(Minghui.org)

Nome chinês: 张国宇
Sexo: Masculino
Idade: 50
Cidade: Dalian 
Provincia: Liaoning
Ocupação: Gerente de atendimento ao cliente
Data do óbito: 18 de janeiro de 2022
Data da última prisão: 12 de setembro de 2006
Local de detenção mais recente: Campo de Trabalho Forçado de Benxi

O Sr. Zhang Guoyu sofreu várias prisões, detenções e torturas desde que o regime comunista chinês começou a perseguir o Falun Gong há 23 anos. Enquanto cumpria sua segunda sentença no Campo de Trabalho Forçado, ele foi esticado em uma posição extremamente dolorosa por nove dias e sofreu uma infecção pulmonar grave.

Em 2021, o Sr. Zhang sofreu com novas sessões de torturas, causando-lhe muito sofrimento mental, sua condição pulmonar teve recaida. Ele teve acúmulo de líquido no abdômen, o que causou falência múltipla de órgãos. Ele estava com 50 anos, faleceu em 18 de janeiro de 2022.

Sr. Zhang Guoyu

O Sr. Zhang e sua esposa, a Sra. Shen Lian, trabalhavam em uma empresa de comunicação na cidade de Dalian, província de Liaoning. Eles ganharam muitos prêmios e eram muito elogiados por seus colegas.

Como gerente de atendimento ao cliente, o Sr. Zhang costumava dar uma mãozinha extra para seus clientes, inclusive emprestrou 3.000 yuans de seu próprio bolso para um homem idoso que estava lutando com suas finanças.

Primeiro campo de trabalho forçado e demitidos de seus empregos

Em 2001, depois que a perseguição começou, o casal foi a Pequim apelar pelo direito de praticar o Falun Gong, porém, foram presos. O Sr. Zhang foi condenado a dois anos de trabalho forçado. Quando ambos foram detidos, seu filho ainda em idade pré-escolar foi deixado em casa sem cuidados parentais.

No Centro de Detenção de Yaojia, por Zhang se recusar a usar um crachá de detento, os guardas o colocaram em confinamento solitário e instigaram outros detentos a espancá-lo. Eles o algemaram a uma cama, cobriram sua cabeça com um capacete e o espancaram. Suas pernas ficaram gravemente feridas e ele não conseguia sair da cama depois. Os guardas o algemaram com tanta força que seus dedos ainda estavam dormentes um mês depois.

O Sr. Zhang foi forçado a ficar na cama por mais de 20 dias, sem roupa de cama ou cobertor. A única vez que ele teve permissão para sair foi para usar o banheiro e fazer as refeições, que eram menos de uma hora por dia. Ele não tinha permissão para se lavar ou trocar de roupa. Quando ele finalmente foi solto da cama, suas mãos e pés estavam severamente inchados devido à má circulação sanguínea.

Com a política de perseguição de “arruinar suas reputações, arruiná-los financeiramente e destruí-los fisicamente”, a empresa de comunicação demitiu o Sr. Zhang e a Sra. Shen. Eles recorreram ao Departamento de Justiça Trabalhista, ao tribunal local e ao tribunal intermediário, mas sem sucesso.

Segunda pena no campo de trabalho

Em 12 de setembro de 2006, o Sr. Zhang foi preso novamente, apenas uma semana depois de começar a trabalhar em uma nova empresa. Oficiais da Delegacia de Polícia de Jiaojinshan saquearam sua casa, confiscaram sua impressora, registro residencial, identidades, uma placa que dizia “Verdade, Compaixão e Tolerância são boas!” (os princípios do Falun Gong) e uma foto do fundador do Falun Gong. Pouco depois, ele recebeu mais dois anos de trabalho forçado.

Devido ao tormento físico e mental em 2001, a Sra. Shen sofreu um esgotamento mental e estava em estado de delírio. Porém, como ela se recuperou em pouco tempo, novamente sofreu outro golpe com a última prisão do Sr. Zhang. Ela foi à delegacia para exigir a libertação dele, mas foi ameaçada e seguida pelos policiais. Ela sofreu outro esgotamento mental e ficou em estado de delírio novamente.

Levado em 2007 para um campo de trabalho forçado

Em 2007, o Sr. Zhang foi levado para o Campo de Trabalho Forçado de Benxi pelo oficial Wang Shiwei. No início, os guardas fingiram ser gentis com ele e lhe ofereceram para fazer ligações para sua família.

Quando sua família viajou de Dalian para visitá-lo em setembro de 2007, o guarda Liu Shaoshi pediu a vários outros guardas e ex-praticantes, que foram coagidos a renunciar ao Falun Gong, para fazerem parte da reunião. Liu afirmou que o Sr. Zhang tinha que ser responsável por sua família e deu a entender que sua família o persuadisse a desistir de praticar o Falun Gong.

Como o Sr. Zhang se recusava a fazer concessões, Liu acabou suspendendo a comunicação dele com sua família. Quando eles vieram visitá-lo novamente, Liu negou o pedido de visitação. O mesmo aconteceu com outros praticantes que permaneceram firmes em sua fé. Mesmo quando suas famílias viajavam até o campo de trabalho forçado durante o inverno rigoroso, Liu não permitia que eles vissem seus entes queridos.

