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Como o espectro do comunismo está governando o nosso mundo (Capítulo 13: Sequestrando a mídia)

10 de maio de 2020 |   Pela equipe editorial dos Nove Comentários sobre o Partido Comunista Chinês

(Minghui.org) [Nota do editor] Esta série é uma reimpressão da tradução em português do Epoch Times do livro “Como o espectro do comunismo está governando nosso mundo”, pela equipe editorial de Nove Comentários sobre o Partido Comunista Chinês.

Sumário

Prefácio
Introdução
Capítulo 1: As estratégias do diabo para destruir a humanidade
Capítulo 2: O início do comunismo na Europa
Capítulo 3: Matança no Oriente
Capítulo 4: Exportando a revolução
Capítulo 5: Infiltrando-se no Ocidente
Capítulo 6: A revolta contra Deus
Capítulo 7: A destruição da família
Capítulo 8: Como o comunismo semeia o caos na política
Capítulo 9: A armadilha econômica comunista
Capítulo 10: Usando a lei para o mal
Capítulo 11: Profanando as artes
Capítulo 12: Sabotando a educação
Capítulo 13: Sequestrando os meios de comunicação
Capítulo 14: Cultura popular, uma indulgência decadente
Capítulo 15: As raízes comunistas do terrorismo
Capítulo 16: O comunismo por trás do ambientalismo
Capítulo 17: Globalização: comunismo no seu cerne
Capítulo 18: As ambições globais do Partido Comunista Chinês
Conclusão

O que está incluído nesta parte?

Capítulo 13: Sequestrando a mídia

Índice

Introdução
1. Doutrinação em massa nos países comunistas
2. Infiltração comunista na mídia ocidental
3. Viés esquerdista dos profissionais da mídia
4. A tomada da mídia pelo liberalismo e progressismo
5. A indústria cinematográfica: vanguarda contra a tradição
6. A televisão: corrupção em todos os lares
7. A mídia: um campo de batalha estratégico em guerra total
Conclusão: restaurando a responsabilidade da mídia
Referências bibliográficas

* * *

Introdução

A influência da mídia na sociedade moderna é enorme e tem crescido a cada dia. Ela permeia comunidades de todos os tamanhos, de local a global. A mídia de massa, inicialmente composta por jornais e revistas, passou a incluir o rádio, o cinema e a televisão. Com o surgimento das mídias sociais e dos conteúdos gerados por usuários, a internet ampliou enormemente a velocidade e o alcance da comunicação audiovisual.

As pessoas dependem da mídia para ter acesso às notícias e análises mais recentes. Em um oceano de informações, a mídia exerce influência sobre quais informações são acessadas pelas pessoas e sobre como elas as interpretam. A mídia exerce influência também sobre as primeiras impressões das pessoas a respeito de um assunto e, por isso, concentra poderes consideráveis de condicionamento psicológico.

Para as elites sociais, principalmente a classe política, a mídia determina o foco da opinião pública e é uma referência para o público. Tópicos cobertos pela mídia tornam-se questões de grande relevância social. Questões não abordadas pela mídia são ignoradas e esquecidas.

Thomas Jefferson, chamado de “pai da nação”, principal autor da Declaração de Independência dos Estados Unidos e terceiro presidente do país, resumiu assim os deveres essenciais da imprensa pra com a sociedade: “Se eu tivesse que decidir entre se deveríamos ter um governo sem jornais ou jornais sem um governo, eu não hesitaria em escolher a segunda opção.” [1]

Na condição de voz da sociedade, os meios de comunicação podem salvaguardar a moralidade ou ser um instrumento do mal. Seu dever é informar com veracidade os grandes acontecimentos do mundo de maneira justa, precisa e oportuna. Devem apoiar a justiça e condenar os atos maus de modo a promover o bem. Sua missão vai além dos interesses particulares de indivíduos, empresas ou partidos políticos.

Nos círculos de notícias ocidentais, os meios de comunicação são guardiões da verdade e dos valores centrais da sociedade. Eles gozam do status elevado de “quarto poder”. Os jornalistas são respeitados por seus conhecimentos e esforços.

Joseph Pulitzer, editor de jornais e fundador do Prêmio Pulitzer, disse: “Nossa República e a sua imprensa ascendem ou decaem juntas. Uma imprensa capacitada, desinteressada, de espírito público e com inteligência treinada para saber o que é correto e com coragem para defender isso, pode preservar a virtude pública sem a qual um governo popular seria uma farsa e uma zombaria. Uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta, com o tempo, produzirá gente tão vil quanto ela mesma. O poder de moldar o futuro da República estará nas mãos dos jornalistas das gerações futuras.” [2]

No entanto, em meio ao declínio moral da humanidade, é difícil os meios de comunicação preservarem a sua virtude e desempenharem o seu papel sob a pressão do poder e a tentação do dinheiro. Nos países comunistas, os meios de comunicação são controlados pelo Estado. Os porta-vozes desse regime fazem lavagem cerebral nas massas e são cúmplices em políticas comunistas de terror e assassinato.

Na sociedade ocidental, o pensamento comunista se infiltrou fortemente na mídia, tornando-se um dos principais agentes do comunismo na promoção de tendências antitradicionais, antimorais e demoníacas. É uma mídia que propaga mentiras e ódio, alimentando as chamas da degeneração moral. Muitos meios de comunicação abandonaram os seus deveres de informar a verdade e proteger a consciência moral da sociedade. É imperativo perceber a situação em que a mídia se encontra atualmente e trazê-la de volta a responsabilidade que lhe compete.

1. Doutrinação em massa nos países comunistas

Desde o início, os comunistas consideraram a mídia como uma ferramenta de lavagem cerebral. Na sua obra de 1847, “A Liga Comunista”, Marx e Engels pediram aos membros do Partido que colocassem “energia e fervor revolucionários na propaganda”. [3] Frequentemente, Marx e Engels usavam termos como “campo de batalha partidário”, “porta-voz do partido”, “centro político” ou “ferramenta de moldar a opinião pública” nos seus artigos para expressar o caráter e as funções desejáveis da mídia.

Lenin usou a mídia como uma ferramenta para promover, incitar e organizar a revolução russa. Ele fundou o Iskra e o Pravda, ambos jornais oficiais comunistas, para promover a propaganda revolucionária e ativismo. Assim que o Partido Comunista Soviético tomou o poder, ele usou a mídia para doutrinação política interna. No exterior, veiculou propaganda para melhorar a sua imagem e exportar a revolução.

O Partido Comunista Chinês também considera a mídia como uma ferramenta de moldar a opinião pública para a ditadura e como um porta-voz do Partido e do regime. O PCC está plenamente consciente do fato de que “armas e canetas são necessárias para conquistar e consolidar o poder”. [4] Já no período da marcha a Yan’an, o secretário de Mao Tsé-tung, Hu Qiaomu, apresentou o princípio de “a natureza do Partido antes de tudo”, afirmando que qualquer jornal do Partido “tem de reforçar os pontos de vista e entendimentos do Partido em todos os artigos, em todos os ensaios, em todas as notícias e em todos os boletins informativos”. [5]

Ao estabelecer a sua ditadura, o Partido Comunista Chinês impôs um rígido controle sobre a mídia: televisão, rádio, jornais, revistas e depois a internet. Ele usa esses meios de comunicação como ferramentas para doutrinar os chineses com a ideologia comunista, reprimir dissidentes, intimidar o povo, e ocultar ou distorcer a verdade. Os profissionais da mídia são especialistas em autocensura, pois estão sempre conscientes de que um único erro pode levar a um resultado desastroso. A censura não só permeia os canais oficiais de notícias, mas também os blogs pessoais e as comunidades online, que são monitorados e controlados por um vasto sistema de policiamento da internet.

Há uma frase chinesa contemporânea que descreve fielmente o papel da mídia nos países comunistas: “Eu sou o cão do Partido, sentado à porta do Partido. Eu morderei quem o Partido disser para morder e tantas vezes quantas me mandarem.” Não é exagero. Todo movimento político comunista começa com a opinião pública: a mídia espalha mentiras para incitar o ódio, que se transforma em violência e mortes. A mídia desempenha papel crucial nesse mecanismo mortal.

Durante o massacre da Praça da Paz Celestial em 1989, o Partido Comunista Chinês alegou que os estudantes eram bandidos violentos e usou o Exército para reprimir o “tumulto”. Após o massacre, o PCC alegou que o Exército não atirou em ninguém e que não houve mortes na Praça da Paz Celestial [ou Praça Tiananmen]. [6] Em 2001, no início da perseguição ao Falun Gong, o regime encenou o chamado incidente de autoimolação de Tiananmen para incriminar a prática espiritual e incitar o ódio contra o Falun Gong em toda a China e ao redor do mundo. [7]

Comitês de lideranças do Partido Comunista Chinês de todos os seus níveis dão grande importância ao trabalho de propaganda e empregam um número considerável de pessoas nessa tarefa. Até o final de 2010, a China tinha mais de 1,3 milhão de funcionários trabalhando no aparato de propaganda nacional, incluindo cerca de 56 mil em departamentos de propaganda nos níveis provincial e municipal, 1,2 milhão nas unidades locais de propaganda e 52 mil pessoas nas unidades centrais de propaganda. [8] Esses dados não incluem um grande número de funcionários encarregados de monitorar e manipular a opinião pública online, como a polícia da internet, moderadores, comentaristas controlados pelo PCC e outros contratados para várias atividades de relações públicas.

