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Fahui da China | Transitando digna e abertamente o caminho do cultivo

1 de dezembro de 2014 |   Por um praticante do Falun Gong da província de Hebei

(Minghui.org) Saudações Mestre! Saudações companheiros praticantes!

Começando a prática em desespero

Sofri um forte episódio de enfermidade em 2002. Pensei que iria morrer, então comecei a fazer meus últimos arranjos. Minha mãe me disse certo dia: “Filha, você vai ficar bem, não irá morrer. Sonhei que você tinha um dragão celestial como guardião essa noite.”

Não dei importância ao que ela me disse. Poucos dias depois, um praticante do Falun Gong me deu uma cópia do Zhuan Falun. Pensei: “Que maravilha. Tinha muito interesse em saber do que se tratava o Falun Gong. O Partido Comunista está perseguindo-o tão severamente, porém essas pessoas não tem medo e simplesmente atuam normalmente. Esse livro deve ser extraordinário.”

Passei pouco mais de meio dia lendo o Zhuan Falun. Aprendi que ensina as pessoas a serem boas, porém não entendi muito mais do que isso, então, continuei a leitura.

Meu irmão mais novo logo ficou sabendo que eu estava praticando o Falun Gong e procurou me deter. Disse a ele: “Somente quero praticar! Ninguém pode me deter.”

Exatamente como o Mestre disse:

“Ainda que as velhas forças tenham estado controlando certas coisas, não tem conseguido bloqueá-lo e muitas pessoas ainda vêm aprendê-lo.” (Ensinando o Fa no Fahui Internacional de Nova York, 2004).

Foi assim que comecei a praticar o Falun Gong.

Pratiquei por minha conta até 2009. Não estudava muito o Fa, estava ocupada com os fazeres de casa e me sentia sonolenta quando estudava o Fa durante a noite.

O único livro que li durante esses anos foi Zhuan Falun. Outros praticantes me emprestaram outros livros das conferências, mas não entendia bem o conteúdo.

Afortunadamente, os artigos do Informativo Semanal Minghui me ajudaram muito. Um dos artigos falava sobre o esclarecimento da verdade; fiquei comovida quando li. Pensei: “Esse Fa tão reto está sendo perseguido injustamente. Quero também esclarecer a verdade. O Falun Gong ensina as pessoas a serem melhores e está sendo difamado. Quero que todo o mundo saiba da verdade.”

Meu esposo tinha um negócio de transporte de grãos com caminhões e eu o acompanhava. Aonde quer que fôssemos, difundíamos a verdade sobre o Dafa.

É por isso que quando me encontrei com outros praticantes em 2009, já tinha certa habilidade para esclarecer a verdade. Refletindo um pouco, me dou conta que não tinha um entendimento muito profundo do Fa, mas sabia que o Mestre havia me dado uma nova vida e que lhe seguiria e faria o que ele nos pede.

Avançando

No outono de 2010, o coordenador me animou a comprar um computador e baixar todos os ensinamentos do Mestre para que pudesse ler mais sobre o Fa. Lia com entusiasmo dois capítulos do Zhuan Falun todas as noites, juntamente com uma das lições recentes.

Pouco depois fiquei feliz pelo coordenador ter comprado uma impressora para mim. Imprimi artigos do Minghui que considerava que eram os melhores e também outros panfletos de esclarecimento da verdade. Era muito fácil e nem sequer tinha que pedir ajuda para o coordenador.

Meus pensamentos retos ficavam cada vez mais fortes quando estudava o Fa em profundidade. Sentia como se todo o meu corpo e alma estivessem cobertos com a luz de Buda do Mestre. Encontrava-me repleta de pensamentos retos e fé desde o interior até o exterior, sem nenhum tipo de medo. Era um estado muito bom.

Estava praticando o Falun Gong quando a perseguição estava em seu ponto mais crítico. Porém, não tinha medo; caso contrário não teria começado a praticar. Dessa forma, quando validava o Fa, me expressava com calma e serenidade e não tinha medo algum. Bom, isso pode soar um pouco absoluto. Não deveria dizer que não tive nenhum medo, somente que tive muito pouco.

