Falun Dafa Minghui.org www.minghui.org IMPRIMIR

Lembrando o Sr. Liang Zhenxing

19 de Janeiro de 2021 |   Por um praticante do Falun Gong na província de Jilin

(Minghui.org) O Sr. Liang Zhenxing, um dos praticantes do Falun Gong envolvidos na interceptação da TV a cabo da cidade de Changchun para transmitir vídeos de esclarecimento da verdade, morreu como resultado de perseguição no Hospital Central de Gongzhuling em 1º de maio de 2010.

Sr. Liang Zhenxing.

O Sr. Liang, nascido em 1964, foi engenheiro de aquecimento de água na cidade de Changchun, província de Jilin. No passado possuía maus hábitos e a sua família estava à beira do colapso devido à sua baixa moralidade. Depois de haver começado a praticar o Falun Gong por recomendação de um vizinho em 1998, ele aprendeu gradualmente a comportar-se e foi capaz de quebrar os seus maus hábitos e desfrutar de uma vida familiar harmoniosa. Testemunhando as tremendas mudanças nele, a sua esposa e sua filha também se tornaram praticantes.

Sr. Liang foi enviado para um campo de trabalho por apelar pelo Falun Gong

Depois do Partido Comunista Chinês (PCC) ter anunciado abertamente a sua perseguição ao Falun Gong em 20 de julho de 1999, o Sr. Liang e outros praticantes foram ao Gabinete de Recursos da Província de Jilin em 22 de julho para esclarecer os fatos sobre o Falun Gong e solicitar a libertação dos coordenadores locais do Falun Gong que tinham sido detidos durante os dois dias anteriores. Os funcionários da Secretaria de Apelações disseram aos praticantes que enviassem cinco representantes para falar com eles. O Sr. Liang foi um dos voluntários. Durante a conversa, porém, os funcionários do Gabinete de Apelações negaram a detenção de quaisquer coordenadores.

O Sr. Liang foi a Pequim para apelar duas vezes pelo Falun Gong: em agosto e em setembro de 1999, respectivamente. Ele foi detido durante o seu segundo recurso e condenado a cumprir um mandato de um ano no Campo de Trabalho Forçado de Weizigou, o que o manteve preso durante mais sete meses após a data de expiração do seu mandato, até abril de 2001.

Sr. Liang resistiu à perseguição com pensamentos retos no campo de trabalho

Os guardas do campo de trabalho submeteram os praticantes detidos a uma sessão intensiva de tortura em junho de 2000. Ordenaram ao Sr. Liang, ao Sr. Liu Chengjun e a outros praticantes que se sentassem em banquinhos durante longos períodos, enquanto os espancavam e os eletrocutavam com bastões elétricos. Também os obrigaram a passar por sessões de lavagem cerebral.

Sob a diretiva do pessoal da Secretaria Judiciária da Cidade de Changchun, o Campo de Trabalho de Weizigou transferiu todos os praticantes para o Campo de Trabalho de Fenjin em 12 de julho de 2000, mas trouxeram de volta o Sr. Liang e alguns outros não muito tempo depois.

Depois do PCC encenar o incidente de "autoimolação da Praça Tiananmen" por volta do Ano Novo Chinês de 2001, os funcionários do campo reuniram todos os detidos uma noite para assistir a programas de ataque ao Falun Gong. Para protestar contra a campanha de difamação do Falun Gong, o Sr. Liang e a Sra. Han Yuzhu gritaram: "Falun Dafa é um Fa reto". Os guardas amordaçaram-nos e seguraram a Sra. Han. O Sr. Liang e a Sra. Han entraram em greve de fome para protestar contra os seus maus tratos.