Países governados por partidos comunistas, sem exceção, gastam muito dinheiro para manipular a mídia. Anos de operação transformaram a mídia estatal comunista em um porta-voz eficiente para seus amos totalitários, empregando todo e qualquer meio para enganar e envenenar as pessoas.

2. Infiltração comunista na mídia ocidental

O século passado foi testemunha do grande confronto entre o mundo livre e o bloco comunista. Durante todo esse tempo, o comunismo vem se infiltrando nas sociedades livres. Assim, infiltrar-se na mídia dos países ocidentais e subvertê-la tornou-se um dos seus principais métodos. Tendo em vista a extraordinária influência da mídia americana em todo o mundo, este capítulo foca os Estados Unidos para debater o controle do espectro comunista sobre a mídia.

Logo após tomar o poder na Rússia, o regime soviético tentou estabelecer seu controle sobre o discurso público no Ocidente, despachando os seus agentes para se infiltrarem na mídia ocidental e seduzir simpatizantes comunistas locais. Essas pessoas tiveram êxito na sua missão de elogiar a União Soviética e ocultar a brutalidade do regime comunista. Os esforços de propaganda soviética tiveram impacto em inúmeros ocidentais, influenciando inclusive a política do governo em favor da União Soviética.

Sabemos que o KGB soviético usava os seus agentes nos Estados Unidos para trabalhar diretamente com organizações de mídia americanas de prestígio. Entre eles estão Whittaker Chambers e John Scott, empregados como editores do New York Times; Richard Lauterbach e Stephen Laird, da revista Time, e outros. Eles usaram os seus cargos para se misturar e associar com políticos, celebridades e chefes de Estado. Além de reunir uma ampla gama de informações críticas, eles influenciaram decisões de alto nível sobre questões política, econômica, diplomática, militar e muito mais. [9]

O correspondente do New York Times em Moscou, Walter Duranty, fez uma extensa cobertura sobre a União Soviética para o referido jornal e ganhou o Prêmio Pulitzer de 1932 por uma série de treze reportagens naquele país. No entanto, o ex-comunista americano Jay Lovestone e o destacado jornalista Joseph Alsop acreditam que Duranty atuou como um espião da polícia secreta soviética. [10]

Durante a fome de 1932–1933, que assolou a Ucrânia e outras regiões da União Soviética, Duranty negou que a fome existisse, e mais, negou que milhões de pessoas estavam morrendo de fome. Ele afirmou que “qualquer informação que afirme haver fome na União Soviética é exagerada ou propaganda mal-intencionada”. [11]

Descrevendo as consequências da falsa cobertura de Duranty, Robert Conquest, um famoso historiador britânico e erudito com profundos conhecimentos sobre a história da União Soviética, assim se manifestou no seu livro clássico “The Harvest of Sorrow: Soviet Collectivization and the Terror-Famine” (A colheita das dores: a coletivização soviética e o terror da fome): “Pelo fato de Duranty ter sido o jornalista mais famoso do jornal mais famoso do mundo na época, a sua negação da ‘Grande Fome’ foi considerada verdadeira. Ele não apenas enganou os leitores do New York Times, como, por causa do prestígio do jornal, também influenciou a opinião de inúmeras pessoas sobre Stalin e o regime soviético. Sua influência, sem dúvida, afetou o recém-eleito presidente Roosevelt que, assim, reconheceu o regime comunista soviético.” [12]

Hollywood, lar da indústria cinematográfica americana, também foi infiltrada por ideias comunistas e esquerdistas, e até mesmo abrigou uma filial do Partido Comunista. Após entrar nos Estados Unidos, Willi Munzenberg, um comunista alemão e membro da Terceira Internacional, começou a implementar os conceitos de desenvolvimento e produção cinematográfica de Lenin, usando os filmes como uma ferramenta de propaganda. Ele convenceu cidadãos americanos a irem à União Soviética para estudar cinema e ajudou estagiários a entrarem na indústria cinematográfica. Foi ele quem estabeleceu uma filial do Partido Comunista em Hollywood.

Pouco a pouco, a influência da União Soviética começou a se assentar. Muitos cineastas da época idolatravam os soviéticos, e esses sentimentos só cresceram durante a Segunda Guerra Mundial, quando os EUA e a União Soviética se aliaram na guerra contra a Alemanha nazista. Um famoso dramaturgo americano alegou que a invasão alemã à União Soviética foi como “um ataque à nossa pátria”. [13] No filme de 1943, “Mission to Moscow” (Missão em Moscou), foi declarado publicamente: “Não há diferença fundamental entre a União Soviética e os Estados Unidos.” [14]

Além da União Soviética, o regime comunista chinês também se beneficiou enormemente da mídia e dos jornalistas de esquerda no mundo livre. Destacam-se os jornalistas americanos de esquerda Edgar Snow, Agnes Smedley e Anna Louise Strong.

No seu livro “Red Star Over China” (Estrela vermelha sobre a China), Edgar Snow pintou um quadro glorioso de Mao Tsé-tung e de outros líderes do Partido Comunista Chinês, escondendo dos leitores ocidentais os crimes e a natureza perversa do comunismo. Mao disse: “Snow é a primeira pessoa a abrir caminho para as relações amistosas necessárias ao estabelecimento de uma frente unida.” [15]

Agnes Smedley escreveu muitos artigos e livros elogiando o Partido Comunista Chinês e a sua liderança. Há fortes evidências nos arquivos soviéticos que sugerem que ela era uma agente do Comintern que trabalhara para promover a revolução armada na Índia e coletar informações para os soviéticos. [16] Anna Louise Strong também era uma admiradora do movimento comunista chinês. O PCC reconheceu os esforços desses três americanos criando selos postais em homenagem a eles e aos “serviços meritórios” prestados por eles.

3. Viés esquerdista dos profissionais da mídia

A maioria dos americanos é cética quanto à precisão e imparcialidade das notícias. Pesquisas mostram que 47% das pessoas acham que a mídia é liberal. Por outro lado, apenas 17% acham que é conservadora. [17] Cabe aqui destacar uma questão: como esse viés liberal pode existir em um setor tão competitivo como o da indústria de notícias?

Embora os repórteres e editores tenham as próprias opiniões políticas e sociais, isso não deveria ser refletido nas notícias. Como a objetividade e a neutralidade são princípios-chave da ética do jornalismo, as notícias não deveriam ser influenciadas pela opinião pessoal. De acordo com os princípios que regulam o mercado, quando há um viés tendencioso na mídia, isso daria espaço para o surgimento de novos competidores mais neutros.

No entanto, a realidade é mais complicada. O livro de 2011 do cientista político americano Tim Groseclose, “Left Turn: How Liberal Media Bias Distorts the American Mind” (Guinada para a esquerda: como o viés da mídia liberal distorce a mentalidade americana), usa métodos científicos rigorosos para analisar as preferências políticas da grande mídia americana. Ele constatou que a inclinação política da mídia americana pende fortemente para o liberalismo e o progressismo – muito à esquerda do eleitor típico. A inclinação da grande mídia está mais à esquerda ainda. [18]

O livro explica que a maioria dos profissionais dos meios de comunicação é liberal, o que, objetivamente falando, exerce pressão sobre os tradicionalistas que trabalham no setor. Os poucos conservadores contratados por empresas de mídia liberais são considerados “levemente maus ou subumanos”, segundo Groseclose. Mesmo quando não há o risco de perder o emprego, eles não ousam expor publicamente as suas opiniões políticas, muito menos promover pontos de vista conservadores na mídia impressa ou na televisão. [19]

O viés esquerdista desencoraja os estudantes com pontos de vista conservadores a escolherem o jornalismo como a sua especialização, ou a obterem um emprego na mídia após a colação de grau. A comunidade de profissionais da mídia exclui visões que não se alinham com o seu viés liberal, formando assim câmaras de ressonância política. Indivíduos dessa comunidade consideram-se a elite misericordiosa e inteligente na vanguarda do desenvolvimento social, ao mesmo tempo em que desprezam os cidadãos comuns como se fossem plebeus teimosos.

Porém, a grande mídia não necessariamente representa a opinião da maior parte da sociedade. A pesquisa de 2016 do Gallup confirmou isso. De acordo com essa pesquisa, 36% dos cidadãos americanos são conservadores, enquanto que os liberais somam pouco mais de 25%. [20] Ou seja, se a mídia refletisse realmente o ponto de vista da maioria dos cidadãos, então, a mídia como um todo não seria de esquerda.

A inclinação esquerdista da mídia evidentemente não é o resultado da vontade popular. Ela é o resultado de uma agenda política forjada nos bastidores com a finalidade de atrair as pessoas para as hostes esquerdistas. Isso também é explicado na pesquisa citada acima: os cidadãos em geral estão mudando as suas opiniões, que se tornaram mais liberais e progressistas. A diferença entre conservadores e liberais em 1996 era de 22%; em 2014, foi de 14%; e em 2016 foi de 11%. A proporção de conservadores permaneceu estável, mas muitos que estavam no meio foram convertidos para a esquerda. A grande mídia tem um papel inegável nessa transformação de perfil, que por sua vez sustenta o viés ideológico da mídia.

