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Praticante de Dalian relembra dias preciosos ao lado do Mestre (parte 1)

28 de Fevereiro de 2016 |   Por uma praticante do Dafa de Dalian, província de Liaoning

(Minghui.org) Uma moradora de Dalian foi afortunada o bastante para ser a motorista do Mestre Li Hongzhi, quando ele veio até a cidade dela em 1994, para ministrar pela primeira vez o seminário de nove dias do Falun Dafa. Enquanto ela e outros praticantes do Falun Dafa acompanharam o Mestre a diferentes lugares, ela presenciou muitos momentos inesquecíveis. Abaixo ela relembra esses dias preciosos ao lado do Mestre.

1. A primeira palestra do Mestre Li em Dalian

27 de março de 1994 foi o dia mais importante e precioso da minha vida. Foi o dia em que o Mestre Li Hongzhi veio à Dalian pela primeira vez, para ensinar o Falun Dafa (também conhecido como Falun Gong).

A palestra foi realizada no anfiteatro da Universidade de Línguas Estrangeiras de Dalian. Já que eu havia chegado muito cedo, e a porta ainda não estava aberta, eu comprei uma cópia do Falun Gong de uma banquinha de livros ali perto. Eu me sentei nas escadas próximas à porta e comecei a lê-lo. Imediatamente eu pensei: “Uau, mas que livro! Está cheio de princípios profundos que eu nunca ouvi falar antes!” Eu fiquei totalmente imersa no livro na hora seguinte, até que alguém me disse que era hora de entrar no anfiteatro.

Uma mestra de qigong que era bem conhecida em Dalian veio até mim e disse: “Eu não vim aqui para aprender o Falun Gong, mas apenas para dar uma olhada. Cada mestre de qigong que vem à Dalian, eu verifico se esse mestre é verdadeiro ou falso. Se ele for falso, eu normalmente escrevo notas para constrangê-lo”.

O Mestre Li subiu no palco. Ele era jovem e alto, parecia ser muito gentil e respeitoso e possuía uma voz forte. Enquanto eu prestava atenção na palestra do Mestre, senti emoções intensas, e as lágrimas escorriam pelo meu rosto. Eu tampei o meu rosto com um lenço, me sentindo envergonhada. O que estava acontecendo comigo? Eu nunca tinha chorado em público antes!

Em um certo momento, eu olhei de relance para a mestre de qigong que havia falado comigo antes de iniciar a palestra e a vi sentada com uma postura ereta, dando ao Mestre Li toda a sua atenção. Durante o intervalo, ela veio falar comigo novamente.

“Se você quer aprender qigong, não aprenda nada além do Falun Gong!”, comentou ela, animada. “O gong do Professor Li é muito poderoso! Ele irradia tanta luz, é como se lasers estivessem sendo disparados para todos os lados!” Ela parou de chamar o Mestre diretamente pelo seu nome e começou a usar a palavra “Professor”.

Mais tarde, ela quis conhecer o Mestre e me pediu para eu apresentá-la a ele. Por que ela me pediu para fazer isso, mesmo eu sendo uma praticante novata também? Aqui vai uma pequena anedota:

Após o primeiro dia da palestra, eu não conseguia parar de chorar e queria muito estar na presença do Mestre. Eu dirigi pela cidade até a meia-noite, procurando pelo hotel onde ele havia se hospedado, mas eu falhei em encontrá-lo. Durante a palestra no segundo dia, minhas lágrimas continuaram a cair e, mais uma vez, tive a necessidade de estar próxima ao Mestre. Durante o intervalo, quando vi o Mestre entrar em um salinha, eu o segui sem hesitação.

Quando eu entrei, ouvi o Mestre dizer: “Eu não vou andar no seu carro; o motorista não é bom”.

“Professor, por favor, vá no meu carro!”, exclamei, interrompendo a conversa.

O Mestre olhou para mim e disse: “O carro dela está bom. Eu posso ir no dela”.

O professor Li, da Associação do Qigong, pareceu chateadíssimo com a minha interrupção da conversa, mas, já que nos conhecíamos, ele não me criticou. “Todos os motoristas em Dalian adorariam dirigir para um grande mestre do qigong. Eu tinha quatro carros preparados. Mas você…” Ele fez uma pausa, olhou para mim e continuou: “Nós iremos usar o seu carro então”.

Dessa forma, eu tive uma oportunidade enviada dos céus para estar perto do Mestre!

