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Carta da Assembleia Geral da Virgínia ao secretário de Estado dos Estados Unidos apela ao fim da extração forçada de órgãos na China

11 de Agosto de 2020 |   Por um correspondente do Minghui em Washington, D.C.

(Minghui.org) Membros da Assembleia Geral da Virgínia, o mais antigo órgão legislativo nos Estados Unidos (desde 1619), escreveram uma carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Michael Pompeo, em 29 de julho, apelando que a extração de órgãos de praticantes do Falun Gong vivos na China acabe.

49 membros da Assembleia Geral da Virgínia assinaram a carta ao Secretário de Estado dos EUA.

49 membros da Assembleia Geral assinaram a declaração, incluindo 12 do Senado e 37 da Câmara. O representante David Bulova do 37º Distrito, que iniciou a carta, esperava que ela aumentasse a conscientização sobre as brutalidades na China e encorajasse o Departamento de Estado a tomar medidas para acabar com as atrocidades. Além disso, a iniciativa pode ajudar a informar mais americanos sobre a origem dos órgãos para transplante na China.

Como muitos outros legisladores, Bulova havia ouvido falar sobre a perseguição ao Falun Gong na China antes, mas não percebeu o quão severa é a perseguição até que ouviu depoimentos de vítimas e testemunhas. Surpreso com a forma como os praticantes do Falun Gong são maltratados na China, redigiu a carta e recebeu grande apoio de outros escritórios da Assembleia Geral.

O congressista David Bulova representa o 37º Distrito na Virgínia.

De acordo com Bulova, a carta seria enviada ao governador da Virgínia e oficiais do Departamento de Saúde. Também seria copiada para legisladores federais na Virgínia, incluindo dois senadores e 11 membros da Câmara.

“Este mês de julho marca 21 anos desde que o Partido Comunista Chinês (PCC) iniciou uma perseguição intensiva em todo o país para erradicar a prática espiritual do Falun Gong”, afirma a carta. “Além da tortura física e mental, a prática imoral de extração de órgãos, sem consentimento, pelo PCC também foi documentada”.

A carta reconheceu os esforços bipartidários anteriores que aumentaram a conscientização sobre a perseguição, como a Resolução 343 da Câmara (2016, Rep. Ros-Lehtinen) e a Resolução 274 do Senado (2019, Senador Menendez). “Essas resoluções detalham em termos nítidos o horror infligido aos praticantes do Falun Gong e outros grupos religiosos e étnicos minoritários na China”, afirma a carta. “Também apreciamos suas declarações de que a liberdade religiosa é uma prioridade para a administração”.

Embora essas resoluções tenham ajudado a revelar a perseguição na China, “elas não podem se comparar às histórias poderosas e angustiantes vindas diretamente das famílias das vítimas e sobreviventes”, acrescentou a carta. Também citou trechos do testemunho de um sobrevivente que mora em Fairfax, jurisdição de Bulova: "Vivendo em um leito de morte com quatro membros amarrados", "algemado e pendurado em posições dolorosas", "violentamente alimentado à força", sujeito a "choques elétricos de alta tensão” e “privado de sono por três dias”. A carta afirma que, embora possa ser difícil para os americanos imaginar tal tortura, a atrocidade torna a ação das autoridades americanas uma prioridade.

Os signatários também instaram o Departamento de Estado a ajudar a educar os americanos sobre a existência de extração forçada de órgãos na China: “Os transplantes de órgãos nunca devem ser realizados sob força ou coação. Estamos preocupados que os pacientes dos Estados Unidos que vão à China para transplantes de órgãos não saibam que os órgãos que podem receber são de prisioneiros de consciência”.

A carta observou que, na China, expor tais atrocidades poderia se deparar com retaliação drástica: “Estamos escrevendo em solidariedade aos sobreviventes e aqueles que não podem mais falar por si próprios. Pedimos a sua liderança e a considerável influência dos Estados Unidos para garantir que, no ano que vem, não tenhamos 22 anos de perseguição”.

Uma versão assinada da carta pode ser encontrada aqui. Abaixo está a lista de cossignatários:

David Bulova, Barbara Favola, Kaye Kory, John Bell, Jennifer Boysko, R. Creigh Deeds, Siobhan Dunnavant, Ghazala Hashmi, David Marsden, Joseph Morrissey, Mark Peake, J. Chapman Petersen, Scott Surovell, Jen Kiggans, Dawn Adams, Leslie Adams, Lashrecse Aird, John Avoli, Hala Ayala, Robert Bloxom, Ronnie Campbell, Mark Cole, Karrie Delaney, James Edmunds, Matthew Farris, Nicholas Freitas, Hyland Fowler, Gwendolyn Gooditis, Elizabeth Guzman, Christopher Head, Daniel Helmer, David LaRock, Delores McQuinn, John McGuire, Jason Miyares, Martha Mugler, Michael Mullin, Kenneth Plum, Sam Rasoul, Mark Sickles, Suhas Subramanyam, Kathy Tran, Schuyler Van Valkenburg, Wendell Walker, Lee Ware, Vivian Watts, Michael Webert, Rodney Willett e Tony Wilt.