Falun Dafa Minghui.org www.minghui.org IMPRIMIR

Um dia das mães sem mãe

27 de Maio de 2021 |   Por uma praticante do Falun Dafa nos Estados Unidos

(Minghui.org) Com a aproximação do Dia das Mães, fiquei profundamente comovida com aqueles lindos buquês de cravos, rosas e gipsófilas nas ruas da cidade de Nova York. Meu coração se encheu com a bela imagem da minha mãe, a Sra. Dong Baoxin. Eu estava ansiosa para pegar um lindo buquê e dar a ela, mas ela está longe, no paraíso.

O Dia das Mães é celebrado em todo o mundo. Para mim, se tornou um dia de vazio e de luto. Minha mãe faleceu em 2004. Ela perdeu sua vida devido à perseguição por causa da sua fé no Falun Dafa, uma disciplina espiritual baseada nos princípios Verdade, Compaixão e Tolerância. Desde 1999, a prática é proibida na China.

Neste 17º Dia das Mães desde que perdi a minha, eu disse a ela: "Mãe, não se preocupe. Eu estou no mundo livre do outro lado do oceano pacífico. Posso praticar livremente o Falun Dafa sem me preocupar em ser presa. Continuo com sua missão de informar mais pessoas sobre a beleza do Falun Dafa e sobre a perseguição que ele enfrenta".

Meu pesar

Quando minha mãe morreu, eu me encontrava em deslocamento para evitar ser presa pelo Partido Comunista Chinês (PCC) por distribuir material informativo sobre o Falun Dafa. Devido à rigorosa vigilância telefônica do regime sobre os membros de minha família, eu não pude contatar minha mãe e, portanto, não sabia nada sobre sua situação. Lamentei por não poder falar com ela no final da sua vida.

No primeiro dia em que voltei para Dalian (uma cidade da província de Liaoning) após o deslocamento, fiquei devastada ao saber que minha mãe havia falecido alguns meses antes.

Minha irmã mais velha me disse: "Irmã, a mãe se foi há alguns meses. Naquela época, você se escondeu e não conseguimos chegar até você. Depois, o pai ficou com medo de que você ficasse muito triste e, portanto, não quis lhe contar".

"Minha irmã disse: "A mãe parecia tranquila quando partiu", tentando me confortar. No entanto, eu não conseguia parar de chorar.

Bênçãos do Falun Dafa

Minha mãe começou a praticar o Falun Dafa em maio de 1999. Ela tinha sofrido de uma dúzia de doenças, incluindo diabetes, doenças cardíacas, artrite e neuralgia periférica. O sofrimento físico a tornava insuportável, o que nos dificultava a união.

Na tentativa de curar a dor, minha mãe frequentou uma dúzia de escolas de qigong, mas nenhuma aliviou sua condição. Sua diabetes se agravou, fazendo com que ela quase se tornasse incapacitada. Sua vida era infernal até que ela encontrou o Dafa.

Minha mãe valorizava esta oportunidade, sem precedentes, de cultivar de acordo com o Falun Dafa. Todos os dias ela praticava os exercícios do Dafa e lia atentamente o Zhuan Falun, o livro principal do Falun Dafa. Ela exigia que ela mesma seguisse estritamente os princípios Verdade, Compaixão e Tolerância para melhorar seu caráter.

Com nosso forte apoio, minha mãe fez um exame físico completo no hospital três semanas após ter iniciado a prática. Milagrosamente, sua diabetes desapareceu e sua doença cardíaca também foi amenizada.

Depois que ela começou a praticar o Falun Dafa, ela não ficou mais zangada com nada. Ela parou de repreender as pessoas ou de jogar coisas ao redor para desabafar. Ela se tornou gentil, atenciosa e alegre. A felicidade há muito perdida de nossa família voltou.

Meu pai estava muito feliz pelas grandes mudanças da mãe. Ele tinha sido tolerante com ela, mas estava muito deprimido naqueles anos.

Para minha irmã e para mim, minha mãe não era mais a "tirana" que conhecíamos, da qual sempre tentamos nos afastar na nossa infância. Para nossa surpresa, ela se tornou uma verdadeira mãe.

No entanto, os tempos felizes são sempre tão curtos. Depois que o PCC lançou a perseguição contra o Falun Dafa, em 20 de julho de 1999, muitas famílias de praticantes foram desintegradas e destruídas. Perdemos nossa felicidade reconquistada. Nossa família foi dilacerada e destruída pela perseguição.

Perseguição no Campo de Trabalho Forçado de Wujiabao

Em 2001, minha irmã e eu produzimos e divulgamos o material informativo do Dafa em Dalian. Nós duas e nossa mãe, fomos presas. Nossa mãe foi levada ao Campo de Trabalho Forçado de Wujiabao, onde foi forçada a passar por uma rigorosa lavagem cerebral por não ter renunciado ao Falun Dafa.

