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​A forma apropriada de lidar com o dinheiro (Parte 2)

20 de Julho de 2021 |   Por Ruzhi

(Minghui.org) (Continuação da Parte 1)

História 4 — Propriedade: Não ir atrás de ganhos ilícitos

Xie Ting'en, natural da cidade de Fuzhou na província de Jiangxi, foi um empresário na Dinastia Qing. Era venerado pela sua integridade e conhecido pelos habitantes locais como "Mestre Xi" (uma vez que era de Jiangxi).

Cresceu numa família pobre e começou a fazer negócios nas províncias de Sichuan, Fujian e Guangdong quando tinha 16 anos.

Quando estava a fazer negócios em Fujian, um comerciante comprou alguns tecidos de rami de Xie. Depois do cliente pagar a sua compra e partir, Xie descobriu que o comerciante havia pago a ele em excesso em 50 por cento. Aqueles que ouviram falar dele disseram-lhe para ficar com o dinheiro, mas Xie recusou-se a fazê-lo.

Soube que o cliente era o proprietário de uma loja de seda, por isso foi a todas as lojas de seda da cidade para o encontrar. Quando finalmente o fez, devolveu-lhe o pagamento extra. Apesar de ter ficado muito surpreendido, o cliente ficou sinceramente impressionado com a honestidade de Xie, e os dois tornaram-se bons amigos.

Essa história tornou-se amplamente conhecida em Fujian. O proprietário da loja de seda não só se tornou um dos clientes fiéis de Xie, como também encorajou outros homens de negócios da cidade a comprar a Xie. O negócio de Xie cresceu, e em menos de 20 anos, ele foi o empresário mais rico de Fuzhou.

Isso é semelhante a uma história sobre como um taxista, o filho de um praticante do Falun Dafa, foi abençoado como resultado da sua honestidade.

Um dia, encontrou uma mala que tinha sido deixada no seu táxi. Continha um rolo de 100.000 yuans em notas e alguns milhares de yuans em dinheiro. Tinha também o trabalho de casa de um aluno, que tinha o nome do aluno e o número da turma da escola. Com esta informação, contactou a escola e encontrou a pessoa que tinha perdido o dinheiro. Devolveu o dinheiro e recusou qualquer recompensa. Depois disso, o seu negócio de táxis ficou cada vez melhor, com os clientes a entrarem uns atrás dos outros. Todos os dias, ele ganhava uma boa soma.

As pessoas nos tempos antigos compreenderam que acumular virtude é melhor do que acumular riqueza. Acumular virtudes através de atos de bondade pode não só mudar o próprio destino para melhor, mas também trazer bênçãos aos filhos e netos.

História 5 — Benevolência: Seja gentil e ajude sempre os outros

Hu Xueyan foi um empresário na Dinastia Qing. Era conhecido não só pelo seu extraordinário sucesso, mas também pela sua ética.

Um dia, quando estava a discutir negócios com os chefes dos seus sub-ramos, um empresário de aparência preocupada entrou e pediu para falar com Hu sobre um assunto urgente. No final, o negócio do homem havia acabado de falhar e ele precisava de uma grande quantidade de dinheiro para resolver as coisas. Ele estava preparado para hipotecar todos os bens da sua família a Hu a um preço muito baixo.

Hu disse ao homem que voltasse no dia seguinte para a sua decisão. Depois de investigar, Hu descobriu que o que o homem havia dito a ele era verdade. Transferiu então grandes quantidades de dinheiro dos sub-ramos do seu negócio e insistiu em comprar os bens do empresário pelo seu valor de mercado. Hu também disse ao empresário que só guardaria esses bens para ele temporariamente e que ele poderia resgatá-los quando estivesse pronto, ao mesmo preço, mais uma pequena quantia de juros.

A extraordinária oferta de Hu apanhou o empresário de surpresa, tal como surpreendeu os assistentes de Hu.

Hu disse então às suas assistentes algo que ele próprio havia aprendido: "Quando eu era um jovem aprendiz numa loja, o meu chefe pedia-me frequentemente para andar por aí a cobrar dívidas. Um dia, enquanto eu estava na minha rota, começou a chover e vi um estranho por perto a ficar ensopado. Por acaso tinha um guarda-chuva comigo, por isso partilhei com o homem. Mais tarde, partilhei muitas vezes o meu guarda-chuva com qualquer pessoa apanhada pela chuva. Por vezes, conheci muitas pessoas que tomaram o mesmo caminho e nunca precisei me preocupar se me esquecia de trazer o meu guarda-chuva, porque muitos daqueles que eu havia ajudado no passado partilhavam o seu guarda-chuva comigo."

Ele disse aos seus assistentes: "Quando estiver preparado para partilhar o seu guarda-chuva com outros necessitados, eles estarão dispostos a partilhar o deles consigo também." O patrimônio familiar do empresário poderia ter levado gerações a construir, e eu estaria a aproveitar-me da situação atual se os comprasse ao preço que ele ofereceu. Mas se eu o fizesse, ele poderia não ser capaz de dar uma volta para melhor até o resto da sua vida. Isso não é apenas uma questão de fazer negócios, mas pode salvar uma família. Ao fazer o que fiz, não só fiz amizade com ele, como também tenho a consciência tranquila. Por vezes, todos nós podemos ser apanhados pela chuva, por isso devemos dar uma mãozinha quando pudermos."

