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O evento de 25 de abril mudou a minha vida

29 de Maio de 2017 |   Escrito por Xin Yu, correspondente do Minghui.

(Minghui.org) Os praticantes do Falun Gong são pessoas de diferentes etnias, profissões, origens sociais e tem circunstâncias pessoais variadas. Ying Chun chegou aos Estados Unidos da China há doze anos.Nascida em uma família que acreditava no budismo, ela se tornou uma praticante do Falun Gong em 1999, depois do apelo de 25 de abril. Embora a propaganda negativa do Partido Comunista Chinês (PCC) tenha gerado muita confusão e mal-entendidos entre muitas pessoas, o evento de 25 de abril ajudou Ying Chun a conhecer os fatos sobre o Falun Gong, o que a encorajou a se tornar uma praticante.

Um correspondente do Minghui entrevistou a Sra. Ying Chun (YC) por ocasião do 11º aniversário do evento de 25 de abril de 1999.

Minghui: Você pode nos falar sobre você?

YC : Eu vim para os EUA há doze anos, quando cheguei minha saúde era ruim. Eu tinha enxaquecas, dores de estômago crônicas e constipação. Eu sofri de insônia por dez anos. A minha vida era um inferno. O meu casamento foi um pesadelo. Os meus pais arranjaram nosso casamento, e havia pouco amor. Finalmente nos divorciamos quando nosso filho tinha um ano de idade. Tornei-me mãe solteira. Anos mais tarde eu estava incapaz de suportar financeiramente a faculdade do meu filho, então, eu pedi a minha irmã mais nova que me desse algumas ideias.

A minha irmã estava nos EUA e me encorajou a pedir um visto. Naquela época minhas chances de ter um visto para visitar minha irmã eram poucas. Mas para minha surpresa, eu consegui o visto. Depois que eu vim para os EUA, eu ajudei minha irmã a cuidar de seu bebê. Alguns meses depois, comecei a ficar doente. Os médicos descobriram dois tumores no meu peito, e eu tive os tumores removidos no hospital. Felizmente, os tumores eram benignos.

Para melhorar minha saúde, pensei em praticar algum tipo de qigong. Poderia melhorar minha saúde e também seria algo para eu fazer nos fins de semana. Um amigo me disse que um palestrante de qigong cobrava 300 dólares por pessoa. Embora não fosse barato, ainda assim decidi participar. Mas alguns dias depois, minha irmã me contou sobre um artigo do Falun Gong em um jornal chinês local, e que a aula era gratuita. No momento em que ouvi as palavras "Falun Gong", eu pensei, não é isso o que eu estou procurando? Eu realmente tenho que aprender sobre isso. Então minha irmã e eu fomos a um local de prática do Falun Gong em vez de assistir àquela conferência de qigong.

Minghui : Em que ano foi isso?

YC: 1999.

Minghui: Você já tinha ouvido falar do Falun Gong antes, certo?

YC: Sim, um dia eu estava fazendo compras no final de abril de 1999. Li em um jornal chinês a manchete "Falun Gong cerca Zhongnanhai".

Minghui: Isso foi sobre o evento de 25 de abril, quando milhares de praticantes do Falun Gong pediram um tratamento justo ao Falun Gong?

YC: Sim. O jornal também publicou uma grande foto do Mestre Li Hongzhi. A história do título cobriu toda a primeira página. Eu senti um choque. A história era negativa, mas eu não me lembro dos detalhes. Ainda assim, senti um forte desejo de aprender sobre o Falun Gong.

Minghui: Então o evento de 25 de abril despertou sua curiosidade, e você desejou saber mais sobre a prática, para ver se isso poderia ajudar a sua saúde?

YC: Certo. Aprendi uma forma de qigong na China, mas eventualmente fiz algumas perguntas que o professor não conseguiu responder. Então, eu sempre quis encontrar um mestre que soubesse as respostas. Inicialmente eu pensei que talvez eu pudesse ir para Taiwan e encontrar o professor lá. Mas eu descobri que o meu verdadeiro Mestre estava nos EUA. Depois de assistir à gravação dos Nove Dias de Palestras e começar a fazer os exercícios do Falun Gong por dois meses, senti uma grande melhora em minha saúde. Logo, todas as minhas doenças foram curadas. Foi um sentimento verdadeiramente incrível. Eu senti pela primeira vez a alegria de ter uma saúde perfeita.

Minghui: Como você se sentiu depois de praticar o Falun Gong? Que mudanças você experimentou?

YC: Eu tinha uma saúde ruim. Nenhum remédio conseguia curar todas as minhas doenças. Nenhum remédio conseguia curar minha dor de estômago, minha enxaqueca e insônia. Depois de praticar o Falun Gong, todas as minhas doenças desapareceram.