Durante as sessões de lavagem cerebral, minha mãe sofreu inúmeros métodos de tortura, o que custou muito à sua saúde.

Privação do sono

Um dos métodos de tortura mais comuns era a privação do sono. Constantemente monitorada por duas detentas, minha mãe não tinha permissão para dormir ou mesmo fechar os olhos. Ela seria espetada com palitos de dentes pelas detentas caso fechasse os olhos.

Maus-tratos físicos

Minha mãe era maltratada fisicamente por longas horas todos os dias. No método de tortura chamado "pilotar um avião", os guardas pressionavam sua cabeça para baixo, puxavam suas duas mãos para cima na parte de trás e a empurravam contra a parede. Ela seria verbalmente agredida e espancada caso sua postura não fosse satisfatória para eles.

Ilustração da torturas: "Pilotar um avião"

Alguns membros do pessoal do centro de lavagem cerebral também espetaram as costelas da minha mãe e bateram com uma tábua de madeira, em suas mãos e pés. Eles também a atormentaram fazendo cócegas no centro de seus pés com seus dedos, um arame de metal ou uma escova.

Por causa da tortura, minha mãe ficou muito magra e fraca.

Envenenamento por alimentos

Apesar de todos os meios de tortura física, minha mãe ainda estava firme em sua crença. Ela se recusou a caluniar o Dafa e o Mestre Li, fundador da prática. Durante o Festival das Lanternas (último dia do feriado chinês de Ano Novo), os guardas lhe forneceram frango para sua chamada celebração. Mas depois de comer o frango, minha mãe vomitou muito, teve dificuldade para respirar e suas pupilas ficaram dilatadas, até que ela desmaiou. Embora ela tenha sido levada ao hospital para uma lavagem estomacal, sua vida ainda estava em perigo.

Quando minha mãe estava à beira da morte, o campo de trabalho notificou meu pai e depois que ele pagou a fiança, eles a libertaram em condicional médica.

Mais sofrimentos

Minha mãe retomou a prática do Dafa em casa e logo se recuperou. Em seguida, ela foi a Pequim com outros praticantes locais para apelar pelo direito de praticar o Falun Dafa. Na Praça Tiananmen, minha mãe segurava uma faixa do Dafa sobre sua cabeça e gritava alto "Falun Dafa é bom" aos visitantes de todo o mundo.

Naquele dia, minha mãe e outros praticantes foram presos na Praça Tiananmen. Ela se recusou a dizer à polícia seu endereço e entrou em greve de fome para protestar contra a prisão ilegal. Devido à sua fraca condição física, ela foi libertada naquela noite.

Posteriormente, minha irmã e eu fomos várias vezes presas por causa da nossa fé. Quando estávamos cumprindo penas de dois anos no famigerado Campo de Trabalho de Masanjia, minha mãe ficou preocupada com nossa segurança e o sofrimento mental fez com que sua saúde se deteriorasse.

Ao mesmo tempo, frequentemente, ela era molestada pela polícia local, eventualmente a forçando a viver longe de casa para se esconder da polícia. As dificuldades que ela passou durante o deslocamento dificultaram a recuperação de sua saúde.

No final da nossa detenção, minha mãe foi nos buscar na prisão, cheia de esperança. Mas ela foi recebida com a terrível notícia de que não podíamos ser libertadas. Minha detenção foi prolongada por quatro meses e a de minha irmã por seis meses. Este foi um grande golpe para ela, fazendo com que sua saúde se deteriorasse ainda mais.

Quando minha irmã foi finalmente libertada, minha mãe já estava acamada. Fui libertada da prisão naquela época, mas a polícia local frequentemente me assediava em minha casa. Não pude evitar de deixar minha mãe e me esconder para evitar o assédio. A separação deixou minha mãe muito triste e ela ficou gravemente doente.

Quando minha mãe faleceu, eu estava longe, sem saber que a pessoa mais próxima de mim no mundo tinha me partido para sempre.

Meu desejo

Como minha própria mãe, muitas mães de bom coração foram mortas por causa da fé que tinham no Dafa.

Após a morte de minha irmã Yang Chunling e de meu pai Yang Zonghui em 2014, eu sou a única sobrevivente da nossa família de quatro pessoas.

O meu sonho é que eu possa tirar o pó da lápide da minha mãe e realizar um funeral com um buquê de cravos no Festival de Qingming (Dia da Memória Chinesa). Mas, isto é apenas um sonho, pois a perseguição ainda está ocorrendo na China.

Neste Dia das Mães, desejo que minha mãe esteja feliz no céu para sempre. Que todas as crianças do mundo desfrutem do amor materno e que cada mãe celebre este caloroso e belo dia com sua família!

Todos os artigos, gráficos e conteúdo publicado no Minghui.org são protegidos por direitos autorais. A reprodução não comercial é permitida, mas requer a atribuição do título do artigo e um link para o artigo original.