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Fahui da China | Guiada pelo Mestre durante os últimos 28 anos de minha jornada de cultivo

15 de Dezembro de 2020 |   Por uma praticante do Falun Dafa em Changchun, província de Jilin

(Minghui.org) Saudações, Mestre! Saudações, colegas praticantes!

Em 13 de maio de 1992, o Mestre Li deu início ao primeiro seminário de ensinamentos do Falun Dafa na Escola Média nº 5 de Changchun. Eu era uma das estudantes na época e, desde então, pratico o Falun Dafa há mais de 28 anos. Naquela época, havia menos de 200 participantes na sala de aula daquela escola. Agora, o Falun Dafa se espalhou por mais de 100 países com milhões de pessoas se beneficiando com a prática.

Lembro que o Mestre disse naquela sessão: “Aí vem vocês. Esta é a primeira aula e é uma grande oportunidade. O que eu dou a vocês é algo que vocês não podem obter mesmo depois de anos de prática [por conta própria]”.

Sim, fomos pelo Fa e fomos pelos seres sencientes. Nos últimos 28 anos, tenho seguido o Mestre faça chuva ou faça sol. Testemunhei a compaixão do Mestre e a profundidade do Dafa.

Abaixo estão algumas das minhas experiências.

1. Superação de tribulações

Tenho 82 anos e meu marido tem 84. Temos dois filhos e uma filha. Antes de praticar o Falun Dafa, muitas vezes fui hospitalizada devido a mais de uma dúzia de doenças. Cerca de 6 meses depois de me tornar uma praticante do Falun Dafa, todos os meus sintomas desapareceram.

O pior sintoma que tive foi a artrite reumatoide. Minhas pernas estavam curvas e eu havia tomado todos os tipos de remédios. Meu caso era tão especial que o hospital teve que reservar remédios especificamente para mim. Minhas pernas foram submetidas a cirurgias e basicamente não sentia nada. Eu também tinha estado no Sanatório Xingcheng, na província de Liaoning, para recuperação. Mas isso não ajudou. Foi só quando comecei a aprender o Falun Dafa que o Mestre me deu boa saúde em pouco tempo.

Eu também tive algumas tribulações físicas. Cada vez que tinha febre, bolhas roxas apareciam em minhas pernas. Um dia tive febre novamente, mas ainda participei de um evento na Praça da Cultura de Changchun para promover o Falun Dafa. Ao voltar para casa, minha febre passou e as bolhas também desapareceram. Eu sabia que o carma em minhas pernas havia sido eliminado. Gradualmente, recuperei a sensação nas pernas e consegui andar normalmente. Finalmente comecei a desfrutar de uma vida sem doenças.

Quando pratiquei a meditação sentada pela primeira vez, minha mente estava repleta de todos os tipos de pensamentos. O Mestre me ajudou a limpá-los e lentamente fui capaz de me acalmar. Os pensamentos aleatórios em minha mente pararam e eu pude alcançar uma profunda tranquilidade. Meu corpo também conseguia levitar. Foi uma experiência magnífica, exatamente como a que o Mestre descreveu no Zhuan Falun.

Depois que a perseguição começou em 1999, tive uma grande tribulação, que sabia que não era apenas para eliminar o carma; ao contrário, foi um arranjo das velhas forças para tirar minha vida. Então eu estava consciente disso. Era 2014 e planejava ir a um shopping center para falar com as pessoas sobre o Falun Dafa. Mas eu caí logo após sair pela porta. No dia seguinte, não conseguia me levantar e fiquei na cama por mais de 20 dias. Tive que rastejar até o banheiro e chorei muito de dor.

Meus filhos insistiram para que eu fizesse um exame médico e fui diagnosticada com hérnia de disco na espinha. A hospitalização foi recomendada. Por saber que era praticante, sabia que ficaria bem e voltei para casa.

Em 2015, muitos praticantes apresentaram queixas criminais contra o ex-líder do Partido Comunista Chinês (PCC), Jiang Zemin, por perseguir o Falun Dafa. Ainda não tinha me recuperado totalmente na época, mas decidi me juntar ao esforço mesmo assim. Depois de colocar vários travesseiros na cama, sentei-me no meio para escrever a queixa. Eu só conseguia escrever algumas linhas de cada vez. Mas continuei e finalmente terminei.

Como praticante, eu sei a importância de praticar os exercícios do Falun Dafa. Mas eu mal conseguia ficar de pé naquele momento. Mesmo assim, encostei-me à parede e consegui praticar os exercícios por alguns minutos de cada vez. Com o passar do tempo, eu conseguia praticar os exercícios cada vez mais. Mais tarde, sempre que me encostava na parede, meus membros doíam de desconforto e eu sabia que era hora de parar de usar a parede como suporte. Depois de alguns meses, consegui fazer uma hora de exercícios. No momento, minhas costas estão retas e estou totalmente saudável. Estou feliz por sair novamente para informar às pessoas dos fatos do Dafa, esclarecendo a propaganda difamatória do PCC.