Na manhã de 9 de fevereiro de 2001, o chefe do campo Zhang Benquan levou os seus subordinados a alimentarem a força os dois praticantes. Abriram a boca do Sr. Liang e derramaram uma garrafa de água salina de alta densidade em sua garganta. Quando o Sr. Liang lutou para fugir, deram-lhe um murro nos olhos e causaram lesões graves. A sua boca também foi danificada durante o processo. Ele não conseguia parar de tossir e vomitar quando era conduzido de volta à sua cela. A Sra. Han também foi alimentada a força com água salina de alta densidade, sofreu de envenenamento por sódio e morreu nessa noite.

Após a sua libertação, o Sr. Liang trabalhou em conjunto com praticantes para esclarecer às pessoas sobre os fatos do Falun Gong. Para divulgar a mensagem, tentaram tudo o que era possível, incluindo mostrar faixas de esclarecimento da verdade a balões de hélio e transmitir materiais de esclarecimento da verdade através de altofalantes.

Em 2002, a fim de esclarecer a verdade às pessoas enganadas pela propaganda caluniosa do Partido Comunista Chinês (PCC) sobre o Falun Gong, vários praticantes interceptaram as TV a cabo na cidade de Changchun e transmitiram um programa de vídeo relacionado com a verdadeira história do incidente da autoimolação da Praça Tiananmen. Como retaliação, o PCC prendeu mais de 5.000 praticantes do Falun Gong.

Antes e depois da intercepção da TV a cabo

Uma vez que o incidente encenado da "autoimolação da Praça Tiananmen" feito pelo PCC havia cegado mentalmente muitas pessoas, o Sr. Liang contemplou como espalhar mais eficazmente a verdade da perseguição ao Falun Gong. Depois de ter tomado conhecimento do potencial benéfico de entrar numa rede de TV a cabo, começou a fazer experiências, financiadas com as suas próprias poupanças.

Em 27 de fevereiro de 2002, o Sr. Liang recebeu um telefonema do seu local de trabalho, pedindo-lhe para falar com o gerente Sun no mercado Songhui no dia seguinte. Quando chegou, mais de dez policiais à paisana capturaram-no e levaram-no embora.

O Sr. Liang Zhenxing foi detido em março de 2002.

Por volta das 20 horas do dia 5 de março de 2002, os vídeos de esclarecimento da verdade do Falun Gong, incluindo "Falun Dafa por todo o mundo" e "autoimolação ou engano?" foram transmitidos durante cerca de 50 minutos em oito canais da rede de TV a cabo da cidade de Changchun, que contou com 300.000 assinantes e mais de um milhão de telespectadores. O incidente chocou o público, e muitas pessoas aprenderam a verdade sobre a perseguição ao Falun Gong.

Chocado e irritado, Jiang Zemin, o então chefe do PCC que iniciou a perseguição, emitiu uma ordem secreta para "matar [os responsáveis pelo incidente] sem perdão". Em breve, agentes da polícia da província de Jilin prenderam mais de 5.000 praticantes do Falun Gong na cidade de Changchun. Durante as detenções, pelo menos sete praticantes do Falun Gong foram espancados até à morte, e 15 praticantes foram condenados a penas entre quatro e 20 anos de prisão. O Sr. Liang e o Sr. Liu Chengjun foram condenados a 19 anos e a Sra. Zhou Runjun a 20 anos, que foram os prazos mais longos exigidos aos praticantes do Falun Gong desde o início da perseguição em 1999.

O Sr. Liang foi brutalizado pela polícia

Após a detenção em massa de praticantes, agentes da Divisão Um do Departamento de Polícia da Cidade de Changchun levaram o Sr. Liang para o Centro de Detenção de Tiebei da Cidade de Changchun. Interrogaram-no seis vezes durante a sua detenção lá. Cada vez que o levavam para um hotel numa zona suburbana, onde mantinham uma sala de interrogatório secreta. Torturaram-no frequentemente durante vários dias seguidos. Uma vez eletrocutaram seus mamilos com bastões elétricos e finalmente queimaram e removeram um deles. Espancaram-no com tanta força que também fraturaram as suas costelas.

