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O que eu testemunhei no inferno: história verdadeira de um ex-militar em 2011

8 de Abril de 2021 |   Por Cheng

(Minghui.org) O meu nome é Cheng Defu, e vivo na Estrada Baiyin da sede da cidade de Dianjiang, condado de Dianjiang, Chongqing. Tenho 75 anos. Entrei para as forças armadas em outubro de 1965 e fui destacado para o 42º Regimento da 114ª Divisão do 38º Exército, que estava em missão no nordeste da China nessa época.

A relação entre a China e a antiga União Soviética era então muito tensa e tínhamos de estar sempre no estado de prontidão de combate. O meu pelotão foi designado para guardar os depósitos de munições e grãos 24 horas por dia, mesmo quando a temperatura baixou para -30℃. Devido às longas horas de guarda em pé e devido ao arroz gelado e sorgo frio como nosso alimento diário, desenvolvi graves problemas de estômago.

O exército foi destacado para perto de Pequim em 1967 para assumir a responsabilidade de guardar a capital. O meu regimento foi ordenado a participar no projeto de dragagem do rio Haihe em Tianjin. Era inverno, a temperatura era inferior a -20℃. Ainda assim, tivemos de trabalhar com o frio gelado, usando apenas um colete e roupa interior. Para evitar o frio,  comíamos papas de sorgo misturadas com muita pimenta antes de começarmos a trabalhar. A papa extremamente picante e quente danificou seriamente a minha garganta. Mais tarde, quando a minha garganta ficou supurada e eu estava praticamente morrendo, o comandante da companhia, em vez de me tratar no hospital, reduziu deliberadamente a minha refeição e me deu apenas uma pequena porção de comida a cada refeição.

Afortunadamente, um médico militar veterano de alta patente tratou-me durante a sua visita de inspeção, caso contrário, eu teria morrido definitivamente. A cirurgia da minha garganta causou-me grande dificuldade de falar. Ao mesmo tempo, porque sempre me esforcei ao máximo em tudo o que me foi atribuído a fazer, as duras condições de trabalho e a procura física excessiva fizeram com que a minha saúde sofresse um grande impacto. Fui afetado por todo o tipo de doenças, tais como artrite reumatoide, sinusite, bronquite, ombro congelado, doença do estômago, neurose etc. Sentia muito peso no peito, como se fosse pressionado por uma laje de pedra.

Fui trabalhar numa empresa de produção de carvão depois de terminar o meu serviço militar. Durante uma viagem de negócios, tive um acidente de carro, no qual o condutor morreu instantaneamente, enquanto eu sofri lesões graves na minha coluna cervical e na lombar; o meu fêmur também foi fraturado, além de uma concussão. Tudo isso deteriorou mais ainda minha saúde, já bastante debilitada. A dor e o sofrimento que vivi eram indescritíveis. Fui a todo o lado em busca de bons médicos e medicamentos e gastei muito dinheiro. Também aprendi todo o tipo de práticas de qigong, na esperança de poder ser curado de alguma forma, mas nada parecia funcionar.

Tive muita sorte quando um amigo me apresentou o Falun Gong (também conhecido como Falun Dafa) em 1997. Apenas dois dias após ter aprendido os exercícios, todas as minhas doenças desapareceram milagrosamente! Senti meu corpo leve e saudável. Fiquei completamente impressionado com o que estava experimentando e senti-me extremamente grato ao Mestre Li Hongzhi, fundador da prática.

Contudo, dois anos mais tarde, Jiang Zemin, o então líder do Partido Comunista Chinês (PCC) e a sua gangue lançaram uma brutal perseguição contra o Falun Gong. O secretário do PCC da Comissão de Assuntos Políticos e Jurídicos local do nosso condado foi particularmente mau para comigo, porque uma vez denunciei a sua corrupção e abuso de poder nos anos 80, quando ele era chefe do departamento local da polícia. 

Ele e os seus seguidores prenderam-me ilegalmente e colocaram-me num centro de detenção. Também instruiu os guardas da polícia e os reclusos do corredor da morte a me torturarem o mais severamente possível. Mais tarde, fui transferido para o Campo de Trabalho de Xishanping, em Chongqing, para mais perseguição.

Assim que finalmente fui libertado e voltei para casa, fui levado à força para uma chamada "aula de estudo" (centro de lavagem cerebral), na qual fiquei mais uma vez detido.