Um dia, alguns dos organizadores da palestra e eu, acompanhamos o Mestre até o Parque Xinghai. Aquela mestre de qigong nos seguiu de táxi. No parque, ela não parava de se gabar de algumas de suas experiências passadas. O Mestre nos disse: “Esse tipo de pessoa simplesmente não consegue abandonar essas coisas, por isso são difíceis de salvar”.

Sentado em uma rocha à beira-mar, o Mestre pegou um graveto e escreveu no chão:

Habilidades sobrenaturais são apenas meios insignificantes,
O Grande Fa tem que ser a base de tudo
(Procurando o Fa reto, Hong Yin)

Então o Mestre nos falou sobre o Fa. Naquele dia, eu percebi que a superfície do oceano parecia bem estranha: ondas se formavam na área próxima à gente, mas parecia bem calmo mais longe, à distância. O Mestre nos disse: “Hoje eu não estou apenas ensinando o Fa para vocês. Muitos seres do céu e do oceano também estão aqui para escutar”. Naquela época, eu havia apenas participado de algumas palestras do Mestre, então eu não compreendi completamente o que ele havia dito. Mas já que eu acredito que todas as palavras do Mestre são verdadeiras, eu as escutei!

Mais tarde, aquela mestra de qigong me convidou para ir à sua casa e me mostrou uma pintura. O quadro era de um dragão dourado saindo do oceano e uma fada-dragão segurando a barba de um dragão.

“Isso é exatamente o que eu vi naquele dia à beira-mar”, disse ela. “Eu pedi a um pintor famoso daqui de Dalian para que viesse à minha casa. Eu descrevi a cena, e ele a pintou. Eu vi o dragão saindo da água, mas eu ainda me pergunto se ele foi trazido pelo Professor Li ou por mim mesma”.

Eu respondi imediatamente: “Como você pode pensar que aquele dragão veio por sua causa? O Professor disse que seres celestiais e do oceano estavam ali para ouvi-lo!”

Independente do que ela disse, aquele quadro de fato retratava a cena daquele dia à beira-mar.

No quarto dia da palestra, o Mestre veio até a minha casa. Uma dúzia de outros praticantes também vieram. Juntos assistimos ao vídeo de instrução dos exercícios. Nesse vídeo, o Mestre vestia amarelo e estava sentado na grama. “Olhem, onde eu estou sentado?”, perguntou o Mestre. Alguns praticantes viram a verdade e berraram: “Na flor de lótus!”

Todos viram a flor, menos eu. No meu coração, eu culpava a minha visão ruim. “Você consegue ver?”, perguntou-me o Mestre. Percebendo que eu não conseguia, ele continuou: “Eu farei com que a lótus se mova, para que você possa ver”.

Então eu a vi! O Mestre estava sentado em uma flor de lótus com muitas camadas, com suas pétalas movendo-se gentilmente. Verdadeiramente parecia um milagre.

O Mestre pegou um tomate de um prato próximo. Ele o cobriu com ambas as mãos e disse: “Alguém pode comê-lo”.

“Não, não o coma!”, eu respondi apressadamente. “Vamos deixá-lo aqui, para que possamos olhar para ele”.

Eu coloquei o tomate em cima da TV. Para efeito de comparação, coloquei um outro tomate do lado. Alguém exclamou: “Olhem! O tomate está brilhando! Tem um pequeno Buda dentro dele!” Eu vi um raio de luz verde-esmeralda irradiando-se do topo do tomate até o teto. Havia mesmo um pequeno Buda sentado dentro da luz. Não apenas o tomate estava brilhando, mas a TV e as paredes também emitiam uma luz verde-esmeralda. Estávamos todos em êxtase. Naquela noite, eu ainda podia ver a TV e toda a parede brilhando em verde-esmeralda. O tomate continuou a brilhar, emitindo uma forte luz. Mais tarde, quando o tomate de comparação ficou muito murcho, eu o troquei por um fresco. No 17º dia, após ter trocado o tomate de comparação quatro vezes, o tomate que o Mestre havia tocado ainda estava completamente fresco. Eu fiquei com medo de que o tomate algum dia estragasse, então eu deixei meu filho comê-lo (claramente a minha qualidade de iluminação era pobre).