Reencenação da tortura: eletrocutado com bastões com bastões elétricos.

Às 7h da manhã do dia 18 de setembro de 2002, um Tribunal Intermediário de Changchun iniciou um julgamento dos 15 praticantes envolvidos na intercepção televisiva antes do previsto. Antes do julgamento, a polícia espancou e eletrocutou os praticantes com bastões elétricos. Muitos dos praticantes ficaram com a boca gravemente ferida. O Sr. Liang, o Sr. Liu Chengjun e o Sr. Lei Ming gritaram: "Falun Dafa é bom", e "Falun Dafa é um Fa reto" a caminho do tribunal. A polícia deu-lhes um choque com bastões elétricos, numa tentativa de detê-los. Durante a sessão do tribunal, o Sr. Liang repetia constantemente: "Falun Dafa é bom" e "Falun Dafa é um Fa reto".

Sr. Liang é torturado na Prisão de Jilin

Após o Sr. Liang ter sido enviado para a Prisão de Jilin em novembro de 2002, os detidos criminosos, incluindo Li Ming e Zhao Guangcun, utilizaram todos os meios possíveis para fazê-lo sofrer. Espancaram-no com tubos de borracha cheios de água, nas suas costas com sapatos de salto alto e espetaram os dedos dele e entre as costelas. Apertaram até os testículos com força.

Na véspera do Ano Novo Chinês de 2003, Li Ming bateu no Sr. Liang com tanta força com um tubo de borracha que o Sr. Liang perdeu o equilíbrio, bateu com a cabeça no radiador e perdeu imediatamente a consciência. Após cuidados de emergência hospitalares, ele desenvolveu complicações. Sua fala fou prejudicada e, por vezes, não conseguia pensar com clareza.

A lucidez do Sr. Liang foi restaurada na primavera de 2003, após a leitura de artigos escritos pelo Mestre Li que os familiares de um praticante haviam transmitido. No outono de 2003, escreveu uma carta à direção da prisão, relatando os maus tratos infligidos aos praticantes detidos, mas foi recebido com retaliação. Os guardas transferiram-no para a "equipe estritamente gerenciada", onde o submeteram a torturas ainda mais brutais.

Em 10 de Julho de 2004, a Agência 610 da Província de Jilin enviou um grupo de inspetores à Prisão de Jilin para iniciar uma sessão de lavagem cerebral involuntária de 10 dias. Quando o Sr. Liang se recusou a cooperar, foi novamente enviado para a "equipe estritamente gerenciada", onde os guardas fizeram com que três prisioneiros criminais o vigiassem. Os monitores espancaram-no e também o obrigaram a sentar-se numa ripa de madeira com menos de uma polegada (2,54 cm) de largura durante mais de dez horas por dia. A prisão também o proibiu de receber visitas de familiares.

O Sr. Liang passou pelo inferno na Prisão de Tiebei

Em 29 de março de 2005, o Sr. Liang foi transferido para a Prisão de Tiebei, na cidade de Changchun, onde continuou a sofrer maus tratos grosseiros. O chefe de divisão, Wang Xiaoguang, e o chefe político, Zhang Lizhou ordenaram aos presos criminosos que o espancassem durante vários meses seguidos.

Um dia, em meados de agosto de 2005, o Sr. Liang foi levado para o Hospital da Polícia, onde, em vez de receber cuidados médicos, foi obrigado a passar por um tipo especial de tortura chamado “esticado na cama”. Com essa tortura, os seus quatro membros foram imobilizados numa posição esticada até às extremidades superiores dos quatro cantos da cama. Todo o seu corpo foi suspenso, exceto a sua cabeça, que foi apoiada por uma pilha de objetos. Durante seis dias seguidos ele teve de permanecer nessa posição, dia e noite. Quando foi enviado de volta para o Hospital Prisional de Tiebei, foi algemado durante o dia, mas amarrado aos quatro cantos de uma cama em posição de esticada durante a noite.

