráveis e incitado à rebelião.

Fanon nasceu na ilha de Martinica, no Mar do Caribe, e alistou-se para combater na guerra da Argélia contra o domínio colonial francês. Sua obra “The Wretched of the Earth” (Os condenados da terra) foi publicada em 1961, com prefácio do existencialista e comunista francês Jean-Paul Sartre. Sartre resumiu a sua teoria assim: os colonizadores ocidentais são a personificação do mal, ao passo que os não ocidentais são inerentemente nobres pelo fato de terem sido colonizados e explorados.

Fanon conclamou os habitantes das colônias a se revoltarem contra a classe dominante colonial, usando a violência. Para ele, no plano individual, a violência é uma força purificadora. “Ela liberta o nativo do seu complexo de inferioridade e do seu desespero e inação; isso o torna destemido e o faz recuperar a sua autoestima.” [17]

Sartre, entusiasta das ideias de Fanon, escreveu no prefácio do seu livro: “No primeiro momento da revolta, é preciso matar. Abater um europeu é matar dois coelhos com uma só cajadada, é acabar ao mesmo tempo com um opressor e um oprimido: disso resultará um homem morto e um homem livre; o sobrevivente, pela primeira vez, sentirá o solo nacional sob os seus pés.” [18]

As ideias de Gramsci, Freire e Fanon são narrativas enganosas que levam as pessoas a encararem a história e a sociedade através das lentes da luta de classes. Assim que a centelha do ódio de classe penetra no coração dos alunos, eles passam a ter sentimentos de rancor e a fazer oposição à estrutura e ao funcionamento normal da sociedade, o que inevitavelmente leva à rebelião e à revolução.

É difícil determinar qual teórico ou escola de pensamento teve maior influência sobre as ciências humanas e as ciências sociais nas universidades dos Estados Unidos. No entanto, está claro que o marxismo, a Escola de Frankfurt, a teoria freudiana e o pós-modernismo (que trabalharam lado a lado com o comunismo para destruir a cultura e a moralidade) passaram a dominar essas áreas.

A teoria comunista penetra no meio acadêmico

Desde a década de 1960 nos Estados Unidos, o curso de pesquisa literária tem experimentado uma mudança fundamental de paradigma nos seus vários subcampos, como inglês, francês e literatura comparada. Tradicionalmente, os críticos literários apreciavam os valores morais e estéticos dos trabalhos clássicos, considerando a literatura um recurso importante para ampliar os horizontes dos leitores, desenvolver o seu caráter moral e cultivar o seu gosto intelectual. Por uma questão de princípio, a disciplina da teoria literária está subordinada à literatura, pois assim contribui para a sua compreensão e interpretação.

Na comunidade acadêmica, surgiram vários tipos de novas teorias literárias durante o auge do movimento da contracultura na década de 1960, que estavam impregnadas de tendências populares em filosofia, psicologia e cultura. A relação entre teoria e literatura foi virada do avesso à medida que as obras foram reduzidas a materiais destinados a validar abordagens interpretativas modernas. [19]

Qual é a essência dessas teorias? Juntas, elas semeiam confusão nas disciplinas acadêmicas tradicionais como a filosofia, a psicologia, a sociologia e a psicanálise, e com uma representação tendenciosa da sociedade e da cultura. Como afirmou o teórico literário Jonathan Culler: “A teoria literária é, no fundo, apenas uma crítica belicosa ao senso comum e, ao mesmo tempo, uma tentativa de mostrar que o que consideramos ‘senso comum’ é, de fato, uma construção histórica, ou seja, uma teoria particular que se tornou tão natural para todos que nem sequer a consideramos uma teoria.” [20]

Em outras palavras, as teorias acadêmicas modernas menosprezam, invertem e destroem o senso comum de certo e errado, bem e mal, beleza e feiura, provenientes da família tradicional, da fé religiosa e da ética, substituindo-o por um sistema sinistro e desprovido de valores.

Retiradas da sua intrincada embalagem acadêmica, essas “teorias” não passam de uma mistura de marxismo clássico e neomarxismo. A Escola de Frankfurt, a psicanálise, o desconstrutivismo, o pós-estruturalismo e o pós-modernismo formam, juntos, um eixo que visa a destruir os alicerces da civilização humana e servem como camuflagem para o comunismo se infiltrar no meio acadêmico ocidental. Desde a década de 1960, o comunismo avançou rapidamente com as suas investidas em áreas como literatura, história e filosofia, estabelecendo o seu domínio nas ciências humanas e sociais.

“Teoria”, como foi abordado antes, é quase o mesmo que “teoria crítica”. Suas permutações incluem os novos estudos críticos sobre direito, raça, gênero, sociedade, ciência, medicina e assim por diante. Sua difusão é uma manifestação da expansão bem-sucedida do comunismo nos campos acadêmico e educacional, corrompendo a juventude com pensamentos degenerados e traçando um caminho para a destruição final da humanidade.

A politização da pesquisa literária

Do ponto de vista de um crítico literário marxista, a importância de um texto literário não está no seu valor intrínseco, mas sim no modo pelo qual ele reflete que a ideologia da classe dominante – por exemplo, em termos de gênero ou raça – se tornou dominante. Sob essa perspectiva, os clássicos não têm valor intrínseco. Um renomado teórico literário marxista americano afirmou que a “perspectiva política” constitui “o horizonte absoluto de qualquer leitura e interpretação”. [21] Ou seja, todas as obras literárias devem ser consideradas como alegorias políticas, e um leitor só será considerado um entendedor profundo ou qualificado quando desvendar os significados mais profundos de classe, raça, gênero ou opressão sexual.

As pessoas que vivem em países comunistas estão familiarizadas com esse tipo de crítica literária dogmática. O líder comunista chinês Mao Tsé-tung fez a seguinte declaração sobre “O sonho no pavilhão vermelho”, um dos quatro grandes clássicos da literatura chinesa: “Quatro famílias, uma feroz luta de classes e algumas dezenas de vidas humanas.”

Nos países comunistas, o discurso literário não se limita a debates civilizados e sofisticados numa torre de marfim. Ele pode às vezes se transformar em uma luta sangrenta.

Em resposta ao pedido de Mao Tsé-tung para que a população aprendesse sobre Hai Rui, um oficial justo e honesto da dinastia Ming, o historiador Wu Han escreveu o drama teatral “Hai Rui demitido do governo”. Em 10 de novembro de 1965, o jornal Wenhui News de Xangai publicou uma crítica sobre a peça. A resenha foi feita por Yao Wenyuan e elaborada pela quarta esposa de Mao, Jiang Qing, e o teórico radical Zhang Chunqiao. O autor da crítica alegou que “Hai Rui demitido do governo” era uma alusão a Peng Dehuai, um general do Exército da Libertação Popular (ELP) que foi expurgado por sua oposição às “Três Bandeiras Vermelhas” – as três políticas do Partido Comunista Chinês: a Linha Geral para a Construção Socialista, o Grande Salto Adiante e as Comunas Populares. (Essas três políticas acabaram causando a Grande Fome Chinesa.) A crítica da peça “Hai Rui demitido do governo” tornou-se o estopim que desencadeou a brutalidade de uma década da Revolução Cultural.

O grosseiro método de interpretação das obras literárias pelos comunistas chineses, sempre sob a perspectiva da luta de classes, pode ser contrastado com a crítica literária muito mais sutil e refinada das universidades ocidentais nas últimas décadas.

A crítica literária neomarxista ocidental é como um vírus que foi se tornando mais forte e mais mortal por meio de mutações sucessivas. Ela adapta outras teorias para que se tornem suas armas, levando grandes obras da cultura humana – desde clássicos da Grécia e de Roma até Dante, Shakespeare e romances vitorianos – para a mesa de cirurgia literária em que são desmembradas e reconfiguradas. Embora nessas análises seja usada uma linguagem arcana para dar uma aparência de sofisticação, os principais argumentos geralmente se resumem a acusações de preconceito e violação de direitos contra classes marginalizadas, mulheres ou minorias étnicas.

As críticas modernas rotulam essas obras como pertencentes à superestrutura da classe dominante e as descrevem como sendo capazes de entorpecer as massas, que se tornam insensíveis à opressão sofrida, e de impedi-las de atingir a consciência revolucionária de classe. De acordo com o intelectual britânico Roger Scruton, “Os métodos do novo teórico literário são, na verdade, armas de subversão: uma tentativa de corromper a educação humana de dentro para fora, de romper a cadeia de empatia que nos une à nossa cultura.” [22]

A teoria marxista da ideologia

“Ideologia” é um conceito-chave nas ciências humanas influenciadas pelo marxismo. Marx via a moralidade, a religião e a metafísica coletivamente como ideologia. Ele acreditava que a ideologia dominante em uma sociedade baseada em classes era a ideologia da classe dominante, e que os seus valores não refletiam a realidade como ela é, mas sim o inverso. [23]

O neomarxismo do século 20 tornou a destruição da cultura em um estágio necessário da revolução e faz extensa referência à ideologia na sua literatura. O marxista húngaro Georg Lukács definiu a ideologia como “falsa consciência” em oposição à real “consciência de classe”. O marxista francês Louis Althusser propôs o conceito dos “aparatos ideológicos do Estado”, que incluem religião, educação, família, leis, política, sindicatos, comunicação, cultura, etc, que funcionariam em conjunto como um brutal aparato estatal.

Um sofisma ardiloso pode ser encontrado no conceito de ideologia. Toda sociedade ou sistema possui deficiências que devem ser trabalhadas e corrigidas. No entanto, Althusser e outros marxistas não se preocupavam com problemas específicos. Em vez disso, eles rejeitavam o sistema em sua totalidade, alegando que se tratava de uma estrutura criada e mantida pela classe dominante para salvaguardar os seus interesses.

Envenenar o poço é um aspecto importante da obsessão marxista com respeito à ideologia, e isso pode ser observado na complicada crítica ideológica de Althusser. Em vez de examinar os méritos factuais de um argumento, a abordagem ideológica acusa os oponentes de abrigarem motivos ocultos ou de terem fundamentos errados. Assim como ninguém beberá a água envenenada de um poço, quando se desacredita alguém ou se destrói a sua reputação, a opinião dessa pessoa não será aceita pelo público, não importando quão razoável ou lógica ela seja.

O conceito geral de Althusser sobre “aparatos ideológicos do Estado” reflete o extremo desprezo do comunismo pela sociedade humana – nada é aceitável, exceto a completa rejeição e a destruição. Ele é uma manifestação do objetivo do comunismo de erradicar a cultura humana.

O conceito marxista de ideologia baseia-se em falsas proposições abstratas, generalizadas e supérfluas que objetivam expurgar os valores morais tradicionais. Ao mascarar as suas reais intenções expressando indignação moral ostensiva, os marxistas enganaram e influenciaram um grande número de pessoas.

Marxismo pós-moderno

Na esteira dos acontecimentos da década de 1960, um grupo de filósofos franceses criou o que logo se tornou a arma ideológica mais poderosa para o marxismo e o comunismo na comunidade acadêmica americana. Seus mais destacados representantes são Jacques Derrida e Michel Foucault, cujas influências perduram ainda hoje. Em 2007, Foucault foi o autor mais citado nas ciências humanas, com 2521 citações. Derrida ficou em terceiro lugar, citado 1874 vezes. [24] Foram feitas observações reveladoras sobre a relação entre pós-modernismo e marxismo. [25] Constatamos que se pode referir a eles coletivamente como marxismo pós-moderno.

O fato de que a linguagem possui camadas de significado ambíguas e multifacetadas, e que um texto pode ter interpretações diferentes, é conhecido pelo menos desde a época dos antigos gregos e da China pré-imperial.

A teoria da desconstrução de Derrida é um ardil sofisticado que combina ateísmo e relativismo, o qual exagera a ambiguidade da linguagem para destruir até mesmo textos cujo significado é claro e inequívoco.

Ao contrário dos expoentes do ateísmo convencional, Derrida expressou os seus pontos de vista por meio da linguagem filosófica. Consequentemente, seus pontos de vista não atacam somente a ideia de Deus, mas também os conceitos de racionalidade, autoridade e significado ligados a crenças tradicionais, na medida em que os teóricos adeptos das ideias de Derrida realizam a desconstrução desses termos. Enganado muitas pessoas com a sua falsa e aparente profundidade intelectual, a teoria da desconstrução atacou ferozmente todas as ciências humanas e tornou-se uma das ferramentas mais poderosas do comunismo para destruir a fé, a tradição e a cultura.

Michel Foucault chegou a se filiar ao Partido Comunista Francês. A essência da sua teoria gira em torno da noção de que não existe verdade, apenas poder. Como o poder monopoliza o direito de interpretar a verdade, tudo o que é dito ser a verdade é hipocrisia e não confiável. No seu livro “Vigiar e Punir”, Foucault pergunta: “É de se esperar que as fábricas, escolas, quartéis, hospitais pareçam ser prisões, que lembrem o aspecto de prisões?” [26] Ao equiparar instituições indispensáveis da sociedade com as prisões e convocar as pessoas a derrubar essas “prisões”, Foucault expõe a natureza antissocial da sua teoria.

Usando as armas da desconstrução, a teoria de Foucault e outras teorias críticas, os intelectuais estigmatizaram a tradição e a moralidade ao relativizar tudo. Eles medram em axiomas como “toda interpretação é má interpretação”, “não há verdade, apenas interpretações” ou “não há fatos, apenas interpretações”. Eles relativizaram a compreensão de conceitos básicos como verdade, bondade, beleza, justiça, dentre outros, e depois os descartaram como lixo.

Os jovens que ingressam em faculdades de ciências humanas ou sociais não ousam questionar a autoridade dos seus professores. Manter a mente lúcida sob constante bombardeio ideológico é ainda mais difícil. Uma vez que eles mergulham no estudo da teoria marxista pós-moderna, é difícil convencê-los a pensar de outra maneira. Dessa forma, a ideologia comunista tem causado grandes estragos às ciências humanas e sociais.

c. Usando novas disciplinas acadêmicas para infiltração ideológica

Em uma sociedade saudável, os estudos sobre mulheres ou as pesquisas sobre raças diferentes refletem a prosperidade da comunidade acadêmica, porém, após o movimento da contracultura da década de 1960, alguns radicais usaram essas novas disciplinas acadêmicas para difundir as suas ideias de esquerda em universidades e institutos de pesquisa. Alguns intelectuais, por exemplo, acreditam que o estabelecimento de departamentos dedicados a estudos afro-americanos deve-se à chantagem política e não de uma demanda por tal departamento. [27]

Em 1968, uma greve de estudantes forçou o San Francisco State College a fechar. Sob a pressão da Black Student Union (União dos Estudantes Negros), o colégio estabeleceu o Departamento de Estudos Africanos, o primeiro do tipo nos Estados Unidos. O departamento foi concebido principalmente como um meio de apoiar as causas dos estudantes negros, e deu origem a uma ciência afro-americana sem precedentes. As conquistas dos cientistas negros tiveram um lugar de destaque e o conteúdo dos materiais de ensino foram modificados para incluir mais informações para e sobre os afro-americanos. Disciplinas como matemática, literatura, história, filosofia, dentre outras, sofreram modificações semelhantes.

Em outubro de 1968, vinte membros da União dos Estudantes Negros causaram outra paralisação no campus da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, quando ocuparam o centro de computação da universidade. Um ano depois, a universidade estabeleceu o Departamento de Estudos Negros e o Centro de Pesquisa Negra.

Em abril de 1969, mais de cem estudantes negros da Universidade de Cornell ocuparam o prédio administrativo da escola enquanto agitavam espingardas e pacotes de munição para exigir o estabelecimento de um departamento de pesquisa sobre negros composto apenas por indivíduos negros. Quando um professor se aproximou para detê-los, um líder estudantil fez uma ameaça, dizendo que a Universidade de Cornell “tinha três horas de vida”. A universidade acabou cedendo às pressões dos estudantes negros e estabeleceu o terceiro departamento de pesquisa exclusivo para negros nos EUA. [28]

Shelby Steele, que eventualmente se tornou um pesquisador sênior na Hoover Institution da Universidade de Stanford, já havia proposto o estabelecimento de departamentos de pesquisa sobre negros nas universidades. Ele disse que os dirigentes das universidades tinham um sentimento tão forte de “culpa branca” que concordariam com qualquer tipo de pedido dos representantes dos sindicatos de estudantes negros. [29] Ao mesmo tempo, estudos sobre mulheres, estudos latino-americanos, estudos sobre gays, dentre outros, foram introduzidos nas universidades americanas e agora estão em toda parte.

A premissa básica dos estudos sobre mulheres é que as diferenças sexuais não resultam de diferenças biológicas, sendo antes construtos sociais. Devido à suposta repressão que vem sendo imposta há muito tempo às mulheres pelos homens e pelo patriarcado, o objetivo dos estudos sobre mulheres é desencadear a consciência social feminina, produzir uma mudança social global e incitar uma revolução, de acordo com essa perspectiva.

Uma professora feminista da Universidade da Califórnia–Santa Cruz cresceu no seio de uma renomada família comunista. Ela exibia orgulhosamente as suas credenciais de comunista e ativista lésbica. Ela abordava o feminismo em aula desde os anos de 1980 e considerava a sua orientação sexual como uma espécie de estilo de vida para despertar a consciência política. Sua inspiração para se tornar professora veio de um colega comunista que lhe disse que essa era a sua missão. Ela fez a seguinte declaração pública: “Para mim, o ensino se tornou uma forma de ativismo político.” Essa professora fundou o Departamento de Estudos Feministas da Universidade da Califórnia–Santa Cruz. [30] Em um dos seus programas, ela escreveu que a homossexualidade feminina é “a mais alta forma de feminismo”. [31]

Os cursos promovidos pela Universidade do Missouri tinham por finalidade preparar os alunos para temas sobre feminismo, literatura, gênero e paz segundo a perspectiva da esquerda. Por exemplo, um curso chamado Outlaw Gender considera os sexos como “categorias artificiais produzidas por uma cultura particular”, em vez de serem produzidos naturalmente. Apenas um ponto de vista foi incutido nos estudantes: a narrativa da opressão baseada no gênero e a discriminação contra identidades de múltiplos gêneros. [32]

Como foi mostrado no capítulo 5, o movimento antiguerra no mundo ocidental logo após a Segunda Guerra Mundial foi fortemente influenciado por infiltrados comunistas. Nas últimas décadas, surgiu uma nova disciplina nas universidades americanas: Estudos da Paz. Os estudiosos David Horowitz e Jacob Laksin estudaram mais de 250 organizações que tinham alguma conexão com essa nova disciplina e concluíram que essas organizações eram políticas por natureza, e não acadêmicas, e que o objetivo delas era recrutar estudantes para a esquerda antiguerra. [33]

Citando o popular livro didático “Peace and Conflict Studies” (Estudos da paz e dos conflitos), Horowitz e Laksin expuseram as motivações ideológicas da nova disciplina acadêmica. O livro didático usava argumentos marxistas para explicar os problemas da pobreza e da fome. O autor condenava os proprietários de terras e comerciantes agrícolas, alegando que a ganância deles levou à fome centenas de milhões de pessoas. Embora o argumento seja ostensivamente contra a violência, há uma forma de violência que o autor não se opõe e de fato elogia – a violência cometida durante a revolução proletária.

