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Fahui da China | Esclarecendo a verdade sobre o Falun Dafa para as autoridades legais com compaixão (Parte 1)

12 de Dezembro de 2019 |   Por uma praticante de Falun Dafa na China

(Minghui.org) Saudações, Mestre e colegas praticantes:

O meu filho foi preso por praticar Falun Dafa em 2017 e libertado em 2019. Durante este ano e nove meses, os nossos praticantes locais e eu cooperamos como um só corpo e melhoramos juntos o nosso esforço para resgatá-lo. Aproveitamos esta oportunidade para salvar seres sencientes envolvidos no seu caso.

Eu tenho 73 anos de idade. Comecei a praticar Falun Dafa em 1996. Por mais de duas décadas, eu experimentei muitas provações e tribulações sem parar. Sem a proteção do Mestre e o fortalecimento do Dafa, é difícil imaginar que eu poderia ter passado por estas duas décadas.

A minha família inteira pratica Falun Dafa. Desde que o Partido Comunista Chinês (PCC) começou a sua perseguição ao Dafa, a minha família sempre foi visada. Os meus pais faleceram depois de serem assediados inúmeras vezes e sofrido intimidações sem fim. Eu fui ilegalmente expulsa do meu cargo público e levada para um campo de trabalho duas vezes. O meu marido foi vigiado durante anos e ficou detido durante 7 meses. O meu filho foi condenado a 11 anos de prisão por falar às pessoas sobre o Falun Dafa. A minha nora viveu com medo e ficou sozinha com o seu filho durante anos. Sob pressão, ela foi forçada a divorciar-se do meu filho. Durante os últimos 20 anos, a nossa família foi destruída pelo PCC. No entanto, independentemente da dificuldade da situação, eu não desisti da minha fé.

Emergindo da catástrofe

O meu filho sobreviveu a nove anos de prisão e voltou para casa sofrendo de lesões físicas graves no final do ano 2012. Antes das nossas vidas puderem voltar ao normal, desastres duplos caíram sobre a nossa aflita família.

O meu marido estava sob intenso stress devido à perseguição, e de repente faleceu em 2017, após ficar paralítico durante cinco anos. Enquanto estávamos imersos em tristeza, sete oficiais à paisana invadiram a minha casa cinco dias depois do meu marido morrer. Dois deles levaram o meu filho sem nenhuma explicação. Aconteceu muito de repente. A minha mente ficou em branco, o meu coração estava batendo forte e as minhas mãos tremendo. Então um pensamento veio à minha mente: “Você é uma discípula do Dafa. Não pode fraquejar. Tem que se levantar!”

Nesse momento, os cinco polícias restantes entraram no quarto do meu filho. Sem pensar, eu os segui. Então acordei para a situação e perguntei: “O que estão fazendo? Por que estão prendendo o meu filho? Por que não me mostram o mandado de prisão?”

Um deles disse: “Nós prendemos o seu filho porque ele escreveu uma carta ao líder das autoridades centrais”.

Eu perguntei: "Escrever uma carta é ilegal? Imediatamente, eu comecei a lhes esclarecer a verdade sobre a perseguição dos praticantes do Falun Dafa. A polícia não revirou a casa. Eles confiscaram um computador de mesa e um portátil, mas não me mostraram nenhum mandado de prisão ou de busca, nem apresentaram uma lista dos itens que confiscaram, conforme exigido por lei.

Mais tarde, fui para a sede do condado de bicicleta. Os praticantes locais me esperavam. Depois de explicar a situação, fomos à delegacia e pedimos que o meu filho fosse libertado. Mas os guardas não nos deixaram entrar. Sem nenhuma outra escolha, eu fui para a casa do líder da Divisão de Segurança Doméstica, mas ninguém nos abriu a porta. Saímos às 22h.

Na manhã seguinte às cinco horas fui à casa dele novamente. Ele abriu a porta e deixou-me entrar. Eu esclareci-lhe a verdade durante cerca de uma hora sobre o Falun Dafa. Eu enfatizei a beleza do Falun Dafa e que a prática do Falun Dafa é um direito do cidadão. Eu também expliquei a corrente situação.

Eu disse-lhe que ele tinha mudado muito, que muitos praticantes locais tinham uma boa impressão dele e que ele não se deveria envolver na prisão do meu filho. Ele respondeu: “Se eu não prender o seu filho, não posso ficar neste cargo”.

Eu disse: “A perseguição ao Falun Dafa é um movimento político. Vai acabar mais cedo ou mais tarde. O que vai fazer então? Quer o futuro, ou quer esta posição?”

Ele respondeu muito simplesmente. “Eu quero o futuro!” Então ele prosseguiu: “Tentarei o meu melhor dentro do meu poder”. Quando eu saí, ele ofereceu alguém para me levar para casa.