Incapaz de suportar o assédio e a perseguição, a minha mulher e os meus filhos deixaram-me um a um. Após o divórcio, casei com outra mulher e vivemos juntos durante mais de dois anos. Durante esse período de tempo, descuidei-me no meu cultivo devido à alta pressão do governo e à perseguição contínua. Também deixei de praticar os exercícios regularmente, e os praticava às vezes à noite. Consequentemente, comecei novamente a ter sintomas de alguns dos meus antigos problemas de saúde.

Em julho de 2011, vários polícias da Divisão de Segurança Interna do Departamento de Polícia de Dianjiang vieram à minha casa para me intimidar e assediar várias vezes. Também tiraram fotografias minhas e da minha esposa à força e ameaçaram que haveria uma aula de estudo (para lavagem cerebral) no condado nos próximos dias e eu teria de lá estar.

A minha mulher nunca tinha experimentado nada assim antes e ficou muito assustada. Em agosto desse ano, sem me consultar, escreveu uma declaração de divórcio, submeteu ao tribunal local e deixou-me sem dizer adeus. Fiquei tão preocupado com ela que, durante alguns dias, não consegui comer nada, exceto beber um pouco de água fria misturada com um pouco de sal.

Fui procurá-la na sua cidade natal, mas não consegui encontrá-la em lugar nenhum. Sentindo-me extremamente desapontado, embarquei num ônibus para regressar a Dianjiang. Por volta das 18h, quando o ônibus tinha acabado de passar por uma aldeia chamada Xiakou, de repente, senti alguém bater no meu peito três vezes, e depois senti que duas pessoas me agarraram os braços e me empurraram para a frente, a uma velocidade muito rápida, e pude ouvir o vento passar pelos meus ouvidos.

Um pouco mais tarde, ouvi um deles gritar: "Aqui estamos nós. Ajoelhem-se!". Depois ouvi o outro a gritar: "Meu senhor, o homem que queria foi trazido para cá".

"Levanta sua cabeça", ouvi uma voz se dirigindo a mim. Levantei a minha cabeça e vi um homem sentado numa plataforma alta, usando vestes de cor clara, como um imperador.

"É você o deus do submundo?", perguntei eu.

"Sim, sou eu", respondeu ele. "Isso é o Inferno". Aqueles no mundo superior não acreditam que existe um deus do submundo ou do Inferno, por isso atrevem-se a fazer todo o tipo de coisas más. O que acha?"

"Agora que vim para o Inferno, como não posso acreditar que é o deus do submundo?"

Ele perguntou então o meu nome e a minha idade. Eu disse-lhe que tinha 66 anos. "Isso não está certo", murmurou ele para si próprio. "De onde você é?", perguntou-me ele novamente. "Dianjiang", respondi.

"Apanharam o homem errado", disse ele em voz alta aos dois guardas. "Vai buscar Chen Defu aos 40 anos em Zhanjiang, não Dianjiang. Ele tem feito muitas coisas erradas e merece morrer".

Como se verificou que os dois guardas ouviram mal o nome do local e levaram Zhanjiang como Dianjiang, e como o meu nome soava muito parecido com Chen Defu em Zhanjiang, prenderam-me por engano.

O deus do submundo folheou um grande livro de registro sobre a mesa (provavelmente o registro da vida e da morte).

"Aqui está", disse-me ele com um sorriso: "Apanharam a pessoa errada. Agora é o meu distinto convidado. O seu nome foi retirado há muito tempo da minha lista de registro, você não pertence aqui."

"Quem cuida de mim então?", perguntei a ele. "Alguém lá no alto", disse ele.

De repente lembrei-me que praticava o Falun Dafa e o nosso Mestre disse uma vez na "Ensinando o Fa na Cidade de Los Angeles":

"Eu já disse que retirei o nome de cada discípulo do Dafa da lista do inferno. Cada pessoa comum está anotada neste registro. Eu removi os nomes dos discípulos do Dafa do registro do inferno. Eu fiz que fossem retirados seus nomes do inferno. Seus nomes não estão ali”

“Agora que você está aqui, é melhor dar uma volta ao redor antes de voltar”, disse o deus do submundo. “Há três coisas que você precisa fazer: Em primeiro lugar, quando você voltar, você deve dizer às pessoas no mundo superior que o deus do submundo e do Inferno existem para punir pessoas perversas e más. O bem e o mal sempre serão devidamente recompensados. Aqueles que fizeram coisas ruins definitivamente receberão retribuição."

"Em segundo lugar, tem uma missão a cumprir. Deve fazer mais boas acções e salvar mais pessoas quando regressar; em terceiro lugar, dizer às pessoas do mundo superior o que eu disse e o que viu no Inferno. Se fizeram coisas erradas, precisam se retificar e não devem continuar a fazer o mal, para que possam assegurar um futuro bom para si próprios. Deve lembrar-se do que eu disse."