Há também algumas questões a serem abordadas no que se refere às filiações partidárias dos profissionais de mídia. Nos Estados Unidos, os democratas estão associados à esquerda, ao passo que os republicanos estão associados à direita. De acordo com uma pesquisa de 2014 do Washington Post, 28,1% das pessoas nos meios de comunicação dos Estados Unidos eram democratas e apenas 7,1% declararam-se republicanos. [21]

A maioria das pessoas que trabalha nos principais jornais e emissoras de televisão é de viés esquerdista, sejam elas os proprietários dessas organizações ou repórteres e comentaristas. Esse viés é óbvio. Na campanha presidencial dos EUA de 2016, 57 dos 100 maiores jornais do país, responsáveis por uma tiragem conjunta de 13 milhões de exemplares, apoiaram abertamente o candidato democrata. Apenas dois dos 100 maiores jornais, com uma tiragem de 300 mil exemplares, apoiaram o candidato republicano. [22]

Por que a mídia tem inclinação tão grande para a esquerda? Na década de 1960, o país foi fortemente influenciado pela ideologia comunista; os movimentos sociais radicais de esquerda tomaram os Estados Unidos. Os estudantes radicais desse período, posteriormente, passaram a atuar nos meios de comunicação, na comunidade acadêmica, na alta sociedade, nos órgãos governamentais e no meio artístico, estabelecendo assim o controle sobre o discurso público.

A maioria dos professores universitários é de esquerda, como foi mostrado no capítulo 12. As faculdades de jornalismo e literatura, repletas de ideologia de esquerda, influenciaram gerações de formandos. Os trabalhadores da mídia não recebem altos salários, eles perseveram no setor devido a um propósito idealista. Esse idealismo tornou-se a ferramenta para transformar a mídia em uma base de operações da esquerda.

Assim como os órgãos de imprensa, a indústria cinematográfica também está sob cerco. Hollywood tornou-se um bastião da propaganda de esquerda. Usando técnicas sofisticadas de produção e narrativa, os produtores de viés esquerdista disseminam e promovem ideologias esquerdistas que se espalham para o mundo todo. Aparentemente, o principal tema dos filmes de Hollywood é difamar o capitalismo e destacar o conflito de classes, ao mesmo tempo em que elogia o comportamento imoral ou o sentimento antiamericano.

O autor Ben Shapiro entrevistou muitas estrelas de cinema, além de produtores de Hollywood, e escreveu um livro intitulado “Primetime Propaganda: The True Hollywood Story of How the Left Took Over Your TV” (Propaganda em horário nobre: a verdadeira história de Hollywood sobre como a esquerda tomou conta de sua TV). De acordo com Shapiro, um produtor famoso disse que, nesta profissão, o liberalismo é 100% dominante, e que qualquer um que negue isso está ironizando ou não está dizendo a verdade. Quando perguntado se ter um ponto de vista político diferente poderia atrapalhar a carreira de uma pessoa na indústria cinematográfica, ele logo respondeu: “Sem dúvida.”

Um produtor famoso admitiu abertamente que Hollywood tem patrocinado visões políticas liberais nos seus filmes e programas de TV. “Agora, existe apenas uma perspectiva. E ela é muito progressista.” [23] O produtor de uma série de televisão sobre investigação criminal admitiu que, intencionalmente, ela mostra mais brancos do que negros como criminosos porque ele não “queria contribuir para estereótipos negativos”. [24]

Shapiro argumenta que o nepotismo em Hollywood é mais ideológico do que familiar: amigos contratam amigos com as mesmas visões ideológicas. A franqueza com que o pessoal de Hollywood admite a sua discriminação contra os conservadores é chocante. Aqueles que falam sobre tolerância e diversidade não têm tolerância quando se trata de respeitar a diversidade ideológica. [25]

4. A tomada da mídia pelo liberalismo e progressismo

Walter Williams, o fundador da educação em jornalismo e criador da primeira escola de jornalismo do mundo, na Universidade do Missouri, estabeleceu o Journalist’s Creed (Credo do Jornalista) em 1914. Williams definiu o jornalismo como uma profissão independente que respeita a Deus e honra a humanidade. Os jornalistas devem ficar impassíveis diante do orgulho de uma opinião ou à ganância do poder. Devem estar sempre atentos aos detalhes, ter autocontrole, paciência, ser destemidos, bem como sempre respeitar os seus leitores. [26] No entanto, após a década de 1960, o progressismo passou a prevalecer. A promoção de ideias substituiu a objetividade. O liberalismo e o progressismo substituíram a imparcialidade.

Em “The Media Elite”, (A elite da mídia), Samuel Robert Lichter afirmou que os repórteres tendem a incluir suas opiniões e seu conhecimento em matérias sobre questões controversas. A maioria das pessoas da redação tem posições liberais, e com isso, as matérias passaram a ter um tom favorável à política liberal. [27]

Na sua pesquisa sobre a evolução em 200 anos do jornalismo americano, Jim A. Kuypers concluiu que a grande mídia de hoje é liberal e progressista, tanto na sua estrutura quanto nas suas reportagens. Ele citou um editor liberal de um importante jornal dizendo: “Com muita frequência, expressamos abertamente o nosso liberalismo, e não toleramos outros estilos de vida e pontos de vista. Não hesitamos em dizer que, se você quer trabalhar aqui, você deve ser igual a nós, e deve ser liberal e progressista.” [28]

Em outro estudo, Kuypers constatou que a grande mídia tem uma forte inclinação para o liberalismo nas reportagens sobre questões como raça, reforma de benefícios, proteção ambiental, controle de armas e coisas do tipo. [29]

A mídia esquerdista estabeleceu o seu domínio na ecologia da política americana, proliferando a sua agenda ideológica na cobertura das notícias. Em uma matéria de opinião publicada no Wall Street Journal em 2001, o ex-repórter da CBS Bernard Goldberg escreveu: “Os principais âncoras de notícias são tão tendenciosos que já nem sabem mais o que é viés liberal.” [30]

A maioria das pessoas nas sociedades ocidentes tem poucas dúvidas sobre a veracidade das notícias criadas e divulgadas pela grande mídia. Muitos tomam por certo que as reportagens são redigidas de forma objetiva e abrangente, e que as informações se baseiam em análises sérias, feitas por especialistas no assunto com base em fontes confiáveis. A mídia esquerdista vale-se da confiança dos seus consumidores para lhes inculcar a sua visão ideológica de mundo.

Ainda que exista uma epidemia de notícias falsas hoje em dia, isso é um fenômeno bastante incomum. As sociedades livres do Ocidente têm tradicionalmente enfatizado a necessidade de assegurar que os meios de comunicação sejam confiáveis, objetivos e justos. Por isso, a mídia esquerdista não tem por hábito espalhar notícias falsas para enganar o público. Seus métodos são mais sutis e sofisticados, como é mostrado abaixo.

Cobertura Seletiva. Todos os dias, dezenas de milhares de eventos noticiáveis ocorrem em todo o mundo. Porém, com sua liberdade de escolher o que noticiar, a mídia determina quase que inteiramente quais eventos devem merecer atenção do público ou desaparecer discretamente sem ter atenção do público. A mídia determina quase que completamente o que deve ser notícia.

A mídia contemporânea possui grande poder. Devido à considerável influência da esquerda em muitas organizações e pessoas da mídia, muitas ideias progressistas, como a chamada justiça social, a igualdade e o feminismo, tornaram-se dominantes, enquanto os crimes do comunismo foram atenuados ou encobertos. O ex-presidente da Câmara dos Representantes, Newt Gingrich, disse certa vez: “A esquerda acadêmica, sua mídia e seus acólitos de Hollywood se recusam a expor a história horripilante de intermináveis desumanidades praticadas pelo marxismo.” [31]

O encobrimento seletivo pode ser de três tipos. Primeiro: são selecionados e apresentados apenas ou principalmente os eventos que fazem os leitores aceitarem a posição ideológica da esquerda. Segundo: em vez de noticiar de forma abrangente o contexto do evento, eles noticiam apenas os aspectos que apoiam o ponto de vista esquerdista. E, por fim, a mídia tende a dar mais voz àqueles que se inclinam para a esquerda, ou cujas declarações estão de acordo com posições esquerdistas, deixando de lado outros indivíduos e organizações.

Em “A Measure of Media Bias” (Uma medida do viés da mídia), Tim Groseclose escreveu: “Para cada pecado apresentado, … acreditamos que existem centenas, talvez milhares, de pecados omitidos; casos em que um jornalista escolhe fatos ou histórias em que apenas um lado da política é mostrado.” [32]

Direcionamento do interesse. Na década de 1960, pesquisadores da mídia surgiram com a influente teoria de que a função da mídia é determinar quais tópicos são adequados para o debate. Bernard Cohen expressou isso muito bem: A imprensa, “na maioria das vezes, não terá êxito em direcionar os pensamentos das pessoas sobre os assuntos, mas sempre terá êxito em direcionar os leitores sobre que assuntos eles devem pensar.” [33] Isso significa que a imprensa pode determinar a importância dos eventos pelo número de reportagens e a cobertura que um evento recebe, enquanto problemas de igual ou maior importância podem ser abordados de forma mais resumida ou simplesmente ignorados.

A questão dos direitos dos transexuais, embora diga respeito apenas a uma parcela muito pequena da população, tornou-se um ponto crucial, e é um exemplo de como a mídia teve êxito em estabelecer uma agenda. Além disso, o fato de o aquecimento global ter assumido grande importância no discurso público é o resultado de uma conspiração de longo prazo entre a mídia e outras forças políticas.