Reencenações de tortura: Esticado na cama.

O Sr. Liang sofreu imensamente na Prisão de Shiling

O Sr. Liang foi transferido para a Prisão Shiling na cidade de Siping no final de agosto de 2005. Assim que chegou, foi levado para a solitária. Mais tarde, os guardas transferiram-no para uma chamada "divisão de reforma", onde os praticantes detidos eram vigiados de perto. Os guardas designaram detidos criminosos para vigiarem cada um dos praticantes que estavam proibidos de falar ou de trocar contato visual entre si. O Sr. Liang e outro praticante foram vistos a sorrir um para o outro e foram subsequentemente espancados por Gao Minglong e alguns outros detidos no banheiro. Ambos os praticantes ficaram com a cara inchada e depois os dente caíram.

Depois do Sr. Liang ter entrado em greve de fome em 6 de maio de 2006, os guardas obrigaram-no a deitar-se na cama, algemado e acorrentado. Ele teve de se aliviar na cama. Todos os dias, alguns detidos acompanhavam-no até ao hospital da prisão para receberem alimentação a força, o que acabou por danificar sua traqueia, a voz ficou rouca e sua fala arrastada.

Quando a família do Sr. Liang foi visita-lo na prisão em 12 de maio de 2006, notaram que ele tinha de ser apoiado por dois guardas e parecia extremamente fraco. Além disso, o tubo de alimentação ainda estava pendurado, e os grilhões ainda estavam sobre ele.

Sob ordens da Agência 610 da Província de Jilin, a Prisão de Shiling também conduziu uma sessão de reforma involuntária em julho de 2006. Mais uma vez, os praticantes não foram autorizados a falar ou trocar contato visual entre si. Qualquer ofensa convidaria a repreensão ou espancamento.

O Sr. Liang já estava em greve de fome há mais de dois meses e estava extremamente fraco. Uma vez que os guardas deixavam frequentemente o tubo de alimentação no seu estômago sem removê-lo durante muitos dias seguidos, o tubo já tinha se desintegrado dentro do seu corpo. Apesar do seu preocupante estado de saúde, os guardas ordenaram aos prisioneiros criminosos que o levassem todos os dias para a aula de lavagem cerebral. O guarda Shen Quanhong e o ex-praticante Zhu Jiahui, que foi enredado por um caminho maléfico, introduziram um tubo grosso na narina dele até 10 vezes por dia. Durante uma sessão de alimentação forçada, quase partiram sua traqueia.

Reencenação de tortura: Alimentação forçada

Um dia, cerca de cinco pessoas, incluindo o chefe da Prisão Yin Shoudong e o chefe de divisão Yang Tiejun, algemaram o Sr. Liang e empurraram-no para o chão que tinha sido encharcado com água. Em seguida, deram-lhe um choque com mais de 10 bastões elétricos simultaneamente. Torturaram-no assim duas vezes por dia, uma de manhã e depois à tarde, durante um mês consecutivo.

A família do Sr. Liang foi vê-lo novamente em agosto de 2006 e entristeceu-se ao vê-lo reduzido a apenas pele e ossos. Era verão com temperaturas nos 32º C, mas, mesmo com o seu casaco de inverno, ainda se queixava de sentir demasiado frio.

A greve de fome do Sr. Liang durou mais de três meses, durante os quais os guardas o acorrentaram frequentemente a uma cama e também o algemaram.

Quando a prisão levou o Sr. Liang de volta à "divisão de reforma" em 2007, ele resistiu à perseguição, recusando-se a usar um uniforme prisional, a responder a chamadas ou a participar no trabalho. Os guardas destacaram mais de quatro detidos para o vigiarem durante 24 horas por dia. Todos os dias, às 5h da manhã, acordaram-no e algemaram-no ao estrado da cama. Ele foi proibido de se mover e teve de se sentar de frente para uma parede durante todo o dia. De fato, foi acorrentado assim à cama até ser transferido para a Prisão de Gongzhuling em 1º de janeiro de 2010.

