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Mulher de Henan, que já ficou presa por dez anos, é novamente presa por falar sobre a sua fé

8 de Dezembro de 2020 |   Por um correspondente do Minghui na província de Henan, China

(Minghui.org) Na cidade de Zhoukou, província de Henan, uma moradora foi detida em 9 de julho de 2020, por distribuir materiais sobre o Falun Gong enquanto visitava a sua família na província vizinha de Anhui. Ela ainda está detida na cidade de Jieshou, Anhui, no momento em que este texto foi escrito.

Falun Gong, também conhecido como Falun Dafa, é uma antiga disciplina espiritual e de meditação que tem sido perseguida pelo regime comunista chinês desde 1999.

A última detenção da Sra. Yang Xiuling foi devido a duas penas de prisão de um total de dez anos e repetidas detenções por manter a sua fé.

Nos primeiros anos da perseguição, a Sra. Yang foi duas vezes a Pequim para apelar ao direito de praticar o Falun Gong e foi detida nas duas vezes. Durante uma das suas detenções, Lu Feng, uma diretora do Gabinete de Segurança Interna, bateu com força na sua cabeça e também a chicoteou com um cinto de couro, depois que ela se recusou a cooperar no interrogatório. Outro oficial, Peng Yu, acorrentou-a e algemou-a durante mais de 20 dias e forçou-a a caminhar dessa forma como forma de humilhação e tortura.

A Sra. Yang foi novamente presa em outubro de 2002, depois de ter sido denunciada por ter falado com pessoas sobre o Falun Gong. Quando ela foi libertada, ficou desolada ao saber que o seu marido estava tendo um caso. Mais tarde, ele pediu o divórcio, com a desculpa de que a Sra. Yang praticava o Falun Gong.

A Sra. Yang fez bicos para poder se sustentar, bem como aos seus filhos e à sua mãe na casa dos 80 anos. Para aumentar a consciência a respeito da perseguição, ela começou a imprimir alguns materiais informativos em casa. Depois que o seu ex-marido descobriu isso, ele foi se queixar ao seu supervisor, o chefe do departamento de segurança de uma Universidade, que acabou denunciando a Sra. Yang à polícia.

Em 4 de maio de 2006, quatro agentes invadiram a casa da Sra. Yang, prenderam-na e confiscaram o seu computador, a impressora e os materiais que ela imprimiu.

Yu Yiyun, o chefe da Agência 610 da cidade de Zhoukou, uma agência extralegal criada especificamente para perseguir o Falun Gong, ordenou ao Tribunal Distrital de Chuanhui para que condenasse a Sra. Yang a dez anos de prisão. Ela recorreu da sentença e o Tribunal Recursal reduziu a sua pena para sete anos.

A Sra. Yang foi sujeita a tortura de longo prazo na Prisão Feminina de Xinxiang, incluindo privação de sono, ela não tinha permissão de se lavar, bem como era forçada a trabalhar além da conta.

Apenas três anos depois de voltar para casa, ela foi novamente presa em 14 de março de 2016, por ter falado com algumas pessoas sobre o Falun Gong, enquanto visitava a sua família na cidade de Jieshou, província de Anhui. Mais tarde, ela foi condenada a três anos de prisão.

Quando foi libertada em 2019, ela tinha quase 70 anos de idade. O seu cabelo tinha ficado grisalho e ela parecia pálida e exausta. Apesar do seu estado frágil, a Sra. Yang ajudou a cuidar da sua ex-sogra durante dois meses, pois ela estava nos seus últimos dias de vida devido à um câncer terminal de pulmão. O seu ex-cunhado disse aos seus filhos: “A sua mãe é a melhor pessoa que eu conheço”.