Enquadramento de notícias (framing). Há muitos temas que são grandes demais para serem ignorados. A mídia usa o método de enquadramento para definir a narrativa. O movimento de liberação sexual e a política de bem-estar social dos anos 60 causaram a desintegração da família, agravaram a pobreza e aumentaram a criminalidade. Entretanto, os esquerdistas usam a mídia e Hollywood para retratar mães solteiras fortes e independentes para, desse modo, ocultar as verdadeiras questões sociais por trás deste fenômeno. Alguns criticam a “supremacia branca” e atribuem a precária situação econômica e social das minorias à discriminação decorrente do sistema. A primazia dessas narrativas deve-se, em grande parte, ao conluio entre a mídia e determinadas forças políticas.

O método de enquadramento pode ser observado principalmente no fenômeno de histórias que precedem os fatos. Na reportagem objetiva, o escritor resume os fatos convertendo-os em uma história. Porém, os repórteres e editores têm agora opiniões preconceituosas sobre certos assuntos e, ao fazerem a reportagem, moldam os fatos por meio de uma história que valida os seus preconceitos.

Usando o politicamente correto para impor a autocensura. O politicamente correto permeia a mídia. Esteja isso expresso nos manuais/guias de estilo ou implicitamente, muitos veículos de comunicação possuem normas sobre o politicamente correto, que afetam o que pode ou não ser noticiado e como pode ser noticiado. Por causa da legislação sobre “crimes de ódio” em alguns países europeus, muitos meios de comunicação locais não ousam denunciar crimes cometidos por imigrantes, mesmo que esses crimes tenham se tornado um grave problema social e estejam ameaçando a sua segurança interna. Empresas de comunicação dos Estados Unidos também se autocensuram quando se trata de denunciar crimes, muitas vezes omitindo o status de imigração dos criminosos.

Rotulando fontes conservadoras para neutralizar sua influência. Para dar a impressão de que suas reportagens são imparciais, a mídia liberal não tem escolha senão informar as opiniões de conservadores ou think tanks conservadores. Mas a mídia geralmente usa rótulos, como “conservador”, “de direita” ou “direita religiosa”, ao citar essas fontes, insinuando assim, de modo sutil, que essas opiniões são preconceituosas ou não confiáveis pelo simples fato de serem conservadoras. Ao citar os liberais ou os think tanks liberais, a mídia geralmente usa títulos neutros como “acadêmico” ou “especialista”, sugerindo assim que são opiniões objetivas, imparciais, racionais e confiáveis.

Criando uma linguagem politicamente correta. A mídia ocidental, juntamente com grupos políticos e acadêmicos de esquerda, criou uma vasta linguagem do politicamente correto. Ela tem sido empregada tão frequentemente pela mídia que se tornou profundamente enraizada no inconsciente coletivo, influenciando o público em um nível subliminar.

Assim que a mídia valida uma opinião de esquerda, essa opinião se manifesta em todos os aspectos da sociedade. Uma reportagem de outubro de 2008 no New York Times, intitulada “Liberal Views Dominate Footlights” (Visões liberais dominam a programação teatral), começa com a seguinte sentença: “Durante esta temporada de eleições, os espectadores de Nova York podem assistir a uma dúzia de peças teatrais políticas sobre o Iraque, a corrupção em Washington, o feminismo ou a imigração; o que eles não verão é alguma com uma perspectiva conservadora.” [34]

As cores políticas da mídia também se refletem na sua cobertura do processo democrático. Candidatos liberais são retratados de modo positivo, ao passo que os candidatos que adotam posições tradicionais recebem mais críticas. Coberturas jornalísticas e análises “especializadas” desse tipo têm forte influência sobre o eleitorado. Groseclose constatou que 93% dos repórteres de Washington, D.C., votaram nos democratas, e apenas 7% votaram nos republicanos. De acordo com o cálculo de Groseclose, o viés da mídia ajuda os candidatos democratas em cerca de 8 a 10 pontos percentuais em uma eleição típica. Por exemplo, se esse viés na mídia não existisse, John McCain teria derrotado Barack Obama por 56% a 42%, em vez de perder de 53% a 46%. [35]

5. A indústria cinematográfica: vanguarda contra a tradição

Hollywood tem uma enorme influência no mundo inteiro. Embora os filmes americanos representem menos de 10% de todos os filmes produzidos no mundo, eles representam 70% de todos filmes exibidos no mundo. Não há como negar que os filmes de Hollywood dominam a indústria cinematográfica internacional. [36] Como símbolo internacional da cultura americana, Hollywood serviu para transmitir e espalhar os valores americanos pelo mundo, contudo, acabou se tornando um instrumento para levar a toda a humanidade valores que são distorcidos e antitradicionais.

Hoje em dia, é difícil para a maioria dos americanos imaginar que, nas décadas de 1930 e 1940, as famílias não precisassem se preocupar com a influência negativa do cinema sobre as crianças. É que a indústria cinematográfica da época observava normas morais rígidas.

Em 1934, com forte apoio das igrejas, a indústria cinematográfica introduziu o “Code to Govern the Making of Talking, Synchronized and Silent Motion Pictures” (Código para a regulamentação de filmes falados, sincronizados e mudos) também conhecido como Código Hays. Seu primeiro princípio era que nenhum filme poderia retratar padrões morais inferiores aos padrões dos espectadores. O público nunca deveria ser levada a simpatizar com a criminalidade, transgressões, o mal ou o pecado. O princípio do Código Hays a respeito do sexo era defender a santidade da família e do casamento: os filmes não devem inferir que formas degeneradas de relações sexuais são aceitáveis. O adultério, embora algumas vezes necessário na trama, não deve ser justificado, representado de forma atraente ou tratado de maneira explícita.

A partir da década de 1950, no entanto, a liberação sexual produziu um choque cultural e moral. A penetração da televisão no seio das famílias americanas passou a exercer uma enorme pressão no mercado e concorrência entre os produtores de filmes. Hollywood passou a ignorar cada vez mais o Código Hays e não conseguiu se conter ou autodisciplinar. Por exemplo, o filme “Lolita” (1962), adaptação do romance do mesmo título, descreve a relação adúltera entre um homem e sua enteada menor de idade.

“Lolita” ganhou um Oscar e um Globo de Ouro, e embora o filme tenha recebido críticas positivas e negativas na época, hoje “Lolita” detém 93% de aprovação de suas 41 avaliações segundo o Rotten Tomatoes, um site agregador de críticas sobre televisão e cinema dos Estados Unidos. Isso reflete a mudança radical na moralidade social ocorrida nos últimos tempos.

Os movimentos de contracultura do final da década de 1960 marcaram o colapso da moralidade e da ordem tradicionais nas produções de Hollywood. Vários filmes icônicos que retratam temas sobre rebeliões refletem o crescente aumento da influência dos valores negativos sobre a indústria cinematográfica americana.

Como foi destacado várias vezes ao longo deste livro, uma estratégia fundamental do comunismo é retratar um comportamento criminoso sob uma luz nobre ou justa. “Bonnie and Clyde”, um filme de 1967 sobre criminosos, é baseado na história real de dois assaltantes epônimos da Grande Depressão. Durante esse período, muitas famílias ficaram desabrigadas depois que suas casas foram tomadas pelos bancos porque não puderam pagar as hipotecas. Os protagonistas do filme expressam uma raiva justa diante disso e são retratados como pessoas que combatem a injustiça social ao cometerem crimes como assaltos a banco e assassinato.

O filme, que exibe algumas das primeiras cenas de violência explicita de Hollywood, sugere uma narrativa subjacente de uma justiça à moda de Robin Hood para esses crimes. O casal de criminosos foi representado por um belo homem e uma bela mulher, os quais foram retratados como possuidores de um senso inerente de justiça. A polícia, por outro lado, foi retratada como um bando de incompetentes, e não de agentes protetores da lei e da ordem. No final, as mortes de Bonnie e Clyde, vítimas de uma emboscada policial, tiveram um impacto profundo no público adolescente. Os dois foram beatificados como mártires, como se tivessem se sacrificado por alguma causa nobre.

O tema de crime e violência como retratado no filme comoveu a sociedade americana como um todo e teve grande ressonância entre os estudantes rebeldes. O ator e atriz que representaram os papéis de Bonnie e Clyde apareceram na capa da revista Time. Os jovens começaram a copiar seu estilo de vestir, falar e o desprezo pela tradição e pelos costumes. Eles até tentaram imitar o modo de morte do casal. [37] Um líder radical de uma organização estudantil escreveu um artigo comparando Bonnie e Clyde a supostos heróis como o líder guerrilheiro cubano Che Guevara e o terrorista vietcongue Nguyễn Văn Trỗi. [38] Uma organização estudantil radical afirmou: “Não somos potenciais Bonnies e Clydes, nós somos Bonnies e Clydes.” [39]

Além de “embelezar” o crime, “Bonnie and Clyde” continha um nível sem precedentes de violência e sexualidade. No entanto, o filme recebeu aclamação da crítica; obteve dez indicações ao Oscar e venceu em duas delas. Hollywood se desviara dos seus princípios tradicionais.

O filme “The Graduate” (A primeira noite de um homem), lançado no final de 1967, refletia a ansiedade interior e os conflitos dos estudantes universitários nessa época. O filme retrata um formando solitário na encruzilhada da vida. Os valores tradicionais da geração do seu pai são retratados como monótonos e hipócritas. Em vez de buscar o seu espaço na sociedade americana, ele aceita os avanços de uma mulher mais velha casada e também se apaixona pela filha dela, que descobre o caso. Durante a cerimônia de casamento da filha com outro jovem, o protagonista vai à igreja, e ele e a jovem noiva fogem juntos. “The Graduate” continha uma mistura de rebelião adolescente, libido descontrolada, incesto e outros temas que refletiam o ambiente confuso e antitradicional da juventude rebelde. O filme teve sucesso estrondoso, com enormes arrecadações de bilheteria no ano do seu lançamento e anos subsequentes. Com sete indicações ao Oscar e uma vitória, “The Graduate” obteve pleno reconhecimento de Hollywood.