Depois eu partilhei com vários coordenadores a minha visita ao líder da divisão. Eles ficaram felizes ao saber do progresso. Depois conversamos sobre como resgatar o meu filho. Concordamos que o esforço do resgate, foi um processo de salvar aqueles que aplicam a lei. Queríamos transformar esta coisa má numa coisa boa. Criamos um pequeno grupo de resgate e decidimos não divulgar o envolvimento do líder da divisão (Divisão de Segurança Doméstica) na prisão deste estágio.

Lições e erros

Depois de deixar os colegas praticantes, fui ao centro de detenção do condado. Soube que a procuradoria tinha aprovado a prisão do meu filho. As pessoas do centro de detenção disseram-me: “Este é um caso muito grande. O governo provincial está-se envolvendo nisto. Não há espaço de manobra. O seu filho será condenado com uma pena pesada”.

Poucos dias depois, soube que não só o meu filho seria condenado a uma pena pesada, mas também a nossa propriedade familiar seria confiscada. Um informador do departamento de polícia disse-nos que os oficiais especializados da cidade em internet receberam ordens para vir reunir provas.

Todos os tipos de opiniões vieram dos colegas praticantes. Muitos acreditavam que o líder da Divisão de Segurança Doméstica usava truques conosco. Eles disseram que as suas ações deveriam ser expostas, e se não for feito em tempo útil, e aceitássemos as suas ações, permitiria que ele continuasse a cometer crimes. A maioria dos praticantes concordaram que devíamos apresentar queixa contra ele e, se tivesse êxito, o meu filho seria libertado.

Naquela época, havia também vários artigos partilhados de experiências no site Minghui sobre a apresentação de ações judiciais. Alguns praticantes usaram o método de expor a participação da polícia na perseguição, para ajudá-los a aprender a verdade sobre o Falun Dafa e para evitar que eles continuem a perseguir os praticantes. No entanto, ao ler os artigos, eu não notei nem prestei atenção na mentalidade do praticante enquanto estava no processo de fazer as acusações. Eu não pensei seriamente sobre isto, nem o medi com base no Fa. Escrevi rapidamente uma carta de reclamação e entreguei-a à procuradoria do condado.

Um chefe de seção da procuradoria recebeu-me e leu a carta de reclamação. Ele disse: “Se isto é verdade, temos de investigar. Vamos esperar que o caso chegue”. Assim que vi que era possível, entrei em contato com o vice-diretor da procuradoria, que estava encarregado disto. Expliquei-lhe sobre o Falun Dafa. Assim que eu mencionei a abertura de uma ação judicial, ele começou a evitar-me.

Depois de, sem sucesso, tentar visitá-lo várias vezes, fui novamente ver o chefe de seção. A sua atitude também tinha mudado. Eu estava com raiva na época, e disse: “Se não aceitar o caso, eu vou processá-lo também”. Ele ficou louco depois de ouvir isto, e disse: “Faça o que quiser! Eu não me importo”.

O líder da Divisão de Segurança Doméstica soube que eu o estava processando. Um dia ele encontrou-me e gritou: “Bem, processa-me. Vá em frente. Agora somos inimigos. Não há mais nada para falar”.

Desde então, não me foi permitido entrar na polícia ou na procuradoria. Ele tinha criado obstáculos para eu esclarecer a verdade para eles.

Sentindo-me perturbada, olhei para dentro de mim mesma e encontrei muitos apegos, incluindo o egoísmo. O meu motivo egoísta estava escondido dentro de mim: “Libertar o meu filho processando os outros”. Isso não se encaixa no padrão de um praticante. Na verdade, esse pensamento era ingênuo e estúpido. A minha competitividade, misturado com a vingança, empurrou as pessoas para o lado oposto. Eu também encontrei a minha impaciência e um apego para alcançar o resultado que eu queria. Eu desenvolvi um sentimento de ressentimento quando eu vi o mau comportando dos outros. Onde estava a compaixão de uma praticante?

Na verdade, os artigos que li no site Minghui tinha repetidamente sublinhado que a acusação deve ser realizada com uma mentalidade pura e um coração compassivo. Só então teria um bom efeito. Mas a compaixão não é algo que possa ser feito facilmente. É uma manifestação do estado do cultivo de uma pessoa. Depois disso, eu troquei o meu entendimento com colegas praticantes, e alguns deles concordaram comigo.

Houve outra lição. Quando fui pela primeira vez ao procurador, conheci um diretor adjunto chamado Zhang na sala de guarda. Contei-lhe sobre o Falun Dafa e ele aceitou. Pedi-lhe que me ajudasse a passar os panfletos sobre o Falun Dafa para o chefe do procurador. Ele ficou feliz em ajudar-me. Cada vez que eu ia lá, ele cumprimentava-me e ajudava-me a entregar os materiais informativos do Falun Dafa.