"Lembrar-me-ei e farei o que disse", eu prometi.

"Então, que esses dois guardas o levem para ver como as pessoas más estão sendo castigadas no Inferno depois de fazerem o mal no mundo superior. Como não têm tempo para ver todos os 18 níveis do Inferno, basta olhar para o castigo mais leve", disse o deus do submundo.

Como instruído, os dois guardas levaram-me primeiro à Ponte Naihe. Era muito estreita, sob a qual se encontrava um abismo sem fundo. Não me atrevi a atravessá-la e estava tremendo de medo. Os dois guardas tiveram de me ajudar a atravessar a ponte no final.

"Somos gentis contigo porque você é o ilustre convidado do nosso senhor. Quanto àqueles que estão aqui para serem castigados pelo mal que fizeram, nós apenas os prendemos por uma corrente de ferro sem qualquer preocupação se estiverem assustados", disseram-me os guardas.

Depois de termos atravessado a Ponte Naihe, os guardas disseram-me para olhar para o mar de sangue. Estava quase morrendo de medo. O infinito mar de sangue estava cheio de gente. A maioria estava vestida com roupas oficiais ou com vários uniformes de procuradores públicos, gabinetes judiciais etc. Havia também pessoas em vários uniformes de trabalho e vestidos de branco. Estavam encharcadas em sangue, sendo mordidas por crocodilos, cobras, leões e outros animais carnívoros. As suas mãos e pernas estavam sendo dilaceradas e comidas pelos animais. Estavam gritando e chorando, implorando por misericórdia. A cena era verdadeiramente trágica e aterradora. Olhei fixamente para a cena miserável sem fim e fiquei completamente estupefado."

"Depressa, olhe aqui", disseram-me os guardas. Rapidamente me recompus e olhei para onde eles me dirigiam. Foi uma cena ainda mais aterradora: Vi uma enorme praça cheia de todos os tipos de instrumentos de tortura e cada um tinha alguém sendo torturado nela.

O primeiro grande instrumento de tortura tinha um homem alto e gordo amarrado a ele. Parecia um funcionário de alta patente. Um torturador estava de pé de cada lado dele, com uma grande faca de cortar carne numa mão e um pedaço de carne na outra.

"Por que ele é torturado dessa maneira?", perguntei aos guardas com uma voz trémula.

"Esse tipo era um oficial", disse um guarda: "Aceitou subornos e desviou fundos públicos. Ninguém sabe quanto dinheiro público ele tinha levado para seu próprio uso. Agora ele está no Inferno para pagar com a sua carne, para ser cortado pedaço a pedaço."

"Poderá ele pagar dessa forma?", perguntei eu, sentindo muito medo por ele.

"Tudo tem de ser pago", disse-me o guarda, "Se a pessoa é liberada sem ter pago tudo o que devia, os outros reclamariam que o deus do submundo está sendo injusto alterar a lei por favoritismo, e ele próprio seria castigado pelo céu."

Os quatro outros torturados que vi, eram homens com quatro tipos de vestuário e chapéus de juiz com o emblema nacional do PCC. Foram amarrados a um instrumento de tortura lado a lado, com uma vara de aço perfurando a parte de baixo das costas dos quatro homens. Havia um torturador do lado de cada um deles, que continuava a empurrar e a puxar a haste de aço. Os quatro homens gritavam de dor e o chão estava coberto de sangue.

"O que eles fizeram para merecer tal castigo?", perguntei aos guardas.

"Os agentes da lei devem punir o mal e louvar o bem. Mas eles fizeram precisamente o contrário. Foram pagos com o dinheiro dos contribuintes, e mesmo assim abusaram da lei e trabalharam para os funcionários corruptos e para os poderosos. Não faziam distinção entre o bem e o mal e faziam o impossível para prejudicar as pessoas boas. Infringiam a lei em nome da aplicação da lei e deviam montes de dívidas de sangue. Inúmeras pessoas boas foram vitimadas pelas suas mãos. É assim que são punidos quando chegam ao Inferno. Cada vez que a barra de aço é puxada ou empurrada, uma dívida de sangue é paga."

Depois, vi um homem de constituição média amarrado a outro instrumento de tortura, com um torturador de cada lado, segurando uma faca pequena e um pedaço de carne na mão.

"Era um homem de negócios", explicaram os guardas, "culpado de subir o preço do mercado e de enganar os seus clientes". Tinha de pagar tudo o que devia aos outros com a sua carne, sem deixar nenhuma dívida de fora".

