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Fahui da China | Eu sou um pequeno discípulo do Mestre

5 de Janeiro de 2021 |   Narrado por um pequeno praticante do Falun Dafa na China e redigido por sua mãe

(Minghui.org) [Ouça esta experiência] 

Saudações, compassivo e grande Mestre! Saudações, colegas praticantes!

Sou um pequeno discípulo do Dafa, tenho 10 anos e queria participar do Fahui da China deste ano.

1. Estudo do Fa e prática dos exercícios

Comecei a cultivar quando nasci. A primeira coisa que ouvi foram as gravações das palestras do Mestre Li Hongzhi. Aos dois anos e meio de idade tinha aprendido muitos caracteres e aos quatro anos conseguia ler o Zhuan Falun do início ao fim. Estudava os ensinamentos do Fa todos os dias exceto por um tempo, no decorrer de 2017, quando minha mãe estava trabalhando em Pequim. 

Nessa época eu parei de estudar o Fa. Senti que regredi muito durante esse período. Sonhei que caía de um arco-íris e foi terrível! Quando minha mãe retornou de Pequim em abril ou maio de 2018, retomei o estudo do Fa todos os dias. Ao estudá-lo percebi que deveria ser ainda melhor do que uma boa pessoa para retornar ao meu mundo celestial com o Mestre. Eu realmente gosto de estudar o Fa.

Quando tinha quatro ou cinco anos, pedi à minha mãe que me ensinasse os cinco exercícios. Mas, minha mãe só começou a me ensinar quando eu estava com seis anos. Meus braços doíam muito quando eu segurava a roda acima da cabeça. Eu chorava, mas continuava e completava o exercício. Quando comecei a praticar a meditação sentada, comecei a fazê-la com as duas pernas cruzadas por cinco minutos. E gradativamente, acrescentava mais cinco minutos. Quando ia meditar por meia hora, minha mãe não me falava as horas. E eu acabava meditando por 45 minutos. Depois de alguns dias, fui capaz de meditar com as pernas cruzadas por uma hora.

Eu também superei as tribulações do carma de doença. Tive uma febre alta quando tinha alguns meses de idade. Durou vários dias e noites e eu estava com o corpo inteiro quente. Quando passei pela tribulação, todo o meu corpo estava brilhando.

Quando tinha três anos de idade eu fui nadar em uma piscina e quase me afoguei. Vi que o Mestre me pegou.

2. Aprimoramento do meu caráter

Quando frequentava a segunda série, almoçava na escola. Uma vez, sete dos meus colegas me intimidaram. Eu não fiquei com raiva. Quando cheguei em casa, disse à minha mãe: “Ganhei quatro virtudes de uma vez só. Sete pessoas me bateram. Quatro vezes sete são 28. Eu tenho 28 coisas boas”. Eu estava feliz pulando para cima e para baixo. Mamãe estava sorrindo, pensando que eu era uma gracinha.

Vi uma nota de um yuan no chão. Levei para casa e a coloquei em uma cadeira. Quanto mais a olhava, mais parecia imunda, era muito suja. Conversei com minha mãe sobre isso. Ela disse para colocá-la de volta onde a encontrei. E quando a coloquei de volta me senti aliviado. Disse para minha mãe: “É estranho! Quando a trouxe para casa, parecia imunda. Mas quando a coloquei de volta, ela se transformou em uma nota novamente!”. Desta vez eu não passei no teste, então o Mestre providenciou outro teste para mim. Encontrei outra nota de um yuan lá fora. Coloquei-a no bolso e percorri um longo caminho. Depois a joguei para trás para que eu não pudesse encontrá-la. Eu ainda não tinha passado bem no teste. O Mestre providenciou um novo teste. Novamente, me deparei com uma nota de um yuan. Apenas olhei para ela e saí sem pegá-la. Disse a mim mesmo: “Finalmente, passei nesse teste!”.

3. Esclarecimento da verdade

Comecei a esclarecer a verdade para as crianças no jardim de infância quando tinha três anos. Dizia para as outras crianças: “Falun Dafa é bom! Verdade, Compaixão e Tolerância são bons valores. Eu sou um jovem discípulo do Dafa”. Disse o mesmo para meu professor, que respondeu: "Obrigado!”.

