Falun Dafa Minghui.org www.minghui.org IMPRIMIR

Nós podemos remover completamente o nosso apego apenas quando não estamos muito ligados aos assuntos humanos

18 de Agosto de 2016 |   Por Xiao Nan

(Minghui.org) Quando estudei o Fa há poucos dias, algo me chamou a atenção, o qual eu gostaria de compartilhar com os praticantes.

"A vida é um drama!", é um provérbio muito verdadeiro. Todo mundo tem um papel de acordo com o que está arranjado para si. Isso não deve ser confundido! Os papéis que desempenhamos não são nossos verdadeiros “eus”. Todos os nossos papéis são desempenhados em diferentes estilos. Alguns são maus; alguns são bons; alguns são dóceis; alguns são agressivos; alguns são egoístas; alguns são altruístas; alguns não são bons com as pessoas; alguns trabalham bem com os outros, etc.

Muitas vidas de reencarnação formaram pessoas diferentes, com diferentes personalidades. Todos os nossos papéis, foram predeterminados. Nós apenas os desempenhamos. Tudo tem uma razão. Todos os papéis foram sutilmente trabalhados. Quando conseguimos ver a verdade, não há nenhuma necessidade de nos sentirmos felizes ou tristes por quais papéis desempenhamos no curso da história, ou nos sentirmos ressentidos ou irritados com como os praticantes os têm desempenhado.

No passado, depois de ler “Investidura dos Deuses”, eu descobri que o Imperador Zhou era uma pessoa muito cruel que cometeu muitos pecados. No entanto, no final, ele foi elevado a posição de 'deus'. Eu não entendia o porquê. Ele não foi um sujeito malvado? Como ele poderia se tornar um deus? Eu achei isso muito estranho. Mas agora eu entendo a razão. O Imperador Zhou era apenas um ator no curso da história. Ele só desempenhou o papel de um "cara mau" nessa vida. Mas esta não era a verdadeira manifestação de seu verdadeiro eu.

Quando vejo praticantes olhando para dentro, eu, também, tento ser como eles. Eu acho que eu tenho um monte de apegos. É difícil eu mesmo remover um apego. Não importa o quanto eu tente, eu sinto que não posso removê-los. Eu não sei como fazê-lo. Agora eu entendo porque eu não posso fazê-lo. É como uma pessoa que tenta limpar o pé na lama. Quando ele termina de limpar um pé, ele o coloca de novo na lama e começa a limpar o outro. No entanto, não importa o quanto ele os limpe, ele nunca pode deixá-los limpos, porque ele está preso na lama. Só quando ele sair da lama é que ele pode realmente limpá-los. Da mesma forma, somente quando sairmos do limite dos nossos "papéis", podemos realmente conhecer a nós mesmos. Só quando nos livrarmos de nossos apegos, das nossas noções adquiridas e dos chamados hábitos de pensar, podemos ser restaurados à nossa verdadeira natureza.

Recentemente, li artigos de alguns praticantes no site Minghui. Todos falaram sobre o apego do ressentimento. Concordei com os praticantes, na sua maioria, já que eu também tenho esse apego enterrado dentro de mim. Tenho notado também o apego do ressentimento nos praticantes ao meu redor. Se sairmos do limite dos nossos papéis, veremos que todo mundo está desempenhando papéis que foram predeterminados a eles. Independentemente de estarmos felizes ou não em ver como as pessoas ou os praticantes conduzem-se nas suas vidas normais, nós talvez iremos reagir ao apego do ressentimento, ou por qualquer motivo que faça com que nosso ressentimento surja, isso não está ocorrendo porque estamos muito iludidos neste labirinto? Estamos muito apegados aos nossos papéis e estamos profundamente envolvidos ao desempenhá-los. Se soubermos que, por qualquer razão, é assim que esta ou aquela pessoa com esta ou aquela personalidade agiria desta ou daquela maneira, então podemos lidar com isso. A sensação de que essa pessoa é boa e que aquela pessoa é má não existe mais.

Nada acontece por acaso para os cultivadores! Não importa o quão perto estamos de nossos parentes, colegas ou amigos, não podemos ser muito apegados a estas relações humanas. Como cultivadores, as pessoas que encontramos, as coisas que encontramos, as palavras que dizemos, e os pensamentos que temos estão todos lá para nos ajudar a cultivar. Eles servem para expor nossos apegos e noções humanas. Poderíamos perguntar por que algumas pessoas têm tratado bem e depois, de repente, elas nos tratam de forma diferente ou até mesmo nos fazem sentir tristes. Isso tudo acontece porque temos apegos que não conseguimos abandonar. É por isso que nós temos testes e tribulações. Não importa o que nos acontece, acontece por uma razão. Seja como for, quando isso acontece, somos movidos por ela ou não? Nós temos que saber por que ela nos move. Então, podemos cavar até nossos apegos. Se sairmos da situação e observá-la como um espectador, então os nossos corações não serão movidos, porque nós não sabemos tudo. Nós viemos à esta Terra para ajudar o Mestre a retificar o Fa. Fazer as três coisas bem é a coisa mais importante para nós. Então, como podemos transcender este limite? O Mestre nos disse para estudar o Fa sinceramente.

"Deixaram um lado da rede aberta", o Mestre quer salvar todos os seres sencientes, independentemente de seus erros passados. O Mestre só olha as atitudes dos seres conscientes com relação ao Dafa. Alguns praticantes acham que não é justo apenas olhar para uma escolha que eles fazem nesta vida. Eu pessoalmente não penso assim. O papel de cada um foi previamente determinado. Todos eles vieram para o Dafa e para a retificação do Fa. Todos os seres sencientes têm desempenhado as suas funções vida após vida. A virtude ou carma que os seres sencientes têm acumulado no curso da história têm forjado o tipo de pessoas que eles são agora. Atualmente, esta é a fase final do drama e a última opção que determina o que os seres sencientes devem fazer por si mesmos. Esta é a escolha para o nosso verdadeiro eu. Talvez a escolha em si seja inevitável.

Este é apenas o meu entendimento pessoal. Por favor, compassivamente apontem qualquer coisa inapropriada.