Filmes como “Bonnie and Clyde” e “The Graduate” deram início a uma nova era em Hollywood. No final de 1968, o Código Hays foi substituído pelo moderno sistema de classificação de filmes. Ou seja, filmes com todos os tipos de conteúdo poderiam ser exibidos, desde que devidamente classificados. Isso afrouxou consideravelmente a autodisciplina moral da indústria do entretenimento e confundiu os padrões de certo e errado. Desta forma, os artistas e a equipe de mídia deixaram a se preocupar com a moralidade das suas criações, dando livre curso ao conteúdo maligno.

O entretenimento degenerado atraiu o público com um estímulo barato, excitante e acessível a todos. Enquanto isso, os produtores cederam à ganância, passando a ter lucros comerciais prodigiosos.

Os filmes têm o poder de criar atmosferas atraentes e personalidades realistas, fazendo com que o público se identifique com o ponto de vista do diretor. Filmes bem-sucedidos podem atrair as plateias ao mundo do cinema de tal modo que elas dificilmente querem voltar à realidade. Assim, eles desempenham um papel crucial, pois moldam os sentimentos e a visão de mundo do público, embora nas mãos de pessoas erradas possam afastar muitas pessoas dos valores tradicionais.

Um conhecido produtor cinematográfico disse certa vez: “Os documentários convertem os já convertidos. Os filmes de ficção convertem os não convertidos.” [40] Em outras palavras, os documentários fortalecem os valores que os telespectadores já possuem, enquanto os filmes de ficção valem-se de histórias fascinantes para moldar os espectadores desavisados com um novo conjunto de valores. O produtor e protagonista masculino de Bonnie and Clyde é um apoiador do socialismo. Seu drama histórico de 1981, “Reds”, rendeu-lhe o Oscar e o Globo de Ouro. No auge da Guerra Fria, “Reds” transformou o estereótipo de um comunista radical no de uma pessoa amistosa e descontraída. [41]

Em outro de seus filmes indicados ao Oscar, “Bulworth” (Politicamente incorreto), o referido produtor retrata um candidato socialista à presidência da República. Por meio desse personagem, é sugerido ao público que a classe, e não a raça, é a questão central da política americana. [42] O sucesso do filme foi tão grande que muitos incentivaram o produtor a concorrer à presidência dos Estados Unidos.

Muitos filmes produziram impacto imediato. No final da exibição de “Bonnie and Clyde”, na sua estreia, espectadores sentados nas fileiras de trás bradaram insultos contra a polícia. [43] Após a introdução do sistema de classificação, o primeiro filme R-rated (de classificação restrita), “Easy Rider”, tornou-se um sucesso instantâneo e contribuiu para popularizar o consumo de drogas. O filme narra as aventuras de dois motociclistas hippies de cabelos compridos que usam cocaína e se envolvem em música rock, drogas alucinógenas, comunas hippies e bordéis. Drogas reais foram usadas na produção do filme. Seu estilo de vida antissocial, isento de valores convencionais, tornou-se o sonho de muitos jovens e transformou as drogas em um símbolo da contracultura. O diretor admitiu a influência maléfica exercida por seu filme, ao dizer: “O problema da cocaína nos Estados Unidos foi realmente causado por mim. Não havia cocaína nas ruas antes de ‘Easy Rider’. Depois de ‘Easy Rider’, ela estava em toda parte.” [44]

Desde a introdução do sistema de classificação de filmes, Hollywood começou a produzir em massa filmes que promovem um olhar positivo sobre comportamentos degenerados como a promiscuidade sexual, a violência, as drogas ilícitas e o crime organizado. Um estudo mostrou que 58% dos filmes de Hollywood produzidos entre 1968 e 2005 foram classificados como restritos. [45]

O intelectual americano Victor B. Cline fez uma análise de 37 filmes que foram exibidos em Salt Lake City na década de 1970. Ele apurou que 58% dos filmes retratavam a desonestidade de forma heroica ou justificada pelo herói por causa das circunstâncias, e que 38% dos filmes expunham a atividade criminosa como algo que compensa ou como um passatempo exitoso e emocionante, sem consequências negativas. Em 59% dos filmes, os heróis matavam uma ou mais pessoas. 72% das heroínas foram apresentadas como pessoas que possuem algum grau de promiscuidade sexual. Na verdade, apenas um filme sugeriu relações sexuais normais entre um homem e uma mulher legalmente casados entre si. Apenas 22% dos filmes mostraram os protagonistas num casamento que podia ser considerado saudável e razoavelmente satisfatório. [46]

Um argumento comum contra a censura da violência e do sexo nos filmes é que isso existe na vida real e que os filmes não possuem impacto negativo, pois apenas refletem a natureza da realidade. Porém, com base nos dados mostrados acima, isso é comprovadamente falso. Além disso, inúmeros filmes produzidos por esquerdistas de Hollywood refletem naturalmente os seus valores e acabaram mudando os valores da sociedade. De acordo com Michael Medved, um crítico de cinema e ex-roteirista de Hollywood, os revolucionários sociais de mentalidade liberal em Hollywood estão moldando os valores da sociedade, atacando a legitimidade da família, promovendo a perversão sexual e glorificando a fealdade. [47]

Outros argumentam que a quantidade de conteúdo moralmente degenerado na indústria cinematográfica decorre das forças do mercado. Porém, sejam quais forem os meios, os objetivos diabólicos estão sendo alcançados de modo assustador. A velocidade e o poder com que a indústria cinematográfica foi usada para destruir a moralidade pública é impressionante. Alguns filmes idolatram animais ou monstros; os que retratam seres humanos transformando-se em feras ou até mesmo a zoofilia são aprovados e elogiados pelo pessoal da indústria cinematográfica de Hollywood. Esse é um reflexo real que mostra o quanto o diabo colocou o mundo sob o seu domínio – a humanidade está adorando monstros.

Esses filmes contrários à tradição indagam e refletem sobre questões sociais complexas com superficialidade, mas na verdade são desculpas para criar um cenário complexo e atraente para o público. Uma atmosfera cuidadosamente preparada permite ao público encarar os padrões morais como sendo circunstanciais. Ações reprováveis para a sociedade sempre podem, de alguma forma, ser racionalizadas, receber tratamento simpático ou até parecer positivas. A mensagem final, retida nos cérebros dos espectadores, é que não há uma divisão clara entre o certo e o errado ou entre o bem e o mal, que as tradições são entediantes e inibidoras, e que a moralidade é relativa.

6. A televisão: corrupção em todos os lares

A televisão tornou-se onipresente na vida cotidiana. Assistir televisão frequentemente muda a visão de mundo das pessoas sem que elas percebam. Pesquisas realizadas pelo Centro de Pesquisas de Mídia demonstraram isso. Por exemplo, quanto mais as pessoas assistem à televisão, menos comprometidas elas ficam com as virtudes tradicionais, como honestidade, lealdade e justiça; e mais permissivas tendem a ser suas atitudes em relação a questões relacionadas à moralidade sexual, como sexo fora do casamento, aborto e homossexualidade. [48]

Embora os percentuais de pessoas que acreditam em Deus e assistem pouco ou muito televisão seja quase o mesmo, 85% e 88% repectivamente, quanto mais uma pessoa assiste televisão mais dificuldade ela tem em valorizar princípios religiosos. Por exemplo, em um questionário que pedia aos participantes para escolherem uma dentre as seguintes opções: “As pessoas devem viver sempre de acordo com os ensinamentos e princípios de Deus em todas as circunstâncias” ou “As pessoas devem combinar seus valores morais com os códigos morais de Deus”, aqueles que assistiam mais televisão tenderam a escolher a última opção.

Com base nesses dados, pode-se concluir que a televisão predispõe as pessoas ao relativismo moral.

A televisão tem sido parte integrante da vida das pessoas desde os anos 50. As séries e os filmes de TV não apenas produzem um efeito semelhante ao moldar os valores das pessoas, como também os programas de entrevistas (talk shows), comédias de situação (sitcoms) e até mesmo os documentários também inculcam diariamente no seu público todo tipo de ideias distorcidas por meio da contínua repetição e exposição.

Tomemos como exemplo os talk shows. Os estúdios de televisão estão especialmente interessados em convidar pessoas cujas opiniões ou comportamentos contradizem os valores tradicionais ou cujas vidas são repletas de conflitos, ou em convidar “especialistas” para discutir questões polêmicas sobre moralidade. Os convidados são encorajados a revelar os problemas “profundos” ou “complexos” das suas vidas pessoais. O entrevistador, os especialistas ou o público no local oferecem diferentes “opções” de solução para os problemas. Para garantir a popularidade do programa, em geral, não é feito nenhum juízo moral. Dessa forma, muitos programas se tornam um ambiente propício para apresentar comportamentos inadequados e perspectivas distorcidas. As pessoas estão cada vez mais acreditando que os valores defendidos por elas não se aplicam em algumas circunstâncias especiais, o que de fato nega a existência de princípios universais.