Quando tinha três anos, eu acompanhava minha mãe à noite para colocar adesivos de esclarecimento da verdade. Ela me segurava para eu colocar os adesivos no alto. Mais tarde, ela e eu colocamos livros de esclarecimento da verdade nas janelas das casas das pessoas. Minha mãe enviava pensamentos retos enquanto eu corria para colocar os adesivos.

Quando tinha quatro ou cinco anos, eu comecei a esclarecer a verdade pessoalmente. No início, dizia para as pessoas mais velhas: “Olá, vovô!” ou “Olá, vovó!” e entregava um folheto. Eles ficavam felizes e continuavam sorrindo para mim.

Mais tarde, quando escutava o programa de rádio do “Pequeno Jardim do Discípulo” no Minghui.org, percebia que outros jovens praticantes conversavam com as pessoas muito melhor do que eu. Então, em vez de dizer “Olá, vovô!” Comecei a dizer “Olá, vovô! Estou lhe dando um livro”. Depois de um tempo, comecei a dizer: “Olá, vovô, estou lhe dando um livro. Esse livro é muito bom! Lembre-se de que o Falun Dafa é bom! Verdade, Compaixão e Tolerância são bons valores. E você estará seguro quando o perigo vier”. Os idosos riam e respondiam: “Ótimo! Bom!”.

Quando estava na terceira série, convidei meus colegas de classe para irem à minha casa assistirem aos vídeos sobre o Falun Dafa. Eles ficaram interessados. Após ter assistido a um deles, Qinqin disse: “Quero ver mais um vídeo! Você pode passar outro?”.

Wu Mengyao (pseudônimo) é uma boa amiga minha. Pedi a ela que adivinhasse que livro minha mãe lia. Ela não adivinhou e perguntou: "Que livro é?". Então falei sobre como o Falun Dafa é bom e como o Partido Comunista Chinês é mau. E disse: "Eu não sei explicar muito claramente. Então, deixarei que minha mãe explique para você”. Ela respondeu: "Tudo bem”. Eu a convidei para ir em casa. E assim, minha mãe começou a explicar os fatos sobre o Falun Dafa para ela. Mengyao entendeu e disse que queria renunciar aos Jovens Pioneiros. Inventei um pseudônimo para ela e isso me tomou muito tempo. Ela finalmente escolheu o nome “Wu Mengyao”. Ela achou que esse nome era muito bom. Fiquei muito feliz naquele dia.

Quando ainda estava na terceira série, minha diretora adoeceu e ficou hospitalizada. Desenhei um cartão de aniversário, escrevi: “Professora, desejo-lhe boa saúde e tudo de melhor”. Coloquei o cartão em um envelope, junto com um amuleto e uma história sobre o mesmo. Desenhei um grande arco-íris no envelope. Minha professora ficou emocionada.

4. Ajudei minha mãe durante uma tribulação

Em dezembro de 2019, minha mãe caiu da bicicleta elétrica. Ela ligou para meu pai, que veio imediatamente. Quando eu a vi caída na grama perto da estrada, logo comecei a chorar, sentindo um misto de compaixão e carinho. Meu pai chamou uma ambulância e levaram minha mãe para o hospital e, imediatamente, fizeram um raio-X. O médico disse que ela teve uma fratura cominutiva nos joelhos. Fiquei chocado quando eles a engessaram e aplicaram uma intravenosa. Três praticantes vieram visitá-la e compartilharam seus entendimentos. Depois da primeira noite, os pensamentos retos da minha mãe ficaram cada vez mais fortes. Ela decidiu voltar para casa, sem cirurgia e sem mais remédios.

Assim que minha mãe voltou para casa estudamos o Fa. Também memorizamos o Hong Yin e Hong Yin II. Durante esse tempo, quase todos os dias, ia para a cama depois da meia-noite. Mesmo assim, eu tinha muita energia. Acho que o Mestre deve ter me fortalecido.

