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Fahui da China | Salvando as pessoas do mundo com compaixão (Parte 2)

1 de Janeiro de 2020 |   Por uma praticante do Falun Dafa na China

 (Minghui.org) (continuação da parte 1)

Sendo uma praticante diligente durante a detenção

Faltavam três dias para o Ano Novo e eu queria distribuir mais informações sobre o Falun Dafa (também chamado Falun Gong), porque não teria tempo durante o feriado. Pensando assim, eu havia transformado essa tarefa sagrada do Dafa em uma rotina sem pensamentos retos. Não demorou muito para que uma guarda me parasse e chamasse a polícia. Eu disse a praticante que me acompanhava para ir embora rapidamente.

Comecei a esclarecer a verdade sobre o Dafa para a guarda. Eram oito horas da noite e eu estava em um pequeno parque, mas dezenas de pessoas se reuniram e todo mundo estava ouvindo. A polícia apareceu somente duas horas depois, quando eu já tinha terminado de esclarecer a verdade sobre o Dafa. A delegacia estava apenas a alguns minutos a pé.

Na delegacia, um oficial me perguntou onde eu havia conseguido os materiais do Dafa. Eles me interrogaram a noite toda. No dia seguinte, eles me levaram a um centro de detenção, o que era contra as regras, porque minha pressão arterial estava perigosamente alta.

O Mestre disse:

“Não importa qual seja a situação, não cooperem com as exigências, ordens e instigações do mal”.
(“Os pensamentos corretos dos discípulos do Dafa são poderosos”, em Essenciais para Avanço Adicional II)

Quando os guardas ordenaram que eu repetisse as regras do centro de detenção, eu recitei “Sobre o Dafa ( Lunyu )”. Também cuspi as drogas que eles me alimentavam.

Fiquei na primeira cela por cinco dias e ajudei cinco pessoas a deixar o Partido Comunista Chinês (PCC). Na cela seguinte, ajudei nove em cada 13 presos a deixar o Partido em 19 dias. Prestei atenção à minha atitude e imagem. Comprei os artigos de  necessidades diárias extras e compartilhei com os necessitados.

A chefe da segunda cela era uma garota de 20 anos que havia sido condenada a 15 anos por brigar. Ela estava muito triste e eu conversei com ela sobre o Dafa, dizendo: “As coisas vão mudar para melhor quando você acreditar que o Falun Dafa é bom.” Ela concordou e foi muito gentil comigo. Ela compartilhou iguarias raras comigo, como amendoins e ovos.

Eu deveria passar dois anos em um campo de trabalhos forçados, mas me foi permitido passar o tempo fora do campo após 24 dias no centro de detenção. Até um guarda estava incrédulo. Antes de partir, lembrei a jovem: “Acredite no Falun Dafa e você receberá ajuda quando precisar”. Prometi lhe enviar dinheiro e roupas quentes.

Alguns dias depois, minha filha levou para a garota o que eu havia prometido. Mas minha filha foi informada de que a garota havia sido libertada no dia seguinte a mim! Eu a localizei e levei meus presentes para ela. Ela ficou tão emocionada que chorou e disse: “Agora percebo o quão gentil os praticantes do Falun Gong realmente são”.

Diante do carma de doença

Caí batendo o ombro no gelo e não conseguia levantar o braço. Era inconveniente quando eu entregava panfletos. Eu implorei ao Mestre que ele me recuperasse rapidamente, para que eu pudesse continuar com o trabalho do Dafa. Meu ombro estava bem no dia seguinte.

Numa manhã, saí depois de uma neve leve e escorreguei. Caí no chão e pensei que tinha ferido meus órgãos internos.

Quando a dor era quase insuportável, lembrei-me do que o Mestre disse:

“Dizemos que o bem e o mal vêm de um único pensamento; a diferença de um pensamento traz diferentes consequências”. (Quarta Aula, Zhuan Falun )

Eu disse ao Mestre que, independente das noções que eu tivesse, me retificaria com o Fa: “Não permitirei que as forças do mal usem qualquer desculpa para me perseguir.” Consegui voltar para casa e meu marido me ajudou a deitar. Doía demais me mexer. Eu enviei frequentemente pensamentos retos e comecei a ouvir as palestras do Mestre quando não conseguia dormir.

No dia seguinte, outros praticantes vieram me ajudar. Meu marido pediu que eu fosse ao médico, mas eu disse a ele: “Se eu for ao hospital, nunca mais me levantarei. Eu ficarei bem em alguns dias”.