Utilizava uma bicicleta elétrica quando ia pelas ruas esclarecendo os fatos sobre o Falun Dafa e a perseguição. Chamava as pessoas na calçada e dizia para elas: “Venham, tenho algo bom para vocês.”

As pessoas perguntavam: “O que você tem?”

Então, pegava os DVDs do Shen Yun e dizia-lhes: “Não poderão ver isso em mais nenhum lugar. Os cenários, a música, o vestuário e as coreografias são esplendidamente belas. Esse show de classe mundial mostra os exemplos mais autênticos da cultura tradicional chinesa no mundo. Se o virem, terão bênçãos.”

Às vezes lhes mostrava uma foto do show. As pessoas sempre queriam uma cópia do DVD. Se no início não mostravam interesse, pareciam mudar de opinião e me diziam: “Está bem, deixe-me ver.”

Em seguida perguntava-lhes: “Você tem reprodutor de DVD? Podem reproduzir esse material num computador ou num DVD player e assim podem vê-lo com mais pessoas. Se der aos demais para que o vejam terá boa fortuna.”

Quando havia muitos DVDs levava uma caixa inteira, colocava-a na parte traseira da minha bicicleta e colocava outra bolsa grande no cesto da frente. Terminavam tão rápido que não parecia causar muito trabalho e precisava dizer às pessoas: “Esse é o último que sobrou. Precisarão se revezar para vê-lo.”

Montamos um centro de reprodução de materiais na minha residência e fornecia materiais de esclarecimento da verdade para outros praticantes. Estava acostumada a tomar duas rotas regulares durante os meus esforços de esclarecimento da verdade.

Já que sempre falo com as pessoas quando passo por esses roteiros, acabei conhecendo-os bem e se tornaram como parentes para mim. Começavam a comentar logo após ver o DVD e alguns diziam: “O DVD que você me deu é maravilhoso!” Alguns diziam: “Encontrei um reprodutor de DVD e muitos de nós pudemos ver juntos.”

Porém, as coisas nem sempre são tão fáceis. Havia pessoas que não escutavam e alguns chamavam a polícia e me denunciavam, mas eram poucos. Uma vez dei a uma pessoa uma cópia dos Nove Comentários sobre o Partido Comunista. Ele viu que tinha algo a ver com o Falun Gong e quis me denunciar à polícia.

Eu não pensei que ele fosse chamar a polícia e tampouco estava preocupada, e assim, continuei esclarecendo a verdade. Ele fez um telefonema e disse: “Há uma pessoa aqui distribuindo os Nove Comentários.”

Não me dei conta de quem ele estava chamando quando ouvi isso. Nesse momento, vários amigos seus se aproximaram, mas não tive medo: “Como pode mandar uma pessoa boa à polícia? Quem não sabe que o Partido Comunista Chinês está podre até a medula?”

“Sou um membro do Partido Comunista”, ele disse. Dei-me conta de que havia sido controlado pelo mal e disse para os seus amigos: “Falem com ele. Como pôde fazer algo assim?” Então, subi na minha bicicleta elétrica e quando ele tentou me deter, não conseguiu.

Imediatamente me dei conta de que tinha problemas no meu cultivo, caso contrário esse incidente não teria ocorrido.

O Mestre disse em: “Ensinando o Fa no Fahui internacional de Nova York, 2004”:

“Não importa o quão difícil seja, haverá um caminho que você poderá tomar, ainda que seja muito estreito. Você deverá ir por esse caminho corretamente e não funcionará se ficar um pouco para trás ou desviar-se um pouco. Contudo, existe um caminho para você. Em outras palavras, necessita transita-lo corretamente.”

Naquele momento sentia uma grande quantidade de interferências. Quando cheguei em casa, comecei a estudar o Fa com muita dedicação para poder me retificar e negar os arranjos das velhas forças. Tomei certo tempo para regressar a um bom estado de cultivo.

