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A Iniciativa Rede Limpa dos EUA lidera os esforços globais contra o Partido Comunista Chinês

4 de Janeiro de 2021 |   Pelo correspondente do Minghui, Cui Zhi

(Minghui.org) Em 10 de novembro de 2020, durante uma coletiva de imprensa, o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, declarou que quase 50 nações e 170 empresas de telecomunicações aderiram à iniciativa liderada pelos EUA, Rede Limpa, um programa que visa tornar as redes de comunicações, sistemas baseados na nuvem e aplicações móveis livres da influência chinesa, como por exemplo, a exclusão do gigante tecnológico chinês Huawei das redes 5G.

De acordo com a website do Departamento de Estado, a "Rede Limpa aborda a ameaça a longo prazo à privacidade dos dados, segurança, direitos humanos e colaboração baseada em princípios que se coloca ao mundo livre de agentes malignos autoritários".

O Secretário Pompeo afirmou durante a coletiva de imprensa que os 50 países que aderiram à iniciativa representam "quase dois terços do PIB mundial. Inclui 27 dos 30 aliados da OTAN, 31 dos 37 membros da OCDE, 26 dos 27 membros da UE e 11 dos 12 dos países dos Três Mares".

Acrescentou que "muitas das principais empresas mundiais" e "170 companhias telefônicas" estão sendo integradas.

Num discurso anterior, em 23 de julho de 2020, intitulado "A China comunista e o futuro do mundo livre", o Secretário Pompeo comprometeu-se firmemente a trabalhar com o povo chinês e "um novo agrupamento de nações com os mesmos interesses, uma nova aliança de democracias", para derrotar a tirania totalitária do PCC. Não só defende a justiça internacional de crenças e ideais, mas também uma guerra tecnológica e de informação. A Rede Limpa impede a infiltração do PCC e forma uma fortaleza de segurança, o que é ainda mais urgente e crítico.

O PCC tem usado o "Grande Firewall" dentro da China para controlar o acesso dos chineses à internet e usar grandes dados para monitorizar e controlar o povo chinês. Mais tarde, o PCC utilizou o "Projeto Escudo Dourado" um sistema de vigilância abrangente, como o reconhecimento facial, etc., para desenvolver softwares para interceptar informações e intensificar o monitoramento do povo chinês.

“O governo chinês tem promovido ativamente seu manual de governança cibernética e da Internet em muitos países em desenvolvimento, mais recentemente, aproveitando a conectividade 5G e projetos de cidades inteligentes ao longo da rota da seda digital”, diz Rebecca Arcesati, analista da Merics, uma empresa think-tank, de Berlim, em entrevista ao Financial Times.

O The Financial Times também informou que a Sérvia é apenas um dos muitos países que assinaram com a China o pacote completo de instalação de cidades inteligentes, com câmeras de vigilância fornecidas pela Hikvision, uma empresa incluída na lista negra dos EUA por suspeita de envolvimento em violações dos direitos humanos em Xinjiang.

Em um artigo do Wall Street Journal no início de outubro intitulado "China usa a ONU para expandir o seu alcance de vigilância", da investigadora do Instituto Hudson, Claudia Rosett, afirmou que o PCC usa a ONU para recolher grandes dados a nível mundial, competir pelo direito de estabelecer novos padrões internacionais e exportar o seu modelo tirânico de censura e controle do povo.

O artigo do Wall Street Journal diz que "O centro geoespacial terá sede no Condado de Deqing, na província de Zhejiang, lar de um parque industrial geoespacial que recebeu em 2018 um Congresso Mundial de Informação Geoespacial da ONU. O Instituto Big Data estará a menos de uma hora de carro, em Hangzhou. É também a casa do gigante tecnológico Grupo Alibaba".

"O aprofundamento da relação entre as Nações Unidas,os bilionários dos EUA e a China está servindo às aspirações de domínio global do Partido Comunista Chinês".