Eis um trecho do livro “Estudos de paz e dos conflitos”: “Embora Cuba esteja longe de ser um paraíso terrestre, e determinados direitos individuais e liberdades civis ainda não sejam amplamente exercidos, o caso de Cuba indica que revoluções violentas podem às vezes resultar em melhores condições de vida para muitas pessoas.” O livro não menciona a ditadura de Fidel Castro, nem os resultados catastróficos da Revolução Cubana.

Por ter sido escrito após o “11 de setembro”, o livro “Estudos da paz e dos conflitos” também abordou problemas relacionados ao terrorismo. Surpreendentemente, seus autores pareciam ter tanta simpatia pelos terroristas que o termo “terrorista” foi colocado entre aspas. Eles defenderam a sua posição dizendo: “Colocar ‘terroristas’ entre aspas pode ser chocante para alguns leitores, que consideram essa designação autoevidente. Entretanto, não minimizamos o horror desses atos, simplesmente enfatizamos a importância de legitimar a justa indignação pelo reconhecimento de que, com frequência, alguém que é um ‘terrorista’ para alguns, é também um ‘combatente que defende a liberdade’ para outros.” [34]

O ambiente acadêmico deve ser imparcial e não se envolver com agendas políticas. Essas novas disciplinas adotaram uma postura ideológica: os professores encarregados dos estudos sobre mulheres devem abraçar o feminismo. Por sua vez, os professores responsáveis pelos estudos sobre negros devem acreditar que as dificuldades políticas, econômicas e culturais dos afro-americanos são consequência da discriminação dos brancos. O foco deles não é a verdade, mas sim promover uma narrativa ideológica.

Essas novas disciplinas são subprodutos da revolução cultural americana. Tão logo foram introduzidas nas universidades, elas se expandiram, passando a exigir orçamentos maiores e a atrair um número cada vez maior de alunos, que por sua vez fortalecem ainda mais essas disciplinas. Elas já estão profundamente arraigadas no meio acadêmico.

Essas novas disciplinas foram criadas por pessoas mal-intencionadas, que agiram sob a influência da ideologia comunista. O objetivo é fomentar e expandir o conflito entre diferentes grupos e incitar o ódio, em preparação para uma revolução violenta. Elas têm pouca relação com os grupos (afro-americanos, mulheres ou outros) que afirmam representar.

d. Promovendo um radicalismo de esquerda

No seu livro “One-Party Classroom: How Radical Professors at America’s Top Colleges Indoctrinate Students and Undermine Our Democracy” (Sala de aula de partido único: como professores radicais dos Estados Unidos doutrinam os alunos e enfraquecem a democracia), David Horowitz e Jacob Laksin listaram cerca de 150 cursos de esquerda ministrados em 12 universidades. Esses cursos mascaram a sua intenção política por meio do uso de uma linguagem acadêmica. Porém, alguns deles negligenciam até mesmo princípios acadêmicos básicos, assemelhando-se a cursos políticos que são obrigatórios nos países comunistas.

A Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, oferece um curso seminal chamado “Teoria e Prática da Resistência e Movimentos Sociais”. Eis a descrição do curso: “O objetivo do seminário é ensinar como organizar uma revolução. Aprenderemos o que as comunidades do passado e do presente fizeram e estão fazendo para resistir, desafiar e superar sistemas de poder, incluindo, mas não se limitando, o capitalismo global, a opressão estatal e o racismo.” [35]

Bill Ayers, com o título de distinguished professor (professor eminente) na Universidade de Illinois em Chicago, é um radical dos anos 60 e líder do Weather Underground, originalmente Weatherman, que era uma facção dos Estudantes por uma Sociedade Democrática (SDS). Em 1969, o Weatherman se tornou clandestino e a primeira organização terrorista doméstica nos Estados Unidos. Ela dedicou os seus esforços à organização de estudantes radicais, que participaram de atividades terroristas destinadas a inflamar o conflito racial.

O grupo Weatherman perpetrou atentados contra o Capitólio, a sede da polícia de Nova York, o Pentágono e os escritórios da Guarda Nacional. Uma citação bem conhecida de Ayers diz: “Mate todos os ricos. Destruam os seus carros e apartamentos. Traga a revolução para dentro de casa, mate os seus pais.” [36] As publicações acadêmicas de Ayers estão de acordo com o seu currículo. Nos seus escritos, ele afirma que nós devemos superar nossos “preconceitos” em relação aos jovens infratores violentos. [37]

Uma rede de educadores progressistas de esquerda conseguiu impedir que o FBI prendesse Ayers. Ele retornou em 1980 e conseguiu escapar da justiça criminal. Ayers tornou-se membro do corpo docente da Universidade de Illinois em Chicago, onde ministra educação infantil. Suas opiniões políticas não mudaram e ele não demonstrou nenhum remorso por seus ataques terroristas. Ayers foi professor-associado, professor-titular e, finalmente, um professor eminente. Ele também recebeu o título de Senior University Scholar (erudito universitário sênior), a maior distinção concedida pela universidade.

Cada um dos títulos concedidos a Ayer foi o resultado de uma decisão conjunta dos seus colegas de departamento. Isso por si só reflete o reconhecimento tácito e o apoio da universidade ao seu passado terrorista.

e. Negando as grandes tradições da América

Um grupo de estudantes politicamente engajados da Texas Tech University (TTU) realizou uma pesquisa em 2014 em que foram formuladas três perguntas: “Quem ganhou a Guerra Civil?”; “Quem é nosso vice-presidente?”; “Como conquistamos nossa independência?” Apesar de se tratar de temas muito conhecidos, vários alunos não foram capazes de responder a essas perguntas. Embora ignorassem esses fatos básicos sobre a política e a história do seu país, os alunos estavam muito bem informados sobre as vidas de astros do cinema e seus casos amorosos. [38]

Em 2008, o Intercollegiate Studies Institute (ISI) realizou um estudo randômico com 2508 americanos e constatou que apenas metade deles era capaz de enumerar os três poderes que constituem o Estado. [39] Os entrevistados tiveram de responder 33 perguntas simples sobre questões cívicas, e 71% tiveram uma pontuação média de 49%, ou seja, menos da metade. [40]

Aprender a história americana não é apenas entender como a nação foi estabelecida, mas também entender o tipo de valores por meio dos quais a nação foi construída e o que é preciso fazer para preservá-los. Só assim as pessoas saberão valorizar o que têm hoje, protegerão o legado nacional e o transmitirão para a próxima geração.

Esquecer a história é o mesmo que destruir a tradição. Quando as pessoas desconhecem os seus deveres cívicos, elas favorecem o estabelecimento de um governo totalitário. O que terá acontecido com a história americana e a educação cívica? As respostas estão nos livros didáticos usados pelos alunos e em seus professores.

O marxista Howard Zinn é autor de um livro de história popular intitulado “A People’s History of the United States” (Uma história do povo dos Estados Unidos). Este livro baseia-se na premissa de que todos os atos heroicos e episódios inspiradores da história americana são mentiras descaradas, e que a verdadeira história dos Estados Unidos é uma jornada sombria de repressão, privação e genocídio. [41]

Um professor de economia de uma universidade em Boston acredita que os terroristas inimigos dos Estados Unidos são os verdadeiros combatentes da liberdade e que os Estados Unidos são o verdadeiro mal. Em um artigo publicado em 2004, ele equiparou os terroristas que realizaram os ataques de 11 de setembro aos rebeldes americanos que em 1775 deram os primeiros tiros em Lexington e iniciaram a Guerra pela Independência. [42]

f. Combatendo os clássicos da civilização ocidental

Em 1988, estudantes e professores radicais da Universidade de Stanford protestaram contra o curso Western Civilization (Civilização Ocidental) ministrado por aquela instituição. Eles cantavam: “Ei, ei, ho, ho! A Civilização Ocidental precisa acabar!” A Universidade de Stanford aceitou as exigências dos manifestantes e substituiu o curso Civilização Ocidental por um curso denominado “Culturas, Ideias, Valores” (CIV), com óbvias características multiculturais. Embora o novo programa tenha mantido alguns dos clássicos da cultura ocidental, como Homero, Platão, Santo Agostinho, Dante Alighieri ou Shakespeare, ele exigia que a cada semestre o curso incluísse trabalhos de mulheres, grupos minoritários e outros grupos de pessoas considerados vítimas de opressão.

William Bennett, o então secretário da educação dos Estados Unidos, condenou a mudança, que ele chamou de “currículo por intimidação”. Apesar disso, muitas universidades prestigiadas fizeram o mesmo, e outras menos populares seguiram o exemplo para não serem marginalizadas. Em poucos anos, o ensino de artes liberais nas universidades americanas passou por uma grande transformação.

No seu livro “Iliberal Education” (Educação antiliberal), o pensador conservador Dinesh D’Souza usou o livro “I, Rigoberta Menchú: An Indian Woman in Guatemala” (Eu, Rigoberta Menchú: uma mulher indígena na Guatemala) para explicar a orientação ideológica do novo curso CIV da Universidade de Stanford. Esse livro examina as experiências de vida de uma jovem índia americana, Rigoberta Menchú, da Guatemala. Após o brutal assassinato dos seus pais em um massacre, ela decidiu se rebelar, tornando-se cada vez mais radical.

Rigoberta identificou-se com o movimento indígena americano na América do Sul e lutou por seu direito de autodeterminação enquanto se opunha à cultura latina europeizada. Ela se tornou feminista, depois socialista e, por fim, marxista. Perto do final do seu livro, ela começou a participar da assembleia da Frente Popular em Paris para discutir temas como adolescentes burgueses e coquetéis molotov. Um capítulo do livro tem como título “Rigoberta renuncia ao casamento e à maternidade”. [43]

A tendência do “politicamente correto” expulsou os clássicos das universidades americanas, com resultados desastrosos. Eis alguns deles:

Em primeiro lugar, textos de baixa qualidade, com conteúdo superficial e temas revolucionários, ou que acabam sendo considerados como literatura das vítimas passaram a ocupar o lugar de obras clássicas e profundas.

Em segundo lugar, o estabelecimento de comparações entre esses tipos de literatura e os clássicos confere a essas obras um lugar entre os clássicos e aumenta muito a sua influência sobre as mentes dos alunos. Colocar os clássicos no mesmo nível dessas obras medíocres banaliza e relativiza os clássicos.

Em terceiro lugar, os principais temas clássicos passam a ser interpretados à luz da teoria crítica, de estudos culturais, políticas de identidade e do politicamente correto. Por exemplo, intelectuais se debruçam entusiasticamente sobre as peças de Shakespeare para identificar passagens que contenham racismo ou machismo ocultos, tendências homossexuais entre os personagens e coisas do tipo, desta forma distorcendo e insultando as obras clássicas.

Em quarto lugar, para os estudantes que absorveram esse tipo de mentalidade, é difícil acreditar em personagens nobres, grandes feitos e lições morais retratadas nos clássicos. Eles tendem a encarar as obras clássicas sob uma ótica negativa e cínica.

Na educação literária tradicional, os grandes temas abordados nos clássicos são principalmente o amor universal, a justiça, a lealdade, a coragem, o espírito de autossacrifício e outros valores morais. A educação histórica gira em torno de grandes eventos relacionados ao estabelecimento e ao desenvolvimento da nação e dos seus valores fundamentais.

Como os clássicos da literatura ocidental são quase todos escritos por europeus brancos, os esquerdistas adotam as bandeiras do multiculturalismo e do feminismo, e insistem para que as pessoas leiam obras escritas por mulheres, negros e minorias. Com relação ao ensino de história, a educação moderna tende a descrever a trajetória histórica de um país como sendo totalmente sombria, repleta de escravidão e de exploração de mulheres e outros grupos minoritários. Não existe mais o objetivo de relembrar o legado tradicional, mas sim em instilar um sentimento de culpa em relação às mulheres e às minorias.

As pessoas normalmente dispõem de pouco tempo para dedicar à leitura. Quando a educação tem como finalidade precípua a promoção de obras do tipo “politicamente correto”, o tempo destinado à leitura dos clássicos torna-se ainda mais reduzido. Isso faz com que gerações de estudantes se afastem das origens da sua cultura, especialmente do sistema de valores que se origina da fé religiosa e é transmitido por meio da cultura. A cultura de cada raça tem origem divina. Essas culturas diferem e não devem ser misturadas ou fundidas. A mistura de uma cultura com outra(s) destrói os elos entre a raça à qual a cultura pertence e a divindade que a criou.

g. Monopolizando os livros didáticos e as artes liberais

O economista Paul Samuelson descreveu o poder dos livros didáticos: “Eu não me importo com quem redige as leis de uma nação, ou elabora tratados importantes, se eu posso escrever seus livros didáticos sobre economia.” [44] Livros didáticos, devido à sua grande circulação e por se revestirem de autoridade, podem exercer enorme influência sobre os alunos. Quem escreve livros didáticos tem as chaves para moldar as mentes impressionáveis dos jovens.

Depois de obterem titularidade e reputação, os intelectuais e os professores radicais assumiram o controle dos departamentos e comitês de publicação das universidades. Eles usaram esse poder para promover materiais de ensino carregados com as suas ideologias e para impô-las a seus alunos. Em algumas disciplinas acadêmicas, os livros didáticos e as leituras obrigatórias selecionados pelos professores incluem mais obras marxistas do que qualquer outra escola de pensamento. A obra supracitada “A People’s History of the United States” (Uma história do povo dos Estados Unidos), de Howard Zinn, é leitura obrigatória em muitos cursos de graduação em história, economia, literatura e estudos sobre mulheres.

Assim que obtêm vantagem numérica, os esquerdistas podem se valer do mecanismo de revisão por pares na comunidade acadêmica dos Estados Unidos, a fim de reprimir pessoas com opiniões diferentes. Um documento que desafia ideologias de esquerda está fadado a ser rejeitado pelos esquerdistas e seus colegas.

Muitas publicações do âmbito das ciências humanas baseiam-se na teoria crítica e estão repletos de jargões técnicos e obscuros, embora o objetivo principal seja negar o Divino, rejeitar a cultura tradicional e incitar revoluções para derrubar a ordem social, política e econômica atual. Há uma categoria de intelectuais que quer provar que todas os padrões tradicionais e morais, inclusive o processo científico, são construções sociais cuja finalidade é salvaguardar o poder da classe dominante por meio da imposição de regras e normas para toda a sociedade.

Em 1996, Alan Sokal, um professor de física da Universidade de Nova York, publicou um artigo na revista Social Text, um periódico de estudos culturais da Duke University. Seu trabalho foi intitulado “Transgressing the Boundaries: Towards a Transformative Hermeneutics of Quantum Gravity” (Transgredindo limites: em direção a uma hermenêutica transformadora da gravidade quântica). Com 109 notas de rodapé e fazendo referência a 219 fontes, o artigo argumentava que “a gravidade quântica” foi inventada pela sociedade e pela linguagem. [45]

No mesmo dia em que esse artigo foi publicado, Sokal fez uma declaração para outra revista, Lingua Franca, afirmando que o seu artigo tinha sido uma brincadeira. Ele disse que havia enviado o artigo para o Social Text como um experimento de um físico em matéria de ciências sociais. [46]

Durante uma entrevista no programa de rádio All Things Considered, Sokal disse que se inspirou no livro “Higher Superstition: The Academic Left and Its Quarrels with Science” (Alta superstição: a esquerda acadêmica e suas brigas com a ciência), de 1994. O autor do livro disse que algumas áreas de ciências humanas aceitam publicar qualquer coisa, desde incluam elementos da “ideologia de esquerda” e citem pensadores esquerdistas conhecidos. Sokal comprovou isso ao preencher as suas páginas com ideologias esquerdistas, citações sem sentido e completos absurdos. [47]

Posteriormente, Sokal escreveu: “Os resultados da minha pequena experiência demonstram, no mínimo, que alguns setores modernos da esquerda acadêmica americana estão ficando intelectualmente preguiçosos. Os editores do Social Text gostaram do meu artigo porque gostaram da sua conclusão: ‘O conteúdo e a metodologia da ciência pós-moderna fornecem suporte intelectual poderoso para o projeto político progressivo.’ Aparentemente, eles não julgaram necessário analisar a qualidade das provas, a coerência dos argumentos, ou mesmo a relevância dos argumentos para a conclusão pretendida.” [48] A abordagem satírica de Sokal destacou a falta de princípios acadêmicos ou de credibilidade nos campos da teoria crítica e dos estudos culturais.

Os títulos das publicações das reuniões anuais de grandes associações acadêmicas americanas refletem claramente a penetração comunista ocorrida nas últimas décadas nas ciências sociais. A Modern Language Association é a maior dessas sociedades, com mais de 25 mil membros, a maioria professores e acadêmicos nas áreas de educação e pesquisa de línguas modernas. Mais de dez mil pessoas participam da conferência anual da associação.

Vários artigos listados no site da associação utilizam a estrutura ideológica do marxismo, da Escola de Frankfurt, da desconstrução, do pós-estruturalismo e de outras teorias degeneradas. Outros usam o feminismo, a pesquisa sobre gays, a política de identidade e outras tendências radicais. Organizações semelhantes, como a American Sociological Association, refletem basicamente o mesmo, ainda que em graus diferentes.

As universidades americanas têm uma tradição de educação em artes liberais, e alguns cursos de ciências humanas são obrigatórios, independentemente das áreas de graduação dos alunos. Atualmente, os cursos obrigatórios são história, filosofia e ciências sociais. O intelectual americano Thomas Sowell observou que, pelo fato de os cursos serem obrigatórios, os alunos ficam à mercê de professores que frequentemente usam as salas de aula como oportunidades para divulgar as suas ideologias esquerdistas, e usam até mesmo as notas de avaliação como um meio de incentivar os seus alunos a aceitarem opiniões esquerdistas. [49] As opiniões marxistas dessas áreas de humanas e dos professores de ciências sociais não apenas corrompem os alunos nas suas áreas acadêmicas, como também afetam quase todo o corpo estudantil.

Os estudantes universitários desejam ser respeitados como adultos, no entanto, tanto os seus conhecimentos quanto as suas experiências práticas são limitados. No ambiente relativamente fechado da universidade, poucos deles suspeitam que os seus respeitados professores se aproveitariam da inocência e confiança deles para incutirem na cabeça deles ideologias e valores completamente errados e prejudiciais. Os pais pagam caro para que os seus filhos aprendam os conhecimentos e as habilidades que usarão para assegurar um lugar na sociedade. Como os pais desses alunos poderiam imaginar que seus filhos estão de fato sendo roubados de valiosos anos e sendo transformados em seguidores de ideologias radicais que os afetarão pelo resto das suas vidas?