Nunca penso sobre a palavra “medo” quando vou esclarecer a verdade. Já que faço isso com o meu coração, não penso outra coisa a não ser ajudar as pessoas a compreenderem os fatos sobre o Falun Dafa e a perseguição.

Tenho entendido que simplesmente precisamos fazer o que devemos sem nos importar com mais nada. Às vezes as pessoas passavam ao meu lado quando estava fixando panfletos de esclarecimento da verdade e então eu falava com eles. Mantinha-me concentrada mesmo quando passavam carros e motos, simplesmente continuava fazendo o que havia planejado fazer. Mantive a mesma atitude a respeito das câmeras de vídeo e nunca pensei sobre o que poderia ocorrer comigo.

Minha cunhada me disse uma vez: “Você apareceu em tal e tal vídeo de uma câmara de segurança”. Eu lhe disse: “E daí! Quem não sabe que eu pratico o Falun Gong?” Meu esposo disse: “Você tem deixado todas as pessoas da vila preocupadas.” Disse em meu coração que seria muito bom se pudesse ajudar a todos da vila a compreenderem a verdade sobre o Falun Dafa.

Quando estava fixando cartazes para celebrar o Dia Mundial do Falun Dafa no dia 13 de maio, fui de bicicleta até uma vila próxima para fixar panfletos logo depois das 22h. Achei um bom lugar e fui colocar o panfleto num local alto após me assegurar que não havia ninguém na rua.

Não consegui mantê-lo estável mesmo tentando várias vezes. Senti que alguém estava me observando pelas costas. Olhei para trás e vi que havia alguém parado perto de mim. Ignorei-o e continuei tentando fixar o panfleto até finalmente conseguir.

Em seguida subi em minha bicicleta e me aproximei da pessoa. Era um senhor de mais de cinquenta anos. “O que faz por aqui? Ainda acordado?” Ele perguntou: “Isso se trata do Falun Gong?”

Perguntei a ele: “Você sabe do que se trata?” Ele disse que não sabia então lhe disse: “Todos são pessoas boas e creem em Verdade-Compaixão-Tolerância. Por acaso essas três qualidades não são boas?” Ele disse que eram boas.

Quando escutei isso me dei conta de que era uma pessoa com uma relação predestinada. Enquanto empurrava a bicicleta, ele me seguiu e pude contar a ele sobre o Falun Gong e a perseguição enquanto caminhávamos lado a lado.

Compartilhei com ele os milagrosos efeitos do Dafa para melhorar a saúde de uma pessoa e o que eu havia experimentado pessoalmente. Também lhe contei sobre a corrupção do Partido Comunista e ele também concordou. Também me contou sobre algumas coisas extraordinárias que ele havia experimentado.

Chegamos a outro cruzamento que parecia um bom local e assim decidi fixar outro cartaz. Pequei um e procurei estabilizá-lo, mas não consegui. Ele viu que eu não tinha força para fixá-lo e disse: “Espere, deixe-me ajuda-la.” Porém pensei que o cartaz teria um melhor efeito para salvar vidas se fosse fixado por uma praticante do Falun Gong.

Respondi a ele: “Tentarei de novo.” Dessa vez, consegui. As últimas palavras que disse a ele antes que cada um seguisse o seu caminho foram: “Lembre-se: Falun Dafa é bom, Verdade-Compaixão-Tolerância é bom! Essas palavras lhe manterão a salvo quando estiver em perigo.”

Ele assentiu com a cabeça e disse: “Lembrarei.”

Quando cheguei em outro cruzamento e estava a ponto de colocar outro cartaz, uma senhora com uma lanterna me reconheceu e me disse: “Você não é fulana de tal?”

Dei-me conta de que era alguém que me conhecia e assim lhe disse: “Sim, sou eu. Até agora você ainda não foi dormir?” Ela respondeu: “Ainda não.” Aproximou-se de mim e então comecei a lhe contar os fatos sobre o Falun Gong.