Eu conseguia dormir muito pouco nestes dias e usei o tempo todo para ouvir ou ler o Fa. Olhei para dentro e lembrei do que tinha feito alguns dias antes com meu genro. Esclareci a verdade para ele, mas em vez de ouvir, ele caluniou o Dafa. Eu fiquei com tanta raiva que o repreendi. Minha falta de compaixão e tolerância estava sendo explorada.

Depois de reconhecer minhas deficiências, pude sentir que comecei a me recuperar. No dia seguinte, consegui me levantar e fazer o primeiro exercício. Levei mais de uma hora e fiquei coberta de suor. Eu consegui dormir naquela noite! No dia seguinte, fiz o segundo exercício. Quando estava prestes a fazer o terceiro e o quarto exercícios no dia seguinte, duvidei que pudesse me curvar. O Mestre disse:

“… quando parecer que é impossível e disserem que é impossível, tente e veja se você pode realmente”. (Nona Aula, Zhuan Falun)

Eu tentei e consegui fazer o quarto exercício! Depois de 10 dias, consegui andar sozinha e me recuperei completamente em duas semanas. Meu marido comentou: “É incrível que você tenha se recuperado tão rápido. Uma pessoa comum estaria acamada ou poderia até ter morrido”.

Um dia, notei sangue na urina e a região lombar começou a doer. A dor era tão insuportável que eu não conseguia me levantar. No dia seguinte, eu fiquei com febre alta e perdi o apetite. Meu marido insistiu que eu fosse ao médico, mas me recusei a ir e disse: “Depois que descobrir o que fiz de errado e corrigi-lo, ficarei bem. O Mestre vai cuidar de mim. O hospital não será capaz de me ajudar”.

O Mestre disse:

“Todos nós sabemos que estamos praticando o cultivo. Como é cultivo, nada do que acontece no caminho é acidental”.( Ensinando o Fa na Conferência do Fa da Nova Zelândia - 1999 )

Eu olhei para dentro com cuidado. Ocorreu-me que, depois de um incidente, meu marido ficou com medo da perseguição e não queria que eu saísse para esclarecer a verdade. Interferida pelo medo e pelo amor ao meu marido, lentamente me afastei.

Prometi ao Mestre que, depois de me recuperar, faria bem para que ele não tivesse que se preocupar comigo. No dia seguinte, eu estava com apetite e não vomitei depois. Demorou duas semanas para me recuperar. Como prometi, voltei para esclarecer a verdade imediatamente.

Devemos olhar para dentro quando temos alguma doença. Então, precisamos fazer mudanças quando descobrirmos qual é o problema, ou isso não terá ajudado com a situação.

Esclarecendo a verdade no exterior

Às vezes viajo para o exterior para visitar um parente. O que mais me lembro foi de ligar para a China e ir a locais turísticos para esclarecer a verdade para outros chineses.

Certa vez, ajudei 200 pessoas a deixar o PCC em telefonemas para a China. Liguei para um aluno da Universidade Jilin e conversei com ele sobre a perseguição por meia hora. Lembrei-lhe: “Estou fazendo isso por você, para que você fique seguro quando enfrentar problemas”. O aluno deixou o PCC. Perguntei-lhe: “Onde estão os outros no seu dormitório? Você pediria que eles viessem, para que eu pudesse conversar com eles também?” Pelo telefone, ouvi muitos dizendo:“Não é necessário, vovó. Todos nós já ouvimos você e sairemos do PCC”. Seis deles desistiram com seus nomes reais. Eles não queriam desligar, admitindo que estavam felizes em me ouvir falar.

Outra vez, conversei com um diretor do ensino médio. Ele relutou em falar e me disse que era cristão. Eu disse que não importava: “Quero que você esteja seguro em tempos de problemas. O Falun Gong é uma prática budista que está sendo perseguida pelo PCC. Muitas pessoas boas morreram como resultado. Se você é membro do Partido, está envolvido em seus crimes. Somente ao desistir você não será implicado quando o Partido sofrer retribuição.” Ele ainda tinha outras preocupações: “Meu filho vai para a faculdade no próximo ano e não quero prejudicar o futuro dele”. Eu disse a ele que ajudaria seu filho e ele poderia sair anonimamente. Tanto ele como sua esposa deixaram o PCC.