Muitas gerações de jovens ingressaram na universidade durante a vigência desse sistema de ensino fortemente infiltrado pelo espectro do comunismo. Esses alunos usaram livros didáticos escritos por esquerdistas e internalizaram as suas teorias degeneradas, acelerando o declínio da cultura, da moral e da humanidade.

h. “Reeducação Universitária”: lavagem cerebral e corrupção moral

Com o avanço da ideologia marxista nas universidades, a política universitária a partir da década de 1980 tem se concentrado cada vez mais em reduzir ou prevenir comentários “ofensivos”, especialmente quando se trata de ofensa às mulheres ou minorias étnicas. De acordo com o intelectual americano Donald Alexander Downs, no período de 1987 a 1992, cerca de trezentas universidades americanas implementaram políticas para regular os discursos, criando assim um sistema paralegal visando a proibição do uso de linguagem considerada ofensiva em relação a grupos e temas sensíveis. [50]

Aqueles que fomentam essas proibições possivelmente são bem-intencionados, mas as suas ações produzem consequências ridículas, já que um número cada vez maior de pessoas exige que se respeite o direito de não sofrer nenhum tipo de ofensa. De fato, de acordo com a lei, esse direito não existe, mas a proeminência do marxismo cultural permitiu isso a qualquer um que alegue pertencer a grupos oprimidos, citando razões como cultura, ancestralidade, cor da pele, gênero, orientação sexual e assim por diante. Por sua vez, a administração das universidades tem proporcionado tratamento privilegiado àqueles que alegam serem vítimas.

Segundo a lógica marxista, os oprimidos são moralmente corretos em todas as circunstâncias, e muitas pessoas não se atrevem a questionar a autenticidade das suas reivindicações. Essa lógica absurda baseia-se na distorção dos critérios para julgar o que é considerado moral. À medida que as identidades de grupo e os sentimentos se intensificam (no leninismo e no stalinismo, isso é chamado de alto nível de consciência de classe), as pessoas abandonam inconscientemente os padrões tradicionais do que é o bem e o mal, substituindo-os pelo pensamento de grupo. Isso ocorreu principalmente nos Estados comunistas totalitários, em que o proletariado “oprimido” obteve desta forma uma justificativa para matar os “opressores” latifundiários e capitalistas.

A tendência de denunciar e fazer afirmações arbitrárias sobre o que é linguagem ofensiva ou discriminatória iniciou-se com alguns intelectuais marxistas culturais que fabricaram uma série de novos conceitos para expandir a definição do que é discriminação. Entre eles surgiram coisas como “microagressão”, “desencadeador de alerta”, “espaços seguros”, entre outros. Os administradores de universidade introduziram políticas sobre esses novos conceitos e disciplinas obrigatórias, como treinamento de sensibilidade e treinamento em diversidade.

Microagressão refere-se a uma ofensa não verbal e implícita que pode acontecer na rotina de qualquer um, e com o suposto infrator talvez nem mesmo percebendo que fez isso. Esse tipo de ofensa involuntária ou por ignorância é rotulado como uma “insensibilidade” (o leninismo ou o stalinismo considerariam isso como baixa consciência social). O treinamento de sensibilidade tornou-se um aspecto importante da adaptação dos novos alunos universitários. Os alunos são informados sobre o que não pode ser dito e quais roupas não podem ser usadas, para não cometerem uma microagressão que viole o regulamento da universidade.

Em algumas universidades não é mais permitido dizer “bem-vindo à América”, pois isso pode ser uma discriminação e é considerado uma microagressão: poderia ofender grupos étnicos que historicamente sofreram tratamento injusto nos Estados Unidos, como nativos americanos, africanos, japoneses e chineses. A saudação poderia lembrá-los das humilhações sofridas por seus ancestrais.

Essa saudação é uma de uma longa lista de frases também consideradas como microagressões pela Universidade da Califórnia: “Os Estados Unidos são um crisol de raças/culturas” (discriminação racial); “Os Estados Unidos são uma terra de oportunidades”; “Os homens e as mulheres têm as mesmas oportunidades de sucesso” (negação da desigualdade de gênero ou étnica). [51] As microagressões são motivo para um processo administrativo disciplinar, porque impedem o estabelecimento de “espaços seguros”.

Uma microagressão típica ocorreu no campus de Indianápolis da Indiana University–Purdue University (IUPUI). Um estudante branco violou a Portaria sobre Discriminação Racial porque leu um livro intitulado “Notre Dame vs. the Klan: How the Fighting Irish Defeated the Ku Klux Klan” (Notre Dame v. Klan: como os irlandeses aguerridos derrotaram o Ku Klux Klan). A justificativa é que a foto na capa do livro mostrava uma reunião de membros da KKK e isso fez com que um colega do aluno, também um assistente-residente, se sentisse ofendido. Para a corregedoria da universidade, o aluno havia violado a legislação sobre discriminação racial. Mais tarde, após a forte resistência do acusado e a ajuda de outros grupos, a IUPUI acabou admitindo que o aluno era inocente. [52]

Os treinamentos em sensibilidade e diversidade assemelham-se aos programas de reeducação que ocorreram na antiga União Soviética e na China. O propósito da reeducação é fortalecer os conceitos de classe: a “burguesia” e a “classe proprietária” (vistas como os homens brancos da KKK) devem reconhecer o seu pecado original como membros da classe opressora, e os grupos supostamente oprimidos devem ter o entendimento “correto” acerca da cultura “burguesa”. Eles são pressionados a se libertar da sua “opressão internalizada” para que possam reconhecer as suas condições opressivas. Isso se assemelha ao modo pelo qual a educação feminista ensina as mulheres a encararem a feminilidade tradicional como uma construção do patriarcado.

De acordo com a análise marxista de classe, o aspecto pessoal é político: é errado analisar um problema considerando o ponto de vista do opressor. Por isso, para reformar a visão de mundo e aderir completamente ao programa marxista, palavras e ações que negam a opressão de classe ou a luta de classes são severamente punidas. O treinamento em sensibilidade destina-se a revelar a “injustiça social” na sua totalidade, para reorientar o ponto de vista dos grupos de “oprimidos” (mulheres, minorias étnicas, homossexuais, dentre outros).

Por exemplo, em 2013, a Northwestern University exigiu que todos os alunos frequentassem um curso sobre diversidade antes de se formarem. De acordo com a universidade, após a conclusão do curso, os alunos iriam “expandir a capacidade de pensar criticamente” (aprendendo a classificar uma classe social), “reconhecer a sua própria posição em um sistema injusto” (reconhecer o seu componente de classe) e repensar os “seus poderes e privilégios” (para se colocar no lugar da classe “oprimida”). [53]

Outro exemplo típico é o programa de reeducação ideológica iniciado em 2007 na Universidade de Delaware. Considerado um “tratamento” para corrigir as atitudes e crenças inadequadas, esse programa se tornou obrigatório para os sete mil alunos dessa universidade. O objetivo declarado era que os alunos aceitassem os pontos de vista vigentes sobre questões como política, raça, gênero e ambientalismo.

Os assistentes-residentes eram obrigados a questionar individualmente cada um dos alunos da universidade por meio de um questionário sobre quais raças e gêneros de pessoa o aluno namoraria. O objetivo era fazer com que os alunos ficassem mais abertos a namoros fora dos seus grupos. Quando um assistente-residente perguntou a uma aluna sobre a sua identidade de gênero (diferente do sexo biológico), a aluna respondeu que isso não era da conta dele. Devido a isso, o assistente denunciou a referida aluna à administração da universidade. [54]

Essa doutrinação política em massa não só desvirtua os padrões de discernimento sobre valores morais, mas também fortalece muito o egoísmo e o individualismo. O que os jovens estudantes aprendem é que eles podem usar os sentimentos altamente politizados de um grupo (política de identidade) para alcançar os seus desejos individuais. Se alguém disser que pertence a um grupo que supostamente sofre opressão, ele pode acusar e ameaçar os outros, ou usar essa identidade em benefício próprio. Quando as opiniões de outra pessoa não se alinham com a dele, ele pode considerar isso como uma ofensa e denunciar essa pessoa às autoridades, o que restringe o direito de manifestação dessa pessoa. Para algumas pessoas é apropriado queimar jornais conservadores para não serem distribuídos se as ideias veiculadas desagradam alguém.

Ofender-se ou não com alguma coisa tornou-se algo subjetivo, um sentimento. Porém, hoje em dia, até os sentimentos são considerados evidências objetivas. Agora, professores universitários são obrigados a usar de rodeios sempre que abordam alguns assuntos. Recentemente, alunos de várias universidades começaram a exigir que os professores, antes de ensinarem determinados assuntos, devem primeiro “desencadear alertas” já que alguns tópicos de discussão ou materiais de leitura podem causar reações emocionais negativas. Nos últimos anos, até mesmo obras como “O Mercador de Veneza”, de Shakespeare, e “Metamorfoses”, do antigo poeta romano Ovídio, foram enquadradas na lista de obras literárias para as quais são necessárias alertas. Algumas universidades até recomendam que trabalhos que desencadeiem emoções em alguns alunos sejam evitados ao máximo. [55]

Muitos alunos educados nesse tipo de ambiente tendem a se melindrar facilmente e a evitar aulas em que eles se sintam ofendidos. A identidade de grupo (trata-se de outra versão da “consciência de classe” pregada pelo comunismo) que é promovida nas universidades impede os alunos de terem pensamentos independentes e responsabilidade pessoal. Assim como os estudantes radicais da década de 1960, que agora são professores, esses novos alunos também são contrários à tradição. Eles se entregam confusamente à promiscuidade sexual, ao vício em álcool e às drogas. A fala deles é cheia de palavrões. Porém, debaixo dessa carapaça de desprezo pelas convenções mundanas estão corações e almas frágeis, incapazes de suportar o menor golpe ou revés, quanto mais assumir responsabilidades reais.

A educação tradicional promove autocontrole, pensamento independente, senso de responsabilidade e compreensão dos outros. O espectro do comunismo quer nada menos que os indivíduos da próxima geração abandonem completamente os seus fundamentos morais e se tornem os seus agentes no mundo.

2. Elementos comunistas na educação primária e secundária

Ainda que o comunismo exerça maior influência sobre o ensino universitário, ele também afetou a educação primária e secundária, prejudicando o desenvolvimento intelectual e a maturidade das crianças, tornando-as mais suscetíveis a influências esquerdistas no ambiente acadêmico. Isso fez com que várias gerações de alunos aprendessem cada vez menos e também exibissem menor capacidade de raciocinar e desenvolver pensamento crítico. Isso tem ocorrido por mais de cem anos. Essa tendência teve início com o movimento progressista na educação liderado por John Dewey. No geral, as reformas educacionais posteriores seguiram a mesma tradição.

Além de incutir nos alunos o ateísmo, a teoria da evolução e a ideologia comunista, a educação primária e secundária nos Estados Unidos emprega manipulação psicológica que destrói as crenças e a moral tradicionais. Ela infunde e incentiva o relativismo moral e os conceitos modernos que transmitem e expressam uma atitude corrupta em relação à vida. Isso ocorre em todas as áreas da educação. Os métodos sofisticados e sutis que são empregados para isso tornam extremamente difícil para os estudantes e à população em geral perceberem e se protegerem contra essa tendência.

a. Emburrecendo os alunos

Os Estados Unidos são um país democrático. Há eleições para tudo: presidente, legisladores, prefeitos, membros do comitê de distritos escolares. Assegurar que a política democrática seja verdadeiramente benéfica para todos depende não apenas do nível moral das pessoas mas também do nível de conhecimento e compreensão delas. Se os eleitores não tiverem bons conhecimentos de história, política, econômica e questões sociais, eles não poderão eleger com sabedoria os agentes políticos que serão a base para defender os interesses fundamentais e de longo prazo do país e da sociedade. Isso coloca o país em uma situação perigosa.

Em 1983, um grupo de especialistas requisitado pelo Departamento de Educação dos Estados Unidos produziu o relatório “A Nation at Risk” (Uma nação em perigo) que resultou de 18 meses de pesquisa. Seguem algumas observações feitas pelos autores do relatório:

“Para nosso país funcionar, os cidadãos devem ser capazes de chegar a um entendimento, a um consenso em relação a questões complexas, frequentemente em muito pouco tempo e baseado em evidências conflitantes ou incompletas. A educação contribui para que esses entendimentos sejam obtidos, e isso foi abordado há muito tempo por Thomas Jefferson na sua famosa frase: ‘Não conheço depositário mais seguro dos poderes últimos da sociedade do que o próprio povo, e se acharmos que o povo não é suficientemente esclarecido para exercitar o seu controle com salutar discernimento, o remédio não é privá-lo desse poder, mas gerar esse discernimento por meio da educação.’”

Indivíduos com baixa escolaridade e reduzida capacidade de raciocínio crítico são incapazes de reconhecer mentiras e enganos. A educação tem um papel crucial, no entanto, elementos comunistas penetram em todos os níveis do sistema educacional, tornando os estudantes tolos e ignorantes e, desta forma, vulneráveis à manipulação.

O relatório “A Nation at Risk” aborda esses outros pontos: “Os fundamentos educacionais da nossa sociedade estão sendo destruídos por uma onda crescente de mediocridade que ameaça o nosso futuro como nação e povo.” “Se uma potência estrangeira hostil tentasse impor aos Estados Unidos o desempenho educacional medíocre que existe atualmente, poderíamos considerar isso como um ato de guerra.” “Nós desperdiçamos inclusive os ganhos com o desempenho dos alunos na esteira do desafio do Sputnik. E pior, desmantelamos os sistemas de apoio essenciais que ajudam a tornar esses ganhos possíveis. Com efeito, temos cometido um ato de desarmamento educacional unilateral e irracional.” [56]

O relatório citou o analista Paul Copperman: “Pela primeira vez na história do nosso país, as habilidades educacionais de uma geração não ultrapassarão, não serão iguais, nem sequer se aproximarão das dos seus pais.”

O relatório cita algumas constatações alarmantes: “As notas dos alunos americanos estão entre as mais baixas em exames internacionais, e além disso, 23 milhões de adultos americanos são analfabetos funcionais, ou seja, possuem apenas as habilidades mais básicas de leitura e escrita, sendo incapazes de atender plenamente os complexos requisitos exigidos na vida diária e no ambiente de trabalho no mundo de hoje. O índice de analfabetismo funcional é de 13% entre jovens de 17 anos e pode chegar a 40% entre as minorias. De 1963 a 1980, as notas do Scholastic Aptitude Test (SAT) caíram: a pontuação média no idioma caiu mais de 50 pontos e a média em matemática caiu quase 40 pontos. “Muitos jovens de 17 anos não possuem as habilidades intelectuais ‘superiores’ que devemos esperar deles. Quase 40% não conseguem fazer inferências e tirar conclusões de materiais escritos; apenas 20% conseguem escrever um ensaio convincente; e somente 33% são capazes de resolver um problema de matemática um pouquinho mais complicado.” [57]

No início da década de 1980, pessoas inspiradas no campo educacional americano lançaram a campanha Back to Basics (De volta ao básico), mas será que isso ajudou a impedir o declínio da educação americana? Em 2008, Mark Bauerlein, professor de inglês na Emory University, publicou “The Dumbest Generation” (A geração mais estupida). O primeiro capítulo do livro combina os resultados de exames e pesquisas do Departamento de Educação e de organizações não governamentais, fornecendo um resumo das lacunas de conhecimento dos estudantes americanos em história, civismo, matemática, ciência, tecnologia, artes plásticas e outros campos. No exame de história da Avaliação de Progresso da Educação Nacional (NEAP) de 2001, 57% dos alunos tiveram pontuação “abaixo do básico” e apenas 1% atingiu o nível “avançado”. Surpreendentemente, em resposta à pergunta “Qual país era aliado dos EUA na Segunda Guerra Mundial?”, 52% escolheram as opções Alemanha, Japão e Itália, em vez da União Soviética. Os resultados em outras áreas foram igualmente decepcionantes. [58]

O declínio da qualidade da educação nos Estados Unidos é evidente. Desde os anos de 1990, o termo “emburrecer” tem aparecido em muitos livros sobre educação americana e se tornou um conceito que os educadores do país não podem evitar. John Taylor Gatto, professor sênior e pesquisador educacional em Nova York, escreveu: “Pegue um livro de matemática ou retórica da 5ª série de 1850 e você verá que os textos abordavam questões que hoje seriam consideradas de nível universitário.” [59]

Para ocultar a deterioração do sistema educacional americano, o Educational Testing Service (ETS) precisou redefinir os resultados do vestibular, o SAT, em 1994. Quando o SAT começou a adotar o formato moderno, em 1941, a pontuação média do exame de língua foi de 500 pontos (com um máximo de 800 pontos). Na década de 1990, a pontuação média caiu para 424 pontos, no entanto, o ETS redefiniu 424 como sendo 500 pontos. [60]

O declínio na qualidade da educação não se reflete apenas no declínio na alfabetização dos alunos. Devido à falta de conhecimentos básicos, a capacidade de pensamento crítico dos estudantes americanos foi fortemente afetada. Na década de 1990, o intelectual Thomas Sowell disse o seguinte a esse respeito: “O problema não é apenas que Johnny não sabe ler, ou até mesmo que Johnny não consegue pensar. Johnny não sabe o que é pensar, porque o pensamento é muitas vezes confundido com o sentimento em muitas escolas públicas.” [61]

Ao contrário dos líderes estudantis rebeldes dos anos de 1960, que falavam com eloquência, os jovens de hoje que participaram de protestos de rua e foram entrevistados por repórteres de televisão raramente conseguiam expressar com clareza as suas demandas. Eles não possuem bom senso e capacidade de raciocínio.

A explicação para a queda no desempenho escolar não é os estudantes de hoje serem menos inteligentes do que os de antigamente, mas sim que o comunismo está travando uma guerra silenciosa contra a próxima geração, usando o sistema educacional como a sua arma. Charlotte Thomson Iserbyt, autora do artigo “The Deliberate Dumbing Down of America” (O emburrecimento deliberado da América) e ex-conselheira sênior de política do Departamento de Educação dos Estados Unidos na década de 1980, disse: “A razão pela qual os americanos não entendem essa guerra é porque ela tem sido travada em segredo, nas escolas da nossa nação, tendo como alvo os nossos filhos, que estão presos nas salas de aula.” [62]

b. A natureza destrutiva da educação progressiva

O ataque contra a tradição nas escolas primárias e secundárias americanas começou com o movimento de educação progressiva do início do século 20. As gerações subsequentes de educadores progressistas inventaram uma série de teorias e discursos falsos que serviram para alterar os currículos e enfraquecer o conteúdo dos materiais de ensino e assim reduzir o padrão educacional. Isso causou enormes danos à educação tradicional.

De Rousseau a Dewey

John Dewey é o pai da educação progressista americana e foi fortemente influenciado pelas ideias do filósofo francês do século 18, Jean-Jacques Rousseau.