Muitos programas de televisão exibidos no horário nobre possuem um conteúdo desprezível e desagradável, que é até difícil de assistir. Alguns apresentadores de programas, incluindo as mulheres, se orgulham em dizer palavrões. Um grande número de programas incute hábitos vulgares nos espectadores e lhes oferece conteúdos contrários à cultura e à tradição por meio do entretenimento, quando os espectadores estão relaxados. Com o passar do tempo, as pessoas não se sentem alarmadas e inclusive passam a gostar desses programas, o que leva à corrosão do pensamento moral.

Os sitcoms são usados para dar um aspecto de normalidade a valores degenerados e a comportamentos raros no dia a dia das pessoas, por meio da exibição repetida na televisão.

Ben Shapiro deu como exemplo uma cena do episódio chamado “The One With the Birth”, que apareceu na popular série americana de sitcomFriends”. A ex-esposa lésbica de Ross, Carol, está dando à luz o filho que teve com ele. Ross está compreensivelmente preocupado com o fato de que seu filho venha a crescer em uma família lésbica. Ao ver Ross perturbado, Phoebe diz a ele: “Como você sabe, quando eu era criança, meu pai foi embora e minha mãe morreu, e meu padrasto foi para a cadeia. Então, mesmo somando os três, não dá para dizer que eu tive um pai inteiro ou uma mãe inteira. E aqui está um bebezinho que tem três pais inteiros que se preocupam tanto com ele e que estão brigando para mostrar quem o ama mais. E ele nem nasceu ainda. Ele é o bebê mais sortudo do mundo.”

Ross imediatamente se sente aliviado e tranquilizado com esse relato. Como explica Shapiro, o episódio retrata “lésbicas grávidas e famílias de três pais não apenas como algo normal mas como algo admirável”. [49]

A medicina moderna identificou cinco tipos diferentes de ondas cerebrais nos cérebros humanos. Duas delas são ondas cerebrais encontradas no estado de vigília: ondas alfa (α) e ondas beta (β). Quando as pessoas estão exercendo atividades intensas, como, por exemplo, no ambiente de trabalho, há uma maior atividade das ondas beta. Elas permitem maior capacidade de concentração, capacidade analítica e de uso do raciocínio lógico. Durante um debate, as ondas mais ativas tendem a ser as ondas cerebrais beta. Em outras palavras, quando essas ondas estão mais ativas, as pessoas estão mais alertas e sagazes. No entanto, em momentos de relaxamento, há uma maior atividade das ondas alfa. Quando isso acontece, as emoções prevalecem e a capacidade analítica enfraquece. Por exemplo, quando as pessoas estão em casa vendo televisão, elas tendem a estar mais relaxadas e são mais impressionáveis. Sob essas circunstâncias, as pessoas são mais facilmente persuadidas subliminarmente a aceitarem temas e pontos de vista apresentados no programa de televisão.

De acordo com alguns estudos, quase dois terços dos programas de televisão, incluindo programas infantis, contêm cenas de violência. Conteúdo sexual ambíguo também é exibido em programas de TV e filmes. Os jovens citaram a mídia como a segunda fonte mais importante de informações sobre sexo depois das aulas de educação sexual nas escolas.

Vários estudos têm mostrado que o conteúdo violento exibido nos meios de comunicação torna os jovens insensíveis à violência e aumenta as suas chances de virem mais tarde a cometer atos violentos. A mídia teve um impacto muito nocivo na juventude, aumentando a tendência à violência, estimulando a atividade sexual de menores e a gravidez na adolescência. As meninas que costumam assistir a programas que contêm representações de atividade sexual têm duas vezes mais chances de engravidar dentro de três anos, em comparação com meninas que raramente assistem a esses programas. Os programas da mídia também aumentam o risco de agressão sexual e a adoção de comportamentos perigosos. [50]

Uma enxurrada de conteúdo pornográfico e sexual ataca diretamente os valores sociais e a tradição. A esse respeito, um intelectual assim se expressou: “A mídia é tão atraente e repleta de conteúdo sexual que é difícil para qualquer criança, até mesmo para um crítico, resistir. … Eu penso na mídia como nossos verdadeiros educadores sexuais.” [51] Devido à influência da mídia, o sexo fora do casamento, o adultério e outros comportamentos passaram a ser considerados como parte de um estilo de vida normal; a ideia é que, contanto que todos os envolvidos estejam de acordo, não há nada de reprovável nesses comportamentos.

No livro “Primetime Propaganda”, Shapiro fez uma breve análise de quase uma centena de influentes séries de TV americanas. Ele constatou que, com o passar do tempo, esses programas passaram a aceitar o liberalismo, a promover o ateísmo e a menosprezar a fé, a promover o sexo e a violência, a promover o feminismo, a aceitar a homossexualidade e a transexualidade, a rejeitar a moralidade, a rejeitar as relações tradicionais entre marido e mulher ou entre pais e filhos, promovendo fortemente pontos de vista esquerdistas e tendo como protagonistas anti-heróis cruéis, desprovidos de compaixão. Essa evolução é um processo contínuo de decadência dos valores morais. Esse estilo de vida antitradicional teve uma grande influência sobre a mentalidade do público em geral, em particular os jovens. [52]

Muitos dos programas musicais de televisão exibem abertamente pornografia softcore e até comportamentos sexuais pervertidos para o público jovem. [53] Desde que o sistema de classificação de filmes foi implementado, muitos filmes pornográficos podem ser vendidos desde que sejam classificados como um “X”. À medida que a tecnologia se desenvolvia, esses programas indecentes passaram a ser consumidos por uma gama muito maior de pessoas, e eram facilmente acessíveis em locadoras de filmes, por meio de canais de TV pagos e em hotéis.

Os programas de televisão poluem as mentes das pessoas desde a mais tenra idade. Desenhos animados apresentam personagens grotescos ou grandes quantidades de violência. Outros programas infantis estão impregnados de temas progressistas e liberais camuflados, como ensinar a homossexualidade sob o nome de “diversidade cultural”. Eles usam frases como “Há apenas uma pessoa como você no mundo inteiro”, com o objetivo de promover uma autoestima imerecida e o conceito de aceitação de todas as pessoas independentemente dos seus comportamentos imorais. [54]

Certamente, poucos produtores de Hollywood desejavam conscientemente incutir ideologias corruptas no seu público. Porém, quando os produtores de programas concordam com os conceitos do progressismo e liberalismo, essas ideologias corruptas acabam fazendo parte desses programas. O plano real é diabólico, e os trabalhadores da mídia que se afastaram demais do Divino tornam-se agentes do mal.

7. A mídia: um campo de batalha estratégico em guerra total

A filosofia comunista da luta não poupa recursos e não respeita os valores morais, a fim de alcançar seus objetivos políticos. Na campanha presidencial dos EUA em 2016, o candidato Donald Trump se opôs ao “politicamente correto” e afirmou o seu compromisso com medidas destinadas a levar o país da extrema esquerda para a direita: um retorno aos valores tradicionais, estado de direito, cortes de impostos para revitalizar a economia, uma renovação da reverência e da humildade das pessoas diante de Deus, e assim por diante. Sua franqueza deixou os liberais em pânico. Apoiados pela grande mídia, eles promoveram um ataque maciço contra Trump.

Durante a campanha presidencial, a mídia esquerdista usou vários métodos para demonizar e denegrir Trump, enquanto isolava os seus apoiadores, que eram descritos como racistas, sexistas, xenófobos anti-imigrantes e brancos sem educação. Ou seja, a mídia tentou influenciar os resultados da eleição manipulando a opinião pública. Com a exceção de um pequeno número de estabelecimentos de comunicação, quase 95% da mídia fez previsões reiteradas de que Trump perderia as eleições. Contra todas as expectativas, Trump derrotou o seu rival e foi eleito o 45º presidente dos Estados Unidos.

Em circunstâncias normais, independentemente do grau de acirramento da campanha política, os diferentes partidos e grupos devem retomar as suas atividades rotineiras após o término das eleições. E, acima de tudo, a mídia deve defender o princípio da justiça, colocar os interesses nacionais em primeiro lugar e manter sua neutralidade. No entanto, após a eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos, a mídia continuou tomada pelo frenesi da campanha, sem se preocupar com os danos para a sua imagem pública.

A maioria dos meios de comunicação ignorou deliberadamente as realizações do governo Trump, como o grande desempenho do mercado de ações, que atingiu níveis recordes, como as realizações diplomáticas americanas e a erradicação quase total do Estado Islâmico (ISIS). Com a taxa de desemprego atingindo o seu ponto mais baixo nos últimos 18 anos, a economia americana está desfrutando de um renascimento. A mídia também está fazendo o possível para prejudicar a administração Trump, por meio de acusações infundadas. Ela tem, por exemplo, fomentado constantemente uma teoria conspiratória de conluio entre Trump e a Rússia, mas uma investigação especial não encontrou nenhuma evidência para apoiar isso. Um relatório do Congresso declarou, de modo inequívoco, que não havia conluio entre Trump e a Rússia. [55]

Para atacar Trump, a mídia também produziu muitas notícias falsas. Em dezembro de 2017, uma gigante de notícias de TV teve que suspender dois importantes jornalistas por quatro semanas, sem remuneração, e revisar seus trabalhos porque eles haviam fabricado relatos falsos de que Trump havia ordenado a Michael Flynn que fizesse contato com a Rússia. [56] Finalmente, os dois repórteres foram forçados a deixar a estação de TV. A mencionada empresa de mídia já havia se destacado consideravelmente, ganhando quatro prêmios Peabody e 17 Emmy Awards, mas notícias falsas lhe impuseram vergonha e desonra.

