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Nova York: praticantes do Falun Gong pedem o fim da perseguição na China durante cúpula da ONU

16 de novembro de 2019 |   Pelo correspondente do Minghui, Cai Ju

(Minghui.org) Em 23 de setembro, enquanto a 74ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas realizava uma série de reuniões em Nova York, os praticantes do Falun Gong fizeram uma manifestação no Dag Hammarskjöld Plaza para pedir o fim da perseguição que já dura 20 anos na China.

Em 23 de setembro de 2019, os praticantes fizeram os exercícios e exibiram faixas no Dag Hammarskjöld Plaza, enquanto a cúpula das Nações Unidas acontecia.

Na Praça Dag Hammarskjöld e ao longo da Segunda Avenida, entre as ruas 44 e 52, os praticantes exibiam faixas que diziam “Falun Dafa é Bom” e “Leve Jiang Zemin à justiça”. O protesto pacífico durou das 7h às 19h. Alguns praticantes meditavam, outros seguravam faixas, enquanto outros falavam com os pedestres e lhes ofereciam panfletos.

Resgatando familiares

Xiao Yanbing, uma engenheira aposentada da Universidade Shenyang Ligong, disse que seu marido Yu Chunsheng foi preso em 19 de junho, em um trem. Yu, professor associado e chefe de departamento da Universidade, foi preso várias vezes por causa da sua crença.

“Yu foi levado ao Centro de Detenção do Departamento de Polícia de Shenyang há mais de três meses, mas nossa família não ouviu nada sobre ele”, disse sua esposa Xiao. Ela disse que todos os pedidos de visitas familiares foram negados. Ela soube recentemente que as autoridades planejavam levar seu marido à procuradoria. “Não sei o que aconteceu com ele e estou muito preocupada”, disse ela.

Dai Min, ex-médico legista da cidade de Zhengzhou, província de Henan, em 2004, foi demitido e preso após ter conversado com uma pessoa sobre o Falun Gong. “Nos últimos 15 anos, eu e outros praticantes fomos presos e detidos muitas vezes. Um deles morreu um dia após ter sido detido e torturado”, afirmou Dai.

Yuan Xiaoli, uma praticante que acabou de se mudar para Nova York, disse que recentemente sua irmã mais nova foi detida. “Em 11 de setembro, recebi um telefonema dos funcionários da Harbin Railway, dizendo que a mantinham sob custódia. Fiquei muito surpresa porque antes a polícia a havia chamado para fazer apenas um exame físico”. Yuan espera que a comunidade internacional possa ajudar a resgatar sua irmã mais nova.

Os pedestres param para aprender sobre o Falun Gong.

Os praticantes exibem faixas na Segunda Avenida.

Carros com faixas “Falun Dafa é bom”

Diga não à perseguição religiosa

Alan Adler, diretor executivo dos Amigos do Falun Gong, falou que já faz 20 anos que a supressão do Falun Gong começou na China em julho de 1999: “E continua nos dias de hoje. Pelo número de praticantes afetados pela gravidade da tortura, é uma das maiores violações dos direitos humanos na história da humanidade”.

Adler espera que muitos dos líderes mundiais presentes na Assembleia Geral da ONU ajudem a acabar com essas atrocidades. Em 23 de setembro, o presidente Donald Trump falou na sessão anual da Assembleia Geral da ONU com uma "Chamada Global para Proteger a Liberdade Religiosa", fazendo dele o primeiro presidente dos EUA a convocar uma reunião da ONU sobre liberdade religiosa.

No início deste ano, o presidente Trump se encontrou com 27 sobreviventes de perseguição religiosa de 17 países. Entre eles estava Zhang Yuhua, praticante de Falun Gong da China. Foi a primeira vez que um presidente dos EUA se encontrou na Casa Branca com um praticante perseguido. Além disso, o vice-presidente Mike Pence e o Secretário de Estado Mike Pompeo fizeram vários discursos denunciando as violações dos direitos humanos pelo partido comunista Chinês.

Adler também mencionou a Lei Magnitsky, um projeto de lei aprovado pelo governo dos EUA em 2012. Em 2016, o Congresso promulgou a Lei Magnitsky Global, que permite ao governo dos EUA emitir sanções contra funcionários de governos estrangeiros por violações dos direitos humanos. Isso inclui a proibição destas pessoas de entrar no país e o congelamento de seus ativos e transações financeiras.

“A lei já existe. Se for amplamente aplicada contra os violadores de direitos humanos na China, o impacto será enorme”, explicou Adler.