Rousseau acreditava que as pessoas eram boas por natureza e que os males sociais eram responsáveis pela decadência moral. Para Rousseau, num ambiente natural, os seres humanos nascem livres e iguais; todos desfrutariam dos seus direitos inatos. A desigualdade, o privilégio, a exploração e a perda da bondade inata do homem são todos produtos da civilização, afirmou o filósofo. Para as crianças, Rousseau defendia um modelo de “educação natural” em que elas aprenderiam livremente, sem interferência de ninguém. Ensino religioso, moral ou cultural não fariam parte dessa educação.

De fato, o ser humano tem inatamente em si bondade e maldade. Sem nutrir a benevolência, os aspectos perversos da natureza tendem a predominar até o ponto em que nada seria baixo demais, em que nenhum pecado seria grave demais para as pessoas. Com a sua retórica elegante, Rousseau atraiu muitos seguidores desavisados. É difícil estimar a influência deletéria da sua teoria pedagógica sobre a educação ocidental.

Cerca de um século depois, Dewey retomou os ensinamentos de Rousseau e promoveu o seu trabalho destrutivo. De acordo com Dewey, que foi influenciado pela teoria da evolução de Darwin, as crianças deveriam ser desmamadas da tradicional tutela dos pais, da religião e da cultura para terem a liberdade de se adaptar aos seus ambientes. Dewey era um relativista moral e pragmático. Ele acreditava que não havia moralidade absoluta e que as pessoas eram livres para agir e se comportar como bem entendessem. O conceito de relativismo moral foi um primeiro passo crítico para afastar a humanidade dos ditames morais estabelecidos por Deus.

Dewey foi uma das 33 pessoas que assinaram os seus nomes no “Manifesto Humanista”, escrito em 1933. Ao contrário dos humanistas da Renascença, o humanismo do século 20 é um tipo de religião secular enraizada no ateísmo. Baseado em conceitos modernos como o materialismo e a teoria da evolução, ele considera o ser humano como uma máquina, ou simplesmente o resultado de um processo bioquímico.

Nesse cálculo, o objeto da educação é moldar e guiar os sujeitos de acordo com os desejos do educador; algo que não é fundamentalmente diferente do “novo homem socialista” de Marx. O próprio Dewey era um socialista democrático.

De acordo com o filósofo americano Sidney Hook: “Dewey forneceu ao marxismo a epistemologia e a filosofia social que Marx esboçou parcialmente nos seus primeiros trabalhos, mas que não foi expressa adequadamente.” [63]

Em 1921, quando a guerra civil assolou a Rússia, os soviéticos encontraram tempo para produzir um panfleto de 62 páginas com trechos da “Democracia e Educação” de Dewey. Em 1929, o reitor da Segunda Universidade Estatal de Moscou, Albert P. Pinkerich, escreveu: “Dewey está infinitamente mais perto de Marx e dos comunistas russos.” [64] O biógrafo Alan Ryan escreveu que Dewey “forneceu as armas intelectuais na defesa de um marxismo decentemente social-democrático e não totalitário”. [65]

Educadores progressistas não disfarçam o seu objetivo de mudar as atitudes dos alunos em relação à vida. Para isso, eles anularam todos os aspectos da aprendizagem, incluindo a estrutura das salas de aula, os materiais, os métodos de ensino e a relação entre professores e alunos. O foco da educação mudou do professor para os alunos (ou crianças). A experiência pessoal passou a ser considerada superior ao conhecimento aprendido dos livros. As aulas expositivas perderam espaço para projetos e atividades.

A revista conservadora americana Human Events listou “Democracia e Educação” de Dewey como o 5º na sua lista dos 10 livros mais prejudiciais dos séculos 19 ou 20. De acordo com essa publicação, Dewey “desacreditou e denegriu o modelo de ensino tradicional baseado no desenvolvimento do caráter moral e na grande transferência de conhecimentos às crianças, estimulando, em vez disso, o ensino de ‘habilidades’ de pensamento”. [66]

Desde o início, intelectuais perspicazes criticaram e condenaram duramente essa tendência progressista na educação. O livro de 1949, “And Madly Teach: A Layman Looks at Public School Education” (Maneira doida de ensinar: o olhar de um leigo sobre o ensino público), forneceu uma refutação concisa e minuciosa dos princípios essenciais da educação progressista. [67] Os educadores progressistas simplesmente repudiaram os seus críticos chamando-os de “reacionários” e usaram vários meios para reprimi-los ou ignorá-los.

Dewey foi professor titular na Universidade de Columbia por mais de 50 anos. Durante o período em que chefiou o Teacher’s College, pelo menos 20% de todos os professores de escolas primárias e secundárias estudaram ou se formaram na Universidade de Columbia. [68] Desde então, a educação progressiva tem se espalhado para além das fronteiras dos Estados Unidos.

Ao contrário de figuras como Marx, Engels, Lenin, Stalin ou Mao Tsé-tung, Dewey não tinha aspiração de se tornar um guru revolucionário ou de dominar o mundo. Ele foi acadêmico e professor durante toda a sua vida, mas o sistema de educação que ele criou tornou-se uma das ferramentas mais poderosas do comunismo.

Cedendo aos caprichos dos alunos

De acordo com a teoria da educação de Rousseau, os seres humanos nascem bons e livres, mas são prejudicados pela sociedade. Portanto, o melhor método de educação é dar liberdade às crianças e ceder aos caprichos inerentes ao desenvolvimento infantil.

Sob a influência do pensamento de Rousseau, os educadores progressivos que sucederam Dewey têm frequentemente repetido ideias como a de que não se deve impor os valores dos pais ou professores aos alunos, pois quando crescerem, as crianças deverão ter o direito de fazer os próprios julgamentos e decisões. O poeta inglês Samuel Taylor Coleridge respondeu a isso de um modo elegante.

“Thelwall achou injusto influenciar a mente de uma criança inculcando quaisquer opiniões nela antes que ela chegue à idade do livre arbítrio. Mostrei-lhe o meu jardim e disse-lhe que era o meu jardim botânico. ‘Como assim?’ disse ele, ‘está coberto de ervas daninhas’. – ‘Ah’, respondi, ‘isso é só porque ainda não chegou à idade em que o meu jardim será capaz de tomar as suas decisões livremente. As ervas daninhas, como você pode ver, tomaram a liberdade de crescer, e achei que seria injusto interferir no jardim para que crescessem rosas e morangos’.” [69]

O poeta perspicaz usou a analogia para transmitir a seu amigo um princípio: ética e sabedoria devem ser cultivadas com muito zelo, assim como a jardinagem. Se um jardim for negligenciado, as ervas daninhas crescerão. Da mesma forma, abandonar as crianças é como entregá-las às forças sempre presentes do mal. Isso equivale a uma extrema negligência e irresponsabilidade. O bem e o mal estão simultaneamente presentes na natureza humana. Embora as crianças sejam comparativamente mais simples e puras, elas também são suscetíveis à preguiça, ciúmes, beligerância, egoísmo e outras características negativas. A sociedade é um grande tonel de tinta. Se as crianças, com inclinação natural para o mal (e também para o bem), não forem educadas adequadamente, quando chegarem à “idade do discernimento e escolha”, elas estarão contaminadas por maus pensamentos e maus hábitos. Educá-las nesse ponto será tarde demais.

Essa tolerância com os caprichos dos estudantes atingiu o seu pico na obra literária pedagógica publicada em 1960, “Summerhill: A Radical Approach to Education” (Summerhill: uma abordagem radical da educação). O autor do livro, Alexander Sutherland Neill, fundou em 1921 um colégio interno na Inglaterra, a Summerhill School, que admitia crianças de 6 a 16 anos. A escola dava autonomia completa às crianças. Elas podiam decidir se queriam ou não ir para a aula, ou se queriam assistir uma aula, mas não outra. O pensamento de Neil sobre educação foi fortemente influenciado pelo filósofo da Escola de Frankfurt, Wilhelm Reich, um vigoroso proponente da liberdade sexual, e os dois frequentemente se correspondiam.

A Summerhill School era também extremamente negligente em relação à ética, à disciplina e a relacionamentos entre homens e mulheres. Os seus valores eram antitradicionais. Meninos e meninas podiam namorar ou morar juntos, o que seria ignorado ou até mesmo facilitado pela escola. Neill permitia que funcionários e estudantes nadassem nus juntos em uma piscina ao ar livre. Seu enteado de 35 anos de idade ensinava arte em cerâmica, e muitas vezes levava as meninas mais velhas para casa. [70]

No seu livro, Neill diz: “Todos os alunos mais velhos em Summerhill já me ouviram dizer ou leram nos meus livros que eu aprovo uma vida sexual plena para todos que desejarem, não importa a idade.” [71] Ele até sugeriu que, se não fosse proibido por lei, ele teria permitido que meninos e meninas dormissem juntos. [72] Assim que foi publicado, o livro “Summerhill” rapidamente tornou-se um best-seller. Só na década de 1960, vendeu mais de três milhões de cópias; tornou-se um “clássico” que professores da área de educação recomendavam a todos os seus alunos.

Um antigo ditado chinês diz: “Um professor exigente produz alunos excelentes.” No Ocidente, pessoas cultas e experientes também constataram que professores exigentes obtêm melhores resultados em sala de aula, além de exercerem uma influência mais positiva sobre a conduta dos seus alunos. [73]

Infelizmente, nos EUA e em outros países ocidentais, sob a influência do progressismo e da autonomia educacional, foram promulgadas leis que limitam o papel dos pais ou dos professores ao educar os alunos. Isso fez com que muitos professores se sentissem pouco à vontade para disciplinar os seus alunos. Como os maus hábitos dos alunos não são corrigidos em tempo hábil, isso tem levado a um declínio abrupto no seu senso moral e no seu desempenho acadêmico.

Educação centrada no aluno

A função mais importante da educação é manter e transmitir a cultura tradicional da história humana. Os professores são o elemento central que liga o passado ao futuro. De acordo com um ditado chinês “Um professor deve transmitir o Tao, ensinar conhecimentos e esclarecer dúvidas.” O pensamento educacional progressista de Dewey eliminou a autoridade dos professores e diminuiu a sua importância. Sua postura é anti-intelectual e contra o bom senso. Em essência, contra a própria educação.

Defensores da educação progressista afirmam que ela deve ter os alunos como preocupação central e deixá-los explorar o conhecimento por conta própria e obter as próprias respostas. No entanto, o conteúdo dos livros didáticos tradicionais são o resultado de milhares de anos de civilização humana. Como isso pode ser explorado por estudantes jovens e ignorantes em tão pouco tempo? O objetivo real da educação progressista é desvincular os estudantes da cultura tradicional. A negação da autoridade dos professores no processo de educação é uma negação do seu papel de transmitir para as novas gerações o conhecimento da civilização. Esse é o objetivo inconfesso do comunismo.

O livro “Seven Myths About Education” (Sete mitos sobre educação), de Daisy Christodoulou, analisa e refuta sete conceitos equivocados mas amplamente difundidos, como as alegações de que fatos impedem a compreensão, que o ensino transmitido pelo professor é passivo, que projetos e atividades são a melhor maneira de aprender, que ensinar conhecimentos é doutrinação, dentre outros. [74] A maioria desses mitos são legados da educação progressista, mas ao serem propagados ao longo de várias gerações, tornaram-se uma praga na cultura educacional. Christodoulou é britânica, e a maioria dos seus trabalhos usa exemplos do Reino Unido, demonstrando que conceitos educacionais progressistas causaram prejuízos no mundo inteiro.

Analisemos, por exemplo, o primeiro conceito equivocado. A moderna educação americana degradou os métodos tradicionais de foco na memorização, leitura em voz alta e práticas para “memorização mecânica” e “aprendizagem mecânica”, bem como “exercícios repetitivos”. Muitos estão familiarizados com essas críticas. Rousseau atacou a memorização e as lições verbais no seu romance “Emil”, e os educadores progressistas de Dewey difundiram essas teorias.

Em 1955, o psicólogo educacional americano Benjamin Bloom propôs a famosa Bloom Taxonomy, que dividia a cognição humana em seis níveis, de baixo a alto: lembre-se, entenda, aplique, analise, avalie, crie. Os três últimos são considerados pensamentos de ordem superior, porque essas habilidades envolvem uma análise abrangente. Não estamos analisando os pontos fortes e fracos da própria classificação de Bloom, mas meramente apontando que desde que o sistema de classificação foi proposto, os educadores progressistas usaram o pretexto de cultivar o “pensamento de ordem superior” para enfraquecer o ensino das disciplinas tradicionais nas escolas.

Para qualquer indivíduo com bom senso possuir determinados conhecimentos básicos é essencial para a realização de qualquer tarefa intelectual. Se o indivíduo não tiver um aporte considerável de conhecimentos, o chamado pensamento de ordem superior, o pensamento crítico e o pensamento criativo induzirão ao erro a própria pessoa e os outros. O sistema de classificação de Bloom fornece uma desculpa aparentemente científica para a abordagem insondável dos educadores progressistas.

Um dos pilares da teoria da educação centrada no aluno é que os alunos escolhem o que querem aprender e o que não querem, de acordo com os seus interesses. A teoria também afirma que os professores devem ensinar aos alunos apenas aquilo que os interessa. Essa ideia parece plausível, mas não é bem assim. Fazer com que os alunos aprendam de maneira agradável é o que todo professor deseja, mas as crianças têm conhecimento superficial e visão limitada, e são incapazes de decidir o que é e que não é importante aprender. Os professores devem assumir a responsabilidade de orientar os alunos para que eles então sejam capazes de transcender os seus interesses superficiais e ampliar os seus horizontes. Atender meramente os interesses superficiais dos alunos os levará a uma infantilização permanente. Ao apoiarem um ensino focado no aluno, os educadores enganam os estudantes e os seus pais, o que é irresponsável em relação à sociedade.

Estudos constataram que na sociedade americana há a tendência de os adultos permanecerem em uma espécie de “adolescência” durante mais tempo do que outras populações. Em 2002, a Academia Nacional de Ciências definiu a adolescência como um período que vai dos 12 aos 30 anos de idade. A Fundação MacArthur foi ainda mais longe e tentou provar que uma pessoa só é considerada adulta aos 34 anos. [75] O sistema educacional e os meios de comunicação são responsáveis por esse longo período da adolescência em que muitos adultos se encontram.

Uma das desculpas da educação progressista para reduzir os padrões de exigência de qualidade no ensino é que, com a popularização da educação, mais pessoas se matriculam em escolas secundárias e pós-secundárias, e assim o desempenho médio não pode ser tão alto quanto no passado. Trata-se de um entendimento errado. A adaptação do ensino em uma sociedade democrática deve possibilitar o acesso à educação a indivíduos que não tiveram anteriormente esse acesso, e sem baixar os padrões ou ocasionar a oferta de uma educação de qualidade inferior.

Os progressistas alegam substituir os cursos clássicos inúteis como grego e latim por cursos mais contemporâneos, mas no final, a maioria das escolas não introduz de fato cursos de alta qualidade úteis para a vida moderna, como cursos mais aprofundados de matemática, economia e história. Em vez disso, educadores progressistas promovem aulas sobre como dirigir, cozinhar, beleza e prevenção de acidentes, que nada têm a ver com os conteúdos acadêmicos. O currículo e as reformas do método de ensino defendidas por educadores progressistas enganam os estudantes que não estão bem informados, bem como os pais que confiam nas escolas, professores e os chamados especialistas.

Se analisarmos apenas alguns métodos de ensino propostos pela educação progressista, eles não são inúteis quando aplicados a alguns assuntos e áreas de aprendizagem. No entanto, quando examinamos o movimento educacional progressista e seus antecedentes e resultados específicos, fica claro que a educação progressista se coloca em oposição à educação tradicional, alterando a educação e, por fim, arruinando-a. Diferentemente de Marx, Engels, Lenin, Stalin e Mao Tsé-tung, Dewey não tinha a ambição de ser um revolucionário nem a arrogância de tentar lançar uma revolução mundial. Se colocarmos a sua vida em perspectiva, ele é claramente um acadêmico e um professor, mas, vale reforçar, o movimento educacional lançado por ele tornou-se uma das ferramentas mais úteis para o comunismo solapar a sociedade humana.

c. Educação: um modo de corromper os estudantes

Em 20 de abril de 1999, dois alunos da Columbine High School, no Colorado, assassinaram 10 alunos e um professor e feriram mais de 20 pessoas num massacre cuidadosamente planejado. A tragédia chocou os EUA. As pessoas se perguntavam por que os dois alunos realizariam esse ataque a sangue-frio, assassinando colegas de classe e um professor que conheciam há anos.

Ao compararem fenômenos sociais em diferentes períodos históricos, os educadores observaram que, até a década de 1960 nos EUA, os problemas relacionados ao comportamento dos estudantes eram menos graves; em geral se tratava de atrasos, conversas em sala de aula sem permissão ou uso de goma de mascar. Depois dos anos 80, foram observadas situações mais problemáticas como consumo excessivo de álcool, abuso de drogas, sexo antes do casamento, gravidez, suicídio, gangues ou até tiroteios. A tendência de piora preocupava os que entendiam o rumo dos acontecimentos, mas poucos entendiam qual eram as verdadeiras raízes da mudança, e assim ninguém poderia prescrever o tratamento apropriado para o distúrbio.

A distorção e a espiral descendente dos padrões morais da juventude americana não aconteceram por acaso.

Ateísmo e evolução

O Dr. Frederick Charles Schwarz, autor do livro “You Can Trust the Communists… To Be Communists” (Você pode confiar nos comunistas… serem comunista) e pioneiro das campanhas anticomunistas nos EUA, observou: “Os três princípios básicos do comunismo são o ateísmo, a evolução e o determinismo econômico. Os três princípios básicos do sistema da Escola Pública Americana são o ateísmo, a evolução e o determinismo econômico.” [76] Ele afirmava que os elementos-chave da ideologia comunista foram adotados nas escolas públicas dos Estados Unidos.

O Divino criou o ser humano e estabeleceu os padrões morais que devem regular a vida humana. A crença nos deuses estabelece a base da moralidade para a sociedade e sustenta a existência do mundo humano. O comunismo forçou a disseminação do ateísmo e da teoria da evolução nas escolas como um meio de destruir a moralidade. Isso é de se esperar em países comunistas como a China e da antiga União Soviética, mas, nos Estados Unidos, esse processo ocorreu de forma coercitiva.

Sob o pretexto da separação entre Igreja e Estado, os esquerdistas se opuseram ao ensino do criacionismo nas escolas públicas americanas, embora promovessem a teoria da evolução. As escolas públicas não ousam transgredir essas fronteiras. Essa educação inevitavelmente leva à diminuição do número de fiéis religiosos, pois as crianças são doutrinadas com a ideia de que a teoria da evolução é uma verdade científica e não deve ser questionada.