Árduas tarefas e determinação

Mesmo não tendo praticado por muito tempo, tenho procurado participar em cada projeto, incluindo instalar antenas de satélite para receber sinais da NTDTV.

As pessoas devem pensar que é cômico ver uma pessoa de mais de 40 anos instalando antenas de satélite. Quando comecei a ter contato com o praticante que coordenava esse assunto na minha vizinhança, simplesmente estava lhe ajudando a produzir DVDs.

Desde que comprei um computador e uma impressora, comecei a reproduzir materiais por minha própria conta. Logo comecei a aprender como instalar antenas de satélite ainda que minhas habilidades com o computador fossem muito limitadas.

O plano era ter antenas de satélite em cada vila quando começássemos a promover a NTDTV. Mas o praticante que tinha conhecimento dessa tecnologia não pode chegar à nossa área. Em alguns casos, passaram seis meses e as famílias que queriam a instalação da antena, ficaram esperando. Custou-me esperar e pensei que seria bom que eu mesma fizesse isso.

Justamente dois dias depois que cheguei a essa conclusão, o praticante que coordenava a atividade me pediu que fosse à sua casa para nos reunirmos e treinar quatro praticantes para aprender mais sobre essa tecnologia pelo conhecimento de um especialista. Isso era exatamente o que eu queria. Aprendi com um coração aberto e fui à única que aprendeu realmente como fazer as coisas.

Não tinha ideia se poderia realizar essa função corretamente quando comecei a ajustar os sinais em casa e os praticantes de uma vila próxima já estavam me pedindo para que fosse até lá para ajudá-los. Foi assim que comecei a trabalhar com recepção via satélite.

Como não sabia se conseguiria, comecei o trabalho na casa de um praticante, já que havia recém começado. Se falhasse, não haveria problemas.

Para nossa surpresa, a antena e a máquina foram instaladas rapidamente e tudo funcionou bem. Na segunda casa que fui também era de um praticante e novamente tudo foi instalado com sucesso. A terceira casa era de uma pessoa de mais de 30 anos e me viu instalar a antena na laje.

Novamente obtivemos o sinal na primeira tentativa e o sinal era estável. Ela disse: “Estava observando para ver se você iria conseguir e realmente conseguiu.”

Quando desci e procurei encontrar o sinal no televisor, novamente o sinal foi captado. E assim, instalei antenas em três casas em apenas uma tarde.

Nem sequer sei como fiz tudo isso. Sempre que penso sobre isso, sinto profundamente que foi realmente como diz o Mestre em Zhuan Falun: “...o cultivo depende de si mesmo, enquanto o gong depende do Mestre.”

Recentemente senti que tive um entendimento mais profundo sobre um parágrafo na lição do Mestre: “Ensinando o Fa no Fahui do Meio Oeste dos Estados Unidos, 2003”: 

“Na realidade, falei disso há muito tempo: quando a sua mente é muito reta, um agente especial não se atreverá a ficar onde você estiver. Ele só tem duas opções. Uma é ser assimilado ao campo reto, já que o campo puro e reto que emana dos discípulos do Dafa limpará todo o mal na mente dessa pessoa. O campo puro e reto pode desintegrar, desintegrar tudo o que não é reto na consciência dessa pessoa e essa é outra manifestação de salvação e um reflexo de compaixão. Quando todo o mal na consciência de uma pessoa é desintegrado e somente lhe resta uma mente pura e simples, então essa pessoa reconhecerá e apreciará o que é reto e bom. Acaso ele não foi assimilado? Então, a outra opção é que saia correndo tão rápido quanto possa e isso se deve que o carma de pensamento e os maus conceitos da pessoa malvada tem medo de serem desintegrados.”

Devemos estar tranquilos e serenos enquanto percorremos nosso caminho de cultivo.

Por favor, corrijam qualquer coisa inapropriada. Heshi!