Tenho fé no Mestre e no Dafa. Contanto que façamos as coisas como praticantes genuínos, a situação vai melhorar e podemos superar as dificuldades.

2. Apelo na Praça Tiananmen

Quando a perseguição começou em julho de 1999, fiquei muito triste, o Dafa é tão bom e o Mestre é bom. Um grande número de pessoas recuperou a saúde e encontrou a felicidade. Por que as autoridades não nos permitiram ser melhores cidadãos? Então, fui ao governo provincial apelando ao Dafa.

Alguns outros praticantes também foram lá e a polícia nos levou para um estádio. Éramos muitos de toda a província de Jilin. Muitos praticantes também viram um Falun girando no céu. Sabíamos que o Mestre estava nos encorajando, pois tínhamos feito a coisa certa.

A perseguição continuou e piorou. Eu sabia que o Dafa estava sendo injustiçado e decidi ir a Pequim para apelar. Vários praticantes e eu fomos juntos em setembro de 1999. Depois de chegar lá, não encontramos praticantes locais no primeiro dia e, sem nossas carteiras de identidade, também não podíamos ficar no hotel (não carregávamos carteiras de identidade para não sermos identificados e retaliados por oficiais locais). Então acabamos ficando ao lado de um canteiro de flores em um parque. Já fazia frio em Pequim na época. Mas estávamos muito aquecidos e todos dormimos bem. Sabíamos que o Mestre nos ajudou e ficamos muito gratos.

No segundo dia, entramos em contato com um praticante de Pequim que nos levou a uma residência quadrangular em estilo de pátio no subúrbio. Caminhamos mais de 16 quilômetros para chegar lá. Estávamos todos suados com as roupas encharcadas e com bolhas nos pés.

Mais de 130 praticantes moravam naquele lugar e era muito lotado. Por isso, cerca de 5 ou 6 dias depois mudamos para um lugar diferente. O dono da primeira residência em que ficamos despediu-se de nós como se fôssemos uma só família. Ele caminhou conosco por uma longa distância quando saímos e disse: “Por favor, sintam-se à vontade para voltar a qualquer momento”. Todos nós choramos.

O Mestre disse: “Os discípulos do Dafa são um”. ("Ensinando o Fa na Conferência no Meio-Oeste dos Estados Unidos, 1999"). No passado, eu não entendia isso muito bem. Agora eu percebi que todos os praticantes estavam pensando a mesma coisa e tendo o mesmo objetivo.

Ficamos no novo local por 22 dias. Havia praticantes de toda a China e íamos apelar a diferentes lugares todos os dias, incluindo a Praça Tiananmen. No final, a polícia nos prendeu e nos levou de volta para Changchun. Meu filho me viu algemada na estação de trem em Changchun e chorou. Eu disse a ele: “Sempre disse a você para ser uma pessoa boa e praticar boas ações. O Falun Dafa é inocente e um dia você terá orgulho de sua mãe”.

Fui levada da estação de trem para o Centro de Detenção Balibao. Depois de uma semana, fui transferida para o comitê de rua local e mantida lá por mais uma semana. Recusei-me a desistir da minha crença e, desde então, os funcionários frequentemente vinham à minha residência para me assediar. O diretor do Departamento de Organização do distrito de Nanguan me disse: “Você tem que escolher entre o PCC e o Falun Dafa”. Então, eu apresentei um pedido de renúncia à minha filiação ao PCC.

O assédio piorou depois disso, mas eu conhecia meu caminho. Quatro praticantes e eu fomos a Pequim novamente. Para evitar a interceptação pela polícia, mudamos de transporte várias vezes. Nos dividimos em duas equipes de duas pessoas e tínhamos os banners prontos. Mas as áreas próximas à Praça Tiananmen estavam todas guardadas pela polícia e não tivemos a chance de desdobrar as faixas. No final, coloquei um banner perto da entrada de uma estação de metrô. Muitas pessoas subiram para olhar e eu também me misturei com a multidão. Os policiais vieram, mas não conseguiram descobrir quem fez isso. Então saímos de lá com segurança.

Mais tarde, ouvi uma música composta por um praticante do Dafa com o título “Praça Tiananmen, por favor, diga-me”:

Praça Tiananmen, por favor me diga,
quantos discípulos estiveram aqui para o Dafa?
As nuvens no alto viram tudo,
sua paz e compaixão em meio à dura perseguição.
Pessoas de bom coração estão derramando lágrimas por eles,
enquanto vozes retas contam suas histórias.
Para esclarecer fatos
em seu nome e em meu nome,
eles foram torturados tremendamente.