Desde a década de 1960, os tribunais dos EUA acabaram com o estudo da Bíblia nas escolas públicas, novamente sob o pretexto da separação entre Igreja e Estado. Um tribunal determinou que os estudantes devem desfrutar da liberdade de expressão e de imprensa, exceto se o tema for religioso, pois isso é inconstitucional. [77]

Em 1987, os alunos das escolas públicas do Alasca foram orientados a não usar a palavra “Christmas” (Natal), pois nela está contida a palavra “Christ” (Cristo). Em 1987, um tribunal federal da Virgínia decidiu que jornais sobre temas homossexuais poderiam ser distribuídos em uma escola do ensino médio, mas jornais religiosos não. Em 1993, um professor de música de uma escola primária em Colorado Springs foi proibido de ensinar canções natalinas devido a supostas violações da separação entre Igreja e Estado. [78]

Materiais escolares e de exames nos EUA são submetidos a um controle bastante rigoroso para se ajustarem a uma orientação antiteísta no sistema de educação; isso em combinação com décadas de postura do “politicamente correto”. Em 1997, num departamento sob os auspícios do Ministério da Educação dos EUA, Diane Ravitch, uma especialista em história da educação, participou de uma equipe de controle de conteúdo de um exame. Para a sua surpresa, a máxima de que “Deus ajuda aqueles que se ajudam” foi mudada para “as pessoas devem tentar resolver as coisas sozinhas sempre que possível” por causa da palavra “Deus” no original. [79]

Por um lado, o sistema de educação pública dos EUA expulsou a crença em Deus das escolas sob o pretexto da separação entre Igreja e Estado. Por outro lado, a teoria da evolução, com as suas lacunas não resolvidas, era considerada uma verdade incontestável a ser instilada em crianças que não tinham desenvolvimento mental suficiente para entender isso, ou possibilidade de se resguardar disso. As crianças tendem a acreditar na autoridade dos seus professores.

Pais que possuem crenças religiosas ensinam os seus filhos a respeitar os outros, mas as crianças que são inculcadas com a teoria da evolução provavelmente desafiarão a educação religiosa recebida dos seus pais. Na melhor das hipóteses, elas não levarão a sério a formação religiosa dada pelos pais. Consequentemente, a educação afasta as crianças dos pais que possuem crenças religiosas. Esse é o problema mais desafiador que essas famílias enfrentam quando se trata da educação dos filhos, e é o aspecto mais perverso do sistema educacional antiteísta.

A ideologia comunista

O capítulo 5 deste livro destaca a natureza do politicamente correto: ele funciona como uma polícia comunista sobre o pensamento humano, usando padrões políticos distorcidos em vez de padrões morais autênticos. Por volta dos anos de 1930, o comunismo começou a penetrar gradativamente nas escolas americanas. A partir de então, o politicamente correto passou a desempenhar um papel de destaque no sistema educacional americano. Quando colocado em prática, ele assume formas diferentes, algumas das quais são extremamente enganosas.

Edward Merrill Root, autor de “Brainwashing in the High Schools” (Lavagem cerebral na escola secundária), publicado na década de 1950, realizou pesquisas sobre 11 conjuntos de materiais didáticos usados em Illinois entre 1950 e 1952 e constatou que eles caracterizavam a história americana como a história de uma luta de poder entre ricos e pobres, entre uma minoria privilegiada e os desprivilegiados. Essa é a essência do determinismo econômico marxista. Esse material de ensino promove o desenvolvimento de um governo global que prioriza as preocupações globais em detrimento das preocupações dos indivíduos e acaba conduzindo ao socialismo global. [80]

Em 2013, um distrito escolar em Minnesota adotou um projeto denominado “All for All” (Todos por Todos), que colocou o foco do ensino na igualdade racial; igualdade aqui significava política de identidade. Essa ideologia atribui o fraco desempenho dos estudantes de grupos étnicos minoritários à discriminação racial sistêmica, o que leva então à necessidade de um esforço para o desmantelamento do “privilégio branco”. O projeto determinava que todas as atividades de ensino fossem baseadas na igualdade racial e que somente professores e administradores profundamente cientes das questões relacionadas à igualdade racial deveriam ser contratados.

O projeto começou no jardim de infância. Aulas de inglês para alunos do 10º ano priorizavam temas de colonização e migração, bem como as construções sociais de raça, classe e gênero. No programa curricular para alunos do 11º ano era afirmado que: “Até o final do ano, você terá… aprendido a analisar obras literárias sob as óticas marxista, feminista, pós-colonial e psicanalítica.” [81]

Em julho de 2016, a Califórnia adotou um novo currículo de ciências sociais para o ensino fundamental e médio. O currículo original, de inclinação esquerdista, foi elaborado de modo a se parecer ainda mais com uma propaganda ideológica de esquerda. Conteúdos que deveriam ser destacados nos cursos de história e de ciências sociais – como o espírito fundador da América e a história militar, política e diplomática – foram diluídos ou ignorados. Por outro lado, a contracultura da década de 1960 foi um tema entusiasticamente abordado e exaltado como sendo os princípios fundadores da nação.

Esse currículo também foi baseado em um modelo claramente antitradicional de sexo e família. Tomemos, por exemplo, os cursos do 11º ano (ensino médio). O foco do programa era os movimentos de direitos de raças, tribos e religiões minoritárias, assim como mulheres, lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT). Na verdade, as religiões foram raramente consideradas no programa, mas houve grande destaque para as minorias sexuais. Em particular, os grupos LGBT foram incluídos em primeiro lugar, representando um percentual significativo do conteúdo do programa dos cursos de história do 11º ano. Os conteúdos sobre LGBT tinham tom claramente favorável à “liberação sexual”. Por exemplo, no conteúdo sobre AIDS, sugeriu-se que o medo que as pessoas sentiam da AIDS levou à uma diminuição da liberação sexual. [82]

O conteúdo sexual passou a ocupar muitos capítulos, restringindo outros conteúdos muito mais dignos de atenção para os jovens. Por exemplo, no curso sobre a Primeira Guerra Mundial, os alunos ficam sabendo muito pouco sobre o papel-chave desempenhado pelos militares dos EUA, mas aprendem que os soldados americanos consideraram gratificantes os costumes sexuais europeus. [83] A estrutura de ensino esquerdista é repleta de distorções e preconceitos, levando os alunos a odiarem o próprio país. Ainda que essa estrutura tenha sido adotada pela Califórnia, o impacto dessa abordagem foi nacional. [84]

d. Manipulação psicológica

Outra forma de corrupção moral dos estudantes que merece destaque é o uso de fortes condicionamentos psicológicos na educação, injetando o relativismo moral nos estudantes.

Em março de 1984, centenas de pais e professores participaram de audiências sobre a emenda de proteção aos direitos dos alunos realizadas em sete cidades, incluindo Washington, D.C.; Seattle; e Pittsburgh. Os depoimentos somam mais de 1300 páginas. A ativista conservadora Phyllis Schlafly incorporou alguns dos testemunhos no seu livro “Child Abuse in the Classroom” (Abuso infantil na sala de aula), publicado em agosto de 1984.

Schlafly resumiu os temas tratados nos testemunhos, incluindo o uso da “educação como terapia”. Ao contrário da educação tradicional, que visa a transmitir conhecimento, a educação como terapia se foca em mudar as emoções e atitudes dos alunos. Esse tipo de educação usa o ensino como pretexto para jogos psicológicos com os alunos. Faz com que eles preencham pesquisas sobre questões pessoais e obriga as crianças a tomarem decisões como adultos, analisando questões como suicídio e assassinato, casamento e divórcio, aborto e adoção. [85]

Na verdade, esses cursos não foram criados para promover a saúde psicológica dos alunos. Eles foram destinados a mudar os valores dos alunos por meio de condicionamento psicológico.

Psicologia e educação

A educação moderna é fortemente baseada em filosofia e psicologia. Além da educação progressista de John Dewey, que teve um enorme impacto no sistema educacional dos EUA, há também a psicanálise de Sigmund Freud e a psicologia humanista de Carl Rogers. A teoria crítica da Escola de Frankfurt combina as teorias de Marx e Freud. Herbert Marcuse, um teórico da Escola de Frankfurt, defendia a eliminação de todas as inibições, para que os jovens pudessem liberar os seus instintos naturais e satisfazer os seus caprichos pessoais. [86] Esse pensamento acelerou o nascimento da contracultura dos anos 60.

Profundamente influenciado pelas escolas de pensamento baseadas na psicologia, como acima mencionado, o primeiro diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) e psicólogo canadense, Brock Chisholm, fez a seguinte declaração em um dos seus discursos, em 1946:

“Que distorção psicológica básica pode ser encontrada em qualquer civilização? … Deve ser uma força que desencoraje a capacidade de ver e reconhecer fatos evidentes… que produz inferioridade, culpa e medo. … A única força psicológica capaz de produzir essas perversões é a moralidade, o conceito de certo e errado. … [Esse] sentimento de inferioridade, culpa e medo imposto artificialmente é comumente conhecido como ‘pecado’, … produziu grande parte do desajuste social e da infelicidade do mundo. … Libertar-se da moralidade significa ter liberdade de observar, pensar e se comportar de maneira sensata. … Se a raça humana deve ser libertada do seu fardo incapacitante do bem e do mal, então a responsabilidade por isso deve ser assumida pelos psiquiatras.” [87]

Baseado em ideias falsas, Chisholm propôs uma teoria chocante: libertar um indivíduo da dor psicológica implica abolir a moralidade e o conceito de certo e errado. Por isso, esse psicólogo travou uma guerra contra a moralidade. Aparentemente influenciado por Chisholm, o psicólogo humanista Carl Rogers criou classes de “esclarecimento de valores”, que serviam para erradicar os valores e conceitos tradicionais de certo e errado.

Com o tempo, o relativismo moral de Dewey, a rejeição das inibições pela Escola de Frankfurt e as teorias psicológicas de Chisholm trabalharam juntos para atacar e minar os valores tradicionais. Eles destruíram as fortificações morais das escolas públicas nos Estados Unidos.

Relativismo moral

Os americanos que frequentaram as escolas no final da década de 1970 devem se lembrar de um cenário imaginado por muitos professores em sala de aula. A história foi assim: depois que um navio afundou, o capitão, várias crianças, uma mulher grávida e um homem gay entraram em um barco salva-vidas. O bote salva-vidas estava sobrecarregado e uma pessoa deveria ficar fora dele. Os professores pediam aos alunos para discutir e decidir quem deveria sair do bote salva-vidas, ou seja, renunciar a sua vida. O professor não comentaria nem julgaria os comentários dos alunos.

Essa história foi usada frequentemente em aulas de esclarecimento sobre valores que surgiram na década de 1970. Além de serem utilizadas para esclarecimento de valores, essas aulas eram utilizadas também para tomada de decisão, educação afetiva, o programa Quest de prevenção de drogas, e educação sexual.

William Kilpatrick, autor de “Why Johnny Can’t Tell Right From Wrong” (Por que Johnny não consegue distinguir o certo do errado), afirmou que essas aulas “transformaram discussões de sala de aula em debates informais em que muitos manifestam as suas opiniões, mas nunca se chega a conclusões”. “Como resultado disso, nessas aulas os professores agiam como apresentadores de programas de entrevistas, e os temas recomendados para debate eram a troca de esposas, o canibalismo e o ensino da masturbação para crianças. Para os alunos, isso criou uma confusão generalizada acerca dos valores morais: aprender a questionar valores que eles mal haviam adquirido, desaprender os valores ensinados em casa e concluir que questões envolvendo certo ou errado são meramente subjetivas. Criou-se uma geração de analfabetos morais: estudantes que conhecem os próprios sentimentos, mas não conhecem a sua cultura.” [88]

O acadêmico Thomas Sowell explicou que essas sessões empregavam os mesmos métodos utilizados em países totalitários para fazer lavagem cerebral nas pessoas. Elas incluíam “estresse emocional, comoção ou insensibilização para romper a resistência intelectual e emocional; incluíam o isolamento, seja físico ou emocional; privação de apoio emocional de familiares; questionar implacavelmente valores pré-existentes, muitas vezes usando manipulação por meio da pressão de pares; despojar o indivíduo das suas defesas normais, como reserva, dignidade, senso de privacidade ou capacidade de se recusar a participar; recompensa pela aceitação das novas atitudes, valores e crenças.” [89]

Sowell observa que, assim como os métodos empregados em países totalitários, essas sessões incentivavam os alunos a se rebelarem contra os valores morais tradicionais ensinados pelos pais e pela sociedade. As aulas eram conduzidas de maneira neutra ou “sem juízo de valor”. Em outras palavras, o professor não fazia distinção entre certo e errado, buscando identificar o que fazia o indivíduo se sentir bem. O foco deles eram “os sentimentos do indivíduo, e não os critérios para uma sociedade funcional ou análise racional”. [90]

Educação para a morte e educação para prevenção de drogas

Em setembro de 1990, a ABC transmitiu um programa que deixou os espectadores preocupados. Uma escola levou os alunos a um necrotério como parte do seu novo programa de “educação para a morte”. Lá os alunos viram e tocaram em cadáveres. [91]

Nas aulas de educação para a morte, era comum que os professores pedissem aos alunos para escrever os próprios epitáfios, escolher os seus caixões, organizar os próprios funerais e redigir os seus obituários. Um questionário de educação para a morte continha as seguintes perguntas: [92]

“Como você vai morrer?”
“Quando você vai morrer?”
“Você já conheceu alguém que morreu violentamente?”
“Quando foi a última vez que você perdeu um ente querido? O luto foi expresso em lágrimas ou em dor silenciosa? Você chorou sozinho ou com outra pessoa?
“Você acredita em vida após a morte?”

Obviamente, essas questões não têm nada a ver com o estudo. Elas destinam-se a investigar as perspectivas dos alunos sobre a vida, suas crenças religiosas e suas personalidades. Algumas das perguntas visavam a suscitar reações específicas e podem ter um impacto negativo nos adolescentes.

Diz-se que a educação para a morte pode ajudar os alunos a estabelecer a atitude correta diante da morte. No entanto, em todo o país ocorreram suicídios de adolescentes que estavam nessas classes. Embora não tenha sido estabelecida cientificamente uma relação causal, é razoável que os pais suspeitem e temam que alunos psicologicamente imaturos expostos a informações sobre morte e suicídio tendam a desenvolver depressão e desespero, o que pode contribuir para o suicídio.

A educação para a prevenção do uso de drogas também se tornou muito popular nas escolas. No entanto, em 1976, o Dr. Richard H. Blum, da Universidade de Stanford, realizou um estudo durante quatro anos sobre um curso de educação para a prevenção do uso de drogas chamado Decide. O grupo que realizou o curso teve menos capacidade de resistir às drogas do que o grupo de controle que não participou do curso.

Entre 1978 e 1985, o professor Stephen Jurs realizou um projeto de pesquisa comparando o índice de consumo de tabaco e outras drogas entre estudantes matriculados em um curso chamado Quest e estudantes que não realizaram o curso. O resultado mostrou que o referido índice foi constante ou baixo para os últimos. [93]

Nem a educação para a morte nem a educação para prevenção do uso de drogas geraram o resultado esperado, então qual era o propósito real? Era corromper as crianças. As crianças são muito curiosas, mas têm uma base moral imatura. Conteúdo novo e estranho estimula a curiosidade delas e pode levá-las a um caminho obscuro. Essa educação tende a dessensibilizar os estudantes, fazendo com que eles vejam a violência, a pornografia, o terror e a decadência moral como etapas normais da vida. Sua tolerância ao mal aumenta. Todo o exercício faz parte do uso pernicioso da arte, da violência e da pornografia para provocar o declínio moral.

Educação sexual pornográfica

Tradicionalmente, tanto no Oriente quanto no Ocidente, falar do tema sexo em público tem sido um tabu. De acordo com ambas as tradições, o Divino estabeleceu que o sexo deve ocorrer apenas dentro do casamento. Todas as outras formas de conduta sexual são consideradas como promíscuas e pecaminosas, violando os padrões divinos de moralidade. Isso faz do sexo e do casamento algo inseparável, e o sexo não é um tema falado publicamente em uma sociedade que funciona adequadamente. Na sociedade tradicional, os jovens aprendiam sobre o corpo humano ou a fisiologia; não havia a necessidade da educação sexual de hoje.

O conceito moderno de educação sexual foi introduzido pela primeira vez por Georg Lukács, fundador da Escola de Frankfurt de teoria social e filosofia. Seu objetivo era acabar com os valores ocidentais tradicionais. Em 1919, Lukács foi o comissário do povo para a educação e a cultura durante o breve regime bolchevique húngaro. Ele desenvolveu um programa radical de educação sexual que ensinava aos alunos “sobre amor livre, relações sexuais, e afirmando que o casamento era uma instituição totalmente anacrônica”. [94]

A revolução sexual dos anos de 1960 aniquilou esses valores ocidentais tradicionais. Houve um rápido aumento no índice de doenças sexualmente transmissíveis e de gravidez na adolescência. Nessas circunstâncias, para resolver esses problemas sociais, foi promovida a educação sexual. Porém, num sistema educacional que já se desviara dos ensinamentos morais tradicionais, a educação sexual enfatizava a segurança (evitar doenças e a gravidez) e estava desvinculada do casamento – por isso, estava em consonância com o modelo de Lukács para a educação sexual, que ignora todos os aspectos morais do sexo.

Essa forma de educação tornou-se então uma ferramenta para destruir os jovens. Também foi ensinado aos estudantes sobre os comportamentos homossexual, extraconjugal e promíscuo, passando a considerá-los normais. O resultado disso é que a geração mais jovem se entrega ao que considera ser liberdade, mas que, na verdade, é um caminho que desvia dos padrões divinamente ordenados. Esse tipo de educação sexual a partir do ensino fundamental já destruiu os valores tradicionais da família, a responsabilidade individual, o amor, a castidade, o recato, o autocontrole, a lealdade e muito mais.

A forma de educação progressista de John Dewey de “aprender fazendo” é uma ferramenta conveniente para os marxistas. O programa de educação sexual Focus on Kids (Foco nas crianças), amplamente promovido pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), recomenda que os professores organizem os alunos para participarem da competição “corrida por preservativos”, na qual cada aluno deve colocar um preservativo em um brinquedo tipo boneco sexual adulto e depois retirá-lo. Ganha quem fizer isso mais rapidamente. [95]

Be Proud! Be Responsible! (Seja orgulhoso! Seja responsável!) é outro programa de educação sexual endossado pelo CDC e promovido pela Planned Parenthood (Paternidade Planejada) e por outras organizações educacionais. No programa, os alunos devem fazer encenações, por exemplo, duas alunas falando de sexo seguro. A educação centrada no aluno é outra ideia do progressismo. Nesse programa, o professor pede aos alunos que concebam questões íntimas entre parceiros sexuais. [96] Para a maioria das pessoas que ainda preza os valores tradicionais é difícil não confundir essa suposta educação com pornografia infantil.