Quando o presidente Trump condenou a infame gangue MS-13, especialmente os membros que haviam entrado nos Estados Unidos como imigrantes ilegais, ele disse: “Eles não são pessoas. São animais, e nós temos que ser muito, muito duros.” No entanto, os principais meios de comunicação na América imediatamente descontextualizaram a declaração, alegando que Trump teria dito que imigrantes ilegais são animais.

Em junho de 2018, uma foto de uma menina hondurenha chorosa foi amplamente divulgada na mídia e na internet. Essa garotinha e sua mãe foram detidas por uma patrulha de fronteira quando tentavam se infiltrar nos Estados Unidos. A mídia alegou que a menina foi separada à força da sua mãe e usou essa oportunidade para criticar as políticas de fronteira de Trump e sua postura de tolerância zero em relação à imigração ilegal. Mais tarde, a revista Time colocou a foto da menina ao lado de uma foto de Trump na capa da revista, acrescentando a legenda “Welcome to America” (Bem-vindo à América) para ridicularizar o presidente. No entanto, o pai da garota disse mais tarde à imprensa que os funcionários da fronteira não a separaram da mãe. [57]

De acordo com estudos realizados pelo Centro de Pesquisas de Mídia, Trump foi o foco principal dos noticiários noturnos nas três principais redes de televisão dos EUA nos últimos dois anos, ocupando um terço do tempo total usado pelos noticiários da noite. Em 2017, 90% da cobertura dada a Trump foi negativa, enquanto a cobertura positiva foi de apenas 10%. Em 2018, a cobertura negativa atingiu 91%. O relatório concluiu: “Sem dúvida, nenhum presidente jamais recebeu essa cobertura hostil e por um período tão prolongado de tempo, como Trump tem recebido.” [58]

No entanto, o público americano está se tornando mais consciente da existência de notícias falsas. De acordo com um estudo realizado pela Monmouth University em abril de 2018, o percentual de americanos que achava que “os principais meios de comunicação veiculavam notícias falsas” aumentou de 63%, no ano passado, para 77%. [59] Em 2016, uma pesquisa do instituto Gallup constatou que o grau de confiança dos americanos na mídia caiu novamente, com apenas 32% das pessoas tendo muita ou alguma confiança na mídia, uma queda de 8 pontos percentuais em relação ao ano anterior. [60] De modo não surpreendente, o dono de uma grande empresa de comunicação lamentou que “notícias falsas são o câncer do nosso tempo”. [61]

A julgar pelos resultados da eleição nos EUA, metade dos americanos apoia Trump, mas a atitude assumida pela mídia é literalmente unilateral. Sob essas circunstâncias anormais, Trump é atacado e demonizado porque ele defende fortemente a restauração da tradição, e seus ideais não podem coexistir com a ideologia antitradicional da esquerda. Se os ataques da mídia a Trump conseguirem fazer com que o público perca a confiança nele, isso alcançaria o objetivo básico dessa ofensiva, ou seja, impedir que a sociedade retorne à tradição.

Mais preocupante, no entanto, é que muitos meios de comunicação se tornaram catalisadores da ampliação da retórica radical, provocando animosidade e ódio, polarizando a população, e aumentando ainda mais as profundas divisões na sociedade. A ética básica foi descartada, e a despreocupação com as consequências chegou a tal ponto que é aceitável provocar a morte de um oponente. O país foi empurrado para um estado de caos e perigo extremos.

Conclusão: restaurando a responsabilidade da mídia

Se considerarmos que o espectro do comunismo se infiltrou e controlou apenas parcialmente vários locais do mundo ao longo do século passado, hoje em dia, ele governa o nosso mundo; todos os aspectos do mundo humano já foram corrompidos. A imensa influência da mídia sobre a humanidade tem sido usada para promover lavagem cerebral, enganar e corromper a moral humana, fazendo com que as pessoas, sem perceberem, se afastem das suas tradições.

Nos países ocidentais, muitas empresas de comunicação se tornaram ferramentas para deturpar a verdade e enganar as pessoas. Muitas abandonaram a ética profissional básica e recorrem a todo tipo de ataques, abusos e difamações sem escrúpulo, independentemente do impacto que isso possa ter sobre sua reputação ou a sociedade.

O espectro foi bem-sucedido nisso porque explorou falhas humanas: a busca da fama e do lucro, a ignorância, a preguiça, o egoísmo, a compaixão mal aplicada, a competitividade e coisas do gênero. Alguns jornalistas se rebelam arrogantemente contra os valores tradicionais, afirmando conhecer a verdade. Alguns adotam padrões éticos corrompidos em prol de suas carreiras. Alguns fabricam notícias falsas por inveja e hostilidade. Alguns acreditam nas notícias falsas por ignorância e preguiça. Alguns exploram a bondade e a compaixão das pessoas que desejam a justiça social e, com isso, inclinam toda a sociedade para a esquerda, enquanto recorrem a táticas inescrupulosas para alcançar seus objetivos políticos e econômicos.

A missão da mídia é sublime. Ela deve ser o meio pelo qual as pessoas são informadas sobre eventos públicos e é também uma força importante para a manutenção do desenvolvimento saudável da sociedade. Objetividade e imparcialidade são os requisitos éticos básicos da mídia, os quais são essenciais para a confiança que as pessoas depositam nela. Porém, hoje em dia, o caos que reina na mídia acabou minando a confiança que as pessoas têm nela. Recuperar a missão da mídia e restabelecer a glória da profissão jornalística é a nobre responsabilidade dos profissionais desse setor.

Restaurar a missão da mídia significa que ela precisa ter como objetivo a busca da verdade. A cobertura da mídia deve ser abrangente e sincera. Ao relatar fenômenos sociais, muitos meios de comunicação retratam realidades parciais que muitas vezes são enganosas e podem causar mais danos do que mentiras descaradas.

Parte da missão da mídia é promover a compaixão. A compaixão da mídia não é nem agradar, lisonjear ou abusar da confiança, nem muito menos o politicamente correto. Seu objetivo deve ser o bem-estar da humanidade no longo prazo. A solução para a humanidade não é obter benefícios econômicos de curto prazo, para não cair em uma utopia comunista fabricada, mas seguir o caminho tradicional estabelecido pelo Divino, elevar os padrões morais e retornar ao seu lugar original, a verdadeira e maravilhosa origem da vida.

A mídia é boa se puder ajudar a sociedade a valorizar e defender a moralidade, pois o bem e o mal estão presentes na sociedade humana. É responsabilidade da mídia disseminar a verdade, exaltar a virtude e expor e reprimir o mal.

Ao retomar a sua missão, a mídia deve prestar mais atenção aos grandes eventos que afetam o futuro da humanidade. O último século foi testemunha de um grande confronto entre o mundo livre e o campo comunista. Embora parecesse ser um confronto ideológico, tratou-se, de fato, de uma luta de vida e morte entre a justiça e o mal, pois o comunismo está destruindo a moral que sustenta a humanidade. No entanto, após o colapso dos regimes comunistas na Europa Oriental, seu espectro perdura, invicto.

Na China, um país de cultura milenar, desde 1999, o Partido Comunista tem perseguido a prática espiritual do Falun Gong, que defende os princípios universais de verdade, compaixão e tolerância. Essa perseguição afetou milhões de pessoas em todo o território do país mais populoso do mundo; já dura quase duas décadas e está sendo perpetrada com um grau de brutalidade sem precedentes. É a maior perseguição a uma fé na história contemporânea.

A perseguição ao Falun Gong é uma perseguição contra os valores centrais da civilização humana e um ataque monstruoso à liberdade de crença. No entanto, sua cobertura pela mídia ocidental tem sido desproporcionalmente insignificante, dada a dimensão e gravidade dos eventos que estão ocorrendo. A maioria dos principais órgãos de comunicação foi influenciada pelo Partido Comunista Chinês, e exerceu autocensura ou permaneceu em silêncio sobre esse assunto tão sério. Alguns até foram cúmplices, ajudando o PCC a espalhar suas mentiras.

Nessa época também surgiu uma tendência de oposição ao comunismo e retorno à tradição. Na China, mais de 325 milhões de pessoas já renunciaram ao Partido Comunista Chinês e a suas organizações afiliadas no movimento chamado “Tuidang” (Renúncia ao Partido). Mesmo assim, um fenômeno dessa importância e magnitude, que tem tremenda relevância para o futuro da China e do mundo, raramente é mencionado na mídia ocidental.

Devido às profundas mudanças enfrentadas pelo mundo, a verdade e os valores tradicionais são mais importantes do que nunca. O mundo precisa de uma mídia capaz de distinguir o certo do errado, realizar boas ações e manter a moralidade pública. É dever de todo profissional dos meios de comunicação transcender os interesses de indivíduos, empresas e partidos políticos e mostrar o mundo real para o povo.

Hoje, diante da decadência moral dos profissionais da mídia, é imperativo que os leitores e o público distingam entre o certo e o errado e analisem racionalmente as informações produzidas pelos meios de comunicação. As pessoas devem julgar os temas abordados de acordo com a tradição moral, observar os fenômenos sociais através das lentes dos valores universais e, ao fazê-lo, cobrar e pressionar a mídia para cumprir sua missão histórica. Essa é também a chave para a humanidade eliminar a influência do espectro comunista e encontrar o caminho para um futuro melhor.