Naquele dia, o Mestre nos disse que o universo tem se desviado do padrão de Verdade-Compaixão-Tolerância e estava em grande perigo. Ele também disse que a Terra passaria por graves problemas como consequência, e que não estava determinado se Dalian permaneceria. Todos nós pedimos ao Mestre para preservar Dalian. O Mestre respondeu: “Se nós vamos manter Dalian, o problema de água precisa primeiro ser resolvido”.

Naquela época, havia há muitos anos uma grande estiagem em Dalian. Com frequência o abastecimento de água era cortado. Ainda assim, desde o dia em que o Mestre disse que o problema de água precisava ser resolvido, vinte anos se passaram e Dalian não sofreu mais nenhuma escassez de água.

No sexto dia da palestra, o professor Li convidou o Mestre para um passeio pela cidade. Ele carregava duas câmeras com quatro rolos de filme. Um grupo de pessoas foi junto. Durante o passeio, eu percebi que o Mestre não queria tirar fotos com aquelas pessoas, que incluíam alguns mestres de qigong. Eu pensei que já que ele não queria tirar fotos com aquelas pessoas, as fotos não sairiam. Eventualmente, o Mestre chamou nós quatro, praticantes, para perto e tirou duas fotos com a gente.

Após o filme ser revelado, o professor Li me mostrou um rolo de filme inutilizado. “É realmente estranho”, ele me disse, “Quando fui levar o material para ser revelado, descobri que o filme de uma das câmeras havia sumido”. Sugeri que talvez as pessoas da sua família haviam retirado o filme. “Isso é impossível, já que as câmeras estavam comigo o tempo todo”, respondeu ele. “Eu revelei os outros rolos. Mas, olhe, estão todos estragados. Apenas essas duas fotos saíram direito”. As duas fotos boas eram aquelas duas que o Mestre tirou com nós quatro, os praticantes. O professor Li disse com entusiasmo: “Agora eu sei! O Mestre Li é de fato um Buda!”

Depois que levei as duas fotos para casa, um olhar mais atento me mostrou que haviam dois dragões em uma delas. Na outra foto, havia uma espada na parte de cima. Eu mencionei isso ao Mestre, quando entreguei as fotos para ele. Eu perguntei se eu vi corretamente os dragões e a espada. O Mestre respondeu: “Você conhece os dois mares em Dalian? Os dois reis dragões têm me ajudado a proteger o Fa, desde que eu cheguei à cidade. Aquela espada é a minha espada cósmica, a qual é extremamente poderosa”.

Vários anos mais tarde, em um dos meus sonhos, o Mestre me emprestou sua espada, para que eu lutasse contra os demônios. Ela era realmente muito poderosa. Quando eu a movimentei algumas vezes, dezenas de milhares de demônios instantaneamente desintegraram-se em nada.

Um dia, a Sra. Sun, o marido dela e eu visitamos o Mestre. A Sra. Sun disse ao Mestre que ela sofria de uma doença cardíaca há muitos anos. Ela ia ao hospital com frequência e já esteve em estado crítico quatro vezes. Durante momentos realmente ruins, ela não conseguia nem se deitar e por isso tinha que segurar sentada um travesseiro para conseguir dormir. O Mestre pôs sua mão esquerda debaixo da mesa. Ele levantou a mesa com a sua mão, enquanto girava a mão direita. O Mestre então juntou as mãos e caminhou para fora. Eu disse à Sra. Sun que o Mestre havia purificado o corpo dela.

Pouco tempo depois, o Mestre retornou. “Não se preocupe, você está bem agora”, disse o Mestre, sorrindo, para a Sra. Sun. “Você não possui mais doenças, e pode agora se concentrar no seu cultivo”. Desde então, faz duas décadas que ela tem cultivado. Ela nunca faltou a um estudo do Fa ou à prática dos exercícios. E, claro, sua doença cardíaca nunca mais voltou.

Em abril, acompanhei o Mestre a um distrito em desenvolvimento. Durante o almoço, o Mestre me perguntou: “Você usa óculos. Você é míope?” Eu disse que era. “Olhe para aquela pintura. Você consegue vê-la com clareza?”, perguntou o Mestre, apontando para uma pintura na parede. Eu disse que não conseguia. Então o Mestre massageou as minhas costas de cima para baixo três vezes e perguntou: “E agora?” Eu disse: “Está melhor que antes, mas eu ainda não consigo ver muito bem”.