Praça Tiananmen, por favor me diga,
quantos banners foram
erguidas acima da cabeça?
As brisas e os ventos ouviram tudo claramente,
as vozes de “Falun Dafa é bom” ainda estão ecoando no ar.
Pessoas de bom coração estão derramando lágrimas por eles,
e vozes retas contam suas histórias.

Para você e eu, e todos os chineses,
eles vieram e se foram, e em nenhum lugar eles podem ser encontrados.
Para você e eu, e todos os chineses,
eles perderam suas vidas, apenas suas vozes ainda são ouvidas no vento.

Sempre que eu ouvia essa música, eu chorava. Muitos praticantes se sacrificaram muito para validar o Fa e isso é realmente notável.

3. Salvação das pessoas

Para ajudar mais pessoas a saber os fatos do Dafa e se afastar das mentiras do PCC, estive em muitos lugares, incluindo cidades grandes, pequenas e pequenas aldeias. Falei sobre a maravilha do Dafa, a compaixão do Mestre e a maldade do PCC. Distribuí materiais e conversei com as pessoas aonde quer que fosse. Quando os materiais acabam, eu mesma os escrevo.

Um dia, em um shopping center, conheci uma mulher de meia-idade. Eu disse a ela como os praticantes do Dafa estavam sendo maltratados por se esforçarem para ser melhores cidadãos, e por que as pessoas devem se separar do PCC para um futuro melhor. Ela concordou comigo e decidiu deixar as organizações do PCC. Eu também dei a ela um amuleto. Ela ficou muito emocionada e queria me dar o anel de diamante que estava em seu dedo como forma de agradecimento. “Por favor, não me agradeça nem me dê nada”, respondi, “Nosso Mestre, o Sr. Li Hongzhi, nos ensinou a fazer isso. Você pode agradecê-lo”.

Uma vez, encontrei um fazendeiro no shopping. Contei a ele sobre o Falun Dafa, a perseguição e o abandono das organizações do PCC. Ele tinha se juntado aos Jovens Pioneiros do PCC ainda jovem e me pediu para ajudá-lo a renunciar ao título de membro. Um oficial de segurança de um shopping center ouviu nossa conversa e ameaçou me denunciar à polícia. Não tive medo algum e pedi educadamente que me deixasse em paz. Surpreso com minha calma e maneiras retas, ele se afastou.

Certa vez, em um dia de neve no início do inverno, o vento estava forte e vários de nós decidimos sair mesmo assim. Embora estivesse frio ao ar livre, pude ajudar três pessoas a deixar as organizações do PCC na estação de ônibus. Um deles era de outra cidade e carregava consigo duas sacolas grandes. Eu o ajudei a organizar as coisas e entrei no ônibus com ele. Enquanto ele me agradecia, conversei brevemente com ele sobre o Dafa. Ele ficou feliz e aceitou os materiais de mim.

Muitas vezes encontrei policiais, incluindo agentes à paisana, mas não tive medo. Um dia, fui distribuir DVDs com outro praticante. Enquanto esperava na rodoviária, vi um homem de meia-idade e conversei com ele.

Ele colocou o DVD que eu dei a ele no bolso e disse: "Você sabe o que eu faço?".

“Acho que você é um policial”, respondi, “mas muitos policiais também são boas pessoas e estão dispostos a ajudar os outros. Você sabe, seguir cegamente a política de Jiang de perseguir pessoas inocentes não fará nenhum bem a você ou a mim. Certo?".

Sua atitude se suavizou e continuei conversando com ele. Eu disse que sem a perseguição, muito mais pessoas teriam se beneficiado da prática como eu, com boa saúde e uma família feliz.

No final, ele se emocionou e disse: “Eu sei, e não vou mais fazer coisas bobas prendendo os praticantes. Está muito frio hoje e por favor, cuide-se”.

Um dia, no verão, um grupo de pessoas comprava espigas de milho torrado de um vendedor ambulante. Eu também fui e conversei com uma mulher sobre deixar o PCC. Eu compartilhei com ela como eu me beneficiei do Dafa e que danos a perseguição fez aos praticantes e à sociedade em geral.

Ocorreu que seu marido era diretor da prisão e ela era administradora da prisão. Ela concordou em renunciar ao PCC e disse que não maltrataria mais os praticantes. Ela morava perto de mim e sempre que nos encontrávamos depois disso, ela me cumprimentava e me tratava como sua irmã.

Os princípios Verdade, Compaixão e Tolerância são importantes para todos. Com tantas pessoas que sofreram lavagem cerebral e foram enganadas pelo PCC, sei que há um longo caminho a percorrer.