Um dia, meados do final de 2007, o Sr. Liang foi espancado e eletrocutado com oito bastões elétricos simultaneamente por se recusar a recitar as regras da prisão. Como resultado, o seu rosto ficou extremamente inchado, deformado e coberto de bolhas. As suas costas, abdômen e área genital foram queimadas. Ele apresentava numerosas marcas de queimaduras alinhadas para cima, desde o pescoço até embaixo.

O detido Yan Dequan jogou água fria sobre a cabeça do Sr. Liang quase todos os dias, no inverno ou no verão.

Os olhos e o rosto do Sr. Liang ficavam frequentemente inchados devido a espancamentos constantes.

Uma vez Gao Minglong empurrou o Sr. Liang para a frente de outros detidos e o espancou com uma ripa de madeira. As costas do Sr. Liang foram depois cobertas com marcas de sangue. Outra vez Gao esbofeteou o seu rosto com a sola de um sapato, causando o sangramento no seu nariz e nas suas orelhas. Yan Dequan não poupou esforços para fazer o Sr. Liang sofrer. Muitas vezes deu murros ou cotoveladas no peito, na cabeça e no rosto ao Sr. Liang. Também esbofeteou o Sr. Liang no rosto e agarrou no seu cabelo para bater com a cabeça contra a parede. Pisou nas áreas sensíveis do Sr. Liang e bateu no rosto e na cabeça com uma escova de madeira. Apertou até os testículos do Sr. Liang, puxou o seu pênis e inseriu uma escova de dentes e vassoura no seu ânus. Também forçou a entrada de pimenta picante na boca do Sr. Liang. O Sr. Liang teve de permanecer quieto durante o sono – qualquer movimento convidaria a espancamentos. Foi também severamente maltratado quando se tratava de comer, tomar banho e usar o banheiro.

Anos de tortura deixaram o Sr. Liang com grandes danos físicos. Sua cabeça tinha um galo redondo de cerca de 3 centímetros de diâmetro na sua cabeça, e uma ferida na sua orelha esquerda que sangrava frequentemente. A ponta do seu nariz estava partida e dois dos seus incisivos caíram. A sua traqueia estava muito danificada, e a sua voz estava rouca. Ele já não conseguia produzir um som alto, deixando-o com uma voz muito fraca. Havia muitos hematomas e marcas nas suas costas.

O Sr. Liang morreu após ter sido transferido para a Prisão de Gongzhuling

No final de 2009, o estado de saúde do Sr. Liang havia se tornado extremamente preocupante e ele perdeu muitas vezes a consciência devido aos espancamentos sem parar. Num esforço para fugir à responsabilidade, a Prisão de Siping transferiu-o para a Prisão de Gongzhuling em 1º de janeiro de 2010.

O Sr. Liang entrou novamente em greve de fome quando os guardas da nova prisão exigiram que ele desistisse da sua crença no Falun Gong. O seu protesto foi recebido com uma alimentação brutal à força, o que levou a uma rápida deterioração da sua saúde. Ele morreu em 1º de maio de 2010, aos 46 anos de idade. Foi dito que os guardas introduziram o tubo de alimentação nos seus pulmões por engano, causando a sua morte. Quando foi enviado para o Hospital Gongzhuling, já não tinha sinais de vida, e os seus tornozelos estavam pretos, roxos e inchados.

O sofrimento passado pelo Sr. Liang está além da imaginação e do limite de resistência das pessoas. Expomos os crimes do PCC contra ele, para que todos tenham uma compreensão clara dessa brutal perseguição aos praticantes do Falun Gong que simplesmente querem a liberdade de seguir a sua crença em Verdade, Compaixão e Tolerância.