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Políticos alemães falam com ativistas de direitos humanos sobre extração forçada de órgãos na China

2 de Novembro de 2016 |  

(Minghui.org) Políticos alemães quiseram saber mais detalhes sobre a perseguição ao Falun Dafa (também conhecido como Falun Gong) na China antes da 35ª Conferência de Direitos Humanos entre a União Europeia e a China.

Dois membros do Bundestag alemão, Michael Brand e Martin Patzelt, convidaram a Associação do Falun Dafa e outras organizações de direitos humanos na segunda-feira, 17 de outubro de 2016.

Da esquerda para a direita: Zhou Lei, presidente da Associação do Falun Dafa na Alemanha; Ding Lebin, Manyan Ng e Hubert Koerper, praticantes do Falun Gong; dois membros do conselho de administração da Sociedade Internacional para os Direitos Humanos; membros do Bundestag Martin Metzelt; e Michael Brand, representante da Fundação de Campo de Trabalho e membro do Bundestag.

Presidente da comissão condena a retirada forçada de órgãos na China

Como presidente da Comissão dos Direitos Humanos e Ajuda Humanitária, Michael Brand tem se preocupado com as violações dos direitos humanos na China durante muito tempo. Depois de recusar os pedidos da embaixada chinesa para remover os artigos sobre direitos humanos na China de seu site, seu visto para uma viagem àquele país foi recusado em maio de 2016.

Durante uma reunião na segunda-feira com ativistas de direitos humanos, Brand falou dos novos resultados da investigação conjunta sobre a extração forçada de órgãos na China, realizada pelo advogado canadense de direitos humanos David Matas e o ex-diplomata David Kilgour, além do jornalista norte-americano Ethan Gutmann. Ele acredita que há mais crimes escondidos por trás dos transplantes de órgãos na China que ainda não foram divulgados.

Patzelt: governo alemão deve "proibir" o turismo de órgãos na China

Patzelt disse que, embora Alemanha e China tenham negócios em conjunto, o governo alemão não deve vender sua alma por dinheiro. Ele observou que os governos de Israel e Espanha aprovaram leis que proíbem o "turismo de órgãos", quando as pessoas viajam para a China para um transplante ilegal. Ele acredita que o governo alemão deve fazer o mesmo.

Patzelt disse que os praticantes do Falun Gong pensam por si mesmos, e que o Partido Comunista Chinês sabe que não pode controlar um grupo espiritual, então começou a perseguição contra o Falun Gong por medo. Ele acrescentou que apenas ditadores temem àqueles que pensam por si mesmos.

Sociedade Internacional para os Direitos Humanos: Alemanha deve respaldar a resolução do Parlamento Europeu

Manyan Ng e Hubert Koerper, membros do conselho da Sociedade Internacional para os Direitos Humanos na Alemanha, disseram aos deputados alemães que a sua organização informou ao governo alemão sobre a extração forçada de órgãos na China há dez anos.

Ele lembrou aos deputados que o congresso dos Estados Unidos e o Parlamento Europeu aprovaram recentemente resoluções que pedem ao regime chinês para acabar com esta prática. O Parlamento Europeu também pediu uma investigação completa sobre este assunto.

A Sociedade Internacional para os Direitos Humanos pediu ao governo alemão para cumprir com a resolução da UE que proíbe o "turismo de órgãos" na China.

Advogados que representam praticantes do Falun Gong são perseguidos na China

O praticante de Falun Gong, Ding Lebin, falou sobre as ações judiciais contra o ex-ditador chinês Jiang Zemin, que foram apresentadas por mais de 20o mil vítimas da perseguição.

Ding disse que Wang Yu, advogado chinês agraciado com o Prêmio Internacional de Direitos Humanos Ludovic Trarieux, que levantou sua voz pelos praticantes do Falun Gong perseguidos, foi sequestrado pela polícia em julho de 2015 e está preso desde então. Ele também mencionou que Zhang Zanning, outro advogado de direitos humanos e professor de Direito, foi perseguido pelo regime chinês por defender praticantes do Falun Gong.

Os dois políticos disseram que, dado o considerável volume de provas, não há dúvida sobre a existência da retirada forçada de órgãos na China e eles pediram ao governo alemão e ao Bundestag para que tomem medidas para acabar com este crime.