A conduta ética de Hu tocou o coração dos camponeses locais e da aristocracia, o que só fez o seu negócio crescer ainda mais.

Mais tarde, o empresário, que havia vendido os seus bens a Hu, resgatou os seus bens e tornou-se um dos parceiros de negócios mais leais de Hu.

História 6 — Fidelidade: Nunca volte atrás na sua palavra

No livro Shiji (Registros do Grande Historiador), há uma seção sobre a vida de Ji Bu, um conhecido estrategista e alto funcionário di início da Dinastia Han. Ele era íntegro, sempre pronto a ajudar os outros e extremamente digno de confiança. Uma vez que fez uma promessa, manteve sempre a sua palavra, por mais difícil que fosse. Como resultado, gozava de uma reputação muito boa. Havia um ditado: "Uma promessa de Ji Bu vale mais de mil taels de ouro”.

Ji Bu foi contratado pela primeira vez como general por Xiang Yu, o Rei no final da Dinastia Qin. Após a derrota de Xiang Yu por Liu Bang, o fundador da Dinastia Han (206 a.C. - 8 d.C), Ji Bu fugiu para Puyang (em Henan) porque Liu Bang tinha posto a sua cabeça a prêmio. Muitas pessoas falaram por ele e, finalmente, Liu Bang perdoou-o. Mais tarde, Ji Bu serviu em várias posições de alto nível durante a Dinastia Han.

Aqui está outra história sobre Fan Li, que foi mencionado no História 1.

Uma vez deparou-se com dificuldades nos seus negócios, por isso pediu emprestadas 10.000 moedas a um homem abastado para o acompanhar. Um ano mais tarde, o homem rico foi liquidar as suas dívidas com Fan, mas o homem deixou cair acidentalmente a sua bolsa num rio e todo o seu dinheiro para a viagem, bem como os recibos dos seus empréstimos, foram com ele.

Em desespero, foi ver Fan Li, que imediatamente reembolsou a sua dívida mais os juros, mesmo que o homem não pudesse apresentar um recibo do empréstimo. O Fan Li também lhe ofereceu dinheiro para cobrir a sua viagem.

A benevolência e fiabilidade de Fan Li tornaram-se amplamente conhecidas e tal integridade, por sua vez, ajudou-o a ultrapassar dificuldades financeiras e garantiu o seu sucesso nos negócios.

As pessoas na antiguidade acreditavam que não se podia ganhar uma posição na sociedade sem credibilidade. É preciso ser honesto e digno de confiança, coerente com as suas palavras e atos e nunca se enganar a si próprio ou aos outros.

História 7 — Sabedoria: Não deixar o dinheiro comprometer a moralidade

Há uma história sobre esse tópico num livro antigo da Dinastia Han Ocidental, intitulado Huinanzi-Renjianxun.

O Duque Mu de Qin (659-621 a.C.) designou Meng Meng para liderar os seus soldados no lançamento de um ataque secreto contra o estado vassalo de Zheng. No seu caminho, Meng Meng deparou-se com Xian Gao, um homem de negócios de Zheng, que disse ao seu parceiro Jian, "Os soldados Qin marcharam milhares de quilômetros através dos territórios de vários estados vassalos. Devem estar aqui para atacar o estado de Zheng e estão confiantes de que Zheng não está preparado para o ataque. Se lhes dissermos que Zheng está bem preparado, eles não ousarão prosseguir."

Assim, Xian Gao e alguns outros fingiram ter recebido ordens de Zheng para recompensar os soldados Qin com 12 bois. Meng Meng e dois outros generais acreditaram neles e pensaram que Zheng já devia ter as suas defesas montadas, pelo que levaram as suas tropas novamente para Qin

O Duque Mu de Zheng ficou muito satisfeito com o que Xian Gao fez e ofereceu-lhe uma recompensa extravagante. Mas Xian Gao recusou a oferta, dizendo: "As tropas Qin recuaram porque eu os enganei com uma mentira. Se eu aceitasse uma recompensa por essa mentira, arruinaria a credibilidade de Zheng. Para governar um Estado sem credibilidade iria corromper as normas sociais. Não serve para recompensar uma pessoa às custas de arruinar a moralidade do Estado. Qualquer pessoa que respeite a justiça e a moralidade também não aceitaria uma recompensa pelo engano."

Pouco depois, Xian Gao mudou-se para se estabelecer na região de Dongyi com os seus subordinados e nunca mais regressou a Zheng.

Embora Xian Gao tenha feito uma coisa boa pelo estado vassalo de Zheng, ele compreendeu que a mentira não deveria ser encorajada, caso contrário tal conduta corromperia a moral pública. Ele nunca deixaria que um desejo por dinheiro comprometesse a moralidade.

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