Eu li as palavras do Mestre:

“Em meio a grandes tribulações seja inabalável” (“Inabalável”, Hong Yin volume II)

“Diante dos testes, a natureza verdadeira é vista” (“Vendo a verdadeira natureza”, Hong Yin volume II)

“Mediante o estudo do Fa sem negligência existe a transformação
Acreditando firmemente sem cambalear o Fruto Reto é obtido e a lótus formada (“Avancem diligentemente, iluminem-se retamente”, Hong Yin volume II)

"Ao golpe do martelo o indivíduo sabe avançar diligentemente". ("Torre do tambor", Hong Yin volume II)

“Descansem um momento para a autorreflexão, adicionem pensamentos retos
Analisem as deficiências explicitamente, avancem de novo diligentemente”.
(“Sejam racionais, despertem”, Hong Yin volume II)

Disse à minha mãe: “Mãe, olha, essas palavras parecem falar sobre você!”. Ela ficou muito inspirada, seus pensamentos retos se tornavam cada vez mais fortes. Cinco dias depois, ela removeu sozinha os gessos. Nós dois, durante aquele período, estudávamos 60 páginas do Fa todos os dias. Ela também, todos os dias, memorizava muitas partes do Fa. Eu também memorizava um ou dois parágrafos todos os dias porque precisava fazer meu dever de casa de inverno.

Quando minha mãe estava desanimada, eu a encorajava dizendo: “Suas pernas estão em boa forma, das moléculas aos átomos, até as menores partículas”. Ela percebeu que minhas palavras estavam de acordo com o Fa e seus pensamentos retos ficavam mais fortes. Todos os dias eu cuidava dela, esquentava pãezinhos no vapor, fazia mingau e depois servia para ela. Papai quase não precisava cuidar dela. Também ajudava minha mãe a usar o banheiro. Quando desesperadamente ela chorava, eu a abraçava. Minha mãe disse que eu era como uma mãe e ela como um bebê.

Poucos dias depois do acidente, o vírus PCC (COVID-19) se disseminou. Nosso complexo residencial foi fechado. Achei que ainda haveria chances das pessoas serem salvas, então ainda precisava sair para distribuir os materiais informativos sobre o Falun Dafa. Minha mãe ainda não conseguia se mover, por isso eu saia sozinho à noite e distribuía os folhetos que tínhamos em casa. Minha mãe enviava pensamentos retos para mim. Eu deixava uma cópia em cada casa e cobri todo o complexo residencial. Depois de distribuir todos os nossos folhetos, minha mãe sugeriu que eu parasse por uma ou duas semanas antes de sair para distribuir novamente. Eu disse: “Não, a praga está aqui. As pessoas que não estão salvas em nosso complexo residencial serão...”, minha mãe disse: "Tudo bem, então”.

Peguei um pedaço de papel colorido e cortei em pequenos pedaços. Em cada pedaço, escrevi: “Recite sinceramente: “Falun Dafa é bom! Verdade, Compaixão e Tolerância são bons valores. Você estará seguro quando a praga vier”. Também desenhei uma grande flor de lótus rosa que ficou muito bonita. Perguntei à minha mãe: “O que posso usar para fixá-los? Não temos cola em casa”. A mamãe disse: “Cozinhe uma batata no vapor, corte, espalhe na parede e cole o papel. Vai ficar colado assim por muito tempo”. Fiz isso e realmente funcionou. E assim, todas as manhãs, eu saía para colar os papéis com as flores de lótus. Minha mãe ainda enviava pensamentos retos em casa. Continuei fazendo isso por uma ou duas semanas.

Lemos algumas histórias no Minghui.org de que algumas pessoas em Wuhan haviam sido infectadas pelo vírus do PCC, mas depois se recuperaram recitando: "Falun Dafa é bom, Verdade, Compaixão e Tolerância são bons valores”. Escrevemos esses pequenos relatos em pedaços de papel e desenhamos grandes flores de lótus ao lado deles. Eu saía à noite com um pequeno balde de cola branca e os colava nas paredes. Mamãe ainda enviava pensamentos retos para mim em casa.