4. Proteção do Mestre

Olhando para trás em minha jornada de cultivo, sempre sou grata pela ajuda do Mestre.

Certa vez, quando fui presa em Pequim, tinha um livro do Dafa comigo. Ao ver a equipe de policiais revistando os praticantes um por um, fiquei preocupada que o livro pudesse ser confiscado. Percebi então uma agulha e linha perto da janela, então costurei o livro no interior do meu casaco e a polícia não o encontrou. Depois de ser enviada de volta para Changchun, encontrei meu filho na estação ferroviária e dei o livro para ele.

Pouco antes do Ano Novo Chinês de 2002, um vizinho veio até mim dizendo que Qiuyan, outro praticante que morava em um prédio próximo ao nosso, tinha acabado de ser preso pela polícia. Embora essa vizinha não fosse praticante, ela veio especificamente para me alertar sobre isso. Agradeci e consegui escapar pouco antes de a polícia vir até minha casa.

Depois disso, fui para a casa do meu filho. Cerca de três semanas depois, em 5 de março, vi na televisão os vídeos que os praticantes reproduziram através da interceptação de sinais de cabo. Esse incidente chocou os oficiais do PCC e eles aumentaram a perseguição em Changchun com cerca de cinco mil praticantes presos.

Mais tarde, mudei-me para outro lugar. Um dia, ao ir a um local de produção de materiais para pegar panfletos impressos, encontrei a polícia ao sair de lá. Soube depois que a polícia vasculhou o local e deteve vários praticantes por mais de um ano. Se eu tivesse saído de lá um ou dois minutos depois, também teria sido presa.

Depois que a perseguição começou em 1999, muitos praticantes esperavam ter um lugar para o estudo do Fa em grupo. Comecei esse grupo em minha casa em 2003. Meus vizinhos sabiam que muitos praticantes estavam me visitando, mas nenhum deles me denunciou à polícia.

O Mestre disse:

"No decorrer de tudo isso, simplesmente por não haver problemas, deu à maldade o maior de seus golpes". (“Ensino do Fa proferido no Fahui que marca o décimo aniversário da fundação do website Minghui”, 2009).

Estou muito grata ao Mestre por sua ajuda ao longo desses anos.

5. Família inteira abençoada

Em minha família, não só eu me beneficiei do Dafa, mas meus familiares também foram abençoados por seu apoio durante a perseguição brutal.

Minha filha fez uma cirurgia devido a um tumor hipofisário. O médico disse que sua chance de engravidar era de apenas 2%. Em agosto de 1992, toda a minha família, incluindo minha filha, participou do terceiro seminário de ensinamentos do Mestre. Naquela época, minha filha estava casada há 8 anos e ainda não tinha filhos.

Cerca de um mês depois, em um sonho, ela viu um pássaro voando em sua direção. Mais tarde, ela ficou grávida. Quando fui ao 7º seminário do Mestre na primavera de 1994, vi uma menina descer do céu e sentar-se em meu colo. Quando cheguei em casa ao meio-dia, disseram-me que minha filha tinha acabado de ter uma menina. Todos ficaram muito felizes, pois sabíamos que o Mestre havia nos abençoado com uma menina.

Todos na minha família, agora abrangendo quatro gerações, apoiam minha prática e respeitam o Mestre. De vez em quando, eles também compartilham com outros o quão maravilhoso é o Falun Dafa. Meu marido nunca reclama quando colegas praticantes vêm à nossa casa para o estudo do Fa em grupo. Minha filha sempre se posiciona para defender o Dafa quando ouve alguém caluniar a prática. Sua filha e as filhas de seus irmãos sabem que o Falun Dafa é bom e elas também foram abençoadas. Uma de minhas netas conseguiu um cargo cobiçado em um banco que tinha quase 200 candidatos.

Tenho sentido um campo de energia mais forte nos últimos anos, à medida que a retificação do Fa progride. Costumo ver um Falun gigante girando no teto enquanto pratico os exercícios.

Devo ao Mestre por ser capaz de chegar tão longe após 28 anos de cultivo. O Mestre fez muito por mim e por outros praticantes, mas ainda estamos longe de atender aos requisitos do Mestre.

O Mestre disse,

“A parte mais difícil do cultivo já foi ultrapassada, então caminhem bem a última parte de seus caminhos, e valorizem o caminho que percorreram! Não tem sido fácil, e vocês têm atravessado tribulações sem precedentes na história. Vocês necessitam absolutamente valorizar isso”. ("Ensino do Fa na Conferência de Nova York 2008")

Farei melhor na jornada de cultivo restante e regressarei com o Mestre.