Mais tarde, ele recusou-se a falar comigo depois de entregar alguns materiais. O título original do artigo dentro do panfleto era: “A interpretação da Suprema Corte e da Suprema Procuradoria não é a lei. Mas depois a mudamos para: ‘Executar a interpretação da Suprema Corte e do Supremo Procurador é ilegal’”.

Eu percebi que as palavras que os praticantes de Dafa escolhem são cruciais, e afetarão diretamente o resultado de salvar seres sencientes. Isto deve ser levado a sério e cuidadosamente pensado. A interpretação da Suprema Corte e do Supremo Procurador é a sua bíblia. Eles podem pensar sobre isso, se você disse que não é a lei, mas eles não podem aceitar que é crime executar a interpretação. Estávamos dizendo que eles eram criminosos. Precisávamos de lhes dar algum tempo para mudarem de ideias.

Salvando pessoas com nossos corações

Estas lições fizeram-me perceber que, o processo de resgatar o meu filho não foi apenas um processo de salvar seres sencientes, mas também é um processo de eliminar apegos e melhorar os níveis de cultivo. Ao salvar os seres sencientes, devemos fazê-lo com os nossos corações puros e cultivar a paciência e a tolerância.

O processo de uma colega praticante de salvar um promotor impressionou-me muito. Esta praticante conhecia o promotor e queria contar-lhe sobre o Falun Dafa. No entanto, o promotor não atendia os seus telefonemas e ignorava e as suas mensagens de texto. A praticante pensou em desistir dele. Mas outro pensamento dizia que ela deveria salvá-lo: O promotor ignorando os seus telefonemas e mensagens de texto, indicava as mentiras do PCC sobre o Falun Dafa o tinham envenenado muito. Ele seria destruído junto com o PCC se ela não o ajudasse a entender a verdade. Então a praticante escreveu uma longa carta com um coração puro.

A carta falou primeiro sobre como ela que era gentil com os seus sogros, diante de todos os tipos de injustiças. Ela tolerava coisas que os outros não podiam suportar. O seu sogro a tinha amaldiçoado sem nenhuma razão, mas ela respondeu com um sorriso, em vez de o amaldiçoar de volta.

O seu marido morreu num acidente de carro, deixando a ela e aos seus dois filhos pequenos quando ela tinha 30 anos. Os seus sogros acreditavam que ela se casaria novamente e deixaria o lar. Não importava o quão bem ela se comportasse, os sogros tinham medo que ela levasse o dinheiro deles.

Por exemplo: Primeiro, ela e o seu marido construíram uma casa com cinco quartos na sua cidade natal e mudaram-se para uma cidade do condado mais tarde. Ofereceram-lhes 100 mil yuans pela casa na sua cidade natal, mas não a venderam. Após a morte do marido, o sogro vendeu-a por 80 mil yuans sem lhe dizer nada. Os vizinhos ficaram indignados em seu nome. Ela disse que ele era seu filho mais velho e deixou que isso acontecesse.

Aqui está outra situação que ela incluiu na sua carta: O apartamento deles na cidade foi comprado pelo casal quando eram jovens. No entanto, o sogro insistiu em colocar o seu nome no título da unidade, em vez do praticante ou de seu filho mais velho, depois do marido falecer. A praticante aceitou. Ela sabia que eles tinham medo que ela deixasse esta casa. Ela disse-lhes várias vezes que não os deixaria. Ela cuidava deles e criava as crianças.

O seu filho mais velho tornou-se policial depois de se formar na academia de polícia e era casado. O segundo filho estava na faculdade. Os seus sogros finalmente começaram a confiar nela e já não a viam como uma estranha. Pode-se imaginar o que teria acontecido se ela não fosse uma cultivadora que se mantivesse em altos padrões?

A praticante levou a sua carta para a casa do promotor, quando ele estava comendo com a sua família. A praticante disse: “Irmão, eu lhe escrevi uma carta. Por favor, dê uma olhada nela”. O promotor não a recebeu. Sua esposa ficou envergonhada, dizendo: “Ela tem a gentileza de trazê-la à nossa casa, mas ainda não a aprecia. Irmã, por favor, dê-me. Eu vou ler”. A esposa do promotor levou-a. A praticante pensou que ela precisava dar-lhes tempo para entender o Falun Dafa.

Então uma oportunidade finalmente chegou. Uma reunião pré-julgamento foi realizada pelo Tribunal do Condado, a respeito do caso de um praticante em 2018. O promotor viu as falhas. Primeiro, o advogado de defesa apontou que a forma como o investigador lidou com o caso foi ilegal. Ou seja, o praticante foi preso primeiro e o mandado assinado muito mais tarde. Em segundo lugar, o investigador obteve as provas utilizando indução, que era ilegal. O procurador apontou tais questões principais.