Em outro artigo do Wall Street Journal intitulado "Estratégia de um senador para conter o domínio tecnológico chinês" do senador Mark Warner, vice-presidente do Comitê de Inteligência do Senado, declarou que as tentativas do PCC para controlar a próxima geração de infraestruturas digitais estão ameaçando os valores americanos, tais como a transparência, a tolerância das diferentes opiniões e o respeito aos direitos humanos. "Os valores chineses, em vez dos americanos, serão incorporados na forma como o mundo utiliza a tecnologia". afirmou o artigo.

"Reunir dossiês tem sido sempre uma característica dos regimes Leninistas. O material é utilizado agora, como antes, para influenciar e intimidar, recompensar e chantagear, bajular e humilhar, dividir e conquistar". "O Partido Comunista Chinês reorganizou a sua estratégia nacional em torno do aproveitamento desse escape digital para expandir o poder e o alcance do Partido". disse Matt Pottinger, o Conselheiro de Segurança Nacional Adjunto dos EUA, num discurso intitulado "A Importância de ser franco" em 23 de outubro de 2020.

"A empresa que está organizando estes dossiês, Shenzhen Zhenhua Data Information Technology Co, apoia o que o seu CEO alegadamente chama "guerra psicológica". A Zhenhua colhe e organiza dados públicos e privados sobre nós para serem explorados pelos seus clientes, que são órgãos do aparato de segurança chinês, de acordo com o seu website".

A hegemonia digital do PCC não diz respeito apenas à vigilância e coleta de dados na Internet, mas também abrange todos os aspetos da vida diária das pessoas, quando as pessoas são expostas a violações urgentes da privacidade enquanto jogam jogos de vídeo ou utilizam os meios de comunicação social.

Em 28 de outubro de 2020, o Wall Street Journal publicou o artigo: “Se você jogar videogame, a China pode estar espionando você”, de Dave Aitel, ex-especialista em segurança da NSA e Jordan Schneider, pesquisador do CNAS, que afirmou: “Esqueça o WeChat e TikTok. O controle da China no mercado global de videogame é a vulnerabilidade de segurança mais urgente quando se trata de produtos de tecnologia de consumo chineses”.

“Nos últimos 10 anos, a gigante chinesa da tecnologia Tencent investiu ou adquiriu de imediato muitas das maiores empresas de videogame do mundo”. “A China já está usando os jogos para disseminar seu soft power e coletar dados sobre os cidadãos norte-americanos, como destacou o atual governo. De forma mais insidiosa, o acesso de Pequim a milhões de computadores de jogadores dá a seus espiões uma oportunidade incomparável de usar jogos para conduzir operações de inteligência”.

“A mesma dinâmica que leva Hollywood a se silenciar sobre os abusos de Pequim afetará cada vez mais as empresas ocidentais que esperam ganhar dinheiro com os jogadores chineses”.

A Freedom House observou em seu relatório anual “Freedom on the Net” em 14 de outubro de 2020 que “Pelo sexto ano consecutivo, a China apresentou as piores condições para a liberdade na Internet”.

“Com o início do COVID-19, todos os componentes do aparato de controle da Internet do regime, incluindo censura automatizada, vigilância de alta tecnologia e prisões em grande escala, foram ativados para estancar a disseminação não apenas do vírus, mas também de informações e críticas não oficiais do governo.”

No passado, o PCC usou meios científicos e tecnológicos para fortalecer o sistema autoritário e restringir a liberdade de expressão do povo. Em seguida, recorreu ao centro geoespacial da ONU e ao centro de pesquisa de big data para estender sua censura e vigilância do público ao exterior. Agora, as nações que estão ansiosas por expandir a construção de redes 5G, e muitas pessoas viciadas em videogames, estão caindo na armadilha da rede vermelha do PCC sem perceber. Os governos e parlamentos em todo o mundo devem estar vigilantes e fortalecer a estrutura de segurança nacional. O público em geral também deve melhorar sua consciência de segurança da informação e comunicação para garantir que a liberdade de rede e os direitos humanos básicos não sejam infiltrados e violados pelo PCC.