O principal defensor desse programa, a Planned Parenthood, é a maior provedora de educação sexual e livros sobre o assunto nos Estados Unidos, embora possua também filiais em doze países e promova amplamente o direito ao aborto. O grupo era conhecido anteriormente como a American Birth Control League (Liga Americana de Controle de Natalidade). Sua fundadora, Margaret Sanger, era uma socialista progressista que adorava a Rússia de Stalin e viajava para lá para mostrar o seu apreço ao sistema. Ela também foi uma forte defensora do movimento de liberação sexual. Sanger teria dito que casos extraconjugais “realmente me libertaram”. [96] Ela dizia que as mulheres têm o direito de se tornarem mães solteiras e, em uma carta para a sua neta de 16 anos, ela teria feito comentários sobre relações sexuais, dizendo que “três vezes por dia estava bom”. [98] Ela estabeleceu a Birth Control League porque o seu estilo de vida promíscuo exigia isso. Nos modernos cursos de educação sexual criados por essa organização, não é difícil ver que a liberação sexual tem origem no comunismo

It May Be Perfectly Normal, But It’s Also Frequently Banned” (Pode ser perfeitamente normal, mas também é frequentemente proibido) é um livro sobre educação sexual que foi traduzido para 30 idiomas diferentes e já vendeu mais de um milhão de cópias em todo o mundo. No livro, há cerca de 100 desenhos de pessoas nus usados para descrever movimentos, sentimentos e sensações físicas, normais ou anormais, decorrentes da masturbação entre sexos opostos e entre homossexuais, bem como métodos contraceptivos e de aborto. O autor afirmou que as crianças têm o direito de acesso a todas essas informações. [99] O tema principal do livro é demonstrar que essa variedade de comportamentos sexuais é “normal” e que nenhuma delas deve estar sujeita a julgamentos morais.

Em um livro didático sobre educação sexual amplamente utilizado, o autor diz às crianças que para algumas religiões o sexo fora do casamento é pecaminoso e faz a seguinte observação: “Você terá que decidir por si mesmo se você deve levar isso em consideração.” [100] Resumindo a uma frase, essa visão de mundo basicamente diz que todos os valores são relativos, e que cabe às crianças decidir o que é certo ou errado.

As escolas públicas americanas de hoje têm dois tipos básicos de aulas de educação sexual. Um tipo que é fortemente promovido por organizações educacionais já foi descrito anteriormente: o currículo completo de educação sexual, que inclui educação sobre comportamento sexual, controle contraceptivo, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e assim por diante. O outro tipo ensina aos jovens a controlar o desejo sexual, não aborda o controle contraceptivo e estimula o adiamento do comportamento sexual para depois do casamento.

É inegável que a moralidade social, principalmente as atitudes em relação ao sexo, de um modo geral, se desviaram muito da moralidade tradicional baseada na fé. A mídia e a internet estão inundadas de conteúdo pornográfico, o que arrasta as crianças para a beira do abismo.

Com a área educacional de hoje sendo dominada pelo ateísmo, a maioria das escolas públicas que seguem a “neutralidade de valor” não querem ou não ensinam às crianças que o sexo fora do casamento é vergonhoso e imoral, nem sobre o que é certo e errado de acordo com os princípios morais tradicionais.

A educação sexual é um tema que ainda atrai muita atenção no mundo de hoje. Há muito debate em diferentes setores da sociedade sobre a questão da atividade sexual segura, com foco nos índices de gravidez na adolescência e de doenças sexualmente transmissíveis. No entanto, o fato de as escolas darem aulas sobre comportamento sexual para adolescentes obviamente aumentará os índices de ocorrência de sexo fora do casamento, o que viola a moralidade sexual tradicional. Mesmo que não ocorra gravidez na adolescência ou doenças sexualmente transmissíveis, isso significa que a promiscuidade na adolescência é algo bom?

Na Europa, onde a cultura sexual é ainda mais permissiva do que nos Estados Unidos, as taxas de gravidez na adolescência correspondem a menos da metade das taxas nos EUA, devido a uma educação sexual “eficaz”. Algumas pessoas estão felizes com isso, enquanto outras estão muito preocupadas. Independentemente desses números, com a tendência crescente dessa atitude decadente em relação à conduta sexual, o comunismo alcançará o seu objetivo de destruir a moralidade humana.

Autoestima e egocentrismo

A partir dos anos de 1960, um novo dogma tem sido fortemente promovido no campo da educação nos EUA, e ele é responsável por um grande declínio na qualidade da educação: trata-se do culto da “autoestima”.

A autoestima relaciona-se a um sentimento de confiança e dignidade que decorre da consciência que as pessoas têm das próprias habilidades e suas realizações. Porém, a autoestima promovida nas escolas dos Estados Unidos é algo completamente diferente. No seu livro “The Feel-Good Curriculum: The Dumbing Down of America’s Kids in the Name of Self-Esteem” (O programa educacional para sentir-se bem: o emburrecimento das crianças americanas em nome da autoestima), Maureen Stout, Ph.D., escreve sobre um fenômeno muito comum nas escolas americanas: os estudantes se preocupam com as suas notas, mas não com o que aprenderam ou com o esforço que dedicam ao aprendizado. Para satisfazer as demandas dos alunos por notas melhores, os professores são forçados a diminuir o grau de dificuldade dos exames e as exigências feitas aos alunos. Contudo, isso resulta em alunos com um aprendizado abaixo do desejado, que se esforçam menos do que seria desejável. Os colegas da autora parecem estar acostumados ao fenômeno e até mesmo acreditam que a escola deveria ser como o útero, isolado do mundo exterior, para que os alunos possam obter conforto emocional, mas não desenvolvimento ou resiliência intelectual. O foco parece estar nos sentimentos dos alunos, não no seu crescimento e amadurecimento geral. [101]

É como disseram vários autores, o dogma da autoestima confunde causa e efeito. A autoestima é o resultado do esforço, não uma pré-condição para o sucesso. Em outras palavras, sentir-se bem não leva ao sucesso, mas as pessoas se sentem bem quando são bem-sucedidas.

Esse conceito equivocado de autoestima é subproduto do estilo psicoterapêutico de educação que se torna cada vez mais presente desde a década de 1960. A educação psicoterapêutica acabou incutindo em um grande número de jovens um senso de direito adquirido e vitimização. A Dra. Stout descreve em linguagem atual essa mentalidade: “Eu quero fazer o que eu quero, como eu quero e quando eu quero, e nada nem ninguém vai me impedir.”

A educação nos EUA superestima as ideias de liberdade e egocentrismo em nome da autoestima sentimental. Esse estilo de educação produziu uma geração de jovens que não valorizam a moralidade e não assumem responsabilidades. Eles só se importam com os próprios sentimentos e não com os sentimentos dos outros. Eles priorizam a satisfação e o prazer próprios e tentam evitar esforço, sacrifício e sofrimento. Isso acabou deteriorando a moralidade da sociedade americana.

e. A infiltração na educação

Controle sobre o ensino secundário e primário dos EUA

Durante muito tempo após a fundação dos Estados Unidos, o governo federal não se imiscuiu na educação. Ela ficava a cargo da igreja e de cada governo estadual. O governo federal estabeleceu o Departamento de Educação (ED) em 1979, e a influência desse departamento tem crescido desde então. Atualmente, o poder do ED sobre as estratégias educacionais e a distribuição do orçamento da educação é muito maior do que antes. Pais, distritos escolares e governos estaduais, que costumavam ser ouvidos sobre questões educacionais, são cada vez mais forçados a cumprir determinações de autoridades do governo federal. Os pais e os distritos escolares perderam gradualmente o poder de decidir o que e como será ensinado nas escolas.

O poder é neutro, aqueles que o controlam podem fazer o bem ou o mal. A centralização do poder não é necessariamente algo ruim. É uma questão de como a pessoa ou instituição usa esse poder e quais são os seus objetivos. A centralização do poder na educação americana é uma questão importante, pois o marxismo se infiltrou em todos os níveis das agências do governo, especialmente na burocracia central. Por isso, se a decisão tomada for errada, o impacto será grande, e uns poucos indivíduos com bom discernimento não serão suficientes para revertê-la.

Como foi explicado por Beverly K. Eakman, um dos resultados da centralização de poder na educação americana é que as autoridades responsáveis não conseguem, num curto período de tempo, avaliar a evolução histórica das suas estratégias educacionais e perceber o enorme impacto que elas podem ter num período mais longo. Ainda que alguns eventos possam suscitar dúvidas, a maioria das pessoas não dispõe de tempo, energia, recursos ou coragem para investigar isso por conta própria. Mesmo que haja suspeitas, sem acesso às outras peças do quebra-cabeça, eles podem fazer pouco mais do que obedecer a ordens dos seus supervisores. Assim, todos se tornam parte de uma máquina gigantesca na qual é difícil perceber o impacto das decisões sobre os alunos e a sociedade e, consequentemente, a responsabilidade moral é atenuada. [102] Aproveitando-se dessa limitação, o comunismo derruba, uma a uma, as defesas da sociedade.

Além disso, as faculdades que formam educadores, editoras, organizações de credenciamento educacional e instituições de credenciamento de professores têm efeitos decisivos na educação e por isso todas se tornam alvos de infiltração.

O papel dos sindicatos de professores

O capítulo 9 deste livro aborda o modo pelo qual o comunismo manipula e usa os sindicatos. Os sindicatos de professores tornaram-se uma das principais razões para o fracasso da educação nos EUA. Eles não se preocupam em elevar a qualidade da educação, pois se tornaram organizações de classe que premiam o fracasso, protegem a incompetência e sacrificam os bons professores que buscam oferecer o seu melhor e se empenham em ensinar os alunos.

Tracey Bailey é professora de ciências em uma escola de ensino médio e foi vencedora do Prêmio Educador do Ano de 1993 nos EUA. [103] Naquela época, o diretor da Federação Americana de Professores (AFT) disse que se sentia feliz por um membro do sindicato ter sido agraciado com essa honraria. No entanto, a verdade é que Bailey não era mais membro da AFT. Para ela, os grandes sindicatos de professores são a verdadeira razão do fracasso da educação pública nos EUA e parte do problema, não da solução. Bailey alega que os sindicatos não passam de um grupo de interesse que protege o status quo e são o pilar de um sistema que premia a mediocridade e a incompetência. [104]

Os principais sindicatos de professores nos EUA recebem os recursos de que necessitam e têm enorme influência, sendo classificados como um dos grupos de lobby político mais importantes do país. Esses sindicatos se tornaram o principal obstáculo para a realização de uma reforma salutar do sistema educacional. A Associação de Professores da Califórnia (CTA), que integra a AFT, por exemplo, recebe vultosos recursos dos seus membros, que são usados para mudar a legislação ou para doações para campanhas políticas. Em 1991, a Califórnia procurou inserir a Proposição 174 na sua Constituição estadual, permitindo que as famílias usassem vales-educação fornecidos pelo governo estadual para escolherem a escola para seus filhos. No entanto, a CTA bloqueou a Proposição 174 e até obrigou uma escola a revogar o seu contrato comercial com uma franquia de hambúrgueres que doou 25 mil dólares para a proposta. [105]

A eliminação da influência familiar na educação infantil

Outro objetivo fundamental do comunismo é separar as crianças dos seus pais, tão logo elas nascem, para que sejam criadas pela comunidade ou nação. Não é um objetivo fácil de ser atingido, mas tem ocorrido um progresso lento e silencioso nessa direção.

Nos países comunistas, os estudantes são encorajados a romperem o seu relacionamento com seus pais da classe burguesa. Além disso, o tempo que os alunos passam na escola é ampliado por meio de uma educação baseada em exames, com a finalidade de reduzir a influência dos pais sobre os filhos. Nos países ocidentais, diferentes abordagens são usadas para tentar eliminar a influência da família sobre a educação dos filhos. Isso inclui maximizar o tempo que os alunos passam na escola, reduzir a idade mínima necessária para que as crianças ingressem na escola, impedir que os alunos levem materiais didáticos e de estudos para casa e desestimular os alunos a compartilhar tópicos polêmicos que aprenderam em sala de aula com os pais.

Cursos como o Value Clarification tentam separar os alunos dos seus pais. Um pai de um aluno da turma de Quest comentou: “Parece que nós pais somos sempre malvistos. É como uma história entre um pai e seu filho, na qual o pai é sempre autoritário, sempre rigoroso, sempre injusto.” Muitas vezes, o que estava subjacente nesses cursos era algo como “seus pais não entendem vocês, mas nós entendemos”. [106]

Às vezes, por questões legais, os alunos precisam primeiro obter o consentimento dos pais antes de participar de determinadas atividades. Nessas ocasiões, os professores ou o pessoal administrativo da escola costumam usar palavras enganosas e ambíguas para dificultar o entendimento dos pais sobre detalhes das atividades que eles irão autorizar. Se os pais se queixam, as autoridades escolares ou o distrito escolar têm métodos para lidar com a queixa: dificultar as coisas, esquivar-se da responsabilidade ou usar moções. Por exemplo, eles podem alegar que os pais não têm conhecimento profissional sobre educação, que outros distritos escolares estão fazendo a mesma coisa, que determinada família é a única que está reclamando, entre outras alegações.

A maioria dos pais não tem tempo ou recursos para se envolver em uma discussão prolongada com a escola ou o distrito escolar. Além disso, o aluno vai crescer e em poucos anos deixará a escola. Por isso, os pais preferem não se envolver. No entanto, durante esse período de tempo, a criança é quase refém da escola, e os pais não ousam ofender as autoridades. Eles não têm escolha senão se abster de protestar. Quando os pais protestam contra as práticas da escola, as autoridades da escola podem classificá-los como pessoas extremistas, encrenqueiros, fanáticos religiosos, fascistas, etc. Ao fazer isso, as autoridades escolares desestimulam que outros pais façam objeções aos métodos usados. [107]

Jargão educacional enganoso e obscuro

Já citamos o livro “The Deliberate Dumbing Down of America” (O emburrecimento deliberado da América), de Charlotte Thomson Iserbyt. Iserbyt apontou o problema no início do seu livro:

“A razão pela qual os americanos não entendem essa guerra é porque ela tem sido travada em segredo, nas escolas da nossa nação, tendo como alvo os nossos filhos, que estão presos nas salas de aula. E nessa guerra, estão sendo usados meios muito sofisticados e eficazes:

  • Dialética hegeliana (base comum, consenso e compromisso),
    • Gradualismo (dois passos para frente, um passo para trás),
    • Engano semântico (redefinindo termos para obter concordância sem entendimento).”
  • Phillis Schlafly também escreveu sobre esse fenômeno. No prefácio do seu livro “Child Abuse in the Classroom” (Abuso infantil na sala de aula), ela disse que as aulas de psicoterapia usam uma terminologia técnica para evitar que os pais compreendam o verdadeiro propósito e o método usado por esses cursos. Esses termos incluem modificação de comportamento, pensamento crítico de ordem superior, raciocínio moral, dentre outros. [108]

    Durante décadas, os educadores americanos criaram uma gama impressionante de termos como construtivismo, aprendizado cooperativo, aprendizado experimental, compreensão profunda, resolução de problemas, educação pelo questionamento e resultado, aprendizado personalizado, compreensão conceitual, habilidades procedimentais, aprendizagem ao longo da vida, instrução interativa aluno-professor, e assim por diante. Há muitos para listar. Por um lado, alguns desses conceitos parecem justos, mas uma investigação sobre o contexto desses termos e a direção em que eles levam revela que o propósito é desacreditar a educação tradicional e promover o emburrecimento. Eles são exemplos da linguagem esópica ou linguagem orwelliana, em que a chave para a interpretação é a inversão do significado. [109]

    Mudanças drásticas nas disciplinas e nos livros didáticos

    A compilação “None Dare Call It Treason” (Ninguém ousa chamar a isto conspiração), publicada na década de 1960, analisa o programa de reforma dos livros didáticos dos anos de 1930. Essa reforma reuniu conteúdos de diferentes disciplinas, como história, geografia, sociologia, economia e ciência política em um conjunto de livros didáticos. Esse conjunto de livros rejeitou o conteúdo, o sistema de valores e a maneira de codificar os livros tradicionais. “Tão acentuado era o preconceito antirreligioso; tão aberta era a propaganda para controle socialista sobre a vida das pessoas”, [110] que os livros didáticos rebaixaram os heróis americanos e a Constituição dos Estados Unidos.

    Esse conjunto de livros didáticos era muito amplo e não se enquadrava no escopo de qualquer disciplina tradicional. Por isso, especialistas em várias disciplinas não deram muita atenção a isso. Muito tempo depois, quando o público já havia percebido o problema e começado a questionar o programa, cinco milhões de estudantes já haviam sido educados com base nesses materiais didáticos. Hoje em dia, nas escolas primárias e secundárias nos Estados Unidos, história, geografia, civismo, entre outras disciplinas, estão inseridas na categoria de “estudos sociais”, e a ideia por trás delas é a mesma.

    Se as mudanças nos livros didáticos tivessem sido transparentes, elas teriam sido questionadas e rejeitadas por especialistas e pais. Os livros editados recentemente, que misturam vários temas, não se baseiam em uma taxonomia clara. Por isso, os especialistas têm dificuldade em analisar o conteúdo, pois ele envolve áreas com as quais eles não estão familiarizados, o que torna relativamente fácil que esses livros sejam aprovados em uma revisão e aceitos por um distrito escolar e pela sociedade.

    Dez ou vinte anos depois, algumas pessoas perceberam a conspiração por trás desse conjunto de livros didáticos. No entanto, os alunos só estão prontos para expressar a sua opinião quando se tornam adultos e os professores já terão se acostumado aos novos livros didáticos e métodos de ensino. Então, é impossível voltar aos livros didáticos tradicionais. Se um pequeno número de pessoas perceber as falhas graves dos livros didáticos, suas vozes não serão ouvidas pelo público, e é pouco provável que afetem os processos de tomada de decisão. Se as vozes contrárias forem mais altas, isso proporcionará uma oportunidade para lançar a próxima rodada de reformas, diluindo ainda mais o conteúdo tradicional e inserindo ideias esquerdistas. Após várias rodadas de reformas, a nova geração de estudantes é afastada das tradições, sendo quase impossível voltar atrás.

    Os livros escolares dos Estados Unidos foram atualizados muito rapidamente. Alguns dizem que é porque o conhecimento cresceu em um ritmo acelerado. No entanto, não houve, de fato, tantas mudanças nos conhecimentos básicos a serem ensinados na escola primária e secundária. Então, por que tantos livros didáticos diferentes são publicados e reimpressos continuamente? A razão aparente é que os editores competem uns com os outros por lucro; não é vantajoso para eles que os alunos usem várias vezes o mesmo conjunto de livros didáticos por muitos anos. Porém, há uma razão mais profunda: assim como na reorganização do conteúdo de livros didáticos, o processo tem sido usado para distorcer os materiais de ensino para as futuras gerações.

