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Milhares de vidas inocentes, que se esforçam para se tornarem melhores cidadãos, foram mortas na perseguição ao Falun Gong

31 de Dezembro de 2020 |   Por Shi Ming

(Minghui.org) A perseguição contra o Falun Gong, que começou em julho de 1999, já dura 21 anos. Só neste ano, pelo menos 83 praticantes perderam a vida devido à repressão de sua fé, e 21 deles faleceram enquanto estavam sob custódia.

A tragédia transcende os números. Enquanto a China e o mundo aproveitam as festas e celebram o Ano Novo, as famílias sobreviventes dos praticantes falecidos continuam em luto, ainda lamentando a perda de seus entes queridos.

Vindo de todas as esferas da vida, esses praticantes falecidos eram inocentes e pacíficos. E seu único “crime” foi se esforçar para se tornarem pessoas melhores, seguindo os princípios do Falun Gong: Verdade, Benevolência e Tolerância.

O Sr. Wang Fengchen e a Sra. Leng Xiuxia, por exemplo, foram ambos professores da Escola Secundária nº 1 do Condado de Lindian, a melhor escola secundária do Condado de Lindian, na província de Heilongjiang. O Sr. Wang ensinou geologia e os alunos adoraram como ele transformava materiais de aula insípidos em histórias animadas. A Sra. Leng também era muito hábil e vários departamentos a queriam. Os funcionários da escola a nomearam tesoureira porque confiavam muito nela.

O casal credita ao Falun Gong por capacitá-los a ter uma melhor ética de trabalho e melhorar seu caráter moral. Ambos sofreram tremendamente por causa de sua fé depois que a perseguição começou em 1999. Quando foram detidos em outubro de 2000, sua filha de 7 anos ficou sozinha.

Durante o ano novo de 2017, a polícia na cidade de Daqing encontrou alguns banners escrito "Falun Dafa é bom" e "Verdade, Benevolência e Tolerância são bons valores". Sob pressão do Departamento de Polícia de Heilongjiang, a polícia de Lindian prendeu do Sr. Wang e a Sra. Leng junto com três outros praticantes em 18 de janeiro de 2017. A polícia também vasculhou as casas dos praticantes e confiscou seus objetos de valor, incluindo o carro do Sr. Wang. Durante o interrogatório, a polícia os torturou em busca de provas para acusá-los.

Durante um julgamento em outubro de 2017, o Sr. Wang e a Sra. Leng foram condenados a quatro anos de prisão e multados em 30.000 yuans. O Sr. Wang foi enviado para a Prisão de Hulan e a Sra. Leng para a prisão Feminina de Heilongjiang. Em 31 de maio de 2020, uma família do casal foi notificada de que o Sr. Wang estava tossindo há dois meses devido a uma pneumonia. Eles solicitaram liberdade condicional médica, que foi negada. A condição do Sr. Wang piorou em julho e ele morreu em 9 de agosto, enquanto sua esposa, a Sra. Leng, ainda estava na prisão.

Casos adicionais

O que aconteceu com o Sr. Wang e a Sra. Leng foi apenas uma das inúmeras histórias trágicas. Os 83 praticantes que morreram este ano são provenientes de 20 províncias ou cidades de nível provincial na China.

A Sra. Lan Lihua, uma praticante da cidade de Shenyang na província de Liaoning, foi presa ao distribuir calendários com mensagens sobre o Falun Gong. Ela foi condenada a 3 anos e 10 meses. Enquanto cumpria pena na Prisão Feminina de Liaoning, ela foi infectada com hepatite B. Ela morreu aos 49 anos, em 21 de abril de 2020.

A Sra. Xiao Yongfen e seu marido, residentes na cidade de Dehui, província de Jilin, foram presos em setembro de 2017. Por causa de problemas de saúde, a Sra. Xiao foi enviada para casa para permanecer em prisão domiciliar. Ela foi presa novamente em julho de 2018 e condenada a sete anos na Prisão Feminina de Jilin. Ela morreu na prisão em 31 de janeiro de 2020, com as autoridades alegando que ela morreu após cair no chuveiro. Sua família notou que seu rosto estava inchado e vermelho, inconsistente com lesões causadas por queda. Os funcionários da prisão cremaram seu corpo no dia seguinte.

O Sr. Bian Qunlian, da cidade de Chengde, província de Hebei, foi preso em 2005 e condenado a 8 anos de prisão. Depois de ser preso novamente em 2016, ele foi condenado a uma pena de 6 anos e admitido na Prisão de Jidong. Ele foi torturado até ficar em uma condição de risco de vida. A prisão o libertou em 9 de agosto de 2020, e ele morreu quatro dias depois, em 12 de agosto.

A Sra. Li Ling era uma praticante da cidade de Penglai, província de Shandong. Quando ela voltou para casa com alguns materiais do Falun Gong em 28 de junho de 2020, o secretário do partido da vila de Zhangjiacun, Xiang Demao, liderou cinco soldados paramilitares para prendê-la. Eles a levaram para uma casa vazia para interrogatório. A Sra. Li se recusou a revelar de quem ela conseguiu os livretos. Yu Desheng e Yu Deshui, dois dos soldados paramilitares, tentaram forçá-la a se submeter. Alguns de seus dentes caíram e sua boca foi ferida devido a surras brutais. Houve uma contusão em sua caixa torácica esquerda e ela tinha hematomas por toda parte. De acordo com um morador idoso que foi convidado a cuidar dela, um dos soldados também cutucou a Sra. Li com uma vara no peito.