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[10] Marco Carynnyk, “The New York Times and the Great Famine”, The Ukrainian Weekly, No. 37, Vol. LI, 11 de setembro de 1983 [acessado em 5 de outubro de 2018], http://www.ukrweekly.com/old/archive/1983/378320.shtml

[11] Robert Conquest, The Harvest of Sorrow: Soviet Collectivization and the Terror-Famine (Oxford: Oxford University Press, 1986), p. 319.

[12] Citado em Arnold Beichman, “Pulitzer-Winning Lies”, The Weekly Standard, 12 de junho de 2003, https://www.weeklystandard.com/arnold-beichman/pulitzer-winning-lies

[13] Ronald Radosh, Red Star over Hollywood: The Film Colony’s Long Romance with the Left (San Francisco: Encounter Books, 2005), p. 80.

[14] Ibid., 105.

[15] Edgar Snow, Random Notes on Red China, trans. Xi Boquan (Nanjing: Jiangsu People’s Publishing House, 1991), p. 1.

[16] Ruth Price, The Lives of Agnes Smedley (Oxford: Oxford University Press, 2004), pp. 5–9.

[17] Lymari Morales, “Majority in U.S. Continues to Distrust the Media, Perceive Bias”, Gallup, 22 de setembro de 2011, https://news.gallup.com/poll/149624/majority-continue-distrust-media-perceive-bias.aspx

[18] Tim Groseclose, Left Turn: How Liberal Media Bias Distorts the American Mind (New York: St. Martin’s Press, 2011).

[19] Ibid., “The Second-Order Problem of an Unbalanced Newsroom”, Capítulo 10.

[20] Lydia Saad, “U.S. Conservatives Outnumber Liberals by Narrowing Margin”, Gallup, 3 de janeiro de 2017, https://news.gallup.com/poll/201152/conservative-liberal-gap-continues-narrow-tuesday.aspx

[21] Chris Cillizza, “Just 7 Percent of Journalists Are Republicans. That’s Far Fewer than Even a Decade Ago”, The Washington Post, 6 de maio de 2014, https://www.washingtonpost.com/news/the-fix/wp/2014/05/06/just-7-percent-of-journalists-are-republicans-thats-far-less-than-even-a-decade-ago/

[22] “2016 General Election Editorial Endorsements by Major Newspapers”, The American Presidency Project, http://www.presidency.ucsb.edu/data/2016_newspaper_endorsements.php

[23] Ben Shapiro, “The Clique: How Television Stays Liberal”, in Primetime Propaganda: The True Hollywood Story of How the Left Took Over Your TV (New York: Broadside Books, 2012).

[24] Ibid., “Making the Right Cry: How Television Drama Glorifies Liberalism”.

[25] Ibid., “The Clique: How Television Stays Liberal”.

[26] Citado em Jim A. Kuypers, Partisan Journalism: A History of Media Bias in the United States (Lanham: Rowman & Littlefield, 2014), p. 8.

[27] S. Robert Lichter et al., The Media Elite: America’s New Powerbrokers (Castle Rock, Colo.: Adler Publishing Co., 1986).

[28] Kuypers, Partisan Journalism, p. 2.

[29] Jim A. Kuypers, Press Bias and Politics: How the Media Frame Controversial Issues (Santa Barbara, Calif.: Greenwood Publishing Group, 2002).

[30] Citado em Kuypers, Partisan Journalism, p. 4.

[31] Newt Gingrich, “China’s Embrace of Marxism Is Bad News for Its People”, Fox News, 2 de junho de 2018, http://www.foxnews.com/opinion/2018/06/02/newt-gingrich-chinas-embrace-marxism-is-bad-news-for-its-people.html

[32] Tim Groseclose & Jeff Milyo, “A Measure of Media Bias”, The Quarterly Journal of Economics, Vol. 120, No. 4, novembro de 2003, p. 1205, http://itre.cis.upenn.edu/~myl/GrosecloseMilyo.pdf

[33] Citado em Maxwell E. McCombs & Donald L. Shaw, “The Agenda-Setting Function of Mass Media”, The Public Opinion Quarterly, Vol. 36, No. 2, verão de 1972, p. 177, http://snschool.yolasite.com/resources/Agenda%20setting%20function-Sanjay.pdf

[34] Patricia Cohen, “Liberal Views Dominate Footlights”, The New York Times, 14 de outubro de 2008, https://www.nytimes.com/2008/10/15/theater/15thea.html

[35] Groseclose, “Preface”, in Left Turn.

[36] Jonathan Derek Silver, Hollywood’s Dominance of the Movie Industry: How Did It Arise and How Has It Been Maintained? [dissertação de doutorado] (Queensland University of Technology, 2007), Seção 1.4, https://eprints.qut.edu.au/16687/1/Jonathan_Derek_Silver_Thesis.pdf

[37] John Belton, American Cinema/American Culture, 2ª ed. (McGraw-Hill Publishing Company, 2005), Capítulo 14.

[38] Todd Gitlin, The Whole World Is Watching: Mass Media in the Making and Unmaking of the New Left (Berkeley: University of California Press, 2003), p. 199.

[39] Steven J. Ross, Hollywood Left and Right: How Movie Stars Shaped American Politics (Oxford University Press, 2011), p. 322.

[40] Ibid., p. 338.

[41] Ibid., pp. 338–339.

[42] Ibid., p. 352.

[43] Gitlin, The Whole World Is Watching, p. 199.

[44] Peter Biskind, Easy Riders, Raging Bulls: How the Sex-Drugs-and-Rock ‘N’ Roll Generation Saved Hollywood (New York: Simon and Schuster, 1999), p. 74.

[45] Ashley Haygood, The Climb of Controversial Film Content, tese de mestrado em Comunicação na Liberty University, maio de 2007 [acessado em 5 de outubro de 2018], https://digitalcommons.liberty.edu/cgi/viewcontent.cgi?&httpsredir=1&article=1007&context=masters&sei-re

[46] Victor B. Cline, “How the Mass Media Effects Our Values and Behavior”, Issues in Religion and Psychotherapy, Vol. 1, No. 1, 1º de outubro de 1975, https://scholarsarchive.byu.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1004&context=irp

[47] Michael Medved, Hollywood vs. America: The Explosive Bestseller that Shows How-and Why-the Entertainment Industry Has Broken Faith With Its Audience (New York: Harper Perennial, 1993), p. 3.

[48] “The Media Assault on American Values”, Media Research Center [acessado em 2 de outubro de 2018], https://www.mrc.org/special-reports/media-assault-american-values

[49] Shapiro, “Prologue: How Conservatives Lost the Television War”, in Primetime Propaganda.

[50] “The Impact of Media Use and Screen Time on Children, Adolescents, and Families”, American College of Pediatricians, novembro de 2016, https://www.acpeds.org/wordpress/wp-content/uploads/11.9.16-The-Impact-of-Media-Use-and-Screen-Time-on-Children-updated-with-ref-64.pdf

[51] Congressional Record, Vol. 141, No. 146, 19 de setembro de 1995, https://www.gpo.gov/fdsys/pkg/CREC-1995-09-19/html/CREC-1995-09-19-pt1-PgS13810.htm

[52] Shapiro, Primetime Propaganda.

[53] Libby Copeland, “MTV’s Provocative ‘Undressed’: Is It Rotten to the (Soft) Core?” Los Angeles Times, 12 de fevereiro de 2001, http://articles.latimes.com/2001/feb/12/entertainment/ca-24264

[54] Shapiro, “Robbing the Cradle: How Television Liberals Recruit Kids”, in Primetime Propaganda.

[55] Erin Kelly, “Speaker Paul Ryan: ‘No Evidence of Collusion’ between Trump Campaign and Russians”, USA Today, 7 de junho de 2018, https://www.usatoday.com/story/news/politics/2018/06/07/paul-ryan-no-evidence-collusion-between-trump-campaign-russians/681343002/

[56] Julia Manchester, “Trump: ABC Should Have Fired ‘Fraudster’ Brian Ross”, The Hill, 8 de dezembro de 2017, http://thehill.com/homenews/administration/364061-trump-abc-should-have-fired-fraudster-brian-ross

[57] Samantha Schmidt & Kristine Phillips, “The Crying Honduran Girl on the Cover of Time Was Not Separated from Her Mother”, The Washington Post, 22 de junho de 2018, https://www.washingtonpost.com/news/morning-mix/wp/2018/06/22/the-crying-honduran-girl-on-the-cover-of-time-was-not-separated-from-her-mother-father-says/

[58] Rich Noyes, “TV vs. Trump in 2018: Lots of Russia, and 91% Negative Coverage (Again!)”, NewsBusters, 6 de março de 2018, https://www.newsbusters.org/blogs/nb/rich-noyes/2018/03/06/tv-vs-trump-2018-lots-russia-and-91-negative-coverage

[59] “‘Fake News’ Threat to Media; Editorial Decisions, Outside Actors at Fault”, Monmouth University Polling Institute, 2 de abril de 2018, https://www.monmouth.edu/polling-institute/reports/monmouthpoll_us_040218/

[60] Art Swift, “Americans’ Trust in Mass Media Sinks to New Low, Politics”, Gallup, 14 de setembro de 2016, https://news.gallup.com/poll/195542/americans-trust-mass-media-sinks-new-low.aspx

[61] Polina Marinova, “New L.A. Times Owner Tells Readers: ‘Fake News Is the Cancer of Our Times’”, Fortune, 18 de junho de 2018, http://fortune/2018/06/18/los-angeles-times-owner/