    Reforma educacional: uma luta dialética

    Desde os anos de 1950 e 1960, a educação nos Estados Unidos passou por uma série de reformas. Porém, elas não trouxeram as melhorias esperadas na qualidade da educação. Em 1981, os resultados do SAT dos estudantes americanos atingiram seu nível mais baixo, desencadeando a publicação do relatório “A Nation at Risk” (Uma nação em risco) e o movimento “Back to Basics” (De volta ao básico) na educação. A partir dos anos de 1990, com o objetivo de melhorar a deplorável situação da educação no país, vários governos lançaram várias amplas reformas educacionais, mas que tiveram pouco efeito. Elas não só não foram eficazes como acarretaram problemas mais difíceis de solucionar. [111]

    Acreditamos que a maioria das pessoas envolvidas nas reformas educacionais deseja promover melhorias para os alunos e para a sociedade, no entanto, a influência de várias correntes de pensamento equivocadas impede que isso ocorra, pois são baseadas em ideias comunistas. Assim como em outras áreas, a infiltração comunista na reforma educacional não precisa ser plenamente alcançada em uma única investida. O sucesso de uma reforma não é o objetivo. De fato, toda reforma está condenada ao fracasso no início do seu projeto, para que exista uma desculpa para a próxima reforma. Toda reforma é um desvio mais acentuado, que afasta cada vez mais as pessoas das tradições. Essa é a dialética da luta: um passo para trás e dois para frente. Com essa infiltração paulatina, as pessoas não lamentarão a derrocada da tradição. Ao invés disso, se perguntarão: Tradição, o que isso significa?

    3. A meta: destruir a educação no Oriente e no Ocidente

    Se necessário, para corromper a educação no Ocidente, o comunismo está disposto a gastar centenas de anos, ou seja, alcançar o seu objetivo ao longo de gerações de mudanças via educação progressista. A China tem cinco mil anos de profundas tradições culturais. No entanto, devido às circunstâncias históricas da época em que os comunistas chegaram ao poder, eles tiraram proveito da mentalidade do povo chinês voltada para o sucesso rápido e benefício instantâneo. Isso induziu o povo chinês a adotar meios radicais que rapidamente os separaram da tradição em poucas décadas. Dessa forma, o comunismo alcançou o seu objetivo de corromper a educação e o ser humano na China.

    No início do século 20, quando a educação progressista de Dewey começou a corroer os Estados Unidos, seus seguidores chineses retornaram à China e se tornaram pioneiros da educação chinesa moderna. Os canhões britânicos haviam destruído a autoestima do povo chinês e os intelectuais estavam ansiosos para encontrar um modo de fortalecer a nação. Os comunistas exploraram essas condições para desencadear o chamado Movimento da Nova Cultura, que repudiava as tradições da China.

    O movimento atacou a cultura e foi um ensaio para a Revolução Cultural dos anos 60. O Movimento da Nova Cultura tem três representantes principais: Hu Shi, um discípulo de Dewey; Chen Duxiu, um dos fundadores do Partido Comunista Chinês; e Lu Xun, que mais tarde foi saudado por Mao Tsé-tung como “o comandante-chefe da revolução cultural chinesa”. Li Dazhao, outro fundador do Partido Comunista Chinês, também teve um papel importante no movimento cultural do período posterior.

    Criticando a China pelas falhas do seu sistema tradicional de desenvolvimento, o Movimento da Nova Cultura atribuiu o enfraquecimento do país nos últimos cem anos à cultura confucionista tradicional e defendeu a abolição do confucionismo. A cultura tradicional era vista como uma “cultura ultrapassada”, ao passo que toda a cultura ocidental era considerada nova. Crenças tradicionais foram criticadas por não aderirem às ideias da ciência e da democracia. Esse movimento foi o precursor do ardente Movimento de 4 de Maio e iniciou a primeira onda de subversão total da ética e dos valores tradicionais. Ao mesmo tempo, lançou as bases para o ingresso do marxismo vindo do Ocidente na China, permitindo que ele criasse raízes, germinasse e crescesse.

    Na educação, um dos maiores danos causados pelo Movimento da Nova Cultura foi a campanha para promover a vernaculização da escrita chinesa. Promovido por Hu Shi, a língua chinesa ensinada nas escolas primárias passou a ser o chinês coloquial. Consequentemente, na geração seguinte, a maioria dos chineses mal conseguia ler e entender o chinês clássico. Isso fez com que a leitura de livros como o “Livro das Mutações” (I Ching), os “Anais da Primavera e do Outono” (Chunqiu), “Dao De Jing”, o “Clássico Interno do Imperador Amarelo” (Huangdi Neijing) e outros livros tradicionais ficasse inacessível ao aluno comum. Eles foram tratados como conteúdo esotérico e só para a pesquisa de estudiosos especializados. Os cinco mil anos de gloriosa civilização chinesa foram transformados em mera decoração.

    Durante o desenvolvimento da cultura chinesa, por determinação dos deuses, a língua chinesa clássica escrita foi separada da língua falada. Na China, ao longo da história, houve muitas assimilações de vocábulos usados por diferentes grupos étnicos e múltiplos deslocamentos do centro de gravidade cultural da China, de modo que a língua falada mudava constantemente. Porém, devido à separação entre a língua falada e o chinês clássico usado na escrita, o chinês clássico permaneceu praticamente inalterado. Os estudantes da dinastia Qing ainda podiam ler e entender os clássicos da dinastia Song, da dinastia Tang e até mesmo da pré-dinastia Qin. Isso permitiu que a cultura e a literatura tradicionais se propagassem ininterruptamente por milhares de anos.

    No entanto, o comunismo levou o povo chinês a romper com as suas raízes culturais transmitidas por meio da língua. Com a combinação da língua escrita e da língua falada, foi mais fácil incorporar palavras e frases com significados distorcidos, afastando ainda mais o povo chinês das tradições.

    As campanhas de alfabetização e popularização da cultura no ensino fundamental implementadas pelo Partido Comunista Chinês (PCC) submeteram o seu público alvo à lavagem cerebral direta e explícita. Por exemplo, as primeiras frases aprendidas pelos alunos nas aulas de alfabetização e no primeiro ano da escola primária eram propagandas como “Viva o presidente Mao”, “a velha sociedade do mal” e o “imperialismo americano maligno”, frases que exemplificam claramente o éthos do PCC, ou seja, a luta de classes baseada no ódio.

    Os movimentos culturais do PCC, comparados com as ideias degeneradas que a educação progressista ocidental insere nos livros infantis, como “Heather Has Two Mommies” (Heather tem duas mães), ainda que difiram consideravelmente nos seus métodos, são em sua essência uma forma de doutrinação ideológica imposta aos jovens. As crianças chinesas educadas dessa maneira passam a defender o regime tirânico do PCC por iniciativa própria, difamando e criticando aqueles que falam sobre valores universais. As crianças ocidentais, por sua vez, juntam-se à multidão de estudantes enganados que querem impedir que se fale sobre os valores tradicionais, acusando essas pessoas de discriminação.

    O Partido Comunista Chinês, logo depois de estabelecer o seu regime, iniciou sua campanha de reforma do pensamento contra os intelectuais, concentrando-se nas universidades e escolas secundárias. Seu objetivo principal era mudar a visão dos intelectuais sobre a vida, forçá-los a rejeitar os princípios morais tradicionais e abandonar a filosofia segundo a qual o indivíduo deveria primeiro melhorar a si mesmo, depois a família, o Estado e o mundo. O PCC adotou uma visão marxista de mundo e da vida, baseada na distinção de classes e segundo a perspectiva da classe proletária.

    Professores da velha geração, em especial, foram forçados a fazer autocrítica, confissões e aceitar serem vigiados e criticados constantemente por seus colegas e alunos. Eles foram até mesmo obrigados a reconhecer e eliminar pensamentos contrarrevolucionários subconscientes, que eram chamados de agressões contra a classe proletária. Isso foi obviamente muito mais intenso do que o treinamento de sensibilidade de hoje. Alguns foram incapazes de suportar a humilhação e o estresse, e cometeram suicídio. [112]

    Posteriormente, o Partido Comunista Chinês começou a substituir o corpo docente e ajustar os departamentos das universidades. O Partido reduziu, fundiu ou eliminou departamentos como filosofia, sociologia e outros relacionados às ciências humanas, deixando muitas grandes universidades apenas com ciências e engenharia, semelhante ao modelo soviético. A razão disso é que o PCC não era capaz de tolerar a ameaça ao seu regime tirânico de quaisquer perspectivas ideológicas independentes sobre política e questões sociais, e que era associada às faculdades de humanidades, as quais gozavam de liberdade acadêmica na época da República da China. Ao mesmo tempo, a política e a filosofia marxistas tornaram-se conteúdos obrigatórios para todos os estudantes. Todo o processo foi concluído dentro de dois a três anos. No Ocidente, o comunismo precisou de uma geração inteira para estabelecer novas disciplinas com o objetivo da doutrinação ideológica e a injeção do pensamento marxista nas universidades. Embora a velocidade com que o comunismo se estabeleceu no Ocidente e no Oriente tenha sido muito diferente, os resultados obtidos foram similares.

    Em 1958, o Partido Comunista Chinês iniciou a sua revolução na educação, que teve as seguintes características: em primeiro lugar, a educação foi enfatizada como uma ferramenta que deveria ser usada a serviço do proletariado. Sob a liderança do Comitê do Partido, estudantes foram organizados para preparar os currículos e materiais didáticos. No departamento de língua chinesa da Universidade de Pequim, 60 estudantes passaram 30 dias escrevendo um tratado de aproximadamente 700 mil caracteres, chamado “História da Literatura Chinesa”. [113]

    Esse é um claro exemplo de educação progressista: os métodos de ensino devem ser “centrados no aluno”, focados em “aprendizado exploratório” e “aprendizado cooperativo”, isto é, o que aprender e como aprender deve ser debatido e decidido pelos próprios alunos. O objetivo é evidente, eliminar “crenças supersticiosas” em figuras de autoridade (para incutir uma atitude contrária à tradição), aumentar o egocentrismo dos alunos e lançar as bases para a rebelião durante a Revolução Cultural que se aproximava.

    Em segundo lugar, deveria ser enfatizada a união entre educação e trabalho produtivo. Na China, cada escola tinha fábricas próprias e, durante o auge do período do Grande Salto Adiante, professores e estudantes fundiam aço e cultivavam a terra. Até mesmo uma universidade que tinha como foco disciplinas sociais, como a Universidade Renmin, operava 108 fábricas. Teoricamente, isso permitiria que os alunos “aprendessem fazendo”, mas na prática, eles não aprenderam nada.

    Durante a Revolução Cultural, os estudantes foram mobilizados para destruir todas as formas de herança cultural associadas à cultura tradicional, fossem elas tangíveis ou intangíveis (para mais informações, consulte o capítulo 6). Isso novamente reverbera com o movimento da contracultura que ocorreu no Ocidente. Após o início da Revolução Cultural, Mao Tsé-tung sentiu que a situação dos “intelectuais burgueses” que governavam as escolas não deveria continuar. Em 13 de junho de 1966, o Partido Comunista Chinês emitiu um aviso para reformar os ingressos de alunos nas universidades e iniciou a “campanha de ação corretiva”: os exames de admissão foram abolidos nas universidades e um grande número de estudantes “trabalhadores-camponeses-soldados” foi matriculado.

    O filme “Breaking With Old Ideas” (Rompendo com velhas ideias), produzido durante a Revolução Cultural, mostrou o motivo dessa reforma: “Um jovem criado em um meio rural pobre não é alfabetizado adequadamente, mas os calos em suas mãos causados pelos trabalhos agrícolas pesados o qualificam para o ingresso na universidade.” Um diretor de escola disse: “Você pode nos culpar pelo seu baixo nível de alfabetização? Não! Essa dívida deve ser cobrada dos nacionalistas, dos proprietários de terras e da classe capitalista [os opressores]!”

    No Ocidente, um professor publicou um artigo afirmando que os exames de matemática levam à discriminação racial (porque os alunos de determinados grupos étnicos minoritários têm notas de matemática mais baixas comparadas às dos estudantes brancos). [114] Outro professor publicou um artigo que dizia que os padrões de desempenho em matemática baseados nas pontuações mais altas obtidas por alunos do sexo masculino levam à discriminação de gênero contra as mulheres quando elas são avaliadas de acordo com o mesmo padrão. [115] Aprovar o ingresso de alunos nas universidades com base nos calos que eles têm nas mãos e atribuir notas de matemática mais baixas à discriminação racial e de gênero são métodos que o comunismo usa para emburrecer os alunos e impedir o amadurecimento intelectual.

    Depois da Revolução Cultural, a China retomou o exame vestibular. A partir de então, esse exame se tornou uma parte fundamental do sistema educacional e o objetivo final do ensino fundamental e médio. Sob esse sistema de educação utilitarista, muitos alunos se tornaram máquinas que aprenderam conteúdos apenas para passar nos exames, sem a capacidade de pensar de modo independente ou de distinguir o certo do errado. Ao mesmo tempo, a filosofia, a política e a economia marxistas continuam sendo temas obrigatórios nos exames.

    Nas mentes dos alunos que foram separados da tradição, o certo e o errado e o bem e o mal são todos avaliados de acordo com os padrões comunistas: assim, após o ataque terrorista de 11 de setembro, muitos estudantes aplaudiram. Alunos da escola primária declaram que querem se tornar funcionários corruptos quando crescerem. Alunas universitárias se prostituem e se tornam mães de aluguel por dinheiro. O comunismo sequestrou a geração mais jovem.

    Conclusão: retornando à educação tradicional

    O sistema educacional garante o futuro de um país, de uma nação e da civilização humana. É um esforço de longo prazo cujo impacto se estende por séculos ou mesmo milênios. Olhando retrospectivamente para os últimos cem anos, percebemos que o sistema educacional dos Estados Unidos foi totalmente destruído pela infiltração e a influência da ideologia comunista. Pais e professores estão de mãos atadas e não são capazes de assegurar uma boa educação aos filhos/alunos. As escolas, que deveriam ter cultivado o talento e as virtudes dos estudantes, cederam aos seus caprichos e os desencaminharam. Toda a sociedade está profundamente preocupada com a falta de moralidade dos alunos, suas deficiências, sua fragilidade psicológica e seus maus hábitos, bem como com as tendências caóticas, antitradicionais e antissociais nas quais eles estão imersos. Isso comprova que as forças do mal estão dizimando os descendentes e o futuro da humanidade.

    Dentre as 45 metas listadas no clássico de 1958 “The Naked Communist” (O comunista nu), destacamos as metas para a educação: “Assumir o controle das escolas. Usá-las como um meio de veiculação do socialismo e da propaganda comunista atual. Afrouxar o currículo. Assumir o controle das associações de professores. Produzir livros didáticos cujo conteúdo esteja em consonância com a linha de pensamento do Partido.” [116]

    Com relação à educação nos Estados Unidos, esses objetivos não foram apenas alcançados, mas a situação também se tornou pior. Devido à força política e econômica dos Estados Unidos, a cultura americana é objeto de admiração e emulação por países do mundo todo. A maioria dos países espelha-se nos Estados Unidos como modelo para a reforma educacional. Conceitos, materiais e métodos de ensino e práticas de gestão escolar dos EUA tiveram grande impacto em muitos outros países. Sendo assim, de certa maneira, mudar a educação nos EUA equivale a mudar a educação no mundo inteiro.

    Tanto no início da Criação como quando a civilização humana se corrompe, nascem seres iluminados ou santos. Esses seres ou santos iluminados são precisamente um grupo de pessoas conhecidas como “mestres”. Por exemplo, Sócrates, na Grécia antiga, era um educador. Nos Evangelhos, Jesus também era chamado de mestre. O Buda Sakyamuni tem dez nomes, um dos quais é “o mestre do Céu e do homem”. Confúcio era um educador, e Lao Zi foi o mestre de Confúcio. Eles ensinam às pessoas a ser humanas, a respeitar a Deus, a se relacionarem bem umas com as outras, e a elevar a moralidade.

    Esses seres e santos iluminados são os maiores educadores da humanidade. Suas palavras moldaram as principais civilizações e se tornaram clássicos fundamentais para todas as civilizações. Os valores que eles ensinam e as maneiras como eles desenvolvem a moralidade permitem que cada indivíduo alcance transcendência espiritual e saúde. Indivíduos com mentes saudáveis são essenciais para a saúde social. Não é de admirar que esses grandes mestres tenham chegado a uma conclusão semelhante: o propósito da educação é o cultivo do bom caráter.

    A educação clássica oriental e ocidental, que tem sido praticada há milhares de anos, herdou a cultura que Deus concedeu às pessoas e retém essas preciosas experiências e recursos. De acordo com o espírito da educação clássica, tanto o talento quanto a integridade são critérios importantes para julgar o sucesso da educação. No processo de reviver a tradição da educação humana, o tesouro da educação clássica é digno de preservação, exploração e aprendizado.

    Pessoas com valores morais elevados são capazes de se autogovernar. Esta é a norma social que os fundadores americanos esperavam. Aqueles que são moralmente nobres receberão as bênçãos de Deus, e por meio de diligência e sabedoria, obterão abundância material e satisfação espiritual. Acima de tudo, pessoas com moralidade elevada permitem que a sociedade prolifere e perdure por muitas gerações. Essa é a revelação de seres e santos iluminados, os maiores educadores da humanidade, de como as pessoas de hoje podem retornar à tradição.

    Referências bibliográficas:

    [1] Robby Soave, “Elite Campuses Offer Students Coloring Books, Puppies to Get Over Trump”, The Daily Beast, 16 de novembro de 2016, https://www.thedailybeast.com/elite-campuses-offer-students-coloring-books-puppies-to-get-over-trump

    [2] Elizabeth Redden, “Foreign Students and Graduate STEM Enrollment”, Inside Higher Ed, 11 de outubro de 2017, https://www.insidehighered.com/quicktakes/2017/10/11/foreign-students-and-graduate-stem-enrollment

    [3] G. Edward Griffin, Deception Was My Job: A Conversation with Yuri Bezmenov, Former Propagandist for the KGB, (American Media, 1984), http://y2u.be/y3qkf3bajd4

    [4] Scott Jaschik, “Professors and Politics: What the Research Says”, Inside Higher Ed, 27 de fevereiro de 2017, https://www.insidehighered.com/news/2017/02/27/research-confirms-professors-lean-left-questions-assumptions-about-what-means

    [5] Ibid.

    [6] Ibid.

    [7] Ibid.

    [8] “The Close-Minded Campus? The Stifling of Ideas in American Universities”, American Enterprise Institute, 8 de junho de 2016, https://www.aei.org/events/the-close-minded-campus-the-stifling-of-ideas-in-american-universities/

    [9] Frederick Charles Schwarz, M.D. & David Noebel, You Can Still Trust the Communists… To Be Communists (Socialists and Progressives too) (Manitou Springs, Colo.: Christian Anti-Communism Crusade, 2010), pp. 2–3.