O Mestre me disse que eu não iria mais precisar usar óculos. Eu disse a ele que era desconfortável ficar sem óculos, já que eu havia me acostumado a eles – além disso, as pessoas ao meu redor iriam me achar estranha se eu repentinamente parasse de usá-los. O Mestre então sugeriu que eu usasse um par de óculos com lentes planas. Após a conversa, eu percebi que o professor Li estava me encarando com desaprovação. Eu então entendi: o Mestre me disse algo e mesmo assim eu me recusei a aceitar. Minha qualidade-de-iluminação era muito pobre! Eu imediatamente mudei minha forma de pensar e disse ao Mestre: “Consigo ver a pintura agora”.

Depois, durante uma viagem ao Japão, eu comprei um lindo par de óculos com lentes planas. Contudo, a minha visão não estava boa, com óculos ou sem eles. Isso durou um ano, até que um dia eu acidentalmente sentei nos óculos e as lentes partiram no meio. Eu percebi que o Mestre estava me dando dicas, para que eu não usasse mais óculos. Exatamente naquela hora, eu estava lendo uma resposta que o Mestre deu a uma pergunta durante uma palestra: um praticante havia perguntando sobre usar óculos, e o Mestre disse que usá-los era um resultado do carma.

Vislumbrei minha baixa qualidade-de-iluminação e imediatamente joguei os óculos no lixo. Mais tarde naquele dia, fui até a estação de trem, encontrar uma pessoa conhecida. Enquanto olhava ao redor, eu percebi que conseguia ver tudo com clareza. Excitada, eu olhei e olhei. Me esqueci que havia ficado de me encontrar com certa pessoa, até que ela deu uns tapinhas no meu ombro.

Um dia, acompanhei o Mestre até o seu quarto no hotel. Uma atendente destrancou a porta. Assim que nós entramos no quarto, a TV ligou sozinha. A atendente ficou muito surpresa. Eu olhei para o Mestre, que sorriu e disse: “Isso sempre acontece quando entro em um quarto”.

No primeiro dia da palestra, uma mulher paralisada estava sendo carregada pelo seu marido. O praticante que estava vigiando o portão os parou, dizendo que o Mestre estava ali para ensinar o Fa e não para curar doenças. Naquele exato momento, o Mestre passou pelos portões e disse ao praticante: “Você pode deixá-los entrar”.

Antes da palestra começar, o Mestre curou a mulher. Ela foi capaz de mover-se imediatamente! Ao final da última palestra, ela caminhou até o palco, se ajoelhou e prostrou-se diante do Mestre, agradecendo por ele tê-la salvado. Foi emocionante para todos nós que testemunhamos a cena.

Um mês depois, um praticante e eu fomos visitá-la em casa. No passado, nós tínhamos testemunhado casos de pacientes aparentemente curados por mestres de qigong, porém os sintomas apareciam alguns dias depois. Nós queríamos ver como ela estava. Ela vivia no quinto andar do prédio. Um vizinho nos disse que ela não estava em casa, mas passava bem. De acordo com o vizinho, ela conseguia subir as escadas todos os dias e ia ao parque local, para fazer os exercícios. Nós não esperamos que ela voltasse. Não precisávamos ver com os nossos próprios olhos. O poder do Mestre é tão extraordinário, que os outros mestres de qigong não se comparam.

À medida que o fim do seminário se aproximava, o Mestre nos encorajou a escrever os nossos sentimentos e experiências em relação às palestras. Eu escrevi e escrevi, com lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Eu tive que reescrever várias vezes, mas mesmo a versão final que eu entreguei ainda tinha algumas gotas de lágrima.

Eu escrevi: “Durante décadas eu não sabia o que estava procurando. Era fama? Após eu ter me tornado uma gerente júnior, percebi que fama não era o que eu queria. Era dinheiro? Após eu conseguir algum dinheiro, percebi que isso também não era o que eu queria. Eu não tinha certeza sobre o que eu desejava, o que me deixava inquieta. Após comparecer ao seminário de nove dias do Falun Dafa, eu encontrei aquilo que estava procurando. O Mestre mudou a minha visão de mundo e minha forma de encarar a vida”.

Essas palavras vieram do fundo do meu coração. Após o fim das palestras em Dalian, nós encaminhamos o Mestre para o seu próximo destino, Jinzhou. Os milagres que ocorreram durante a viagem a Jinzhou, por causa do Mestre, foram verdadeiramente esclarecedores para mim.

(Continua)