Mais tarde soube-se que o promotor disse que ele não queria ser um bode expiatório para o PCC no futuro. A sua esposa uma vez disse a outros: “Quem sabe o que vai acontecer no futuro?” A colega praticante viu essa oportunidade, e foi para a sua casa novamente. Ela ajudou-os a deixar o PCC e as organizações juvenis. O promotor também mudou o seu trabalho. O seu trabalho duro valeu a pena e o promotor finalmente foi salvo.

Os correios abrem as portas

O Governo chinês tem medo do povo, tal como as agências de execução da lei. As suas portas estão fechadas ao público. Se quisermos contatá-los, temos de lhes enviar cartas.

No ano passado, eu enviei-lhes mais de mil cartas. No início, enviei as cartas registradas para ter certeza que seriam recebidas. Os correios então pareciam ter medo de que lhes causaria problemas, então eles queriam abrir as cartas para verificar o seu conteúdo. Eles também exigiram a minha identificação e assinatura. Tornou-se um procedimento complicado.

Tinha de lhes esclarecer a verdade. Então eu disse que o conteúdo das minhas cartas era sobre a experiência trágica da minha família. Nós somos praticantes do Falun Dafa e só queremos tornar-nos boas pessoas seguindo a nossa prática. Mas, a nossa família foi destruída por causa da perseguição. O meu filho foi condenado a 11 anos de prisão e quase morreu na prisão. Ele voltou para casa, e escreveu uma carta a um líder do governo central, para pedir o seu antigo emprego de volta. Ele está novamente para ser julgado. Fomos tão injustiçados, e eles foram irracionais demais. Todos eles expressaram simpatia, dizendo: “Será que vão ler as suas cartas?” Eu disse: “Eles vão”.

Um dia, choveu. Eu levava uma dúzia de cartas para os correios. Antes de entrar no correio, eu queria verificar se tinha uma carta para o secretário do partido do condado. Eu estava com pressa para sair de casa e não verifiquei cuidadosamente. Eu levei as cartas fora da minha bolsa. Várias cartas caíram no chão e ficaram molhadas.

Depois que eu entrei no correio, disse ao funcionário dos correios (um jovem) que eu desejava comprar quatro envelopes grandes. O jovem abriu a gaveta, tirou os envelopes e me entregou. Rasguei os envelopes molhados e coloquei as cartas nos novos envelopes.

Quando estava para colocar a segunda carta no envelope novo, encontrei algo dentro do envelope. Havia uma dúzia de selos com um preço de quatro yuans cada. Disse apressadamente: “Jovem, há uma dúzia de selos no envelope. Deixe-me devolvê-lo; caso contrário, perderá dinheiro!”

Vários funcionários ouviram isso e a pessoa responsável também estava lá. Eles agradeceram-me. Eu disse: “Não há necessidade de me agradecer. Qualquer praticante de Falun Dafa faria o mesmo”.

Depois disso, sempre que eu ia ao correio para enviar cartas eles não pediam a minha identidade para me identificar. Eles cumprimentaram-me com um sorriso e perguntavam: “Carta registrada ou primeira classe? Eu vou cuidar delas imediatamente”. A porta do correio estava aberta para mim.

O caso do meu filho

Quando o caso do meu filho chegou ao tribunal, também havia lições a aprender. Mas, eu sabia como lidar com tudo. Independentemente de eu contatar os juízes pessoalmente ou por via e-mail, tentei usar os padrões do Dafa para medir o que eu disse.

Eu falei educadamente de uma maneira humilde. Cada palavra e cada frase da minha carta era pesada repetidamente. A carta foi escrita por várias vezes com o seguinte em mente: A outra parte pode aceitar esta frase? Estou mesmo pensando na outra parte? Será que esta carta lhes dará o benefício de esclarecer a verdade sobre o Falun Dafa?” Eu tentei escrever cartas que teriam o mesmo efeito que falar com eles pessoalmente.

Quando fazemos isso bem, a boa vontade da outra parte surge. Pode ser vista em uma pequena coisa. Uma vez, o juiz encarregado do caso do meu filho chamou-me para discutir as coisas. Ele disse-me para esperar por ele na porta. Depois de sair, levou-me para um canto e disse: “Essa área não é controlada. Podemos conversar aqui”. Então ele continuou: “Eu li a sua carta e encontrei o seu filho. Vocês são boas pessoas. Não se preocupem. Vou dar o meu melhor dentro da minha autoridade”. Agradeci e o encorajei. Desejei a ele e à sua família um bom futuro!

(Continua)