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“Coisas boas”, “coisas ruins”, todas são coisas boas

7 de Outubro de 2016 |   Por um praticante da China continental

(Minghui.org) Há alguns dias, entrou em contato comigo uma praticante de outra região que eu não via há vários meses. Ela queria conversar sobre alguns problemas que haviam ocorrido na sua casa, no seu trabalho e com outras pessoas. Ela não conseguia entender porque estavam ocorrendo tantos problemas.

Nesse mesmo dia, outra praticante compartilhou comigo os seus problemas cotidianos, sobre como ter que cuidar de pessoas mais velhas e como cumprir exigências de outros familiares. Ela estava fazendo as três coisas que os praticantes devem fazer. Como ela era aposentada, as pessoas solicitavam a sua ajuda, tal como cuidar de crianças e fazer as tarefas domésticas. Sempre estava disposta a ajudar. Porém, ao estar tão ocupada, às vezes deixava de lado o estudo do Fa. Ela me perguntou se isso era uma interferência, e eu respondi: “Você fica muito irritada ou incomodada quando lhe pedem para ajudar os outros?”. “Sim”. Eu então sugeri que talvez essas coisas ocorressem com o propósito de fazer com que ele percebesse que já era hora de eliminar essas noções. Sabemos que o estudo do Fa é para guiar nosso cultivo. Quando essas coisas ocorrem, não são boas oportunidades para melhorar o nosso xinxing?

Ao ver que essa praticante ficou inquieta, pensei: “Como os praticantes devem olhar para as interferências e tribulações ao fazerem as coisas”. Também notei que quando alguns praticantes têm dores físicas ou interferências, imediatamente pensam: “Não a aceite, e negue todos os arranjos das velhas forças”. Esse pensamento indica que esses praticantes têm fortes pensamentos retos.

O Mestre disse:

Quando você tem fortes pensamentos retos, nada pode lhe bloquear. Desde o dia em que um discípulo do Dafa se dedica no cultivo, toda a sua vida é novamente arranjada. Em outras palavras, a sua vida agora é a vida de um cultivador. Nada mais é por casualidade e nada ocorrerá somente por casualidade. Tudo no caminho da tua vida está diretamente relacionado com o teu melhoramento e cultivo. ("Ensinando o Fa na cidade de Los Angeles")

Isso não significa que nada é casual para um praticante? Portanto, não podemos fazer as coisas de acordo com as nossas noções humanas.

O Mestre disse:

Seja o que for que experimentem durante o cultivo – bom ou mau – é bom, já que isso ocorre somente porque vocês estão cultivando. Um cultivador não pode alcançar a perfeição quando está cheio de pensamentos humanos, cheio de dívidas de carma ou de apegos. (Ao Fahui de Chicago)

Devemos nos perguntar: Mudamos fundamentalmente, com base neste princípio mais básico do Fa? Como podemos desperdiçar as oportunidades com que o cultivo nos brinda? Olhar para fora é uma brecha e as velhas forças tomarão o controle disso para provocar interferências e tribulações sem fim.

Nada do que encontramos é acidental

Obtive o Fa em 1993 e quando comecei a praticar tinha em mente que o Mestre havia arranjado a minha vida. “Então, todas as situações em que eu me deparo não são acidentais e devem estar relacionadas com o meu cultivo”.

Na verdade, vejo todos os conflitos e dores físicas como coisas boas, mesmo que algumas vezes eu tenha que suportar com lágrimas nos olhos. Sinto-me feliz em meu coração porque sei que tudo isso é para melhorar o meu xinxing. No início do cultivo, quando manifestei carma de enfermidade e tinha uma dor insuportável, eu permanecia feliz em meu coração. Sabia que Mestre estava me ajudando a eliminar carma em outras dimensões. Se não tivesse experimentado tribulações ou conflitos, ou eliminação de carma, talvez por muito tempo eu tivesse ficado estancada em um nível e com algo a ser melhorado.

Olhando para dentro e eliminando apegos

Cada vez que sentia incômodo, eu considerava como algo bom.