Uma noite, por volta das 20h nosso complexo residencial estava desbloqueado, então fui a um parque com minha cola branca e colei alguns papéis com os fatos sobre o Falun Dafa. Um trovão rugiu e relâmpagos brilharam no céu e parecia que ia chover. Eu estava andando sozinho em uma estrada escura. Senti que o Mestre estava me lembrando: "Você deve fazer isso rapidamente". Então, me apressei e voltei em meia hora. A chuva caiu assim que cheguei em casa. Foi fantástico.

Durante a epidemia de março, tive um sonho em que estávamos em um casarão muito bonito. Havia um quadro pendurado no corredor do segundo andar. O Mestre estava no meio da pintura com um dragão dourado de cada lado e um palácio dourado atrás dele. Era como uma cena na apresentação do Shen Yun. A luz colorida de Buda irradiava do corpo do Mestre, que era lindo, e pétalas caíam do céu. O incrível foi as pétalas e as nuvens estavam realmente flutuando e os dragões dourados estavam realmente voando. Minha mãe e um colega praticante idoso estavam praticando o segundo exercício em frente à pintura. Acho que o Mestre estava encorajando a mim e a minha mãe por meio desse sonho.

Uma vez, quando minha mãe estava enviando pensamentos retos ao meio-dia, eu vi o Fashen do Mestre atrás dela. Era enorme e o Mestre estava mantendo uma das palmas das mãos para cima. Outra noite, quando minha mãe e eu estávamos praticando o quinto exercício, vi dois Deuses guardiões do Fa. Um deles estava vestido de verde e o outro de azul. Eles tinham um círculo no peito com um dragão dourado dentro. Ambos seguravam um escudo em uma das mãos e uma espada na outra. Eles ficaram na frente da janela. Pensei que o Mestre os tivesse enviado para proteger a mim e minha mãe. Durante a pandemia, vi todas essas coisas. Achei que o Mestre estava encorajando minha mãe e eu a não temer nada e sermos diligentes.

5. Uma criança boa e sensata

Quando minha mãe estava grávida de mim, meu pai e um colega praticante foram presos. Meu pai foi mantido por um ano em um campo de trabalho forçado e, por isso, não conseguiu me ver antes de eu completar um ano. Quando eu ainda estava no jardim de infância, minha mãe foi presa duas vezes e, por isso, me tornei independente. Papai acertava o despertador para mim todos os dias. Eu levantava pela manhã me vestia e me banhava sozinho. Aí acordava meu pai: “Papai, levanta logo! Leve-me ao jardim de infância”. Se ele não respondesse, eu o sacudia com força. Quando minha mãe estava em Pequim, meu pai foi preso e ficou detido por 15 dias. Naquela época eu morei na casa de um tio.

Quando nosso complexo residencial foi liberado para sairmos, peguei meu dinheiro de Ano Novo e comprei dois baldes de óleo de cozinha e um saco de 15 quilos de arroz. Carreguei o óleo de cozinha nos braços e empurrei o saco de arroz para casa em uma pequeno carrinho. Não me cansei de jeito nenhum e achei bem fácil.

Frequentemente, eu ia ao supermercado para comprar mantimentos e todas as pessoas que trabalham lá me conhecem. Eles me elogiavam por causa da minha capacidade. Também aprendi a fazer pãezinhos cozidos no vapor, pãezinhos recheados, bolinhos, pão e bolo de rolo. Quando a escola ficava fechada eu preparava o almoço do dia seguinte para minha mãe.

6. Minhas deficiências

Eu gostava de brincar. Às vezes, não conseguia me controlar e saía para brincar e perdia muito tempo. Muitas vezes saí para postar informações com vontade de brincar e por quatro vezes fui fotografado pelas câmeras de vigilância. A polícia veio à nossa casa para assediar a mim e a minha mãe. Minha mãe olhou para dentro e pensou que isso era causado por sua confiança em mim. Eu disse que isso era causado por meu apego de brincar e fazer coisas.

Minha mãe tem me incentivado a cultivar com diligência. Eu disse a ela: "Eu estava ajudando você a praticar durante a pandemia. Agora suas pernas estão bem e você está me ajudando a praticar novamente".

Lembro-me de muitas outras coisas, mas estou cansado, então vou parar agora. Se houver algo errado com o que eu disse, por favor, corrija-me.