No instrumento de tortura seguinte, vi um homem e uma mulher amarrados a ele, de frente um para o outro. A parte superior do seu rosto foi cortada, com a carne caindo para trás e cobrindo a parte inferior do rosto. Eles pareciam terrivelmente assustadores.

"Esses dois cometeram adultério. Eram sem vergonha e não tinham moral", disseram-me os guardas.

Estava prestes a perguntar aos guardas o que aconteceu ao homem amarrado de cabeça para baixo no instrumento de tortura seguinte, mas eles puxaram-me e disseram-me para olhar em frente.

Olhei para cima e fui surpreendido pelo que vi: havia inúmeras pessoas alinhadas em muitas filas e havia uma secretária em frente de cada fila.

Os que estavam na primeira fila pareciam oficiais. Cada um deles parecia preocupado e ansioso, com lágrimas nos olhos; os da segunda fila estavam usando vários uniformes e chapéus com o emblema nacional do PCC. Todos pareciam muito arrependidos; as pessoas da terceira fila vestiam ternos de trabalho com gravatas, parecendo funcionários públicos; os da quarta fila eram médicos de batas brancas. Havia muito mais filas de pessoas, demasiadas para contar.

Quando estava prestes a perguntar aos guardas por que essas pessoas estavam lá, ouvi o deus do submundo dizer: "O tempo acabou. Lembra-se das três coisas que eu lhe disse para fazer?"

Eu disse-lhe que me lembrava muito bem delas.

"Então, tem de se apressar e voltar agora, senão chegaria demasiado tarde."

Os dois guardas seguraram-me e mandaram-me embora. Fiquei tão assustado que me jogaram no chão na praça para me castigarem que gritei em voz alta: "Ah!"

Ao mesmo tempo, ouvi alguém dizer: "Ele acordou! Ele está vivo!"

"Onde estou eu?", abri os meus olhos e perguntei.

Um médico disse-me que eu estava no Departamento de Emergência do hospital do condado. As poucas pessoas à minha volta perguntaram-me porque estava gritando daquela maneira. Eu disse-lhes que tinha acabado de ir para o Inferno e como era assustador. Todos eles estavam muito interessados em saber o que eu tinha visto. Por isso, contei-lhes tudo o que tinha vivido no Inferno.

De repente, lembrei-me que estava num ônibus e perguntei-lhes como tinha ido parar ao hospital.

"Vi você suar muito e a sua cara ficou pálida", disse-me o cobrador do ônibus. "Você desmaiou, por isso, disse às pessoas para ajudassem você a subir para o assento e perguntei aos passageiros se podíamos levá-lo primeiro ao hospital. Todos concordaram. O motorista do ônibus acelerou e tocou a buzina continuamente para avisar os outros ao longo do caminho. Depois de o levarmos para o hospital, enviamos o resto dos passageiros para onde queriam ir. Depois apanhamos o ônibus de volta e voltamos de táxi para ver como estava”, explicou-me o cobrador do ônibus.

"Quando chegamos, estava deitado aqui sem sinal de vida; não havia fornecimento de oxigênio ou soro intravenoso. O pessoal médico instou-nos a levá-lo ao necrotério várias vezes, mas nós recusamos. Decidimos que, se ainda não mostrasse qualquer sinal de vida até às 23 horas, levá-lo-íamos ao necrotério," continuou o cobrador.

Agradeci a todos os presentes por terem salvo a minha vida. Como já eram 23h00, ofereci-me para dar 20 yuans cada um, ao motorista do ônibus, ao cobrador, ao médico e à enfermeira para que pudessem comer alguma coisa e disse que voltaria para acertar as despesas médicas no dia seguinte.

"O oxigênio não é cobrado, uma vez que não foi utilizado. O pouco de infusão intravenosa custou apenas alguns yuans, que tenho muito gosto em pagar", disse o médico, "Não se preocupe em pagar-nos 20 yuans cada um. Acredito no que o deus do submundo disse a você, e consideraríamos o que fizemos por você como a primeira coisa boa que fizemos. Obrigado pela oferta de qualquer forma". Com essas palavras, o médico e a enfermeira regressaram ao seu gabinete de serviço.

Quando saímos do hospital, o motorista do ônibus disse-me: "Fizemos uma coisa boa essa noite. Obrigado, distinto convidado do deus do submundo, por nos ter contado o que viu no Inferno. Faremos mais boas acções e não faremos nada de mal, para que não soframos no Inferno. Obrigado, cuide-se e adeus."

As lágrimas correram-me na face enquanto via o motorista e o cobrador do ônibus desaparecerem na escuridão da noite. Sei que eles seriam boas pessoas, agora que aprenderam a verdade.

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