    [10] Zygmund Dobbs, “American Fabianism”, in Keynes at Harvard: Economic Deception as a Political Credo (Veritas Foundation, 1960), Capítulo 3, http://www.bigskyworldview.org/content/docs/Library/Keynes_At_Harvard.pdf

    [11] Robin S. Eubanks, Credentialed to Destroy: How and Why Education Became a Weapon (Createspace Independent Publishing Platform, 2013), p. 26.

    [12] Walter E. Williams, More Liberty Means Less Government: Our Founders Knew This Well (Stanford: Hoover Institution Press, 1999), p. 126.

    [13] David Macey, “Organic Intellectual”, in The Penguin Dictionary of Critical Theory (London: Penguin Books, 2000), p. 282.

    [14] Karl Marx, “Theses On Feuerbach”, in Marx/Engels Selected Works, Vol. 1, pp. 13–15.

    [15] Bruce Bawer, The Victims’ Revolution: The Rise of Identity Studies and the Closing of the Liberal Mind (New York: Broadside Books, 2012), Capítulo 1.

    [16] Ibid.

    [17] Frantz Fanon, The Wretched of the Earth, trans. Constance Farrington (New York: Grove Press, 1963), p. 92, https://archive.org/details/wretchedofearth01fano

    [18] Jean Paul Sartre, “Preface”, in The Wretched of the Earth, por Frantz Fanon, p. 22.

    [19] Roger Kimball, Tenured Radicals: How Politics Has Corrupted Our Higher Education (Chicago: Ivan R. Dee, 1998, edição revisada), pp. 25–29, https://archive.org/details/tenuredradicalsh00kimb_2

    [20] Jonathan Culler, Literary Theory: A Very Short Introduction (Oxford: Oxford University Press, 1997), p. 4.

    [21] Fredrick Jameson, The Political Unconscious: Narrative as a Socially Symbolic Act (Ithaca, NY: Cornell University Press, 1981), Capítulo 1, https://thecharnelhouse.org/wp-content/uploads/2017/09/Fredric-Jameson-The-Political-Unconscious-Narrative-as-a-Socially-Symbolic-Act-1981.pdf

    [22] Roger Kimball, “An Update, 1998”, in Tenured Radicals: How Politics Has Corrupted Our Higher Education, 3ª ed. (Chicago: Ivan R. Dee, 2008), p. xviii.

    [23] Karl Marx, The German Ideology (Progress Publishers, 1968).

    [24] “Most Cited Authors of Books in the Humanities, 2007”, Times Higher Education, https://www.uky.edu/~eushe2/Bandura/BanduraTopHumanities.pdf

    [25] Joshua Phillip, “Jordan Peterson Exposes the Postmodernist Agenda”, The Epoch Times, 21 de junho de 2017, https://m.theepochtimes.com/jordan-peterson-explains-how-communism-came-under-the-guise-of-identity-politics_2259668.htm

    [26] Roger Kimball, “The Perversion of Foucault”, The New Criterion, março de1993, https://www.newcriterion.com/issues/1993/3/the-perversions-of-m-foucault

    [27] David Horowitz & Jacob Laksin, One Party Classroom: How Radical Professors at America’s Top Colleges Indoctrinate Students and Undermine Our Democracy (New York: Crown Forum, 2009), p. 51.

    [28] Ibid., pp. 51–52.

    [29] Bawer, The Victims’ Revolution: The Rise of Identity Studies and the Closing of the Liberal Mind, Capítulo 3.

    [30] Horowitz & Laksin, One Party Classroom, p. 3.

    [31] David Horowitz, The Professors: The 101 Most Dangerous Academics in America (Washington, D.C.: Regnery Publishing, Inc., 2013), pp. 84–85.

    [32] Horowitz & Laksin, One Party Classroom, p. 212.

    [33] David Horowitz, Indoctrinate U.: The Left’s War against Academic Freedom (New York: Encounter Books, 2009), Capítulo 4.

    [34] Ibid.

    [35] Horowitz & Laksin, One Party Classroom, pp. 1–2.

    [36] Citado em http://www.azquotes.com/author/691-Bill_Ayers

    [37] Horowitz, The Professors: The 101 Most Dangerous Academics in America, p. 102.

    [38] “Who Won the Civil War? Tough Question”, National Public Radio, 18 de novembro de 2014, https://www.npr.org/sections/theprotojournalist/2014/11/18/364675234/who-won-the-civil-war-tough-question

    [39] “Summary of ‘Our Fading Heritage: Americans Fail a Basic Test on Their History and Institutions’”, Intercollegiate Studies Institute website, https://www.americancivicliteracy.org/2008/summary_summary.html

    [40] “Study: Americans Don’t Know Much About History”, NBC, 17 de julho de 2009, https://www.nbclosangeles.com/news/local/Study-Americans-Dont-Know-About-Much-About-History.html

    [41] Howard Zinn, A People’s History of the United States (New York: Harper Collins, 2003), http://library.uniteddiversity.coop/More_Books_and_Reports/Howard_Zinn-A_peoples_history_of_the_United_States.pdf

    [42] Horowitz, The Professors: The 101 Most Dangerous Academics in America, p. 74.

    [43] Dinesh D’ Souza, Illiberal Education: The Politics of Race and Sex on Campus (New York: The Free Press, 1991), p. 71.

    [44] Paul Samuelson, “Foreword”, in The Principles of Economics Course: A Handbook for Instructors, eds. Phillips Saunders & William B. Walstad (New York: McGraw-Hill College, 1990).

    [45] Alan D. Sokal, “Transgressing the Boundaries: Toward a Transformative Hermeneutics of Quantum Gravity”, Social Text, No. 46/47, primavera–verão de 1996), pp. 217–252, https://physics.nyu.edu/sokal/transgress_v2/transgress_v2_singlefile.html

    [46] Alan D. Sokal, “A Physicist Experiments with Cultural Studies”, Lingua Franca, 5 de junho de 1996, http://www.physics.nyu.edu/faculty/sokal/lingua_franca_v4/lingua_franca_v4.html

    [47] Alan D. Sokal, “Parody”, “All Things Considered”, National Public Radio, 15 de maio de 1996, https://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=1043441

    [48] Alan D. Sokal, “Revelation: A Physicist Experiments with Cultural Studies”, in Sokal Hoax: The Sham That Shook the Academy, ed. The Editors of Lingua Franca (Lincoln, NE: University of Nebraska Press, 2000), p. 52.

    [49] Thomas Sowell, Inside American Education: The Decline, The Deception, The Dogma (New York: The Free Press, 1993), pp. 212–213.

    [50] Donald Alexander Downs, Restoring Free Speech and Liberty on Campus (Oakland, CA: Independent Institute, 2004), p. 51.

    [51] Eugene Volokh, “UC Teaching Faculty Members Not to Criticize Race-Based Affirmative Action, Call America ‘Melting Pot,’ and More”, The Washington Post, 16 de junho de 2015, https://www.washingtonpost.com/news/volokh-conspiracy/wp/2015/06/16/uc-teaching-faculty-members-not-to-criticize-race-based-affirmative-action-call-america-melting-pot-and-more/

    [52] “Victory at IUPUI: Student-Employee Found Guilty of Racial Harassment for Reading a Book Now Cleared of All Charges”, Foundation for Individual Rights in Education, https://www.thefire.org/victory-at-iupui-student-employee-found-guilty-of-racial-harassment-for-reading-a-book-now-cleared-of-all-charges/

    [53] “Colleges Become Re-Education Camps in Age of Diversity”, Investor’s Business Daily, https://www.investors.com/politics/editorials/students-indoctrinated-in-leftist-politics/

    [54] Greg Lukianoff, “University of Delaware: Students Required to Undergo Ideological Reeducation”, Foundation for Individual Rights in Education, https://www.thefire.org/cases/university-of-delaware-students-required-to-undergo-ideological-reeducation/

    [55] Alison Flood, “US Students Request ‘Trigger Warnings’ on Literature”, The Guardian, 19 de maio de 2014, https://www.theguardian.com/books/2014/may/19/us-students-request-trigger-warnings-in-literature

    [56] A Nation at Risk, abril de 1983, https://www2.ed.gov/pubs/NatAtRisk/risk.html

    [57] Ibid.

    [58] Mark Bauerlein, The Dumbest Generation: How the Digital Age Stupefies Young Americans and Jeopardizes Our Future (New York: Jeremy P. Tarcher/Penguin, 2008), Capítulo 1.

    [59] John Taylor Gatto, Dumbing Us Down: The Hidden Curriculum of Compulsory Schooling (Gabriola Island, BC, Canada: New Society Publishers, 2005), p. 12, https://archive.org/details/DumbingUsDown-TheHiddenAgendaOfCompulsoryEducation

    [60] Charles J. Sykes, Dumbing Down Our Kids: Why American Children Feel Good about Themselves but Can’t Read, Write, or Add (New York: St. Martin’s Griffin, 1995), pp. 148–149.

    [61] Thomas Sowell, Inside American Education (New York: The Free Press, 1993), p. 4.

    [62] Charlotte Thomson Iserbyt, The Deliberate Dumbing Down of America: A Chronological Paper Trail (Ravenna, Ohio: Conscience Press, 1999), p. xvii, http://deliberatedumbingdown.com/ddd/wp-content/uploads/2018/04/DDDoA.pdf

    [63] Robin S. Eubanks, Credentialed to Destroy: How and Why Education Became a Weapon (InvisibleSerfScollar.com, 2013), p. 48.

    [64] Ibid., p. 49.

    [65] Ibid., pp. 45–46.

    [66] “Ten Most Harmful Books of the 19th and 20th Centuries”, Human Events, 31 de maio de 2005, http://humanevents.com/2005/05/31/ten-most-harmful-books-of-the-19th-and-20th-centuries/

    [67] Mortimer Smith, And Madly Teach: A Layman Looks at Public School Education (Chicago: Henry Regnery Company, 1949), https://archive.org/details/andmadlyteachthe007630mbp. Veja também: Arthur E. Bestor, Educational Wastelands: The Retreat from Learning in Our Public Schools, 2ª ed. (Champaign, Illinois: University of Illinois Press, 1985).

    [68] John A. Stormer, None Dare Call It Treason (Florissant, Missouri: Liberty Bell Press, 1964), p. 99, https://archive.org/details/NoneDareCallItTreasonJohnStormer1964

    [69] Issac Leon Kandel, “Prejudice the Garden toward Roses?” The American Scholar, Vol. 8, No. 1, primavera de 1938–1939, p. 77.

    [70] Christopher Turner, “A Conversation about Happiness, Review – A Childhood at Summerhill”, The Guardian, 28 de março de 2014, https://www.theguardian.com/books/2014/mar/28/conversation-happiness-summerhill-school-review-mikey-cuddihy

    [71] Alexander Sutherland Neil, Summerhill School: A Radical Approach to Child Rearing (New York: Hart Publishing Company, 1960), Capítulo 3, https://trisquel.info/files/summerhill-english_1.pdf

    [72] Ibid., Capítulo 7.

    [73] Joanne Lipman, “Why Tough Teachers Get Good Results”, The Wall Street Journal, 27 de setembro de 2013, https://www.wsj.com/articles/why-tough-teachers-get-good-results-1380323772

    [74] Daisy Christodoulou, Seven Myths about Education (London: Routledge, 2014).

    [75] Diane West, The Death of the Grown-Up: How America’s Arrested Development Is Bringing down Western Civilization (New York: St. Martin’s Press, 2008), pp. 1–2.

    [76] Frederick Charles Schwarz, M.D. & David Noebel, You Can Still Trust the Communists… To Be Communists (Socialists and Progressives too) (Manitou Springs, CO: Christian Anti-Communism Crusade, 2010), contracapa.

    [77] Stein v. Oshinsky, 1965; Collins v. Chandler Unified School District, 1981.

    [78] John Taylor Gatto, The Underground History of American Education: A Schoolteacher’s Intimate Investigation into the Problem of Modern Schooling (The Odysseus Group, 2000), Capítulo 14, https://cdn.greathomeschoolconventions.com/free/Underground-History-of-America-Education.pdf

    [79] Diane Ravitch, “Education after the Culture Wars”, Dædalus 131, No. 3, verão de 2002, pp. 5–21, http://www.bible-researcher.com/ravitch2.html

    [80] Steven Jacobson, Mind Control in the United States, 1985, p. 16, https://archive.org/details/pdfy-6IKtdfWsaYpENGlz

    [81] “Inside a Public School Social Justice Factory”, The Weekly Standard, 1º de fevereiro de 2018, https://www.weeklystandard.com/katherine-kersten/inside-a-public-school-social-justice-factory

    [82] History Social-Science Framework (adotada pelo California State Board of Education, julho de 2016, publicada pelo California Department of Education, Sacramento, 2017), p. 431, https://www.cde.ca.gov/ci/hs/cf/documents/hssfwchapter16.pdf

    [83] Ibid., p. 391.

    [84] Stanley Kurtz, “Will California’s Leftist K-12 Curriculum Go National?” National Review, 1º de junho de 2016, https://www.nationalreview.com/corner/will-californias-leftist-k-12-curriculum-go-national/

    [85] Phyllis Schlafly, ed., Child Abuse in the Classroom (Alton, Illinois: Pere Marquette Press, 1984), p. 13.

    [86] Herbert Marcuse, Eros and Civilization: A Philosophical Inquiry into Freud (Boston: Beacon Press, 1966), p. 35, https://www.marxists.org/reference/archive/marcuse/works/eros-civilisation/index.htm

    [87] Beverly K. Eakman, Cloning of the American Mind: Eradicating Morality through Education (Lafayette, Louisiana: Huntington House Publishers, 1998), p. 109.

    [88] William Kilpatrick, Why Johnny Can’t Tell Right from Wrong and What We Can Do about It (New York: Simon & Schuster, 1992), pp. 16–17.

    [89] Thomas Sowell, Inside American Education: The Decline, the Deception, the Dogmas (New York: The Free Press, 1993), p. 36.

    [90] Ibid., Capítulo 3.

    [91] “Death in the Classroom”, 20/20, ABC Network, 21 de setembro de 1990, http://y2u.be/vbiY6Fz6Few

    [92] Sowell, Inside American Education: The Decline, the Deception, the Dogmas, p. 38.

    [93] Kilpatrick, Why Johnny Can’t Tell Right from Wrong and What We Can Do about It, p. 32.

    [94] “We Teach Children Sex … Then Wonder Why They Have It”, Daily Mail, 1º de agosoto de 2004, http://www.dailymail.co.uk/debate/article-312383/We-teach-children-sex–wonder-it.html

    [95] “Focus on Youth with ImPACT: Participant’s Manual”, Centers for Disease Control and Prevention (CDC), https://effectiveinterventions.cdc.gov/docs/default-source/foy-implementation-materials/FOY_Participant_Manual.pdf

    [96] Robert Rector, “When Sex Ed Becomes Porn 101”, The Heritage Foundation, 27 de agosto de 2003, https://www.heritage.org/education/commentary/when-sex-ed-becomes-porn-101

    [97] Norman K. Risjord, Populists and Progressives (Rowman & Littlefield, 2005), p. 267.

    [98] Madeline Gray, Margaret Sanger (New York: Richard Marek Publishers, 1979), pp. 227–228.

    [99] Rebecca Hersher, “It May Be ‘Perfectly Normal,’ But It’s Also Frequently Banned”, National Public Radio, 21 de setembro de 2014, https://www.npr.org/2014/09/21/350366435/it-may-be-perfectly-normal-but-its-also-frequently-banned

    [100] Kilpatrick, Why Johnny Can’t Tell Right from Wrong and What We Can Do about It, p. 53.

    [101] Maureen Stout, The Feel-Good Curriculum: The Dumbing Down of America’s Kids in the Name of Self-Esteem (Cambridge, Massachusetts: Perseus Publishing, 2000), pp. 1–3.

    [102] Beverly K. Eakman, Educating for the “New World Order” (Portland, Oregon: Halcyon House, 1991), p. 129.

    [103] “Teacher of the Year Ceremony”, C-Span, https://www.c-span.org/video/?39846-1/teacher-year-ceremony

    [104] Sol Stern, “How Teachers’ Unions Handcuff Schools”, The City Journal, primavera de 1997, https://www.city-journal.org/html/how-teachers%E2%80%99-unions-handcuff-schools-12102.html

    [105] Troy Senik, “The Worst Union in America: How the California Teachers Association Betrayed the Schools and Crippled the State”, The City Journal, primavera de 2012, https://www.city-journal.org/html/worst-union-america-13470.html

    [106] Kilpatrick, Why Johnny Can’t Tell Right from Wrong and What We Can Do about It, p. 39.

    [107] Samuel L. Blumenfeld & Alex Newman, Crimes of the Educators: How Utopians Are Using Government Schools to Destroy America’s Children (Washington, D.C.: WND Books, 2014), Capítulo 14, http://blumenfeld.campconstitution.net/Books/Crimes%20of%20the%20Educators.pdf

    [108] Schlafly, Child Abuse in the Classroom, p. 14.

    [109] Valerie Strauss, “A serious Rant about Education Jargon and How It Hurts Efforts to Improve Schools”, The Washington Post, 11 de novembro de 2015, https://www.washingtonpost.com/news/answer-sheet/wp/2015/11/11/a-serious-rant-about-education-jargon-and-how-it-hurts-efforts-to-improve-schools/

    [110] Stormer, None Dare Call It Treason, pp. 104–106.

    [111] A respeito do criticism ao “Common Core”, confira: Duke Pesta, “Duke Pesta on Common Core – Six Years Later”, http://y2u.be/wyRr6nBEnz4; Diane Ravitch, “The Common Core Costs Billions and Hurts Students”, The New York Times, 23 de julho de 2016, https://www.nytimes.com/2016/07/24/opinion/sunday/the-common-core-costs-billions-and-hurts-students.html

    [112] Há muitos desses casos, por exemplo, Zhou Jingwen, Ten Years of Storm: The True Face of China’s Red Regime [風暴十年:中國紅色政權的真面貌], (Hong Kong: shi dai pi ping she [時代批評社], 1962). Versão online disponível em chinês aqui: https://www.marxists.org/chinese/reference-books/zjw1959/06.htm#2

    [113] Luo Pinghan, “The Educational Revolution of 1958”, in Literature History of the Communist Party, Vol. 34.

    [114] Robert Gearty, “White Privilege Bolstered by Teaching Math, University Professor Says”, Fox News, 24 de outubro de 2017, http://www.foxnews.com/us/2017/10/24/white-privilege-bolstered-by-teaching-math-university-professor-says.html

    [115] Toni Airaksinen, “Prof Complains about ‘Masculinization of Mathematics’”, Campus Reform, 24 de agosto de 2017, https://www.campusreform.org/?ID=9544

    [116] W. Cleon Skousen, The Naked Communist (Salt Lake City: Izzard Ink Publishing, 1958), Capítulo 12, https://archive.org/details/B-001-002-046