Quando esclareci a verdade em locais turísticos e campus universitários, ajudei centenas de estudantes chineses a renunciar. A maioria dos alunos possuía pensamentos e noções simples e podia aceitar facilmente o que eu disse. Em uma cerimônia de formatura, conversei com sete alunos sentados juntos. Eles estavam céticos no início e tinham muitas dúvidas sobre a prática. Eu respondi todas as perguntas deles enquanto eles ouviam atentamente. Todos eles deixaram o PCC e sua organização de jovens.

Quando tentei falar sobre o Dafa com uma turista chinesa em um ponto turístico, ela retrucou: “Não quero ouvir sobre isso!” Ela então caluniou o Dafa. Eu levantei minha mão e disse: “Renunciando ou não, não quero que você cometa um crime. Se você desrespeita as divindades, corre o risco de ser punida”. Depois que contei a ela sobre a perseguição, ela se acalmou e se desculpou. “Agora eu sei o que é o Falun Gong. Por favor, me ajude a sair". Ela me agradeceu antes de sair.

Me deparei com quatro jovens em um parque, eles não pararam de xingar quando esclareci a verdade para eles. Eu falei o máximo que pude até eles pararem de ouvir. Alguns dias depois eu os vi novamente. Desta vez, eles estavam completamente diferentes. “Nós pensamos sobre isso. Por favor, ajude-nos a sair do PCC ”, disseram eles. Quando perguntei a eles o que eles faziam da vida, um deles disse: “Você parece legal, então serei honesto com você. Nós vendemos drogas na China e depois ficamos aqui”. Ele perguntou:“Vovó, o Falun Dafa nos protegerá depois que deixarmos o PCC?” Eu disse a ele: “Definitivamente não, porque você pede proteção para cometer crimes”. Eu expliquei que eles seriam protegidos e seus destinos mudariam se tivessem uma vida honesta. Todos eles renunciaram.

O Mestre disse:

A misericórdia pode fundir Céu e Terra à primavera
Pensamentos retos podem salvar as pessoas no mundo
(“O Fa retifica o cosmos”, em Hong Yin II)

Esclarecendo a verdade em cédulas de dinheiro

Uma vez uma pessoa me disse que tinha ouvido falar do Falun Gong porque viu os fatos escritos em uma cédula de dinheiro. O Mestre disse: 

“Penso que é uma excelente ideia. (Aplausos). O partido está apenas jogando dinheiro fora, pois ele não pode destruí-los. (a audiência ri) . ”( Ensinando o Fa na Cidade de Los Angeles)

Decidi fazer isso e comecei com os fornecedores que conhecia no mercado. Eu os tratava com respeito e o conhecia a todos. Fiz compras e paguei com as cédulas com mensagens impressas e esclareci a verdade aos fornecedores quando não estavam ocupados. Depois que eles deixaram o PCC e concordaram com o Falun Dafa, concordaram em me ajudar a distribuir as cédulas.

Depois de algumas vezes, eles foram recompensados e coisas boas lhes aconteceram. A cada duas semanas eles perguntavam se eu tinha me lembrado de lhes levar as cédulas escritas. Na maioria das vezes, eu lhes dava 100 notas de um dólar e mais durante as férias.

Enfrentando a morte do meu marido

Por muitos anos meu marido apoiou muito meu esclarecimento da verdade. Uma vez, ele me defendeu quando as autoridades tentaram me levar a um centro de lavagem cerebral. Um agente da Agência 6-10 veio pedir desculpas a ele no dia seguinte. Ele ajudava os praticantes na prisão ou aqueles que estavam desempregados por causa da perseguição e lhes dava bens ou dinheiro. Estávamos casados há mais de 50 anos e vivíamos bem.

Sua morte há alguns anos quase me destruiu. Tudo o que via me lembrava dele. Pedi ao Mestre que me ajudasse a interromper a interferência. A partir de então, quando pensava nele, estudava o Fa.

Gradualmente, deixei meu sentimento e apego a ele. Não queria deixar nenhuma desculpa para as velhas forças explorarem meu apego. Ao considerar o que colocar em sua lápide, disse à minha filha para não deixar espaço para o meu nome ao lado do dele. Ela chorou. Pedi que ela respeitasse minha crença. No dia de seu enterro, pedi que ele entendesse por que fiz o que fiz: “Nos veremos em um lugar muito melhor”.

Eu não conseguiria fazer isto sem o Dafa. Agora, moro em um apartamento sozinha e estou feliz e realizada.

Faz 23 anos desde que comecei a praticar o Dafa. Todos os dias continuo estudando o Fa, faço os exercícios e tento me aperfeiçoar.

(Apresentado durante o 16ª Fahui Online na China, no Minghui.org)