A Sra. Li ainda se recusava a desistir de sua prática ou responder a perguntas. Um de seus perpetradores a levou para fora de casa para "consertá-la". Ele a chutou com tanta força que ela perdeu o equilíbrio e bateu com o quadril em uma pedra do lado de fora da porta. Mais tarde começou a chover e ele a forçou a ficar na chuva por um longo período de tempo. Ela fez uma greve de fome para protestar contra o abuso. A Sra. Li foi levada às pressas para uma clínica privada em 13 de julho para atendimento médico de emergência e foi declarada morta. 

Acabar com a perseguição

A repressão ao Falun Gong foi lançada pelo ex-líder do Partido Comunista Chinês (PCC), Jiang Zemin, em julho de 1999. De acordo com dados do site Minghui.org, em 10 de julho de 2019, 86.050 praticantes foram presos, 28.143 enviados para campos de trabalho e 17.963 presos em um momento ou outro. Além disso, 18.838 praticantes já foram mantidos em centros de lavagem cerebral e 809 em hospitais psiquiátricos. Ao todo, o Minghui relatou 518.940 incidentes de praticantes do Falun Gong sendo perseguidos por causa de sua fé, com 4.595 mortes confirmadas.

Por meio de esforços consistentes dos praticantes, a comunidade internacional começou a reconhecer as graves violações aos direitos humanos na China e começou a agir.

O Departamento de Estado dos EUA anunciou em 7 de dezembro de 2020 a sanção de 14 funcionários do Partido Comunista Chinês por violações dos direitos humanos. As sanções incluem bloquear seus bens nos EUA, proibir pessoas dos EUA de negociar com eles e impedir que eles e seus familiares imediatos entrem nos EUA.

A lista de sanções abrange todos os 14 vice-presidentes do Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo (NPCSC), incluindo Wang Chen, Cao Jianming, Zhang Chunxian, Shen Yueyue, Ji Bingxuan, Arken Imirbaki, Wan Exiang, Chen Zhu, Wang Dongming, Padma Choling, Ding Zhongli, Hao Mingjin, Cai Dafeng e Wu Weihua.

Vários dias antes do Dia dos Direitos Humanos, em 10 de dezembro, os praticantes do Falun Gong em 29 países enviaram uma lista de perpetradores de direitos humanos a seus respectivos governos, solicitando que essas nações sancionassem os perpetradores listados e seus familiares com restrições de visto e congelassem seus bens, devido ao seu envolvimento na perseguição ao Falun Gong na China.

Os 29 países incluem os Cinco Olhos (Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Reino Unido, Estados Unidos), 18 nações da União Europeia (Alemanha, França, Itália, Espanha, Holanda, Polônia, Bélgica, Suécia, Áustria, Irlanda, Dinamarca , Finlândia, Tcheca, Romênia, Portugal, Hungria, Eslováquia, Eslovênia) e 6 nações adicionais (Japão, Coreia do Sul, Suíça, Noruega, Liechtenstein, México).

Entre essa lista estão alguns funcionários do Comitê Central do Partido Comunista Chinês (PCC). Eles incluem Han Zheng (membro do Comitê Permanente do Politburo), Guo Shengkun (secretário da Comissão Central de Assuntos Políticos e Jurídicos), Zhou Qiang (presidente da Suprema Corte), Liu Jinguo (vice-secretário da Comissão Central de Inspeção Disciplinar) e Fu Zhenghua (vice-diretor da Comissão de Assuntos Sociais e Jurídicos da Conferência Consultiva Política).

Também houve progresso pelos governos europeus. Em 7 de dezembro, os funcionários da União Europeia (UE) concordaram em adotar uma estrutura inspirada na "Lei Magnitsky" para "visar indivíduos, entidades e organismos... responsáveis por estarem envolvidos ou associados a graves violações e abuso aos direitos humanos em todo o mundo".

“A decisão de hoje enfatiza que a promoção e proteção dos direitos humanos continuam a ser uma pedra angular e uma prioridade da ação externa da UE e reflete a determinação da UE em lidar com violações e abusos graves aos direitos humanos”, disse o Conselho da UE em um comunicado.

Em 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos, o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, anunciou sanções contra 17 funcionários de governos estrangeiros por violações dos direitos humanos. Um dos punidos é o chefe Huang Yuanxiong, da Delegacia de Segurança Pública de Wucun, de Xiamen, na província de Fujian, China, por seu envolvimento nas “graves violações aos direitos humanos” dos praticantes do Falun Gong.

“Promover e fazer avançar o respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais continua a ser uma prioridade para os Estados Unidos”, afirmou Pompeo no anúncio. “Neste Dia dos Direitos Humanos, os Estados Unidos orgulhosamente reafirmam seu compromisso de usar todas as ferramentas e autoridades apropriadas disponível para chamar a atenção para as violações e abusos dos direitos humanos, independentemente de onde ou quando ocorram e para promover a responsabilização dos responsáveis por essas violações e abusos.”

Pompeo mais tarde tuitou: “Juntos, garantiremos que atores corruptos e violadores dos direitos humanos não tenham refúgio em nossas jurisdições”. 

Reportagens relacionadas em inglês:

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