Porém, meu entendimento mudou. Já não considerava que sentir-se mal era carma de enfermidade, mas que era preciso olhar para dentro e eliminar apegos. Considerava que qualquer tipo de incômodo era uma limpeza em meu corpo e uma oportunidade para eliminar as interferências das velhas forças. Então, muitas vezes ainda, devemos passar essas provas com pensamentos retos. Nossa força de vontade e nossa habilidade para suportar as dificuldades irão crescer mediante a prática de cultivo. Se o gong que se desenvolve em nosso corpo se move, o Mestre já nos disse:

Como as terminações nervosas são muito sensíveis, surgem diferentes tipos de estados. (Zhuan Falun)

Iluminei-me que enquanto continuarmos cultivando e fazendo progressos em direção a reinos mais elevados, o nosso corpo passará por mudanças correspondentes. Aqueles que são muito sensíveis poderão sentir. Não importa o que venha a ocorrer, devemos enfrentar com pensamentos retos. Nossos corações não devem se mover e precisamos fazer tudo o que seja necessário ser feito.

Como praticante no período da retificação do Fa, considero tudo o que eu encontro como algo bom. Não estou dizendo que as tribulações arranjadas pelas velhas forças seja algo bom, porém, se as negamos e as eliminamos, não significa que temos nos elevado a um nível mais alto?

Aproveitando cada oportunidade para validar o Dafa

Depois que a perseguição começou, alguns praticantes me perguntaram se a minha unidade de trabalho poderia me causar problemas. Respondi: “Nunca considero a eles como problemas. Normalmente não temos oportunidade de falar com eles. Não é uma boa chance para que eles saibam a nosso respeito?”. Com frequência, na unidade de trabalho me chamavam para conversar, e sempre aproveitei a oportunidade para esclarecer os fatos e os resultados foram muito bons.

Ao entender que tudo o que eu encontrava não era acidental, para cada coisa que me passava eu olhava pela perspectiva do Fa. No começo não conseguia pensar dessa forma, porém, gradualmente pude abandonar as minhas noções humanas. Considerava o fato de que todos os que encontravam tinham uma relação predestinada comigo e sabia que necessitava tratá-los com pensamentos retos. Não tive interferências por pensar dessa forma. Às vezes me perguntava por que não me chateava com essas pessoas. O Mestre disse:

Lembrem, o que para os seres humanos é sabedoria convencional, está invertido. Então, quando encontra problemas enquanto se cultiva, não considere isto como coisas contraditórias, como interferências às suas tarefas retas, ou como ataques contra essas 10 tarefas, e nem pense: ‘Esta coisa que estou fazendo é de máxima importância...’ Na realidade, muitas coisas podem não ser verdadeiramente como você as vê. Seu verdadeiro melhoramento sempre será o principal e o mais importante, a perfeição em seu cultivo sempre é o principal e o mais importante. ("Ensinando o Fa no Canadá", 2006)

Não estou falando sobre o quão bem tenho me cultivado, porém estou compartilhando o meu entendimento real; que vejo todas as coisas como sendo algo bom. Isso porque não podemos nos elevar se não houver dificuldades. Então, cada vez que passo por um conflito ou uma tribulação e olho em retrospectiva no processo de eliminar apegos, realmente ofereço a minha gratidão, agradecendo às pessoas que me ajudaram na minha elevação a um reino mais alto. Também agradeço ao Mestre, que compassivamente tem estado cuidando de mim ao longo do caminho.

Quando ocorrem tribulações, é uma prova que devemos passar ou é uma interferência arranjada pelas velhas forças? Meu entendimento é que depende de qual é o nosso ponto de partida. Se o nosso pensamento está no Fa, então é o que o Mestre arranjou para elevar o nosso nível. Mas, se o nosso pensamento não está no Fa, então seguimos os arranjos feitos pelas velhas forças, que querem nos arrastar para baixo.

O Mestre disse:

O que um ser quer fazer é decisão dele, inclusive se fez certo tipo de promessa na história. Em momentos críticos, o que ele deseja fazer, é decisão dele. ("Ensinando o Fa no Fahui da Filadélfia, EUA", 2002).

Em consequência, enquanto tivermos pensamentos retos e trilharmos o caminho arranjado pelo Mestre, estaremos genuinamente nos cultivando no Fa. Inclusive se temos brechas, podemos retificá-las com o Fa. Não importa o que as velhas forças tenham arranjado, não terá nenhum efeito. Já que o nosso Mestre não as reconhece, tampouco devemos reconhecê-las.

O que foi escrito é apenas os meus entendimentos pessoais, por favor, sejam amáveis ao apontar qualquer coisa incorreta.