Pouco depois do Ano Novo Chinês de 2008, o guarda Liu disse ao Sr. Zhang: “Acabei de falar com sua mãe, que disse que seu pai ficou tão chateado com você que morreu!” Então, outro guarda Guo Tieying espalhou rumores sobre o Sr. Zhang, e o criticou por causar a morte de seu pai. Quando o Sr. Zhang foi libertado mais tarde, soube por sua mãe que o pai estava deprimido com a prisão dele, mas que faleceu devido a um ataque cardíaco.

No início de março de 2003, o guarda Zheng Tao disse ao Sr. Zhang: “Você deve desistir do Falun Gong!. Estou anunciando uma guerra contra você em nome do Centro Jurídico.”

O Sr. Zhang respondeu: “Somos praticantes do Falun Dafa! Seguimos os princípios da Verdade, Compaixão e Tolerância, não temos inimigos. Não faz sentido eu entrar em qualquer guerra!”

Tortura de alongamento, similar ao "rack"

Quando mentiras e pressão não conseguiam abalar a fé do praticante, o guarda Liu começava a usar o método de alongamento extremo para torturar.

A tortura de alongamento foi amplamente utilizada pelos guardas do Campo de Trabalho Forçado de Benxi, pois não causava muitas lesões externas visíveis aos praticantes, mas os danos internos eram incalculáveis.

Além do Sr. Zhang, outros praticantes que sofreram a tortura prolongada incluem: o Sr. Song Jiwei, o Sr. Zhang Zhigang, o Sr. Gao Dong, o Sr. Wang Zhongming e o Sr. Gong Fajiu.

Os guardas juntam duas camas de solteiro e prendem os quatro membros dos praticantes (pelos pulsos e tornozelos) nas extremidades das camas, o corpo fica esticado. Eles inicialmente algemam os praticantes na cama, mas depois mudam para cordas, depois que as algemas cortam os pulsos dos praticantes. Assim, foi com o Sr. Wang Xuefei, que causaram ferimentos externos.

De vez em quando, os guardas apertavam as cordas ou afastavam as camas, mantendo-as afastadas e preenchendo o espaço entre elas com tijolos. O resultado foi algo similar ao “rack” visto nos filmes de Hollywood.

Em alguns casos extremos, os guardas amarravam os quatro membros dos praticantes na parte mais alta da estrutura da cama e deixavam seus corpos suspensos no ar. Como um praticante acabou em estado vegetativo por causa dessa tortura, posteriormente eles pararam de usá-la, criando um meio mais tortuoso de infligir sofrimento sem o risco de ir longe demais.

Reconstituição da tortura: alongamento extremo

Em 11 de março de 2003, os guardas colocaram o Sr. Zhang em confinamento solitário. Três dias depois, eles o amarraram na posição de “alongamento extremo” por nove dias. Eles planejavam mantê-lo amarrado por mais tempo, esperando que isso o forçasse a renunciar ao Falun Gong e fornecer informações sobre outros praticantes.

No nono dia, o Sr. Zhang começou a ter dificuldade para respirar e a apresentar outros sintomas. Os guardas o levaram para o hospital. O médico encontrou uma infecção pulmonar grave que, segundo ele, deveria ser tratada imediatamente. Os guardas se recusaram a deixá-lo ficar no hospital, e o levaram para a clínica do Campo de Trabalho.

O Sr. Zhang apresentou um quadro febril alto, que persistiu por uma semana, antes que sua temperatura finalmente voltasse ao normal depois de receber três frascos de medicação intravenosa todos os dias. Incapaz de suportar mais a perseguição, ele escreveu uma declaração para renunciar ao Falun Gong contra sua vontade.

Quando o irmão do Sr. Zhang foi visitá-lo no início de abril, o guarda Guo Tieying disse a ele que, como o Sr.Zhang não cantava a música exigida ou seguia as regras, eles o colocaram em uma disciplina rigorosa – que era apenas ter algumas aulas pela manhã e depois fazer alguns trabalhos leves à tarde. Como acreditavam nos guardas, as famílias de muitos praticantes não acreditavam nas torturas que estavam sofrendo lá, e sentiam-se seguras de deixar os guardas cuidarem de seus entes queridos.

Em 11 de julho de 2003, o Sr. Zhang e outro praticante Sr. Song Jiwei escreveram uma declaração solene, anulando a declaração que eles escreveram antes de renunciar ao Falun Gong. Os guardas os colocaram em confinamento solitário três dias depois. O Sr. Song foi mantido lá por nove dias e o Sr. Zhang por quatorze dias.

Durante o confinamento, os guardas vinham várias vezes e ameaçavam esticá-los novamente, porém não foram dissuadidos.

Depois que o Sr. Zhang foi libertado em setembro de 2008, as autoridades continuaram a assediá-lo de tempos em tempos, assim como faziam também com sua esposa. Ele vivia com medo e imensa angústia, até que sua condição pulmonar recaiu em 2021 durante os últimos assédios. Ele tinha acúmulo de líquido no pulmão e no abdômen e morreu de falência múltipla de órgãos em um hospital no início da manhã de 18 de janeiro de 2022.

As opiniões expressas neste artigo representam as próprias opiniões ou entendimentos do autor. Todo o conteúdo publicado neste site é protegido por direitos autorais do Minghui.org. O Minghui produzirá compilações de seu conteúdo on-line regularmente e em ocasiões especiais.