Uma vez eu tive uma disenteria aguda na China. Durante dias eu vomitei e tive diarreia, e não conseguia comer nada. Eu estava tão fraca que eu só podia ficar na cama. A minha mãe me disse que nossa casa tinha uma estátua da Bodhisattva Guanyin e sugeriu que eu pedisse a sua bênção. Quando eu era pequena, eu sempre tinha uma fantasia sobre o Mar do Sul e esperava um dia poder ir lá e conhecer a Bodhisattva. Então, com um coração puro, eu pedi a Bodhisattva Guanyin para me ajudar. Logo, meus sintomas pararam. Fiquei espantada, mas não entendi o porquê. Anos depois, depois de praticar o Falun Gong, comecei a entender isso e muitas outras questões desconcertantes.

Minghui: Você teve algumas experiências desagradáveis na vida pessoal, você experimentou alguma mudança nesse aspecto depois que você começou a praticar o Falun Gong?

YC: Na verdade, eu passei por uma transformação fundamental depois de praticar o Falun Gong. No passado eu carregava um peso terrível enquanto passava pela vida. Todas aquelas coisas infelizes eram exaustivas. Eu tentei me suicidar uma vez, sem deixar nenhuma palavra para minha família. Mas, felizmente fui resgatada.

Depois que eu aprendi o Falun Gong, eu percebi o significado da vida. Agora eu valorizo muito a minha vida.

Minghui: O que você percebeu através de suas experiências?

YC: Antes de me tornar uma praticante, eu vivi uma vida egoísta. Eu sonhava em viver uma vida feliz e às vezes, sem intenção, causava danos aos outros, mas eu não sentia culpa. Quando surgiam conflitos, eu sempre apontava o dedo para os outros. Mesmo dentro da minha família, os outros, em minha mente, estavam sempre errados. Depois que eu me tornei uma praticante, eu comecei a corrigir isso profundamente. Os princípios da Verdade-Compaixão-Tolerância estão me guiando para mudar meus pensamentos e comportamento, para que eu possa me tornar uma pessoa melhor.

Minghui: Vivendo neste país, a perseguição afetou a sua vida?

YC: Sim, mesmo aqui. Deixe-me dar um exemplo. Enquanto nós ficamos em Nova York, um dia depois que a perseguição começou, três pessoas, inclusive eu, foram a uma empresa para uma entrevista de emprego. O proprietário chinês estava disposto a me contratar e me pediu para começar a trabalhar na segunda-feira seguinte. Mas no domingo à noite, o proprietário me chamou e me informou que não contrataria para o trabalho. Isto aconteceu por ele acreditar na propaganda do PCC e se recusar a contratar praticantes do Falun Gong.

Minghui : Seus pais, eles moram na China? Você já teve a chance de visitá-los?

YC: Eu falo com eles muitas vezes. O meu pai me avisou para não falar de nada além de assuntos familiares ao telefone. Ele tem uma doença terminal e foi operado, mas meu passaporte chinês expirou. Eu fui ao consulado chinês para renovar meu passaporte no verão de 2008, para que eu pudesse visitar meu pai. O Consulado disse que a China estava hospedando os Jogos Olímpicos, e eles me pediram para voltar três meses depois.

Voltei três meses depois. Uma mulher perguntou: "Você está praticando o Falun Gong?" Eu disse que sim. Ela me disse que eu tinha que escrever uma declaração e explicar em que atividades eu participava. Ela me entregou um pedaço de papel. Escrevi sobre a minha motivação para praticar o Falun Gong e algumas experiências.

Quando ela viu a minha resposta, ela me disse: "Espere um minuto, deixe-me fazer um telefonema." Depois de um tempo ela me disse: "Não, você não pode ter seu passaporte de volta, eles o enviaram para o Ministério Chinês de Segurança Pública." "Por quê?" Eu perguntei. "Eu não tenho ideia", ela respondeu.

A perseguição pôs em perigo a minha família na China. Um parente próximo teve medo de responder ao meu telefonema e disse: "Não fale nunca sobre o Falun Gong ao telefone. Quando você mencionar Falun Gong, nosso telefone será monitorado automaticamente. Por favor, não fale sobre o Falun Gong, e então podemos continuar a viver uma vida normal. "

Minghui: Os praticantes do Falun Gong têm sido firmes em expor a perseguição e dizer às pessoas sobre a prática do Falun Dafa e por que eles resistem à perseguição. Durante este processo, você já teve dúvidas sobre sua escolha?

YC: Não. Eu nunca tive um momento de dúvida no meu caminho de cultivo. Assim, muitos chineses, na China e no exterior, não sabem os fatos e ainda acreditam nas mentiras do governo. Esperamos que as pessoas descubram os fatos e mudem seus pensamentos. Para aqueles que querem mudar a sua vida e obter uma saúde melhor - se pudessem aprender os fatos com uma atitude sincera, eles vão ter uma recompensa inestimável, que é impossível obter de qualquer outro lugar.

Minghui: Obrigado por compartilhar sua experiência pessoal com nossos leitores.

(Artigo originalmente publicado em 27 de abril de 2010).